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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ABORDAGENS EDUCACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DE SURDOS
CRISTINA B. F. LACERDA

ORALISMO

Abordagem educacional que pregava a reabilitação dos surdos para que superassem a surdez, que falassem, e de certo modo se comportassem como humanos sem deficiências. Tinha como objetivo impor a oralização para que os surdos fossem aceitos socialmente. A partir desse processo deixou a grande maioria dos surdos de fora de toda a possibilidade educativa, de desenvolvimento pessoal de integração social obrigando-os a se organizarem de forma quase clandestina.

GESTUALISTAS

Defendiam que os surdos desenvolviam uma linguagem que, ainda que diferente da oral era eficaz para a comunicação e lhes abria as portas para o conhecimento da cultura, incluindo dirigido para a língua oral.Teve como representante principal o abade Charles M. De L´Epée que a partir da observação de grupos de surdos, verifica que estes desenvolviam um tipo de comunicação apoiada no canal viso-gestual , que era muito satisfatória. Partindo de tal observação desenvolveu um método educacional apoiado na língua de sinais da comunidade de surdos, acrescentando a estes sinais a estrutura do francês. A proposta tinha como objetivo fazer com que os educadores aprendessem estes sinais para se comunicarem com os surdos para poder lhes ensinar a língua falada.

COMUNICAÇÃO TOTAL

Prática de usar sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital para fornecer inputs lingüísticos para estudantes surdos, ao passo que podem expressar-se nas modalidades preferidas. Tinha como objetivo fornecer à criança a possibilidade de desenvolver uma real comunicação com seus familiares, professores e coetâneos, para que possa construir seu mundo interno. Pode se utilizar tanto de sinais usados da língua dê sinais usados pela comunidade surda, como também sinais gramaticais modificados e marcadores para elementos presentes na língua falada. Dessa forma tudo que for falado pode ser acompanhado por elementos visuais que o representem, o que facilitaria a aquisição da língua oral e posteriormente da leitura e da escrita.

EDUCAÇÃO BILÍNGUE

Tinha como objetivo contrapor-se ao modelo oralista por considerar o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem de pessoa surda. Contrapõe-se também à comunicação total por defender um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional. Prega a não mistura das línguas e que se sejam ensinadas duas línguas: a de sinais e a do grupo majoritário. Considera a língua de sinais adequada para a criança surda, pois a expõe à integridade do canal visogestual, fazendo que esta desenvolva sua competência lingüística para mais tarde servir como ponte para se aprender a língua do grupo majoritário.

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