Feliz natal para todos os nossos amigos.A paz de Cristo que a todos faz bem inunde os corações.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
DOCE INFÂNCIA

Meu Filhos David e Jônatas
Casimiro de abreu
Meus Oito Anos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O HOMEM É MAL

As motivações para as práticas de determinadas ações me faz compreender a razão pela qual Deus disse a Noé: " O homem é mal desde a sua meninice".Olho as bondades praticadas e vejo que são meros propósitos políticos.Observo a atenção depositada nas pessoas em evidência na sociedade e percebo desejo de fama e glória. O homem apenas vive para se projetar ou expor seus dotes e dons. Quer sempre ser o melhor,estar em destaque e suplantar o seu semelhante.Muitos há na terra que culpam até mesmo a Deus pelos problemas existências.
Jean-Paul Sartre expõe que a característica tipicamente humana é o nada,um espaço aberto.Com isso o homem torna-se um ser não-estático,não-compacto,acessível às possibilidades de mudanças.para Martin Heidegger a existêcia humana trata-se do confronto do "eu" com os outros,em que o homem torna-se aquilo que os outros desejam. Entretanto continuo a questionar os princípios existencialistas de seres humanos que fazem uso do narcisismo e do egocentrismo em detrimento do altruismo,da empatia e do amor abnegado.O cristianismo, embora diverso nas suas denominações,precisa voltar às praticas primitivas do amor sincero e verdadeiro para ser a diferença nesse mundo de senhores feudais,onde a suserania e a vassalagem impera em nome do egoísmo e do amor ao sucesso pessoal. Se há o efeito do pecado no homem,ele é mal.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
6º CONGRESSO DE ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL EM ALAGOAS
terça-feira, 14 de setembro de 2010
ESCATOLOGIA GRECO-ROMANA
O reino ctônio de Plutão chamava-se mais comumente Hades, mas havia outros nomes pelos quais podia ser designado, na Grécia e em Roma, muitas vezes tomando-se a parte pelo todo, como Érebo, Tártaro, Orco, Inferno, estes dois últimos provenientes do latim.
Discutida a etimologia de Hades, tentaremos estabelecer as das outras denominações, quando existirem
ÉREBO, do grego Έρεβος (Érebos), designa as trevas que cercam o mundo. Trata-se de uma concepção indo-européia * reqwos, " cobrir de trevas", que aparece no sânscrito como rájas, "espaço escuro", no gótico riqiz, "escuridão", e no armênio erek, "tarde" .
TÁRTARO, é o grego Τάρταρος (Tártaros), "abismo subterrâneo, local de suplícios", é possivelmente um empréstimo oriental.
ORCO é o latim Orcus, "morada subterrânea dos mortos, os infernos". A Etimologia do vocábulo é desconhecida. A proveniência do indo-europeu * areq ou areg é atualmente considerada como fantasiosa, quando não absurda.
INFERNO ou OS INFERNOS é palavra latina infernus. Etimologicamente infernus é uma forma segunda de inferus "que se encontra embaixo", por oposição a superus, "que se encontra em cima", onde a oposição Di inferi, deuses do Inferno, do Hades, e Di Superi, deuses do Olimpo. Observa-se, ainda, em latim, os comparativos inferior, que está mais embaixo, "inferior", por oposição a superior, que está mais acima, "superior.
Substantivado o neutro plural inferna, -orum, significa as habitações dos deuses de baixo e também dos mortos, quer dizer, o Inferno, abstração feita, em princípio, de local de sofrimento ou de castigo, já que todos na Grécia e em Roma iam para o "Inferno", como parece ter sido no Antigo Testamento, o sentido de Sheol, onde é documentado sessenta e cinco vezes, como por exemplo em Jó 17,16: in profundissimum infernum descendent omnia mea: "todas as minhas coisas descerão ao mais profundo dos infernos".. E era, precisament, com esta acepção que ainda se rezava, no Credo, não faz muito tempo, (que Jesus Cristo) desceu aos infernos, expressão que, para evitar equívoco, foi substituída por desceu à mansão dos mortos. É a partir do Novo Testamento, todavia, que o Inferno, é identificado com a Geena, local de sofrimento eterno e a parte mais profunda do Sheol, como está em Lc 16,22-23.
Factum est autem ut morertur mendicus et portartur ab angelis in sinum abrahae. Mortuus est autem et diues et sepultus est in inferno: "Ora sucedeu morrer o mendigo e foi levado pelos anjos para o seio de abraão, e morreu também o rico, e foi sepultado no inferno". A Sequencia da Parábola diz que Lázaro, o mendigo, estava lá em cima e o rico lá em baixo, havendo entre ambos um abismo intransponível.
Na Grécia, ao que tudo indica, somente a partir do Orfismo, lá pelo século VII-VI a.e.c., é que o Hades, o Além, foi dividido em três compartimentos: Tártaro, Érebo e Campos Elísios. O fato facilmente se explica, é que o Orfismo rompeu com a secular tradição da chamada maldição familiar, segundo o qual não havia culpa individual, mas cada membro do guénos era co-responsável e herdeiro das faltas de cada um de seus membros, e tudo se quitava por aqui mesmo. Para os Órficos a culpa é sempre de responsabilidade individual e por ela se paga aqui; e quem não se purgar nesta vida, pagará na outra ou nas outras. Havendo uma retribuição, forçosamente terá que existir, no além, um prêmio para os bons e um castigo para os maus e, em consequência, local de prêmio e de punição.
Quanto à localização, o Hades era um abismo encravado nas entranhas da Terra, e cuja entrada se situava no Cabo Tênero (sul do peloponeso) ou numa caverna existente perto de Cumas, na Magna Grécia (sul da Itália).
Também na literatura babilônia, na epopéia de Gilgamesh, nos mitos de Nergal e Ereskigal, na descida de Istar para os Infernos, estes são um lugar debaixo da Terra, além do oceano cósmico. Há dois caminhos para se chegar lá: descendo na terra ou viajando para o extremo ocidente; mas antes de atingir o Além, é necessário transpor o rio dos mortos, "as águas da morte". Também as concepções ugarítica e bíblica localizam o Inferno nas profundezas da Terra. Abrindo-se está, Coré, o levita, que se opõe a Moisés, bem como Datã e Abirão, com os seus, desceram vivos para os Infernos. Jó, que o considera como o lugar mais baixo da criação, imagina os acessos à outra vida no fundo do oceano primordial, em que a terra bóia.
O universo por conseguinte, é dividido em três partes: "acima da terra, na terra e debaixo da terra" ou céu, terra e inferno.
Para que se possa compreender o destino da alma no Hades, vamos acompanhá-la em sua longa viagem, do túmulo ao reino de Plutão. A obrigação mais grave de um grego é o que concerne ao sepultamento de seus mortos: filhos, ou , na carência destes, os parentes mais próximos devem sepultar seus pais segundo os ritos, sob pena de lhes deixar a alma volitando no ar por cem anos (o cômputo é puramente fictício), sem direito a julgamento, e, por conseguinte, à paz do Além.
O Sepultamento, todavia, depende de certos ritos preliminares: o cadáver, após ser ritualmente lavado, é perfumado com essências e vestido normalmente de branco, para simbolizar-lhe a pureza. Em seguida, é envolvido com faixas e colocado numa mortalha, mas com o rosto descoberto, para que a alma possa ver o caminho que leva à outra vida. Certos objetos de valor são enterrados com o morto: colares, braceletes, anéis, punhais... Os arqueólogos, escavando túmulos, encontraram grande quantidade desses objetos. em certas épocas se colocava na boca do morto uma moeda, óbolo destinado a pagar ao barqueiro Caronte, para atravessar a alma pelos quatro rios infernais. Essa idéia de pagamento da passagem, diga-se logo, não é um simples mecanismo da imaginação popular. Toda moeda ´eum símbolo: representa o valor pelo qual o objeto é trocado. Mas, além de seu valor próprio de dinheiro, de símbolo de troca, as moedas, consoante Cirlot, "desde a antiguidade tiveram certo sentido talismânico", uma vez que nelas a conjunção do quadrado e do círculo não é incomum. além do mais, a moeda, em grego nómisma, é o símbolo da imagem da alma, porque esta traz impressa a marca de Deus, com oa moeda o traz do soberano, segundo opina Angelus Silesius. A moeda chinesa, denominada "sapeca", é um círculo com um furo quadrado no centro: vê-se aí claramente a coniunctio oppositorum: a conjunção do Céu (redondo) e da Terra (quadrada), o aniums e a anima, formando uma totalidade. Por vezes se colocava junto ao morto um bolo de mel, que lhe permitia agradar o cão Cérbero, guardião da porta única de entrada e saída do Hades. O Cadáver é exposto sobre um leito, durante um ou dois dias, no vestíbulo da casa, com os pés voltados para a porta, ao contrário de como entrou na vida a cabeça do morto, coroada de flores, repousa sobre uma pequena almofada. Todo e qualquer homem podia velor o morto, acompanhar-lhe o féretro e assitir-lhe ao sepultamento ou à cremação, mas a lei era extremamente rígida com a mulher: na ilha de Ceos só podiam entrar na casa, onde houvesse um morto, aquelas que estivessem "manchadas" (a morte sempre contamina) pela proximidade de parentesco com o mesmo, a saber, a mãe, a esposa, as irmãs, as filhas e mais cinco mulheres casadas e duas jovens solteiras, cujo grau de parentesco fosse no mínimo de primas em segundo grau.
Em Atenas, igualmente, a legislação de Sólon era severa a esse respeito: só podiam entrar na casa do morto e acompanhar-lhe o enterro aquelas que fossem parentes até o grau de primas. Os presents vestiam-se de luto, cuja cor podia ser preta, cinza e, por vezes, branca, e cortavam o cabelo em sinal de dor. Carpideiras acompanhavam o féretro para cantar o treno. Diante da porta da casa se colocava um vaso (ardánion) cheio de água lustral, que se pedia ao vizinho, porque a da casa estava contaminada pela morte. todos que se retiravam, se aspergiam com essa água, com o fito de se purificar. O enterro se realizava na manhã seguinte à exposição do corpo. A lei se Sólon prescrevia que todo enterro se deveria realizar pela manhã, antes do nascimento do sol. Desse modo, os enterros em Atenas se faziam pela madrugada e por motivo religioso: até os raios de sol se manchavam com a morte! No cemitério, sempre fora dos muros da cidade, o corpo era inumado ou cremado sobre uma fogueira: neste último caso, as cinzas e os ossos eram cuidadosamente recolhidos e colocados numa urna. que era sepultada. Após se fazerem libações ao morto, voltava-se para casa e se iniciava o minuscioso trabalho de puriricação da mesma, porque, para os gregos, o maior dos "miasmas" era o contato com a morte. Após um banho de cunho rigorosamente catártico, normalmente com água do mar, os parentes do morto participavam de um banquete fúnebre; este se renovava, em Atenas, ao menos, no terceiro, nono e trigésimo dia e na data natalícia do falecido.
Sepultado ou cremado o corpo, a psiqué era conduzida por Hermes, deus psicopompo, até a barca de Caronte. recebido o óbolo, o robusto demônio da morte permitia a entrada da alma em sua barca, que a trasportava para além dos quatro temívies rios infernais, Aqueronte, Cocito, Estige e Piriflegetonte,. Já do outro lado, após passar pelo cão Cérbero, o que não oferecia grandes dificuldades, pois o que o monstro de três cabeças realmente vigiava era a saída, a psiqué enfrentava o julgamento. O tribunal era formado por três juízes integérrimos: Éaco, Radamento e Minos. Esse tribunal, no entanto, é bem recente. Homero só conhece como juiz dos mortos Radamanto. Éaco aparece pela primeira vez em Platão.
Radamanto julgava os asiáticos e africanos; Éaco, os europeus. Em caso de dúvida, Minos intervinha e seu veredicto era inapelável.
Infelizmente quase nada se sabe acerc do conteúdo desse julgamento e a maneira como era conduzido, embora na Eneida, 6,566-569. Vergílio nos fale, de passagem, que Radamento supliciava as almas, obrigando-as a confessar seus crimes ocultos.
Julgada, a alma passava a ocupar um dos três compartimentos: Campos Elísios, Érebo ou Tártaro. Neste último eram lançados os grandes criminosos, mortais e imortais. Era o único local permanente do Hades: lá, supliciados pelas Erínias, ficavam para sempre os condenados, os irrecuperáveis. O mesmo Vergílio, ainda no canto 6, nos dá uma visão dantesca dos suplícios a que eram submetidos os réprobos e a natureza dos crimes por eles perpetrados. O grande poeta todavia, no que se refer às faltas graves cometidas, mistura habilmente "aos que espancaram os pais, aos avarentos, aos adúlteros, aos incestuosos, aos que desprezam os deuses", os condenados por crimes políticos... Estão no Tártaro os que "fizeram guerras civis, os desleais, os traidores, os que venderam a pátria por ouro e impuseram-lhe um senhor despótico..." É bom não perder de vista que, a par de ser um poema tardio, a Eneida é também uma obra assumidamente engajada e comprometida com a ideologia política do imperador Augusto, cuja pessoa, cuja família, que era de origem divina, cujo governo e cujas reformas o poeta canta, exalta e defende. No Tártaro vergiliano, os assassinos principais de César, Cássio e Bruto, e seus grandes inimigos políticos, como Marco Antônio e a egípcia Cleópatra, entre muitos outros, sem omitir os heróis gregos, inimigos do troiano Pai Enéias, fundador da raça latina, certamente formariam um inferninho à parte, com suplícios adequados... Talvez mais violentos do que os do inferno político da Divina Comédia de Dante.
O Érebo e os Campos Elísios são impermanentes: tra-se mais de compartimentos de prova do que de purgação. As provações aí realizadas servem de parâmetro de regressão ou de evolução e aperfeiçoamento, cuja natureza nos escapa. Quer dizer, a descida definitiva ao Tártaro ou a próxima (ensomátosis), "reencanação", ou ainda a próxima (metempsýkhosis), "metempsicose", que são coisas muito diferntes, dependeriam intrisecamente do "comportamento" da psiqué durante sua permanência no Érebo ou nos Campos Elísios. No Érebo estão aqueles que comenteram certas "faltas". Seria conveniente deixar claro que alguns habitantes temporários do Érebo, que Vergílio denomina lugentes campi, Campos de Lágrimas, não têm suas faltas especificadas e outros lá estão sem que possamos compreender o motivo. Recorrendo mais uma vez à Eneida 6, vamos ver que nos Campos das Lágrimas estão criancinhas que morreram prematurament; as vítimas de falso julgamento; as suicidas (o poema só fala em mulheres) por amor, como Fedra, Prócris, Evadne, Dido...
Alguns heróis, troianos (mirabile dictu !) também lá estão e heróis gregos igualmente.
O Poeta Latino, no entanto, deixa bem claro que essas almas não estão no Érebo por acaso, "sem o aresto de juízes, uma vez que Minos indagou de sua vida e de seus crimes". Onde se conclui que cometeram "faltas".
Do Érebo que é temporário, elas ou mergulharão no Tártaro, porque se pode regredir, ou subirão para outra impermanência, os Campos Elísios, único local de onde poderiam partir os candidatos à reencarnação ou à metempsicose.
Em se tratando do último nível ctônio, em que estão os poucos que lá conseguiram chegar, os Campos Elísios, em grego (Elýsia pedía) são descritos, ao menos na Eneida, 6, como uma paraíso terrestre em plena idade de ouro. Lá residem os melhores em opulentos banquetes nos gramados, cantando em coro alegres canções, nos perfumados bosques de loureiro. Lá estão os que já passaram por uma série de provas e purgações. Mas, decorridos mil anos, após se libertarem totalmente das "impurezas materiais", as almas serão levadas por um deus às águas do rio Lete e, esquecidas do passado, voltarão para reencarnar-se.
Eis aí uma visão da escatologia grega popular em suas linhas gerais, mas poder-se-ia perguntar: a quantas reencarnações se tinha direito? E depois de totalmente purificada das misérias do cárcere do corpo, qual o destino final da psiqué? À primeira pergunta talvez se pudesse responder evasivamente que o número de reencarnações se mediria pela paciência dos deuses (que certamente não era muito grande); e à segunda, dizendo-se que, via de regra, o céu grego era platonicamente a Via Láctea. Ao menos, que se saiba, a cabeleira de Berenice, e os imperadoes romanos, que morriam benquisisto do povo, eram transformados em astros.
Discutida a etimologia de Hades, tentaremos estabelecer as das outras denominações, quando existirem
ÉREBO, do grego Έρεβος (Érebos), designa as trevas que cercam o mundo. Trata-se de uma concepção indo-européia * reqwos, " cobrir de trevas", que aparece no sânscrito como rájas, "espaço escuro", no gótico riqiz, "escuridão", e no armênio erek, "tarde" .
TÁRTARO, é o grego Τάρταρος (Tártaros), "abismo subterrâneo, local de suplícios", é possivelmente um empréstimo oriental.
ORCO é o latim Orcus, "morada subterrânea dos mortos, os infernos". A Etimologia do vocábulo é desconhecida. A proveniência do indo-europeu * areq ou areg é atualmente considerada como fantasiosa, quando não absurda.
INFERNO ou OS INFERNOS é palavra latina infernus. Etimologicamente infernus é uma forma segunda de inferus "que se encontra embaixo", por oposição a superus, "que se encontra em cima", onde a oposição Di inferi, deuses do Inferno, do Hades, e Di Superi, deuses do Olimpo. Observa-se, ainda, em latim, os comparativos inferior, que está mais embaixo, "inferior", por oposição a superior, que está mais acima, "superior.
Substantivado o neutro plural inferna, -orum, significa as habitações dos deuses de baixo e também dos mortos, quer dizer, o Inferno, abstração feita, em princípio, de local de sofrimento ou de castigo, já que todos na Grécia e em Roma iam para o "Inferno", como parece ter sido no Antigo Testamento, o sentido de Sheol, onde é documentado sessenta e cinco vezes, como por exemplo em Jó 17,16: in profundissimum infernum descendent omnia mea: "todas as minhas coisas descerão ao mais profundo dos infernos".. E era, precisament, com esta acepção que ainda se rezava, no Credo, não faz muito tempo, (que Jesus Cristo) desceu aos infernos, expressão que, para evitar equívoco, foi substituída por desceu à mansão dos mortos. É a partir do Novo Testamento, todavia, que o Inferno, é identificado com a Geena, local de sofrimento eterno e a parte mais profunda do Sheol, como está em Lc 16,22-23.
Factum est autem ut morertur mendicus et portartur ab angelis in sinum abrahae. Mortuus est autem et diues et sepultus est in inferno: "Ora sucedeu morrer o mendigo e foi levado pelos anjos para o seio de abraão, e morreu também o rico, e foi sepultado no inferno". A Sequencia da Parábola diz que Lázaro, o mendigo, estava lá em cima e o rico lá em baixo, havendo entre ambos um abismo intransponível.
Na Grécia, ao que tudo indica, somente a partir do Orfismo, lá pelo século VII-VI a.e.c., é que o Hades, o Além, foi dividido em três compartimentos: Tártaro, Érebo e Campos Elísios. O fato facilmente se explica, é que o Orfismo rompeu com a secular tradição da chamada maldição familiar, segundo o qual não havia culpa individual, mas cada membro do guénos era co-responsável e herdeiro das faltas de cada um de seus membros, e tudo se quitava por aqui mesmo. Para os Órficos a culpa é sempre de responsabilidade individual e por ela se paga aqui; e quem não se purgar nesta vida, pagará na outra ou nas outras. Havendo uma retribuição, forçosamente terá que existir, no além, um prêmio para os bons e um castigo para os maus e, em consequência, local de prêmio e de punição.
Quanto à localização, o Hades era um abismo encravado nas entranhas da Terra, e cuja entrada se situava no Cabo Tênero (sul do peloponeso) ou numa caverna existente perto de Cumas, na Magna Grécia (sul da Itália).
Também na literatura babilônia, na epopéia de Gilgamesh, nos mitos de Nergal e Ereskigal, na descida de Istar para os Infernos, estes são um lugar debaixo da Terra, além do oceano cósmico. Há dois caminhos para se chegar lá: descendo na terra ou viajando para o extremo ocidente; mas antes de atingir o Além, é necessário transpor o rio dos mortos, "as águas da morte". Também as concepções ugarítica e bíblica localizam o Inferno nas profundezas da Terra. Abrindo-se está, Coré, o levita, que se opõe a Moisés, bem como Datã e Abirão, com os seus, desceram vivos para os Infernos. Jó, que o considera como o lugar mais baixo da criação, imagina os acessos à outra vida no fundo do oceano primordial, em que a terra bóia.
O universo por conseguinte, é dividido em três partes: "acima da terra, na terra e debaixo da terra" ou céu, terra e inferno.
Para que se possa compreender o destino da alma no Hades, vamos acompanhá-la em sua longa viagem, do túmulo ao reino de Plutão. A obrigação mais grave de um grego é o que concerne ao sepultamento de seus mortos: filhos, ou , na carência destes, os parentes mais próximos devem sepultar seus pais segundo os ritos, sob pena de lhes deixar a alma volitando no ar por cem anos (o cômputo é puramente fictício), sem direito a julgamento, e, por conseguinte, à paz do Além.
O Sepultamento, todavia, depende de certos ritos preliminares: o cadáver, após ser ritualmente lavado, é perfumado com essências e vestido normalmente de branco, para simbolizar-lhe a pureza. Em seguida, é envolvido com faixas e colocado numa mortalha, mas com o rosto descoberto, para que a alma possa ver o caminho que leva à outra vida. Certos objetos de valor são enterrados com o morto: colares, braceletes, anéis, punhais... Os arqueólogos, escavando túmulos, encontraram grande quantidade desses objetos. em certas épocas se colocava na boca do morto uma moeda, óbolo destinado a pagar ao barqueiro Caronte, para atravessar a alma pelos quatro rios infernais. Essa idéia de pagamento da passagem, diga-se logo, não é um simples mecanismo da imaginação popular. Toda moeda ´eum símbolo: representa o valor pelo qual o objeto é trocado. Mas, além de seu valor próprio de dinheiro, de símbolo de troca, as moedas, consoante Cirlot, "desde a antiguidade tiveram certo sentido talismânico", uma vez que nelas a conjunção do quadrado e do círculo não é incomum. além do mais, a moeda, em grego nómisma, é o símbolo da imagem da alma, porque esta traz impressa a marca de Deus, com oa moeda o traz do soberano, segundo opina Angelus Silesius. A moeda chinesa, denominada "sapeca", é um círculo com um furo quadrado no centro: vê-se aí claramente a coniunctio oppositorum: a conjunção do Céu (redondo) e da Terra (quadrada), o aniums e a anima, formando uma totalidade. Por vezes se colocava junto ao morto um bolo de mel, que lhe permitia agradar o cão Cérbero, guardião da porta única de entrada e saída do Hades. O Cadáver é exposto sobre um leito, durante um ou dois dias, no vestíbulo da casa, com os pés voltados para a porta, ao contrário de como entrou na vida a cabeça do morto, coroada de flores, repousa sobre uma pequena almofada. Todo e qualquer homem podia velor o morto, acompanhar-lhe o féretro e assitir-lhe ao sepultamento ou à cremação, mas a lei era extremamente rígida com a mulher: na ilha de Ceos só podiam entrar na casa, onde houvesse um morto, aquelas que estivessem "manchadas" (a morte sempre contamina) pela proximidade de parentesco com o mesmo, a saber, a mãe, a esposa, as irmãs, as filhas e mais cinco mulheres casadas e duas jovens solteiras, cujo grau de parentesco fosse no mínimo de primas em segundo grau.
Em Atenas, igualmente, a legislação de Sólon era severa a esse respeito: só podiam entrar na casa do morto e acompanhar-lhe o enterro aquelas que fossem parentes até o grau de primas. Os presents vestiam-se de luto, cuja cor podia ser preta, cinza e, por vezes, branca, e cortavam o cabelo em sinal de dor. Carpideiras acompanhavam o féretro para cantar o treno. Diante da porta da casa se colocava um vaso (ardánion) cheio de água lustral, que se pedia ao vizinho, porque a da casa estava contaminada pela morte. todos que se retiravam, se aspergiam com essa água, com o fito de se purificar. O enterro se realizava na manhã seguinte à exposição do corpo. A lei se Sólon prescrevia que todo enterro se deveria realizar pela manhã, antes do nascimento do sol. Desse modo, os enterros em Atenas se faziam pela madrugada e por motivo religioso: até os raios de sol se manchavam com a morte! No cemitério, sempre fora dos muros da cidade, o corpo era inumado ou cremado sobre uma fogueira: neste último caso, as cinzas e os ossos eram cuidadosamente recolhidos e colocados numa urna. que era sepultada. Após se fazerem libações ao morto, voltava-se para casa e se iniciava o minuscioso trabalho de puriricação da mesma, porque, para os gregos, o maior dos "miasmas" era o contato com a morte. Após um banho de cunho rigorosamente catártico, normalmente com água do mar, os parentes do morto participavam de um banquete fúnebre; este se renovava, em Atenas, ao menos, no terceiro, nono e trigésimo dia e na data natalícia do falecido.
Sepultado ou cremado o corpo, a psiqué era conduzida por Hermes, deus psicopompo, até a barca de Caronte. recebido o óbolo, o robusto demônio da morte permitia a entrada da alma em sua barca, que a trasportava para além dos quatro temívies rios infernais, Aqueronte, Cocito, Estige e Piriflegetonte,. Já do outro lado, após passar pelo cão Cérbero, o que não oferecia grandes dificuldades, pois o que o monstro de três cabeças realmente vigiava era a saída, a psiqué enfrentava o julgamento. O tribunal era formado por três juízes integérrimos: Éaco, Radamento e Minos. Esse tribunal, no entanto, é bem recente. Homero só conhece como juiz dos mortos Radamanto. Éaco aparece pela primeira vez em Platão.
Radamanto julgava os asiáticos e africanos; Éaco, os europeus. Em caso de dúvida, Minos intervinha e seu veredicto era inapelável.
Infelizmente quase nada se sabe acerc do conteúdo desse julgamento e a maneira como era conduzido, embora na Eneida, 6,566-569. Vergílio nos fale, de passagem, que Radamento supliciava as almas, obrigando-as a confessar seus crimes ocultos.
Julgada, a alma passava a ocupar um dos três compartimentos: Campos Elísios, Érebo ou Tártaro. Neste último eram lançados os grandes criminosos, mortais e imortais. Era o único local permanente do Hades: lá, supliciados pelas Erínias, ficavam para sempre os condenados, os irrecuperáveis. O mesmo Vergílio, ainda no canto 6, nos dá uma visão dantesca dos suplícios a que eram submetidos os réprobos e a natureza dos crimes por eles perpetrados. O grande poeta todavia, no que se refer às faltas graves cometidas, mistura habilmente "aos que espancaram os pais, aos avarentos, aos adúlteros, aos incestuosos, aos que desprezam os deuses", os condenados por crimes políticos... Estão no Tártaro os que "fizeram guerras civis, os desleais, os traidores, os que venderam a pátria por ouro e impuseram-lhe um senhor despótico..." É bom não perder de vista que, a par de ser um poema tardio, a Eneida é também uma obra assumidamente engajada e comprometida com a ideologia política do imperador Augusto, cuja pessoa, cuja família, que era de origem divina, cujo governo e cujas reformas o poeta canta, exalta e defende. No Tártaro vergiliano, os assassinos principais de César, Cássio e Bruto, e seus grandes inimigos políticos, como Marco Antônio e a egípcia Cleópatra, entre muitos outros, sem omitir os heróis gregos, inimigos do troiano Pai Enéias, fundador da raça latina, certamente formariam um inferninho à parte, com suplícios adequados... Talvez mais violentos do que os do inferno político da Divina Comédia de Dante.
O Érebo e os Campos Elísios são impermanentes: tra-se mais de compartimentos de prova do que de purgação. As provações aí realizadas servem de parâmetro de regressão ou de evolução e aperfeiçoamento, cuja natureza nos escapa. Quer dizer, a descida definitiva ao Tártaro ou a próxima (ensomátosis), "reencanação", ou ainda a próxima (metempsýkhosis), "metempsicose", que são coisas muito diferntes, dependeriam intrisecamente do "comportamento" da psiqué durante sua permanência no Érebo ou nos Campos Elísios. No Érebo estão aqueles que comenteram certas "faltas". Seria conveniente deixar claro que alguns habitantes temporários do Érebo, que Vergílio denomina lugentes campi, Campos de Lágrimas, não têm suas faltas especificadas e outros lá estão sem que possamos compreender o motivo. Recorrendo mais uma vez à Eneida 6, vamos ver que nos Campos das Lágrimas estão criancinhas que morreram prematurament; as vítimas de falso julgamento; as suicidas (o poema só fala em mulheres) por amor, como Fedra, Prócris, Evadne, Dido...
Alguns heróis, troianos (mirabile dictu !) também lá estão e heróis gregos igualmente.
O Poeta Latino, no entanto, deixa bem claro que essas almas não estão no Érebo por acaso, "sem o aresto de juízes, uma vez que Minos indagou de sua vida e de seus crimes". Onde se conclui que cometeram "faltas".
Do Érebo que é temporário, elas ou mergulharão no Tártaro, porque se pode regredir, ou subirão para outra impermanência, os Campos Elísios, único local de onde poderiam partir os candidatos à reencarnação ou à metempsicose.
Em se tratando do último nível ctônio, em que estão os poucos que lá conseguiram chegar, os Campos Elísios, em grego (Elýsia pedía) são descritos, ao menos na Eneida, 6, como uma paraíso terrestre em plena idade de ouro. Lá residem os melhores em opulentos banquetes nos gramados, cantando em coro alegres canções, nos perfumados bosques de loureiro. Lá estão os que já passaram por uma série de provas e purgações. Mas, decorridos mil anos, após se libertarem totalmente das "impurezas materiais", as almas serão levadas por um deus às águas do rio Lete e, esquecidas do passado, voltarão para reencarnar-se.
Eis aí uma visão da escatologia grega popular em suas linhas gerais, mas poder-se-ia perguntar: a quantas reencarnações se tinha direito? E depois de totalmente purificada das misérias do cárcere do corpo, qual o destino final da psiqué? À primeira pergunta talvez se pudesse responder evasivamente que o número de reencarnações se mediria pela paciência dos deuses (que certamente não era muito grande); e à segunda, dizendo-se que, via de regra, o céu grego era platonicamente a Via Láctea. Ao menos, que se saiba, a cabeleira de Berenice, e os imperadoes romanos, que morriam benquisisto do povo, eram transformados em astros.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
PROFETAS E PROFECIAS
PROFETAS E PROFECIA: O QUE SABER
II Pd 1.19

Quando se fala em profecia, há em muitos obreiros uma certa cautela, isso é perfeitamente natural.Embora saiba-se que Deus fala por meio da profecia,há no meio evangélico muito interesse em jogo, quais sejam:posição, dinheiro,fama ,destaque entre outros,por isso deve-se saber que três espíritos operam na igreja o do homem, o diabo e o Espírito de Deus. Há sempre a necessidade de se discernir.
Ainda que aja cautela quanto às manifestações proféticas na igreja, deve-se evitar o desprezo total das profecias como Paulo recomenda aos tessalonicenses I Ts 5.20.
Enquanto no Antigo Testamento havia o ministério profético estabelecido para corrigir apostasia de Israel apontando-lhes os erros e futuros castigos e bênçãos, no Novo Testamento há também profecias e profetas, porém com função diferente: Jesus profetizou Lc 21.24,Jo 4.17,18; 16.30;21.17;Pedro II 2.1-3,7-8;Paulo I Cor 15.52-55,At 13.1;15. 32.
Todas as revelações das profecias têm como fonte o Espírito,pois este,conhece as profundezas de Deus, por isso busquemos as revelações de Deus por meio do seu Espírito, visto que ele está conosco.
Se a profecia serve para exortar,edificar e consolar, I Cor 14.3,4, então que o Senhor continue falando conosco, nos ajudando a serví-lo melhor, porém sempre que houver tal manifestação, não devmos esquecer o conselho de João I Jo 4.1.
II Pd 1.19

Quando se fala em profecia, há em muitos obreiros uma certa cautela, isso é perfeitamente natural.Embora saiba-se que Deus fala por meio da profecia,há no meio evangélico muito interesse em jogo, quais sejam:posição, dinheiro,fama ,destaque entre outros,por isso deve-se saber que três espíritos operam na igreja o do homem, o diabo e o Espírito de Deus. Há sempre a necessidade de se discernir.
Ainda que aja cautela quanto às manifestações proféticas na igreja, deve-se evitar o desprezo total das profecias como Paulo recomenda aos tessalonicenses I Ts 5.20.
Enquanto no Antigo Testamento havia o ministério profético estabelecido para corrigir apostasia de Israel apontando-lhes os erros e futuros castigos e bênçãos, no Novo Testamento há também profecias e profetas, porém com função diferente: Jesus profetizou Lc 21.24,Jo 4.17,18; 16.30;21.17;Pedro II 2.1-3,7-8;Paulo I Cor 15.52-55,At 13.1;15. 32.
Todas as revelações das profecias têm como fonte o Espírito,pois este,conhece as profundezas de Deus, por isso busquemos as revelações de Deus por meio do seu Espírito, visto que ele está conosco.
Se a profecia serve para exortar,edificar e consolar, I Cor 14.3,4, então que o Senhor continue falando conosco, nos ajudando a serví-lo melhor, porém sempre que houver tal manifestação, não devmos esquecer o conselho de João I Jo 4.1.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Eterna aprendizagem(Almir Barbosa)
Meu anelo constante é a busca do impossível,pois a impossibilidade nos faz ser batalhador,lutador mesmo.Quando se recebe algo com muita facilidade, a tendência é sermos pródigos. O que vem fácil, fácil vai. Persistir no sonho impossível nos permite voar além do infinito, em busca de melhores visões. Isso nos amadurece.A maturidade teima em se afastar de alguém que arroga pra si idoneidade. Sou neófito eternamente, pois quero aprender e apreender o máximo possível da vida.O que é vida? Minha escola favorita, pois tem sempre algo a me ensinar. Quem sou eu? Alguém dentro de um universo complexo e hermético, porém persisto,insisto e teimo em viver buscando, pois quero me aperfeiçoar a cada dia .
domingo, 15 de agosto de 2010
COMEMORAÇÕES DO MÊS
O ano de 2010 tem nos outorgado bênçãos sem medida louvo ao Senhor Jesus por várias comemorações e alegria na minha família.

Aniversário de minha esposa Josimeire.

Aniversário de minha querida sogra Iracy e do meu filho Jônatas.

Aniversário de meu filho Jônatas.
Aniversário de minha esposa Josimeire.
Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres.
Aniversário de minha esposa Josimeire.
Aniversário de minha querida sogra Iracy e do meu filho Jônatas.
Aniversário de meu filho Jônatas.
Aniversário de minha esposa Josimeire.
Grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres.
O núcleo da Faculdade de Filosofia e Teologia (FAFITEAL) na Igreja Evangélica Assembléia de em Jatiúca está se consolidando. Fundado em 17 de abril desse ano pelo Pastor Antônio Jorge Moreira e o Presbítero Almir Barbosa com o objetivo de formar novos professores de Escola Bíblica com uma formação teológica básica.

O coordenador e professor Pb Almir Barbosa com os Alunos do núcleo em aula de fundamentos de Teologia

Aula de fundamentos de Teologia ministrada pelo Pb Almir.

O coordenador do Núcleo Pb Almir Barbosa avisa a todos os interessados em aprender bases teológicas que as inscrições estão abertas.
Basta se dirigir ao seguinte endereço Avenida Dr. Júlio Marques Luz,1261,Jatiúca.
Fone 331713 76/32028197
email teojesus@bol.com.br
O coordenador e professor Pb Almir Barbosa com os Alunos do núcleo em aula de fundamentos de Teologia
Aula de fundamentos de Teologia ministrada pelo Pb Almir.
O coordenador do Núcleo Pb Almir Barbosa avisa a todos os interessados em aprender bases teológicas que as inscrições estão abertas.
Basta se dirigir ao seguinte endereço Avenida Dr. Júlio Marques Luz,1261,Jatiúca.
Fone 331713 76/32028197
email teojesus@bol.com.br
sábado, 14 de agosto de 2010
A VIDA DE UMA VIDA (Almir Barbosa)

O que é a vida senão um pedaço de terra cercada por um oásis florido e bem regado de vaidades.Paulatinamente se percebe que o oásis é palpável,porém, ilusório,concreto,entretanto,inatingível.
Quem sou eu no deserto dos meus pensamentos diante de um paraíso abundante e rico que é o viver?
Vivo na angústia da necessidaDe de alcançar o tão bem regado oásis.
O que é o oásis? os sonhos frustados, a eterna busca,a insaciável sede da alma.
Viver é padecer no eterno anelo da completude.
Em meio a tudo isso, surge um ser que diz:"Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crer em mim, ainda que esteja morto, viverá."
Descubro que o meu viver,era mera morte,e descubro que o oásis dos anseios não são os reais propósitos da alma.
Agora vivo,pois Jesus Cristo, a real vida, vive em mim.
Tu vives em busca do oásis? Desiste, busca a vida que saciará os anelos e substituirá o oásis da felicidade terrena. Cristo quer ser tua vida.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
OVELHA CORDEIRO E BODE
TEXTO BASE ISAIAS 53.2-9
Quando o profeta Isaias previu o sofrimento,a entrega e a obra expiatória de nosso Senhor Jesus Cristo,ele nos revela dois tipos de animais ,um para representar O Messias, o Cristo, e outro para representar os salvos. Para aquele,o Cristo, ele usou como animais simbólicos o cordeiro e a ovelha, Is 53.7. Por que será? Simples: a ovelha é mansa, submissa,pacífica,não abre a boca diante da maior adversidade.Igualmente o cordeiro,mesmo levado ao matadouro,oprimido, se mantém na postura como tal. Qual foi a consequência de Cristo adotar tal atitude? Não negar a sua real função aqui na terra:morrer e ressuscitar para nos salvar.Na natureza, não adianta ser o que não é, no tempo certo tudo se revela,e no caso do Messias,sua real humildade e abnegação,Fp 2.5-8.
Nós,os salvos, somos mencionados como ovelhas, porém seguindo nosso próprio caminho,Is 53.6. É interessante que mesmo desgarradas, as ovelhas são consideradas como ovelhas, não são chamadas por outro nome.No sermão profético de Mateus 25.31-46, Cristo diferencia as ovelhas dos bodes,sendo estes, símbolo de pessoas insubmissas,resistentes,hipócritas e blasfemas.Nesse sentido compreendo que há na igreja,ovelhas , mas há também os bodes ou joios. Como identificá-los? Simples, a ovelha aceita, obedece, opina com reverência, respeita os princípios bíblicos e reconhece a graça de Deus na vida de quem está em eminência.
Cristo foi condenado pelos bodes judaicos ,mas as verdadeiras ovelhas ouviram sua voz, se converteram e deram fruto para glória de Deus. Com isso, as profecias messiânicas de Isaias foram cumpridas no tempo e no espaço.
Você é submisso às profecias bíblicas? Então és ovelha ,se resistes és bode?
Pb Almir Barbosa
teojesus@bol.com.br
Quando o profeta Isaias previu o sofrimento,a entrega e a obra expiatória de nosso Senhor Jesus Cristo,ele nos revela dois tipos de animais ,um para representar O Messias, o Cristo, e outro para representar os salvos. Para aquele,o Cristo, ele usou como animais simbólicos o cordeiro e a ovelha, Is 53.7. Por que será? Simples: a ovelha é mansa, submissa,pacífica,não abre a boca diante da maior adversidade.Igualmente o cordeiro,mesmo levado ao matadouro,oprimido, se mantém na postura como tal. Qual foi a consequência de Cristo adotar tal atitude? Não negar a sua real função aqui na terra:morrer e ressuscitar para nos salvar.Na natureza, não adianta ser o que não é, no tempo certo tudo se revela,e no caso do Messias,sua real humildade e abnegação,Fp 2.5-8.
Nós,os salvos, somos mencionados como ovelhas, porém seguindo nosso próprio caminho,Is 53.6. É interessante que mesmo desgarradas, as ovelhas são consideradas como ovelhas, não são chamadas por outro nome.No sermão profético de Mateus 25.31-46, Cristo diferencia as ovelhas dos bodes,sendo estes, símbolo de pessoas insubmissas,resistentes,hipócritas e blasfemas.Nesse sentido compreendo que há na igreja,ovelhas , mas há também os bodes ou joios. Como identificá-los? Simples, a ovelha aceita, obedece, opina com reverência, respeita os princípios bíblicos e reconhece a graça de Deus na vida de quem está em eminência.
Cristo foi condenado pelos bodes judaicos ,mas as verdadeiras ovelhas ouviram sua voz, se converteram e deram fruto para glória de Deus. Com isso, as profecias messiânicas de Isaias foram cumpridas no tempo e no espaço.
Você é submisso às profecias bíblicas? Então és ovelha ,se resistes és bode?
Pb Almir Barbosa
teojesus@bol.com.br
segunda-feira, 26 de julho de 2010
SENTIDO AMPLO PARA PAIXÃO
Paixão
A paixão é uma vivência afetiva fantástica e devastadora, para entendê-la melhor e podermos tentar explica-la deveríamos primeiro compreender sua etimologia.
A palavra paixão originalmente designava o modo como a alma ou a psique é afetada de fora, ou seja, como ela é passiva diante das impressões que recebe. Passivo e paixão vêm do grego Pathos, mesma palavra que de onde se derivaram os verbetes patológico e paciente que nos remetem atualmente a idéia de doença.
Para os gregos da escola filosófica do ex-escravo Epicteto (50-138 d.c.), seguidores do Estoicismo, todas as doenças tinham em sua base a frustração de uma expectativa motivada por uma paixão. Daí a idéia negativa que se tem do termo “escravo da paixão”.
Realmente podemos nos tornar escravos ou loucos, como os ditos das expressões populares (“louco de amor”, “louco por você”). O vínculo entre o amor e a loucura sugeridos por essas expressões pode ter um fundamento neurobiológico se aproximando do Transtorno Obsessivo (quando os pensamentos persistem incessantemente em direção a um único objeto ou tema).
Em estudos recentes as concentrações de substâncias que refletem o funcionamento cerebral são alteradas da mesma forma nos amantes e nas pessoas que sofrem de transtornos obsessivos. “Amar como um louco”, portanto, não seria mera figura de linguagem.
Na Universidade de Pisa (Itália, 1999), foi testada a hipótese de que do amor a obsessão e ao delírio haveria apenas a um passo medindo a concentração do transportador de serotonina (proteína presente no sangue e cérebro que regula a concentração desse neurotransmissor que influencia o humor e o comportamento).
Três grupos de pessoas foram testadas “normais”, ‘apaixonados a pouco tempo” e os “obsessivos”. Constatou-se que o transportador de serotonina variou de forma igual nos apaixonados e nos pacientes com Transtorno Obsessivo.
Outro achado revelador foi o das imagens cerebrais realizados pelo PET (tomografia por emissão de pósitrons capaz de medir quais áreas cerebrais estão consumindo mais oxigênio e glicose, portanto mais ativas) que evidenciou que tanto nas pessoas com o Transtorno Obsessivo quanto nos apaixonados (quando esses pensavam na pessoa amada) uma área denominada Núcleo Caudado estava hiperativada.
Ainda utilizando o PET mostrou-se que sensações amorosas parecem desativar diversas regiões cerebrais responsáveis por emoções negativas – por exemplo, áreas do lobo frontal direito e partes da amigdala, ativadas em caso de medo, tristeza e agressões (portanto o amor nos torna mais corajosos e dóceis, infelizmente encontramos dificuldades para prescrevê-lo, pois não podemos manipulá-lo em nenhuma farmácia).
A diferença entre ambos (Transtorno Obsessivo e Delírio) consiste no “grau de certeza” de quem o experimenta: no obsessivo predomina a dúvida e a introspecção (a pessoa tem a crítica preservada em relação a situação e as idéias obsessivas que emanam de sua mente, mas não pode controlá-las); nos delírios prevalece a certeza (a pessoa paranóica está convicta de que alguém a quer mal por exemplo) e a perturbação das capacidades de introspecção(a pessoa está convicta de que tem razão e que os outros é que estão errados).
A paixão evolui entre a obsessão e o delírio, pois o apaixonado está convicto do valor do ser amado e de seu sentimento, mas sabe que essa idéia é um produto de seu psiquismo.
Sabemos que o amor apaixonado também proporciona felicidade e intensas satisfações, ao passo que o Transtorno Obsessivo é um sofrimento. A fronteira entre ambos é que com o passar do tempo a paixão sofre modificações e a serotonina deixa de ser seu principal neurotransmissor dando lugar a dopamina (que é o neurotransmissor do prazer).
Isso foi verificado nos indivíduos “recém apaixonados” do teste após um ano, quando consumaram sua conquista (acabando com o “platonismo” realizando o ato sexual). Em outras palavras a paixão obsessiva da fase inicial da conquista pode se transformar no prazer duradouro e estável do amor.
Por outro lado quando as dúvidas obsessivas não cessam e a desconfiança chega num ponto psicótico delirante (como nos casos de delírio de ciúmes – também chamado de celomático) a díade pode vivenciar por muito tempo um estado de penúria e grande miséria afetiva.
A maior intensidade dos sentimentos amorosos parte de emoções negativas como medo e estresse. Pesquisas confirmam que pais que quiseram evitar relacionamentos românticos dos filhos acabaram por alcançar o contrário.
Como retratado por Sheakespeare no famoso Romeu e Julieta (onde no passado dois jovens românticos-rebeldes desafiam as leis sociais vigentes morrendo como prova de amor). O que ilustra bem a paixão romântica de primeira safra onde havia apenas um amor-paixão único pela vida toda, não dava para se apaixonar ou amar duas vezes. O amor de verdade geralmente não dava certo, e a pessoa morria.
Hoje o que ocorre é aquilo que a mídia veicula como modelo, ou seja, lutos muito curtos para cada fim de caso e partamos depressa para outra história. O amor não é mais trágico, ele não mata mais. Mas, quantas pessoas conseguem isso? Para cada estrela de TV que quando termina um namoro e logo engata outro, quantas pessoas comuns sofrem um luto que se torna indizível (porque ninguém agüenta ouvir ou falar dele) e não correspondem ao ideal de vida sempre intensa, sempre apaixonado?
A questão é que isso funciona para muito poucos, de modo geral apenas para aqueles que aceitam viver as coisas só na superfície, na aparência.
Por isso o amor romântico de hoje se tornou um mito, de algo que move as pessoas sem ser verdadeiro, tornando-se banal sem um impacto da paixão que nos faz enfrentar todos os obstáculos. Com essa mídia da paixão acabamos bastante despreparados para entender nossos próprios sentimentos, nossa forma de agir e sentir.
A paixão de hoje é mercadoria de consumo. Não tem mais a ver com o destino, com os riscos, com o enfrentamento. E por isso o fim do amor romântico é uma pena. Pode ser o final da disposição para desafiar os poderes.
Vítor Giacomini Flosi
Psiquiatra, Acupunturista, Psicoterapeuta, Mestre em Ciências da Saúde Pela Faculdade de Medicina de SJ Rio Preto (FAMERP)
A paixão é uma vivência afetiva fantástica e devastadora, para entendê-la melhor e podermos tentar explica-la deveríamos primeiro compreender sua etimologia.
A palavra paixão originalmente designava o modo como a alma ou a psique é afetada de fora, ou seja, como ela é passiva diante das impressões que recebe. Passivo e paixão vêm do grego Pathos, mesma palavra que de onde se derivaram os verbetes patológico e paciente que nos remetem atualmente a idéia de doença.
Para os gregos da escola filosófica do ex-escravo Epicteto (50-138 d.c.), seguidores do Estoicismo, todas as doenças tinham em sua base a frustração de uma expectativa motivada por uma paixão. Daí a idéia negativa que se tem do termo “escravo da paixão”.
Realmente podemos nos tornar escravos ou loucos, como os ditos das expressões populares (“louco de amor”, “louco por você”). O vínculo entre o amor e a loucura sugeridos por essas expressões pode ter um fundamento neurobiológico se aproximando do Transtorno Obsessivo (quando os pensamentos persistem incessantemente em direção a um único objeto ou tema).
Em estudos recentes as concentrações de substâncias que refletem o funcionamento cerebral são alteradas da mesma forma nos amantes e nas pessoas que sofrem de transtornos obsessivos. “Amar como um louco”, portanto, não seria mera figura de linguagem.
Na Universidade de Pisa (Itália, 1999), foi testada a hipótese de que do amor a obsessão e ao delírio haveria apenas a um passo medindo a concentração do transportador de serotonina (proteína presente no sangue e cérebro que regula a concentração desse neurotransmissor que influencia o humor e o comportamento).
Três grupos de pessoas foram testadas “normais”, ‘apaixonados a pouco tempo” e os “obsessivos”. Constatou-se que o transportador de serotonina variou de forma igual nos apaixonados e nos pacientes com Transtorno Obsessivo.
Outro achado revelador foi o das imagens cerebrais realizados pelo PET (tomografia por emissão de pósitrons capaz de medir quais áreas cerebrais estão consumindo mais oxigênio e glicose, portanto mais ativas) que evidenciou que tanto nas pessoas com o Transtorno Obsessivo quanto nos apaixonados (quando esses pensavam na pessoa amada) uma área denominada Núcleo Caudado estava hiperativada.
Ainda utilizando o PET mostrou-se que sensações amorosas parecem desativar diversas regiões cerebrais responsáveis por emoções negativas – por exemplo, áreas do lobo frontal direito e partes da amigdala, ativadas em caso de medo, tristeza e agressões (portanto o amor nos torna mais corajosos e dóceis, infelizmente encontramos dificuldades para prescrevê-lo, pois não podemos manipulá-lo em nenhuma farmácia).
A diferença entre ambos (Transtorno Obsessivo e Delírio) consiste no “grau de certeza” de quem o experimenta: no obsessivo predomina a dúvida e a introspecção (a pessoa tem a crítica preservada em relação a situação e as idéias obsessivas que emanam de sua mente, mas não pode controlá-las); nos delírios prevalece a certeza (a pessoa paranóica está convicta de que alguém a quer mal por exemplo) e a perturbação das capacidades de introspecção(a pessoa está convicta de que tem razão e que os outros é que estão errados).
A paixão evolui entre a obsessão e o delírio, pois o apaixonado está convicto do valor do ser amado e de seu sentimento, mas sabe que essa idéia é um produto de seu psiquismo.
Sabemos que o amor apaixonado também proporciona felicidade e intensas satisfações, ao passo que o Transtorno Obsessivo é um sofrimento. A fronteira entre ambos é que com o passar do tempo a paixão sofre modificações e a serotonina deixa de ser seu principal neurotransmissor dando lugar a dopamina (que é o neurotransmissor do prazer).
Isso foi verificado nos indivíduos “recém apaixonados” do teste após um ano, quando consumaram sua conquista (acabando com o “platonismo” realizando o ato sexual). Em outras palavras a paixão obsessiva da fase inicial da conquista pode se transformar no prazer duradouro e estável do amor.
Por outro lado quando as dúvidas obsessivas não cessam e a desconfiança chega num ponto psicótico delirante (como nos casos de delírio de ciúmes – também chamado de celomático) a díade pode vivenciar por muito tempo um estado de penúria e grande miséria afetiva.
A maior intensidade dos sentimentos amorosos parte de emoções negativas como medo e estresse. Pesquisas confirmam que pais que quiseram evitar relacionamentos românticos dos filhos acabaram por alcançar o contrário.
Como retratado por Sheakespeare no famoso Romeu e Julieta (onde no passado dois jovens românticos-rebeldes desafiam as leis sociais vigentes morrendo como prova de amor). O que ilustra bem a paixão romântica de primeira safra onde havia apenas um amor-paixão único pela vida toda, não dava para se apaixonar ou amar duas vezes. O amor de verdade geralmente não dava certo, e a pessoa morria.
Hoje o que ocorre é aquilo que a mídia veicula como modelo, ou seja, lutos muito curtos para cada fim de caso e partamos depressa para outra história. O amor não é mais trágico, ele não mata mais. Mas, quantas pessoas conseguem isso? Para cada estrela de TV que quando termina um namoro e logo engata outro, quantas pessoas comuns sofrem um luto que se torna indizível (porque ninguém agüenta ouvir ou falar dele) e não correspondem ao ideal de vida sempre intensa, sempre apaixonado?
A questão é que isso funciona para muito poucos, de modo geral apenas para aqueles que aceitam viver as coisas só na superfície, na aparência.
Por isso o amor romântico de hoje se tornou um mito, de algo que move as pessoas sem ser verdadeiro, tornando-se banal sem um impacto da paixão que nos faz enfrentar todos os obstáculos. Com essa mídia da paixão acabamos bastante despreparados para entender nossos próprios sentimentos, nossa forma de agir e sentir.
A paixão de hoje é mercadoria de consumo. Não tem mais a ver com o destino, com os riscos, com o enfrentamento. E por isso o fim do amor romântico é uma pena. Pode ser o final da disposição para desafiar os poderes.
Vítor Giacomini Flosi
Psiquiatra, Acupunturista, Psicoterapeuta, Mestre em Ciências da Saúde Pela Faculdade de Medicina de SJ Rio Preto (FAMERP)
domingo, 25 de julho de 2010
NÃO AO MISTICISMO
LIÇÃO 4
TEXTO BASE Dt 13. 1-5;18. 10-12
Hà a tendência de se ignorar a Bíblia e se buscar soluções nas práticas místicas que, embora com roupagem nova, têm sua origem no passado.Deus sempre proibiu isso na Bíblia ,pois sua origem é o proprio diabo,ou seja, toda prática ocultista tem como fundamento o afastamento de Deus e a aproximação do diabo.
Para identificar uma manifestação sobrenatural é preciso saber não apenas os seus frutos,pois há muitas vezes atitudes boas para se enganar,uma análise acurada do conteúdo teológico do milagreiro,nos dará uma visão mais ampla do teor de sua operação.
As práticas divinatórias condenadas por Deus diz respeito ao advinhador,agoureiro,feiticeiro,necromante e mágico, percebe-se isso em Dt 18.10.11,assim como o bruxo e a bruxaria.
Se de fato o ser humano quer se comunicar com Deus, ele pode receber respostas de Deus, não em terreiro de macumba ou em práticas ocultista,pois Deus se revela através de sua palavra, de profecia ,sonhos,revelações,pois pode usar um servo seu consagrado e separado do pecado, com um dos nove dons do Espírito Santo e comunicar a sua vontade para aquela pessoa ,sem precisar usar um vaso cheio de pecado e afastado dos seus ensinamentos.
TEXTO BASE Dt 13. 1-5;18. 10-12
Hà a tendência de se ignorar a Bíblia e se buscar soluções nas práticas místicas que, embora com roupagem nova, têm sua origem no passado.Deus sempre proibiu isso na Bíblia ,pois sua origem é o proprio diabo,ou seja, toda prática ocultista tem como fundamento o afastamento de Deus e a aproximação do diabo.
Para identificar uma manifestação sobrenatural é preciso saber não apenas os seus frutos,pois há muitas vezes atitudes boas para se enganar,uma análise acurada do conteúdo teológico do milagreiro,nos dará uma visão mais ampla do teor de sua operação.
As práticas divinatórias condenadas por Deus diz respeito ao advinhador,agoureiro,feiticeiro,necromante e mágico, percebe-se isso em Dt 18.10.11,assim como o bruxo e a bruxaria.
Se de fato o ser humano quer se comunicar com Deus, ele pode receber respostas de Deus, não em terreiro de macumba ou em práticas ocultista,pois Deus se revela através de sua palavra, de profecia ,sonhos,revelações,pois pode usar um servo seu consagrado e separado do pecado, com um dos nove dons do Espírito Santo e comunicar a sua vontade para aquela pessoa ,sem precisar usar um vaso cheio de pecado e afastado dos seus ensinamentos.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
ALUNOS COM TDAH
A criança com TDAH e a escola
Notas baixas, problemas de comportamento e dificuldade de adaptação ao ambiente escolar são problemas recorrentes das crianças portadoras do TDAH
Por Rafael Alves Pereira* - rafa_alves@hotmail.com
Dificuldade de prestar atenção na aula, distrair-se facilmente e ficar com a mente vagando pelo "mundo da lua" quando o professor está falando. Pouca paciência para estudar e fazer os deveres, agitação, inquietude e uma capacidade incrível de fazer milhões de coisas ao mesmo tempo. E quase nenhuma delas associada à aula. Estas são algumas características de alunos que apresentam o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido como TDAH. O problema atinge um grande número de crianças e adolescentes, que vêem o seu desempenho acadêmico prejudicado pela doença e muitas vezes sequer sabem que são portadores.
Professores das primeiras séries do ensino fundamental vez por outra estão às voltas com um ou outro aluno que não pára quieto um instante, se movimenta o tempo todo, não dá a mínima para o que está sendo ensinado e ainda fica incomodando os coleguinhas. O destino do bagunceiro é quase sempre a sala da diretoria, onde uma bela bronca o espera. Esse é um comportamento típico dos meninos portadores do transtorno, que neles tem o predomínio de sintomas de hiperatividade. Já entre as meninas, a situação mais comum é a daquela aluna comportada, quieta, que não participa das aulas (mas também não incomoda) e que está sempre distraída. Qualquer coisa é capaz de desviar sua atenção. A aula e o professor vão para o fim da lista de prioridades enquanto a mocinha se atém a ficar folheando o seu caderno, rabiscando na carteira e criando joguinhos com o estojo e as canetas. Tanto no caso das meninas distraídas quando no dos garotos bagunceiros, o resultado pode ser um aproveitamento acadêmico nada satisfatório no final do semestre e a frustrante sensação de não conseguir acompanhar os progressos do restante da turma.
Uma das principais dificuldades dos alunos portadores de TDAH são os problemas de comportamento no ambiente escolar, que se manifestam pela dificuldade de obedecer a um código disciplinar rígido e pela agitação na sala de aula.
- Fui chamada para conversar com a diretora da escola do meu filho diversas vezes ao longo do ano. Os professores se queixavam de que ele não parava quieto um minuto, tirava a tenção dos coleguinhas e que atrapalhava a aula - conta a secretária Maria Helena Araújo, mãe de Lucas, de 8 anos. Certa vez uma pedagoga escolar chegou a insinuar que um ambiente familiar desregrado poderia ser o problema do menino - Ela disse na minha cara que atitudes assim são típicas de crianças que não recebem boa educação dos pais.
Professores despreparados
O episódio protagonizado por Maria Helena é bastante comum e se repete com freqüência em escolas de todo o país. Raramente os profissionais encarregados da orientação escolar de uma escola estão preparados para lidar com uma criança portadora do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade.
- Os professores estão sobrecarregados e não conseguem lidar com o assunto. Eles lidam com uma série de alunos com problemas e não podem se dedicar aos alunos com TDAH - destaca o psiquiatra Ênio Andrade, que coordena o Ambulatório de TDAH infantil do Instituto de Psiquiatria que funciona no Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele pondera que diante de uma turma que não raramente chega a 30 alunos, é difícil um professor conseguir dar atenção individualizada e conseguir acompanhar de perto as suas dificuldades de cada um. No stress do dia-a-dia, mandar o desordeiro para o corredor acaba sendo a maneira mais fácil de restabelecer a ordem na turma.
O aluno passa ser visto como desleixado, preguiçoso e indolente. Na verdade, estas são limitações impostas pela doença, que se não for corretamente diagnosticada e tratada, atrapalha tanto a vida dos pais quando dos filhos. Reuniões com a direção são freqüentes e, não raro, acompanhadas de um convite para trocar de instituição de ensino.
- As crianças portadoras de TDAH não se adaptam bem a instituições de ensino muito tradicionais e que tenham um código disciplinar muito rígido. Nestas escolas, castigos e suspensões por problemas disciplinares são recorrentes - explica a psiquiatra Vanessa Ayrão, pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tolerância zero
Esse foi o drama vivido pela advogada Márcia Guimarães. Decidida a oferecer ao filho Gustavo, hoje com 10 anos, uma educação de primeira linha, não hesitou em matriculá-lo em uma tradicional e cara escola do Rio de Janeiro. Em pouco tempo os problemas começaram a aparecer. Primeiro foram as repreensões leves, depois alguns castigos, seguidas reclamações dos professores e por fim uma reunião com o diretor.
- Eles foram implacáveis. No meio do ano me chamaram na escola e disseram que o meu filho não tinha o perfil para seguir seus estudos naquela instituição. Eu ponderei e pedi que o deixassem ao menos terminar o ano, mas não consegui. O diretor afirmou que já havia dado diversas chances e que o comportamento do Gustavo estava comprometendo o andamento de toda a turma. Não tive escolha.
Preocupada com a boa formação do filho, procurou uma instituição com o mesmo perfil da anterior. O resultado foi igualmente ruim.
-Os mesmos problemas se repetiram e no final do ano fui avisada de que a matrícula dele não poderia ser renovada. Comecei a ficar desesperada e não sabia o que fazer. Aos 7 anos de idade o meu filho já tinha sido expulso de duas escolas. Foi quando o meu marido leu uma reportagem sobre crianças hiperativas em um jornal e decidimos levá-lo ao psiquiatra - lembra Márcia. Ela diz que, ao chegar ao consultório, o médico não demorou mais que alguns segundos para dar o diagnóstico.
- Na primeira consulta, o meu filho só faltou subir na estante do médico - brinca mãe, que depois escolheu para o filho um colégio com uma política educacional mais flexível e, seguindo recomendação do psiquiatra, antes de a escola mandar a primeira reclamação, ela mesma foi conversar com a orientadora educacional. Munida de reportagens, livros, folhetos explicativos e muita paciência, contou toda a história e falou sobre a doença.
- A escola foi super receptiva. Talvez pelo fato de eu tê-los procurado antes de qualquer reclamação, os professores se mostraram mais tolerantes e atenciosos. Mas não pude deixar de me surpreender com o fato de eles não terem a menor idéia sobre o que é o TDAH.
Escolas públicas: situação ainda mais grave
O médico Ênio Andrade faz coro e reforça o que a mãe de Gustavo descobriu na prática.
- As escolas não estão preparadas e ainda tem muito o que aprender. E se em famílias com recursos e que podem recorrer a escolas particulares os pais e as crianças encontram problemas, imagine nas escolas públicas. Com a política da progressão continuada (em que o aluno passa de ano automaticamente, mesmo que o aprendizado não tenha sido satisfatório), muitas crianças só descobrem que tem o problema quando chegam a quinta-série e sequer sabem ler - explica o médico.
- No núcleo de psiquiatria do Hospital da Clínicas recebo muitos pacientes de escolas públicas assim. As meninas são muito prejudicadas. Elas são quietinhas, distraídas, e não incomodam como os garotos. Os pais, pouco escolarizados e sem recursos, só desconfiam que há algo errado quando a filha vai fazer a prova para a quinta-série e o resultado é desastroso - completa Ênio.
O diagnóstico do TDAH é menos comum nas meninas. O que normalmente faz a família procurar um médico são os problemas com a agitação e a inquietação típica dos rapazes. Estima-se que dois terços dos pacientes diagnósticas sejam homens e apenas um terço de mulheres. Mas se as meninas não tem a mesma capacidade de alvoroçar a turma e tirar os professores do sério, as dificuldades de aprendizado são as mesmas.
Falta de atenção e impulsividade
Como o próprio nome já diz, uma das maiores queixas dos pacientes que sofrem de TDAH é a dificuldade de prestar atenção, de se concentrar e conseguir direcionar o raciocínio. Para agravar o quadro, as crianças com TDAH costumam ser muito criativas. Como resultado dessa combinação de fatores, os pacientes têm uma incrível capacidade de pensar em várias coisas ao mesmo tempo e, conseqüentemente, de se distrair. Parecem estar prestando atenção em outra coisa quando o professor fala com elas. Somada a isso está a dificuldade de acompanhar atividades monótonas: prestar atenção do início ao fim a uma aula pouco empolgante é praticamente impossível. O aluno fica inquieto e trata logo de procurar alguma atividade para se ocupar: conversar com o amigo ao lado, mexer na mochila ou ficar passando as folhas do livro. Para o professor fica a impressão de que o aluno é desinteressado e que não presta atenção na aula por pura falta de vontade.
Os médicos explicam que é importante diferenciar "dificuldades em se adaptar a um sistema educacional" de "impossibilidade de aprendizagem". As crianças com TDAH apresentam inteligência e capacidade de aprendizado idênticas a de uma criança normal e são bastante criativas, mas é preciso lhes dar chance para se desenvolver e observar as suas deficiências.
Por causa da desatenção, é comum a criança portadora não se concentrar na aula e não acompanhar a explicação dos professores. Elas perdem a matéria e não aprendem tanto quanto poderiam. Na hora das provas a desatenção é ainda mais cruel: o aluno comete erros tolos porque não leu corretamente o enunciado e não se preocupou muito com a resposta. Vale lembrar que a impulsividade e a falta de paciência são outras características típicas de quem tem TDAH. Nestes casos, nada mais natural que ler somente metade da pergunta e já responder. O aluno pode até conhecer o assunto e saber a matéria, mas não consegue bom rendimento nas provas e exames.
O tratamento traz melhoras significativas
- Eu não conseguia entender notas baixas da minha filha. Um dia antes do exame eu repassava a matéria toda com ela e não havia um assunto que ela não soubesse. Quando ela chegava com a prova em casa, eu via que ela tinha errado questões cuja resposta eu tinha certeza que ela sabia - relata o arquiteto Henrique Maciel. Coube à sua própria filha fazer o seu autodiagnóstico.
- Eu li numa dessas revistas semanais uma matéria sobre crianças e adolescentes com TDAH. Eu na época tinha 15 anos e, ao ler a história de alguns pacientes e os comentários dos médicos, me identifiquei totalmente - conta Gabriela, que hoje está com 18 anos e já consegue lidar melhor com os problemas do TDAH - estou no segundo período da faculdade e estou achando estudar agora muito mais fácil do que antes. A minha vida mudou nestes três anos de tratamento.
Os médicos relatam que após iniciar o tratamento, maioria das crianças apresenta melhora significativa no comportamento na capacidade de aprendizado. Em pouco tempo elas já prestam mais atenção à aula, conseguem se concentrar melhor e já não relutam tanto em realizar tarefas monótonas e repetitivas. Com melhoria da atenção, o rendimento escolar e as notas apresentam mudanças que podem ser surpreendentes. O aluno desleixado, preguiçoso e pouco esforçado, de uma hora para outra, pode finalmente encontrar espaço para desenvolver seu potencial e mostrar que, contornando as deficiências impostas pelo TDAH, tem um rendimento compatível ao de qualquer um.
A auto-estima e gosto pelos estudos chegam a apresentar uma positiva reversão. Um aluno que não consegue prestar atenção às aulas, é sempre repreendido pelo professor (seja por estar distraído , seja por ficar falando a aula inteira) e por mas que estude não tira boas notas, dificilmente vai ter a escola ocupando posição de destaque no seu ranking de favoritos. Os pais se queixam que os filhos não gostam de estudar, não dão valor à escola e que são muito relapsos. Mas como gostar de uma coisa na qual, por mais que nos esforcemos, não conseguimos ser bem sucedidos? Quando os primeiros resultados após o início do tratamento começam a aparecer, a criança passa a se interessar mais pela escola e a relação com os amigos também muda. Afinal, aquele garoto agitado e pavio-curto, que fala sem pensar e não se preocupa muito com o que vai dizer aos outros dá lugar a um outro mais tolerante, atento e consciente de si mesmo. Os professores, os companheiros de sala e o histórico escolar agradecem.
* Rafael Alves Pereira é jornalista formado pela PUC-Rio e trabalha atualmente na Rádio CBN. Ele escreve para a ABDA reportagens quinzenais, que trazem depoimentos de médicos e pacientes e têm o objetivo de oferecer mais informações sobre o TDAH para quem convive com o problema e para o público em geral. São abordados assuntos como o cotidiano do portador de TDAH, avanços médicos na área e o tratamento dos pacientes.
rafa_alves@hotmail.com
Notas baixas, problemas de comportamento e dificuldade de adaptação ao ambiente escolar são problemas recorrentes das crianças portadoras do TDAH
Por Rafael Alves Pereira* - rafa_alves@hotmail.com
Dificuldade de prestar atenção na aula, distrair-se facilmente e ficar com a mente vagando pelo "mundo da lua" quando o professor está falando. Pouca paciência para estudar e fazer os deveres, agitação, inquietude e uma capacidade incrível de fazer milhões de coisas ao mesmo tempo. E quase nenhuma delas associada à aula. Estas são algumas características de alunos que apresentam o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, conhecido como TDAH. O problema atinge um grande número de crianças e adolescentes, que vêem o seu desempenho acadêmico prejudicado pela doença e muitas vezes sequer sabem que são portadores.
Professores das primeiras séries do ensino fundamental vez por outra estão às voltas com um ou outro aluno que não pára quieto um instante, se movimenta o tempo todo, não dá a mínima para o que está sendo ensinado e ainda fica incomodando os coleguinhas. O destino do bagunceiro é quase sempre a sala da diretoria, onde uma bela bronca o espera. Esse é um comportamento típico dos meninos portadores do transtorno, que neles tem o predomínio de sintomas de hiperatividade. Já entre as meninas, a situação mais comum é a daquela aluna comportada, quieta, que não participa das aulas (mas também não incomoda) e que está sempre distraída. Qualquer coisa é capaz de desviar sua atenção. A aula e o professor vão para o fim da lista de prioridades enquanto a mocinha se atém a ficar folheando o seu caderno, rabiscando na carteira e criando joguinhos com o estojo e as canetas. Tanto no caso das meninas distraídas quando no dos garotos bagunceiros, o resultado pode ser um aproveitamento acadêmico nada satisfatório no final do semestre e a frustrante sensação de não conseguir acompanhar os progressos do restante da turma.
Uma das principais dificuldades dos alunos portadores de TDAH são os problemas de comportamento no ambiente escolar, que se manifestam pela dificuldade de obedecer a um código disciplinar rígido e pela agitação na sala de aula.
- Fui chamada para conversar com a diretora da escola do meu filho diversas vezes ao longo do ano. Os professores se queixavam de que ele não parava quieto um minuto, tirava a tenção dos coleguinhas e que atrapalhava a aula - conta a secretária Maria Helena Araújo, mãe de Lucas, de 8 anos. Certa vez uma pedagoga escolar chegou a insinuar que um ambiente familiar desregrado poderia ser o problema do menino - Ela disse na minha cara que atitudes assim são típicas de crianças que não recebem boa educação dos pais.
Professores despreparados
O episódio protagonizado por Maria Helena é bastante comum e se repete com freqüência em escolas de todo o país. Raramente os profissionais encarregados da orientação escolar de uma escola estão preparados para lidar com uma criança portadora do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade.
- Os professores estão sobrecarregados e não conseguem lidar com o assunto. Eles lidam com uma série de alunos com problemas e não podem se dedicar aos alunos com TDAH - destaca o psiquiatra Ênio Andrade, que coordena o Ambulatório de TDAH infantil do Instituto de Psiquiatria que funciona no Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele pondera que diante de uma turma que não raramente chega a 30 alunos, é difícil um professor conseguir dar atenção individualizada e conseguir acompanhar de perto as suas dificuldades de cada um. No stress do dia-a-dia, mandar o desordeiro para o corredor acaba sendo a maneira mais fácil de restabelecer a ordem na turma.
O aluno passa ser visto como desleixado, preguiçoso e indolente. Na verdade, estas são limitações impostas pela doença, que se não for corretamente diagnosticada e tratada, atrapalha tanto a vida dos pais quando dos filhos. Reuniões com a direção são freqüentes e, não raro, acompanhadas de um convite para trocar de instituição de ensino.
- As crianças portadoras de TDAH não se adaptam bem a instituições de ensino muito tradicionais e que tenham um código disciplinar muito rígido. Nestas escolas, castigos e suspensões por problemas disciplinares são recorrentes - explica a psiquiatra Vanessa Ayrão, pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Tolerância zero
Esse foi o drama vivido pela advogada Márcia Guimarães. Decidida a oferecer ao filho Gustavo, hoje com 10 anos, uma educação de primeira linha, não hesitou em matriculá-lo em uma tradicional e cara escola do Rio de Janeiro. Em pouco tempo os problemas começaram a aparecer. Primeiro foram as repreensões leves, depois alguns castigos, seguidas reclamações dos professores e por fim uma reunião com o diretor.
- Eles foram implacáveis. No meio do ano me chamaram na escola e disseram que o meu filho não tinha o perfil para seguir seus estudos naquela instituição. Eu ponderei e pedi que o deixassem ao menos terminar o ano, mas não consegui. O diretor afirmou que já havia dado diversas chances e que o comportamento do Gustavo estava comprometendo o andamento de toda a turma. Não tive escolha.
Preocupada com a boa formação do filho, procurou uma instituição com o mesmo perfil da anterior. O resultado foi igualmente ruim.
-Os mesmos problemas se repetiram e no final do ano fui avisada de que a matrícula dele não poderia ser renovada. Comecei a ficar desesperada e não sabia o que fazer. Aos 7 anos de idade o meu filho já tinha sido expulso de duas escolas. Foi quando o meu marido leu uma reportagem sobre crianças hiperativas em um jornal e decidimos levá-lo ao psiquiatra - lembra Márcia. Ela diz que, ao chegar ao consultório, o médico não demorou mais que alguns segundos para dar o diagnóstico.
- Na primeira consulta, o meu filho só faltou subir na estante do médico - brinca mãe, que depois escolheu para o filho um colégio com uma política educacional mais flexível e, seguindo recomendação do psiquiatra, antes de a escola mandar a primeira reclamação, ela mesma foi conversar com a orientadora educacional. Munida de reportagens, livros, folhetos explicativos e muita paciência, contou toda a história e falou sobre a doença.
- A escola foi super receptiva. Talvez pelo fato de eu tê-los procurado antes de qualquer reclamação, os professores se mostraram mais tolerantes e atenciosos. Mas não pude deixar de me surpreender com o fato de eles não terem a menor idéia sobre o que é o TDAH.
Escolas públicas: situação ainda mais grave
O médico Ênio Andrade faz coro e reforça o que a mãe de Gustavo descobriu na prática.
- As escolas não estão preparadas e ainda tem muito o que aprender. E se em famílias com recursos e que podem recorrer a escolas particulares os pais e as crianças encontram problemas, imagine nas escolas públicas. Com a política da progressão continuada (em que o aluno passa de ano automaticamente, mesmo que o aprendizado não tenha sido satisfatório), muitas crianças só descobrem que tem o problema quando chegam a quinta-série e sequer sabem ler - explica o médico.
- No núcleo de psiquiatria do Hospital da Clínicas recebo muitos pacientes de escolas públicas assim. As meninas são muito prejudicadas. Elas são quietinhas, distraídas, e não incomodam como os garotos. Os pais, pouco escolarizados e sem recursos, só desconfiam que há algo errado quando a filha vai fazer a prova para a quinta-série e o resultado é desastroso - completa Ênio.
O diagnóstico do TDAH é menos comum nas meninas. O que normalmente faz a família procurar um médico são os problemas com a agitação e a inquietação típica dos rapazes. Estima-se que dois terços dos pacientes diagnósticas sejam homens e apenas um terço de mulheres. Mas se as meninas não tem a mesma capacidade de alvoroçar a turma e tirar os professores do sério, as dificuldades de aprendizado são as mesmas.
Falta de atenção e impulsividade
Como o próprio nome já diz, uma das maiores queixas dos pacientes que sofrem de TDAH é a dificuldade de prestar atenção, de se concentrar e conseguir direcionar o raciocínio. Para agravar o quadro, as crianças com TDAH costumam ser muito criativas. Como resultado dessa combinação de fatores, os pacientes têm uma incrível capacidade de pensar em várias coisas ao mesmo tempo e, conseqüentemente, de se distrair. Parecem estar prestando atenção em outra coisa quando o professor fala com elas. Somada a isso está a dificuldade de acompanhar atividades monótonas: prestar atenção do início ao fim a uma aula pouco empolgante é praticamente impossível. O aluno fica inquieto e trata logo de procurar alguma atividade para se ocupar: conversar com o amigo ao lado, mexer na mochila ou ficar passando as folhas do livro. Para o professor fica a impressão de que o aluno é desinteressado e que não presta atenção na aula por pura falta de vontade.
Os médicos explicam que é importante diferenciar "dificuldades em se adaptar a um sistema educacional" de "impossibilidade de aprendizagem". As crianças com TDAH apresentam inteligência e capacidade de aprendizado idênticas a de uma criança normal e são bastante criativas, mas é preciso lhes dar chance para se desenvolver e observar as suas deficiências.
Por causa da desatenção, é comum a criança portadora não se concentrar na aula e não acompanhar a explicação dos professores. Elas perdem a matéria e não aprendem tanto quanto poderiam. Na hora das provas a desatenção é ainda mais cruel: o aluno comete erros tolos porque não leu corretamente o enunciado e não se preocupou muito com a resposta. Vale lembrar que a impulsividade e a falta de paciência são outras características típicas de quem tem TDAH. Nestes casos, nada mais natural que ler somente metade da pergunta e já responder. O aluno pode até conhecer o assunto e saber a matéria, mas não consegue bom rendimento nas provas e exames.
O tratamento traz melhoras significativas
- Eu não conseguia entender notas baixas da minha filha. Um dia antes do exame eu repassava a matéria toda com ela e não havia um assunto que ela não soubesse. Quando ela chegava com a prova em casa, eu via que ela tinha errado questões cuja resposta eu tinha certeza que ela sabia - relata o arquiteto Henrique Maciel. Coube à sua própria filha fazer o seu autodiagnóstico.
- Eu li numa dessas revistas semanais uma matéria sobre crianças e adolescentes com TDAH. Eu na época tinha 15 anos e, ao ler a história de alguns pacientes e os comentários dos médicos, me identifiquei totalmente - conta Gabriela, que hoje está com 18 anos e já consegue lidar melhor com os problemas do TDAH - estou no segundo período da faculdade e estou achando estudar agora muito mais fácil do que antes. A minha vida mudou nestes três anos de tratamento.
Os médicos relatam que após iniciar o tratamento, maioria das crianças apresenta melhora significativa no comportamento na capacidade de aprendizado. Em pouco tempo elas já prestam mais atenção à aula, conseguem se concentrar melhor e já não relutam tanto em realizar tarefas monótonas e repetitivas. Com melhoria da atenção, o rendimento escolar e as notas apresentam mudanças que podem ser surpreendentes. O aluno desleixado, preguiçoso e pouco esforçado, de uma hora para outra, pode finalmente encontrar espaço para desenvolver seu potencial e mostrar que, contornando as deficiências impostas pelo TDAH, tem um rendimento compatível ao de qualquer um.
A auto-estima e gosto pelos estudos chegam a apresentar uma positiva reversão. Um aluno que não consegue prestar atenção às aulas, é sempre repreendido pelo professor (seja por estar distraído , seja por ficar falando a aula inteira) e por mas que estude não tira boas notas, dificilmente vai ter a escola ocupando posição de destaque no seu ranking de favoritos. Os pais se queixam que os filhos não gostam de estudar, não dão valor à escola e que são muito relapsos. Mas como gostar de uma coisa na qual, por mais que nos esforcemos, não conseguimos ser bem sucedidos? Quando os primeiros resultados após o início do tratamento começam a aparecer, a criança passa a se interessar mais pela escola e a relação com os amigos também muda. Afinal, aquele garoto agitado e pavio-curto, que fala sem pensar e não se preocupa muito com o que vai dizer aos outros dá lugar a um outro mais tolerante, atento e consciente de si mesmo. Os professores, os companheiros de sala e o histórico escolar agradecem.
* Rafael Alves Pereira é jornalista formado pela PUC-Rio e trabalha atualmente na Rádio CBN. Ele escreve para a ABDA reportagens quinzenais, que trazem depoimentos de médicos e pacientes e têm o objetivo de oferecer mais informações sobre o TDAH para quem convive com o problema e para o público em geral. São abordados assuntos como o cotidiano do portador de TDAH, avanços médicos na área e o tratamento dos pacientes.
rafa_alves@hotmail.com
segunda-feira, 19 de julho de 2010
NOSSA IGREJA
Institucional / História
Assembléia de Deus, pioneira do movimento pentecostal em Alagoas
Família Nelson
Quando os missionários suecos Otto e Adina Nelson pisaram em solo alagoano, em 1915, tinham na bagagem a promessa de que Deus iria fazer uma grande obra em Alagoas. E não foi diferente. A Missão Fé Apostólica (primeiro nome da denominação) se transformou na maior igreja evangélica do Estado: Assembléia de Deus de Missão.
Mas, antes disso, um dos pioneiros da Assembléia de Deus no Brasil, que iniciava a obra pentecostal em solo brasileiro em Belém, do Pará (marco inicial da igreja no País), veio a Alagoas para semear o evangelho. Na manhã do dia 1º de maio de 1915, no modesto cais do porto do bairro de Jaraguá, desembarcou o jovem missionário de origem sueca Gunnar Vingren. Ao desembarcar em Maceió, Gunnar dirigiu-se para a casa do irmão Simplício, quando participou de um culto com nove crentes, membros de igrejas tradicionais, os quais não haviam ouvido falar sobre a doutrina pentecostal, e, principalmente, sobre o batismo com o Espírito Santo.
Os dias se passavam depressa, e Gunnar Vingren não desperdiçava o tempo que tinha para evangelizar a cidade - na época Maceió tinha pouquíssimos bairros. Quase todos os dias ele realizava cultos poderosos, marcados pela presença do Espírito Santo. Os cultos eram realizados no Trapiche da Barra, na casa do irmão Simplício, e eram notadamente marcados pelo derramamento do Espírito. Gunnar Vingren conta em seu diário que em um desses cultos, enquanto ele estava orando para o Senhor fazer maravilhas no meio do povo que estava presente, “um homem foi alcançado pelo poder de Deus de maneira tão forte, que, por duas vezes, foi levantado bem alto do chão. Louvei muito ao Senhor, e senti grande gozo no meu Deus”.
Depois de alguns dias, Gunnar Vingren passou a se hospedar e realizar os cultos na casa de um irmão chamado “Candinho”, que alegremente recebeu o missionário em seu lar. No dia 28 de maio de 1915, foi batizado com o Espírito Santo, sendo o primeiro crente alagoano a receber a promessa pentecostal. Mesmo diante da firmeza, tanto bíblica, quanto doutrinária e teológica do missionário com respeito à doutrina, ele enfrentou muita resistência e dureza de coração, da parte daqueles que combatiam veementemente o ensino bíblico sobre o batismo e os dons que são concedidos pelo Espírito Santo.
Após o término do seu curto ministério em terras alagoanas, Gunnar Vingren retornou para Belém do Pará, onde morava. Ele veio a Alagoas, oito anos depois, em outubro de 1923, para participar da primeira convenção da igreja no Estado.
A chegada de Otto Nelson em Maceió
Otto Nelson - 1915-1930
Em 21 de agosto de 1915, depois de uma viagem de nove dias, Otto Nelson chegou em Maceió. Otto ficou na humilde casa do pescador Balbino Gomes, localizada na Rua dos Pescadores, atual Rua José Marques Ribeiro, no bairro do Trapiche da Barra.
O pescador Balbino Gomes era uma das seis pessoas que haviam se convertido no período que o missionário Gunnar Vingren havia visitado Alagoas, e, agora, tornar-se-ia o hospedeiro de Otto Nelson. Quatro dias após a chegada de Otto, precisamente em 25 de agosto de 1915, ele realizou oficialmente o primeiro culto da Assembléia de Deus de Missão em Alagoas.
Otto Nelson enfrentou provas e perseguições até construir o primeiro templo da Assembléia de Deus em Alagoas. Após cinco anos de intenso trabalho, Otto Nelson viajou com a sua esposa para a Suécia com o propósito de arrecadar dinheiro. Após visitar diversas cidades, Nelson viajou para os Estados Unidos, onde também apresentou a necessidade do templo em Alagoas. E lá conseguiu dinheiro suficiente para iniciar a construção. Com capacidade para acomodar cerca de trezentas pessoas, em 22 de outubro de 1922 foi inaugurado o templo-sede, no Trapiche da barra, sendo o terceiro da Assembléia de Deus no Brasil.
A obra de evangelização também se expandiu para o interior de Alagoas. Otto deixou com a esposa a liderança do trabalho do Senhor na capital e viajou sozinho para ganhar almas em algumas cidades e vilas interioranas de Alagoas.
Assembléia de Deus No ano seguinte à inauguração do templo, ou seja, em outubro de 1923, dos dias 21 a 28, foi realizada a primeira convenção estadual e escola bíblica de obreiros, que marcou profundamente os crentes alagoanos. Estiveram presentes personalidades ilustres da Assembléia de Deus no Brasil.
Em 1927, Otto Nelson viajou para a Suécia com a sua família, com o propósito de descansar um pouco, pois achava-se debilitado pelos anos de trabalho em Alagoas. Ele passou dois anos em sua terra natal, só retornando em 1929. Enquanto estava na Suécia, sentiu que o seu tempo em Alagoas havia terminado e que deveria seguir adiante. Ao retornar para Maceió, ele comunicou à igreja sua decisão. Porém, zeloso como era pela obra que havia iniciado a custo de muitas aflições e lágrimas, Otto Nelson não saiu imediatamente de Alagoas, mas aguardou que o missionário Gunnar Vingren enviasse o seu substituto. Em janeiro de 1930, chegou a Maceió o casal de missionários Algot e Rosa Svensson, vindos de Belém do Pará.
Fonte:adalagoas.com.br
Assembléia de Deus, pioneira do movimento pentecostal em Alagoas
Família Nelson
Quando os missionários suecos Otto e Adina Nelson pisaram em solo alagoano, em 1915, tinham na bagagem a promessa de que Deus iria fazer uma grande obra em Alagoas. E não foi diferente. A Missão Fé Apostólica (primeiro nome da denominação) se transformou na maior igreja evangélica do Estado: Assembléia de Deus de Missão.
Mas, antes disso, um dos pioneiros da Assembléia de Deus no Brasil, que iniciava a obra pentecostal em solo brasileiro em Belém, do Pará (marco inicial da igreja no País), veio a Alagoas para semear o evangelho. Na manhã do dia 1º de maio de 1915, no modesto cais do porto do bairro de Jaraguá, desembarcou o jovem missionário de origem sueca Gunnar Vingren. Ao desembarcar em Maceió, Gunnar dirigiu-se para a casa do irmão Simplício, quando participou de um culto com nove crentes, membros de igrejas tradicionais, os quais não haviam ouvido falar sobre a doutrina pentecostal, e, principalmente, sobre o batismo com o Espírito Santo.
Os dias se passavam depressa, e Gunnar Vingren não desperdiçava o tempo que tinha para evangelizar a cidade - na época Maceió tinha pouquíssimos bairros. Quase todos os dias ele realizava cultos poderosos, marcados pela presença do Espírito Santo. Os cultos eram realizados no Trapiche da Barra, na casa do irmão Simplício, e eram notadamente marcados pelo derramamento do Espírito. Gunnar Vingren conta em seu diário que em um desses cultos, enquanto ele estava orando para o Senhor fazer maravilhas no meio do povo que estava presente, “um homem foi alcançado pelo poder de Deus de maneira tão forte, que, por duas vezes, foi levantado bem alto do chão. Louvei muito ao Senhor, e senti grande gozo no meu Deus”.
Depois de alguns dias, Gunnar Vingren passou a se hospedar e realizar os cultos na casa de um irmão chamado “Candinho”, que alegremente recebeu o missionário em seu lar. No dia 28 de maio de 1915, foi batizado com o Espírito Santo, sendo o primeiro crente alagoano a receber a promessa pentecostal. Mesmo diante da firmeza, tanto bíblica, quanto doutrinária e teológica do missionário com respeito à doutrina, ele enfrentou muita resistência e dureza de coração, da parte daqueles que combatiam veementemente o ensino bíblico sobre o batismo e os dons que são concedidos pelo Espírito Santo.
Após o término do seu curto ministério em terras alagoanas, Gunnar Vingren retornou para Belém do Pará, onde morava. Ele veio a Alagoas, oito anos depois, em outubro de 1923, para participar da primeira convenção da igreja no Estado.
A chegada de Otto Nelson em Maceió
Otto Nelson - 1915-1930
Em 21 de agosto de 1915, depois de uma viagem de nove dias, Otto Nelson chegou em Maceió. Otto ficou na humilde casa do pescador Balbino Gomes, localizada na Rua dos Pescadores, atual Rua José Marques Ribeiro, no bairro do Trapiche da Barra.
O pescador Balbino Gomes era uma das seis pessoas que haviam se convertido no período que o missionário Gunnar Vingren havia visitado Alagoas, e, agora, tornar-se-ia o hospedeiro de Otto Nelson. Quatro dias após a chegada de Otto, precisamente em 25 de agosto de 1915, ele realizou oficialmente o primeiro culto da Assembléia de Deus de Missão em Alagoas.
Otto Nelson enfrentou provas e perseguições até construir o primeiro templo da Assembléia de Deus em Alagoas. Após cinco anos de intenso trabalho, Otto Nelson viajou com a sua esposa para a Suécia com o propósito de arrecadar dinheiro. Após visitar diversas cidades, Nelson viajou para os Estados Unidos, onde também apresentou a necessidade do templo em Alagoas. E lá conseguiu dinheiro suficiente para iniciar a construção. Com capacidade para acomodar cerca de trezentas pessoas, em 22 de outubro de 1922 foi inaugurado o templo-sede, no Trapiche da barra, sendo o terceiro da Assembléia de Deus no Brasil.
A obra de evangelização também se expandiu para o interior de Alagoas. Otto deixou com a esposa a liderança do trabalho do Senhor na capital e viajou sozinho para ganhar almas em algumas cidades e vilas interioranas de Alagoas.
Assembléia de Deus No ano seguinte à inauguração do templo, ou seja, em outubro de 1923, dos dias 21 a 28, foi realizada a primeira convenção estadual e escola bíblica de obreiros, que marcou profundamente os crentes alagoanos. Estiveram presentes personalidades ilustres da Assembléia de Deus no Brasil.
Em 1927, Otto Nelson viajou para a Suécia com a sua família, com o propósito de descansar um pouco, pois achava-se debilitado pelos anos de trabalho em Alagoas. Ele passou dois anos em sua terra natal, só retornando em 1929. Enquanto estava na Suécia, sentiu que o seu tempo em Alagoas havia terminado e que deveria seguir adiante. Ao retornar para Maceió, ele comunicou à igreja sua decisão. Porém, zeloso como era pela obra que havia iniciado a custo de muitas aflições e lágrimas, Otto Nelson não saiu imediatamente de Alagoas, mas aguardou que o missionário Gunnar Vingren enviasse o seu substituto. Em janeiro de 1930, chegou a Maceió o casal de missionários Algot e Rosa Svensson, vindos de Belém do Pará.
Fonte:adalagoas.com.br
ESCOLA BÍBLICA NA HISTÓRIA
HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL
Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.
Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.
As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical. Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.
Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, Ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu. Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.
A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna – o inglês.
Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional. Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.
Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”. Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus.
É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre. A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer.
Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.
Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855, no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.
As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical. Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.
Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, Ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu. Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.
A Escola Dominical do nosso tempo nasceu da visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna – o inglês.
Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional. Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.
Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”. Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus.
É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre. A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
EIS UM BOM COMENTÁRIO DO PASTOR JAIRO
Lições Biblicas, Notícias
Lição 03 - As funções sociais e políticas da profecia
16 de julho de 2010 às 11h37
Pr. Jairo Teixeira
Líder da igreja em Matriz de Camaragibe-AL
Divulgação
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário para a próxima lição bíblica
Leitura Bíblica em Classe - Jeremias 34.8-11,16,17
INTRODUÇÃO
Você já pensou que papel social e relevante a igreja tem na sociedade contemporânea? O papel político e social da profecia nas Escrituras? Por que o profeta era enviado aos reis? E quais as questões de ordem social nos nossos dias? Na lição, veremos que os profetas também tratavam desses assuntos, mostrando assim, que Deus também se importa com o bem-estar social do povo.
Prezado irmão, a Bíblia tem muito a dizer acerca de questões sociais e políticas. O contexto histórico dos profetas vetero-testamentários, remonta um ambiente de injustiças sociais e corrupções políticas.
O PAPEL SOCIAL E POLÍTICO DA PROFECIA
No At os profetas eram vistos como figuras centrais, únicos canais humanos e legítimos de comunicação entre Deus e o povo, eram conselheiros, eles eram usados para manter a ordem social e espiritual, quando ouvidos. Muitas vezes por serem fieis ao Senhor, isso lhes custava um alto preço, como foi o caso de Jeremias e outros. Mais vale a pena em qualquer situação sermos fieis a Deus. O Rev. Bill Granh, que por várias vezes, foi conselheiro dos presidentes americanos, certa vez ao ser chamado para ocupar um cargo político disse: Não posso descer de posto, preciso permanecer na posição que Deus me colocou”.
A profecia na Bíblia tem o papel de manter a ordem social, espiritual, evitando a corrupção e a injustiça.(2Sm7.17;24.18,19;12.1-4).
A QUESTÃO DE ORDEM SOCIAL
A questão social em Israel era tão relevante para o Senhor que, por ignorá-la, Zedequias e o povo foram severamente castigados.
Com o intuito de fazer o diálogo entre o tempo histórico e a igreja contemporânea é que no rico texto extraído da obra de John Stott “Cristianismo Equilibrado”, veremos como ele responde a pergunta: “Qual o papel social da Igreja?”:
“[...] Tem sido sempre uma característica dos evangélicos ocupar-se com evangelismo. Tanto assim que não é raro encontrarmo-nos com uma confusão de termos, como se “evangélico” e “evangelístico” significassem a mesma coisa. Na nossa ênfase evangélica em evangelismo, temos compreensivelmente reagido contra o tão falado “evangelho social” que substitui salvação individual por melhoramento social e, apesar do notável testemunho da ação social dos evangélicos do século dezenove, nós mesmos temos suspeitado de qualquer envolvimento deste tipo. Ou, se temos sido ativos socialmente, temos tido a tendência de concentrar-nos nas obras de filantropia (cuidando dos acidentes de uma sociedade doente) e tomado cuidado para evitar política (as causas de uma sociedade doente).
Algumas vezes, a polarização na igreja tem parecido ser completa, com alguns exclusivamente preocupados com evangelismo e outros com ações político-sociais. Como um exemplo para o primeiro, tomarei alguns grupos do tão falado “Povo de Jesus”. Ora, estou muito longe de querer ser crítico de qualquer movimento. Contudo, uma das minhas inúmeras hesitações diz respeito às comunidades de Jesus que parecem ter rejeitado a sociedade e se retirado para a comunhão individual, fazendo cultos evangelísticos ocasionais, no mundo fora da comunidade. Vernon Wishart, um ministro da Igreja Unida do Canadá, escreveu sobre o Povo de Jesus em Novembro de 1972, num artigo oficial da Igreja. Ele descreveu o movimento como “uma reação ao profundo mal-estar cultural social” e uma tentativa para “vencer uma depressão do espírito humano” causada pela tecnocracia materialista. Mostrou-se admirador do genuíno zelo cristão por eles manifestado: “Como crentes primitivos, eles simplesmente vivem de uma maneira amorosa, estudando as Escrituras, partindo o pão juntos e compartilhando os recursos”. E ele reconheceu que o intenso relacionamento pessoal deles com Jesus, e de um para com o outro era um antídoto à despersonalização da sociedade moderna. Ao mesmo tempo ele viu este perigo: “Voltar-se para Jesus pode ser uma tentativa desesperada de desviar-se do mundo no qual ele encarnou. Como as drogas, a religião de Jesus pode ser uma fuga de nossa tecnocultura”. Nesta última frase, Vernon Wishart colocou o dedo no problema principal: Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele? Sir Frederick Catherwood escreveu: “Procurar melhorar a sociedade não é mundanismo, mas amor. Lavar as mãos da sociedade não é amor, mas mundanismo” .
[...] Nós certamente não estamos confundindo justiça com salvação, mas temos frequentemente falado e nos comportado como se pensássemos que nossa única responsabilidade cristã para com uma sociedade não convertida fosse evangelismo, a proclamação das boas-novas de salvação. Nos últimos anos, contudo, tem havido bons sinais de mudança. Temos ficado desiludidos com a mentalidade da “tentativa abandonada”, com a tendência de escolher não participar da responsabilidade social e com a tradicional obsessão da “micro-ética” (a proibição de coisas mínimas) e a negligência correspondente da “macro-ética” (os grandes problemas de raça, violência, pobreza, poluição, justiça e liberdade). Tem havido, também, um recente reconhecimento dos princípios bíblicos para a ação social cristã, tanto teológica quanto ética.
Teologicamente, tem havido um redescobrimento da doutrina da criação. Tendemos a ter uma boa doutrina da redenção e uma péssima doutrina da criação. Naturalmente temos tido uma reverência de lábios à verdade de que Deus é o Criador de todas as coisas, mas, aparentemente, temos estados cegos para as implicações disto. Nosso Deus tem sido por demais “religioso”, como se o seu principal interesse fosse cultos de adoração e oração freqüentados por membros de igrejas. Não me entenda mal: Deus tem prazer nas orações e louvores do seu povo. Mas, agora, começamos a vê-lo, também (como a Bíblia sempre o retratou), como o Criador, que está interessado tanto pelo mundo secular quanto pela Igreja, que ama a todos os homens e não somente os crentes, e que tem interesse na vida como um todo, e não meramente na religião.
Eticamente, há um redescobrimento da responsabilidade de amor pelo próximo, que é o seguinte mandamento: “Amar nosso próximo como amamos a nós mesmos”.
O que isso significa na prática será determinado pela definição das Escrituras sobre o “nosso próximo”. O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como “um corpo-alma em sociedade”. Portanto, a obrigação de amar o nosso próximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amamos o nosso próximo como Deus o criou (o que é mandamento para nós), então, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem-estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. Martin Luther King expressou muito bem: “Religião trata com o Céu como com a terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos. É uma religião seca como poeira”. Eu acho que deveríamos adicionar que “uma religião seca como poeira” é, na realidade, uma religião falsa.
É verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulo. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se “amarás o teu próximo” tivesse sido substituído por “pregarás o Evangelho”. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos. Ao contrário, enriquece o mandamento amar o nosso próximo, ao adicionar uma dimensão nova e cristã, nomeadamente a responsabilidade de fazer Cristo conhecido para esse nosso próximo.
Ao rogar que deveríamos evitar a escolha mais do que ingênua entre evangelismo e ação social, eu não estou supondo que cada crente deva estar igualmente envolvido em ambos. Isto seria impossível. Além disso, devemos reconhecer que Deus chama pessoas diferentes e as dota com dons apropriados à sua chamada. Certamente cada crente tem a responsabilidade de amar e servir o próximo à medida que as oportunidades se manifestam, mas isto não o inibirá de concentrar-se – conforme sua vocação e dons – em alguma incumbência particular, seja alimentando o pobre, assistindo ao enfermo, dando testemunho pessoal, evangelizando no lar, participando na política local ou nacional, no serviço comunitário, nas relações raciais, no ensino ou em outras boas obras.
Um cristianismo que tem perdido sua dimensão vertical tem perdido seu sal e é, não somente insípido em si mesmo, mas sem qualquer valor para o mundo. Mas um cristianismo que usaria a preocupação vertical como um meio para escapar de sua responsabilidade pela vida comum do homem é uma negação do amor de Deus pelo mundo, manifestado em Cristo. Deve tornar-se claro que membros de igreja que de fato negam suas responsabilidades em qualquer parte do mundo são tão culpados de heresia quanto todos os que negam este ou aquele artigo da fé.
CONCLUSÃO
Amado, as palavras dos profetas não foram vãs. Eles lutaram por causas justas. Falaram o que Deus mandou falar. Fizeram o que Deus mandou fazer. Disseram o que Deus mandou dizer. Que possamos contribuir para a relevância do papel da igreja local na comunidade. Que possamos refletir, sobre o papel social que a Igreja de Cristo tem a desenvolver na sociedade em que vivemos.
Reflexão: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
Referências
REFERÊNCIA
STOTT. John R. W. Cristianismo Equilibrado. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 55-64).
Lição 03 - As funções sociais e políticas da profecia
16 de julho de 2010 às 11h37
Pr. Jairo Teixeira
Líder da igreja em Matriz de Camaragibe-AL
Divulgação
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário para a próxima lição bíblica
Leitura Bíblica em Classe - Jeremias 34.8-11,16,17
INTRODUÇÃO
Você já pensou que papel social e relevante a igreja tem na sociedade contemporânea? O papel político e social da profecia nas Escrituras? Por que o profeta era enviado aos reis? E quais as questões de ordem social nos nossos dias? Na lição, veremos que os profetas também tratavam desses assuntos, mostrando assim, que Deus também se importa com o bem-estar social do povo.
Prezado irmão, a Bíblia tem muito a dizer acerca de questões sociais e políticas. O contexto histórico dos profetas vetero-testamentários, remonta um ambiente de injustiças sociais e corrupções políticas.
O PAPEL SOCIAL E POLÍTICO DA PROFECIA
No At os profetas eram vistos como figuras centrais, únicos canais humanos e legítimos de comunicação entre Deus e o povo, eram conselheiros, eles eram usados para manter a ordem social e espiritual, quando ouvidos. Muitas vezes por serem fieis ao Senhor, isso lhes custava um alto preço, como foi o caso de Jeremias e outros. Mais vale a pena em qualquer situação sermos fieis a Deus. O Rev. Bill Granh, que por várias vezes, foi conselheiro dos presidentes americanos, certa vez ao ser chamado para ocupar um cargo político disse: Não posso descer de posto, preciso permanecer na posição que Deus me colocou”.
A profecia na Bíblia tem o papel de manter a ordem social, espiritual, evitando a corrupção e a injustiça.(2Sm7.17;24.18,19;12.1-4).
A QUESTÃO DE ORDEM SOCIAL
A questão social em Israel era tão relevante para o Senhor que, por ignorá-la, Zedequias e o povo foram severamente castigados.
Com o intuito de fazer o diálogo entre o tempo histórico e a igreja contemporânea é que no rico texto extraído da obra de John Stott “Cristianismo Equilibrado”, veremos como ele responde a pergunta: “Qual o papel social da Igreja?”:
“[...] Tem sido sempre uma característica dos evangélicos ocupar-se com evangelismo. Tanto assim que não é raro encontrarmo-nos com uma confusão de termos, como se “evangélico” e “evangelístico” significassem a mesma coisa. Na nossa ênfase evangélica em evangelismo, temos compreensivelmente reagido contra o tão falado “evangelho social” que substitui salvação individual por melhoramento social e, apesar do notável testemunho da ação social dos evangélicos do século dezenove, nós mesmos temos suspeitado de qualquer envolvimento deste tipo. Ou, se temos sido ativos socialmente, temos tido a tendência de concentrar-nos nas obras de filantropia (cuidando dos acidentes de uma sociedade doente) e tomado cuidado para evitar política (as causas de uma sociedade doente).
Algumas vezes, a polarização na igreja tem parecido ser completa, com alguns exclusivamente preocupados com evangelismo e outros com ações político-sociais. Como um exemplo para o primeiro, tomarei alguns grupos do tão falado “Povo de Jesus”. Ora, estou muito longe de querer ser crítico de qualquer movimento. Contudo, uma das minhas inúmeras hesitações diz respeito às comunidades de Jesus que parecem ter rejeitado a sociedade e se retirado para a comunhão individual, fazendo cultos evangelísticos ocasionais, no mundo fora da comunidade. Vernon Wishart, um ministro da Igreja Unida do Canadá, escreveu sobre o Povo de Jesus em Novembro de 1972, num artigo oficial da Igreja. Ele descreveu o movimento como “uma reação ao profundo mal-estar cultural social” e uma tentativa para “vencer uma depressão do espírito humano” causada pela tecnocracia materialista. Mostrou-se admirador do genuíno zelo cristão por eles manifestado: “Como crentes primitivos, eles simplesmente vivem de uma maneira amorosa, estudando as Escrituras, partindo o pão juntos e compartilhando os recursos”. E ele reconheceu que o intenso relacionamento pessoal deles com Jesus, e de um para com o outro era um antídoto à despersonalização da sociedade moderna. Ao mesmo tempo ele viu este perigo: “Voltar-se para Jesus pode ser uma tentativa desesperada de desviar-se do mundo no qual ele encarnou. Como as drogas, a religião de Jesus pode ser uma fuga de nossa tecnocultura”. Nesta última frase, Vernon Wishart colocou o dedo no problema principal: Se Jesus amou o mundo de tal maneira que entrou nele através da encarnação, como podem seus seguidores proclamar que amam o mundo procurando escapar dele? Sir Frederick Catherwood escreveu: “Procurar melhorar a sociedade não é mundanismo, mas amor. Lavar as mãos da sociedade não é amor, mas mundanismo” .
[...] Nós certamente não estamos confundindo justiça com salvação, mas temos frequentemente falado e nos comportado como se pensássemos que nossa única responsabilidade cristã para com uma sociedade não convertida fosse evangelismo, a proclamação das boas-novas de salvação. Nos últimos anos, contudo, tem havido bons sinais de mudança. Temos ficado desiludidos com a mentalidade da “tentativa abandonada”, com a tendência de escolher não participar da responsabilidade social e com a tradicional obsessão da “micro-ética” (a proibição de coisas mínimas) e a negligência correspondente da “macro-ética” (os grandes problemas de raça, violência, pobreza, poluição, justiça e liberdade). Tem havido, também, um recente reconhecimento dos princípios bíblicos para a ação social cristã, tanto teológica quanto ética.
Teologicamente, tem havido um redescobrimento da doutrina da criação. Tendemos a ter uma boa doutrina da redenção e uma péssima doutrina da criação. Naturalmente temos tido uma reverência de lábios à verdade de que Deus é o Criador de todas as coisas, mas, aparentemente, temos estados cegos para as implicações disto. Nosso Deus tem sido por demais “religioso”, como se o seu principal interesse fosse cultos de adoração e oração freqüentados por membros de igrejas. Não me entenda mal: Deus tem prazer nas orações e louvores do seu povo. Mas, agora, começamos a vê-lo, também (como a Bíblia sempre o retratou), como o Criador, que está interessado tanto pelo mundo secular quanto pela Igreja, que ama a todos os homens e não somente os crentes, e que tem interesse na vida como um todo, e não meramente na religião.
Eticamente, há um redescobrimento da responsabilidade de amor pelo próximo, que é o seguinte mandamento: “Amar nosso próximo como amamos a nós mesmos”.
O que isso significa na prática será determinado pela definição das Escrituras sobre o “nosso próximo”. O nosso próximo é uma pessoa, um ser humano, criado por Deus. E Deus não o criou como uma alma sem corpo (para que pudéssemos amar somente sua alma), nem como um corpo sem alma (para que pudéssemos preocupar-nos exclusivamente com seu bem-estar físico), nem tampouco um corpo-alma em isolamento (para que pudéssemos preocupar-nos com ele somente como um indivíduo, sem nos preocupar com a sociedade em que ele vive). Não! Deus fez o homem um ser espiritual, físico e social. Como ser humano, o nosso próximo pode ser definido como “um corpo-alma em sociedade”. Portanto, a obrigação de amar o nosso próximo nunca pode ser reduzida para somente uma parte dele. Se amamos o nosso próximo como Deus o criou (o que é mandamento para nós), então, inevitavelmente, estaremos preocupados com o seu bem-estar total, o bem-estar do seu corpo, da sua alma e da sua sociedade. Martin Luther King expressou muito bem: “Religião trata com o Céu como com a terra... Qualquer religião que professar estar preocupada com as almas dos homens e não está preocupada com a pobreza que os predestina à morte, com as condições econômicas que os estrangula e com as condições sociais que os tornam paralíticos. É uma religião seca como poeira”. Eu acho que deveríamos adicionar que “uma religião seca como poeira” é, na realidade, uma religião falsa.
É verdade que o Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulo. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se “amarás o teu próximo” tivesse sido substituído por “pregarás o Evangelho”. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos. Ao contrário, enriquece o mandamento amar o nosso próximo, ao adicionar uma dimensão nova e cristã, nomeadamente a responsabilidade de fazer Cristo conhecido para esse nosso próximo.
Ao rogar que deveríamos evitar a escolha mais do que ingênua entre evangelismo e ação social, eu não estou supondo que cada crente deva estar igualmente envolvido em ambos. Isto seria impossível. Além disso, devemos reconhecer que Deus chama pessoas diferentes e as dota com dons apropriados à sua chamada. Certamente cada crente tem a responsabilidade de amar e servir o próximo à medida que as oportunidades se manifestam, mas isto não o inibirá de concentrar-se – conforme sua vocação e dons – em alguma incumbência particular, seja alimentando o pobre, assistindo ao enfermo, dando testemunho pessoal, evangelizando no lar, participando na política local ou nacional, no serviço comunitário, nas relações raciais, no ensino ou em outras boas obras.
Um cristianismo que tem perdido sua dimensão vertical tem perdido seu sal e é, não somente insípido em si mesmo, mas sem qualquer valor para o mundo. Mas um cristianismo que usaria a preocupação vertical como um meio para escapar de sua responsabilidade pela vida comum do homem é uma negação do amor de Deus pelo mundo, manifestado em Cristo. Deve tornar-se claro que membros de igreja que de fato negam suas responsabilidades em qualquer parte do mundo são tão culpados de heresia quanto todos os que negam este ou aquele artigo da fé.
CONCLUSÃO
Amado, as palavras dos profetas não foram vãs. Eles lutaram por causas justas. Falaram o que Deus mandou falar. Fizeram o que Deus mandou fazer. Disseram o que Deus mandou dizer. Que possamos contribuir para a relevância do papel da igreja local na comunidade. Que possamos refletir, sobre o papel social que a Igreja de Cristo tem a desenvolver na sociedade em que vivemos.
Reflexão: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
Referências
REFERÊNCIA
STOTT. John R. W. Cristianismo Equilibrado. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 55-64).
FUJA DA APOSTASIA (Almir Barbosa)
FUJA DA APOSTASIA
Apostásis no grego nos dá uma ideia de afastamento, abandono premeditado e consciente da fé. Significa dizer que o apóstata é alguém que quer deixar a fé sabendo conscientemente dos prejuízos que isso acarretará para sua vida espiritual.
Os judeus da época de Jeremias tinham consciência de que ao deixarem o Senhor Jeová, estariam cavando a própria sepultura, visto que todas as bênçãos que desfrutavam tinham origem em Deus, isso fica claro quando Jeremias aconselha o povo em nome Deus: Jr 2.7,13.
A relação entre Deus e o seu povo era simbolizada no matrimônio, caso houvesse traição, o adultério era combatido de maneira avassaladora com consequências terríveis para os israelitas.
Caberia ao profeta Jeremias ser o porta-voz de Deus no meio de um povo corrupto e desobediente, conforme Jr 2.4, para isso, o arauto do Senhor deveria: falar em nome de Deus, entregar tudo que Deus queria falar para o povo e não se preocupar com suas insatisfações.
A igreja de Cristo em nossos dias tem sido, de certa forma tentada a ceder à apostasia, pois muitas mensagens pregadas dos nossos púlpitos têm convidado o povo de Deus a confiar em si mesmo para obter as bênçãos de Deus, haja vista algumas campanhas de arrecadações destacarem a importância do “dar mais para receber mais”, como se Deus fosse um capitalista exacerbado e consumista.
Dessa forma, a teologia da prosperidade tem sorrateiramente adentrado em nossas igrejas, incentivando a igreja a crer mais no poder monetário que na graça salvadora do Senhor. Alguns, tal qual Israel na época de Jeremias, pensam por serem sacerdotes ou pertencerem à denominação x, y ou z têm muito mais crédito no céu e que assim, estão seguros. Ledo engano. Israel era povo de Deus, mas, isso não impediu Deus de puni-los quando estavam em pecado.
Há pessoas em nosso meio que estão sendo apóstatas da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1). Devemos lembrar que a fonte de toda apostasia é o diabo e seu modus operandi é a deturpação da palavra de Deus.
Lembremo-nos que ser apóstata é ter consciência da queda, é prostrar-se, aniquilar-se, blasfemar, pecar, deixar o Senhor. Eis o brado de Deus: fuja da apostasia (Jr 2.12,13; Tg 4.40).
Apostásis no grego nos dá uma ideia de afastamento, abandono premeditado e consciente da fé. Significa dizer que o apóstata é alguém que quer deixar a fé sabendo conscientemente dos prejuízos que isso acarretará para sua vida espiritual.
Os judeus da época de Jeremias tinham consciência de que ao deixarem o Senhor Jeová, estariam cavando a própria sepultura, visto que todas as bênçãos que desfrutavam tinham origem em Deus, isso fica claro quando Jeremias aconselha o povo em nome Deus: Jr 2.7,13.
A relação entre Deus e o seu povo era simbolizada no matrimônio, caso houvesse traição, o adultério era combatido de maneira avassaladora com consequências terríveis para os israelitas.
Caberia ao profeta Jeremias ser o porta-voz de Deus no meio de um povo corrupto e desobediente, conforme Jr 2.4, para isso, o arauto do Senhor deveria: falar em nome de Deus, entregar tudo que Deus queria falar para o povo e não se preocupar com suas insatisfações.
A igreja de Cristo em nossos dias tem sido, de certa forma tentada a ceder à apostasia, pois muitas mensagens pregadas dos nossos púlpitos têm convidado o povo de Deus a confiar em si mesmo para obter as bênçãos de Deus, haja vista algumas campanhas de arrecadações destacarem a importância do “dar mais para receber mais”, como se Deus fosse um capitalista exacerbado e consumista.
Dessa forma, a teologia da prosperidade tem sorrateiramente adentrado em nossas igrejas, incentivando a igreja a crer mais no poder monetário que na graça salvadora do Senhor. Alguns, tal qual Israel na época de Jeremias, pensam por serem sacerdotes ou pertencerem à denominação x, y ou z têm muito mais crédito no céu e que assim, estão seguros. Ledo engano. Israel era povo de Deus, mas, isso não impediu Deus de puni-los quando estavam em pecado.
Há pessoas em nosso meio que estão sendo apóstatas da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Tm 4.1). Devemos lembrar que a fonte de toda apostasia é o diabo e seu modus operandi é a deturpação da palavra de Deus.
Lembremo-nos que ser apóstata é ter consciência da queda, é prostrar-se, aniquilar-se, blasfemar, pecar, deixar o Senhor. Eis o brado de Deus: fuja da apostasia (Jr 2.12,13; Tg 4.40).
QUANDO AS LÁGRIMAS FAZEM A DIFERENÇA(Almir Barbosa)
O profeta Jeremias nos mostra como sentir de fato as misérias do rebanho que padece no pecado, conforme Jr 9.1-6. Mas o que é misericórdia? É sentir as misérias do outro no nosso próprio coração. Isso ele fez muito bem quando percebeu que o povo de Israel estava caminhando em direção contrária aos princípios de Jeová. O próprio apóstolo Tiago se mostra categórico quando confronta pecadores Tg 4.9.
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que externaram seus sentimentos e derramaram lágrimas por causa dos pecados cometidos por pessoas que deveriam fazer diferente: Oséias em Os 4. 6,7; Moisés, Dt 31. 27-29; Paulo, Rm 9.1-33; Samuel, I Sm 8.1-8 e tantos outros que listarmos aqui seria hiperbólico fazê-lo.
Mas o que se questiona é: por que falta tanta lágrima nos profetas de hoje para não apenas clamar pelos que caem, como também para lhes exortar dos erros praticados? A resposta é muito simples; é melhor ficar com o povo que, embora no pecado, exaltam as virtudes e as qualidades do profeta que fala boas palavras, ao invés de denunciar os delitos cometidos e perder o carisma do povão.
Falta-nos João batista e Jeremias nos nossos dias; sobra Natan que manda Davi construir o templo, mesmo sem Deus mandar para agradar ao rei. É preciso lágrimas nos olhos e ousadia para anunciar ao povo seus reais atos diante de Deus e da sociedade.
Derramemos lágrimas e clamemos a Deus pelas almas perdidas que caminham para o abismo, pois o modus operandi do diabo é matar roubar e destruir, mas a priori Cristo morreu para a posteriori dar vida, e vida com abundância. Lágrimas devem fazer a diferença quando brotam do fundo alma, pois muitos atores de púlpito têm feito isso e têm enganado a muitos. Você já chorou hoje pelas almas?
A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que externaram seus sentimentos e derramaram lágrimas por causa dos pecados cometidos por pessoas que deveriam fazer diferente: Oséias em Os 4. 6,7; Moisés, Dt 31. 27-29; Paulo, Rm 9.1-33; Samuel, I Sm 8.1-8 e tantos outros que listarmos aqui seria hiperbólico fazê-lo.
Mas o que se questiona é: por que falta tanta lágrima nos profetas de hoje para não apenas clamar pelos que caem, como também para lhes exortar dos erros praticados? A resposta é muito simples; é melhor ficar com o povo que, embora no pecado, exaltam as virtudes e as qualidades do profeta que fala boas palavras, ao invés de denunciar os delitos cometidos e perder o carisma do povão.
Falta-nos João batista e Jeremias nos nossos dias; sobra Natan que manda Davi construir o templo, mesmo sem Deus mandar para agradar ao rei. É preciso lágrimas nos olhos e ousadia para anunciar ao povo seus reais atos diante de Deus e da sociedade.
Derramemos lágrimas e clamemos a Deus pelas almas perdidas que caminham para o abismo, pois o modus operandi do diabo é matar roubar e destruir, mas a priori Cristo morreu para a posteriori dar vida, e vida com abundância. Lágrimas devem fazer a diferença quando brotam do fundo alma, pois muitos atores de púlpito têm feito isso e têm enganado a muitos. Você já chorou hoje pelas almas?
UM AUTÊNTICO LÍDER CUIDA DE TODOS E DE CADA UM(Almir Barbosa)
Segundo Max Gehringer, comentarista corporativo e autor de sete livros sobre o mundo empresarial, em um artigo da Revista Época de 29 de maio de 2006, a palavra líder tem origem germânica e que essa palavra tem uma conotação bastante interessante: no antigo germânico “ladan”, ou líder, era aquele que mostrava o caminho, quem conduzia caminhantes de um povoado a outro. Sua principal função era cuidar de todos e de cada um. Se caminhasse rápido demais, deixava os mais lentos para trás, se, todavia, caminhasse com lentidão, irritaria os mais rápidos. Cabia a ele então, fazer primeiramente a caminhada sozinho para conhecer o percurso do caminho, conhecendo seus obstáculos, e escolher a melhor rota, para que todos chegassem com segurança, sem desperdício e desgaste desnecessário de energia e de tempo.
O verdadeiro líder cristão deve agir dessa forma: buscar melhores condições de liderança para melhor guiar o povo de Deus à Canaã, sem retaliações, espírito de vingança contra quem não consegue discernir o real sentido de sua liderança, cuidados dos fracos e fortes na fé, cuidando de todos e de cada um, não considerando o grupo que guia como se fosse homogêneo, em que todos são considerados iguais.
Há líderes que quando percebem pessoas talentosas na igreja fecham as portas das oportunidades para que tais pessoas não “cresçam” e eles se “apaguem”. Tais cidadãos valorizam muito mais os que possuem talentos monetários para assim usufruírem de suas dádivas, e apascentam mais o ego que os crentes carentes de uma liderança santa e irrepreensível. O verdadeiro líder gerencia talentos, fazendo dos talentosos, aliados no trajeto à bela Sião, despertando nesses, o trabalho coletivo e não em objetivo particular. Agindo assim,faz com que o percurso da caminhada não seja atrapalhado pela insipiência da liderança.
Paulo foi um exemplo modelo de líder cristão, pois sua preocupação era não apenas cuidar de todos, como também de cada um. E por que podemos considerá-lo assim? Muito simples, tinha características para tal: era cheio do Espírito Santo (Ef 5.18), foi comissionado pelo Senhor (2 Co 1.1), amava os crentes (2 Co 2.4), era perseverante (2 Co 4.1,16), fiel (2 Co 6.8-10), se apresentava como um exemplo a ser imitado (1 Co 11.1), venceu a oposição (2 Co 10.9-18), o orgulho (2 Co 10.12,13) e a autoglorificação (2 Co 10.14-18).
O verdadeiro líder faz com que a igreja necessite de um impulso para buscar a santificação. Como o evangelho no Brasil não sofre com perseguições como no começo da fé, a grande maioria dos crentes vive uma vida de comodismo e brincam de ir para o céu. Se não há perseguição, não é preciso aproximação do altar de ouro, visto que a vida rotineira não exige unção do espírito para se enfrentar as densas trevas do pecado. O líder compromissado com a obra instiga o povo a buscar a real santificação, a oração, a praticar o evangelismo e por extensão, a cuidar melhor da vida espiritual, fazendo assim, cuida de todos e de cada um, pois já percorreu o caminho que um membro precisa caminhar, e como tal, conhece os perigos dessa empreitada. Você como líder cuida de todos e de cada um?
O verdadeiro líder cristão deve agir dessa forma: buscar melhores condições de liderança para melhor guiar o povo de Deus à Canaã, sem retaliações, espírito de vingança contra quem não consegue discernir o real sentido de sua liderança, cuidados dos fracos e fortes na fé, cuidando de todos e de cada um, não considerando o grupo que guia como se fosse homogêneo, em que todos são considerados iguais.
Há líderes que quando percebem pessoas talentosas na igreja fecham as portas das oportunidades para que tais pessoas não “cresçam” e eles se “apaguem”. Tais cidadãos valorizam muito mais os que possuem talentos monetários para assim usufruírem de suas dádivas, e apascentam mais o ego que os crentes carentes de uma liderança santa e irrepreensível. O verdadeiro líder gerencia talentos, fazendo dos talentosos, aliados no trajeto à bela Sião, despertando nesses, o trabalho coletivo e não em objetivo particular. Agindo assim,faz com que o percurso da caminhada não seja atrapalhado pela insipiência da liderança.
Paulo foi um exemplo modelo de líder cristão, pois sua preocupação era não apenas cuidar de todos, como também de cada um. E por que podemos considerá-lo assim? Muito simples, tinha características para tal: era cheio do Espírito Santo (Ef 5.18), foi comissionado pelo Senhor (2 Co 1.1), amava os crentes (2 Co 2.4), era perseverante (2 Co 4.1,16), fiel (2 Co 6.8-10), se apresentava como um exemplo a ser imitado (1 Co 11.1), venceu a oposição (2 Co 10.9-18), o orgulho (2 Co 10.12,13) e a autoglorificação (2 Co 10.14-18).
O verdadeiro líder faz com que a igreja necessite de um impulso para buscar a santificação. Como o evangelho no Brasil não sofre com perseguições como no começo da fé, a grande maioria dos crentes vive uma vida de comodismo e brincam de ir para o céu. Se não há perseguição, não é preciso aproximação do altar de ouro, visto que a vida rotineira não exige unção do espírito para se enfrentar as densas trevas do pecado. O líder compromissado com a obra instiga o povo a buscar a real santificação, a oração, a praticar o evangelismo e por extensão, a cuidar melhor da vida espiritual, fazendo assim, cuida de todos e de cada um, pois já percorreu o caminho que um membro precisa caminhar, e como tal, conhece os perigos dessa empreitada. Você como líder cuida de todos e de cada um?
GENEROSIDADE: PRESENTE NOS NOSSOS DIAS?(Almir Barbosa)
GENEROSIDADE: PRESENTE NOS NOSSOS DIAS?
A essência do Cristianismo é a generosidade, pois quando Cristo se doou e se entregou pela humanidade, entregou tudo o que tinha para salvar a todos os carentes de graça, de misericórdia e de perdão. Observa-se isso em Fp 2. 2-8; Jo 3.16.
Quando os cristãos se negam em ajudar os outros, percebe-se a priori, que o Senhor não está neles, pois, como alguém pode ser seguidor de um Senhor, que entregou tudo o que lhe era precioso por outrem, não imitando o seu exemplo ou seu modo de repartir as coisas?
Mas o que é generosidade? Segundo o Dicionário Houaiss, generosidade é a "virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem". Esta acepção encaixa-se perfeitamente no que Paulo afirmou acerca do Filho de Deus, dizendo que Ele sendo rico, por amor de vós se fez pobre, conforme 2 Cor 8.9.
Quando a igreja ignora a prática da generosidade, fica fadada ao egoísmo e se insere no contexto brutal do capitalismo selvagem em que a sociedade está mergulhada, causando desigualdade social, fome, consumo exacerbado e compulsivo de bens sem a devida necessidade.
Qual é a verdadeira religião? Tg 1.27 responde de forma categórica dizendo que é praticar a assistência social, ou seja, suprir as necessidades daqueles que precisam. Não adianta estar todos os dias no templo louvando, fazendo parte de um grupo musical ou sendo membro de uma denominação, se a essência do cristianismo, não permanece em nós.
Paulo incentiva os irmãos de Corinto a praticarem a generosidade 2 Cor 9.1,2,6,7. Por quê? Simples, a verdadeira fé não consiste apenas em palavras, pois a fé sem as obras é morta, Tg 2.14-18. Posso pregar cantar, testemunhar, mas se não pratico a caridade, como posso ser discípulo de Cristo? Nós devemos amar aos irmãos, conforme ele nos amou: I Jo 2.16-18.
Infelizmente nos nossos dias a prática da generosidade solicitada por Paulo se encontra escondida nos lugares mais ocultos da natureza humana pecaminosa, haja vista as campanhas para as festas x ou y. Há campanhas para realização de eventos, cujos objetivos são as exposições das supostas qualidades de seus idealizadores. Querem apenas massagear o ego e divulgar talentos para terem oportunidades de se autopromoverem. Campanha para ajudar aos necessitados não tem retorno midiático, pois os carentes não estão em eminência. Porém Paulo expõe que o retorno vem de Deus: 2 Cor 8,9.Praticas a generosidade por amor a Cristo ou tens a caridade como algo relativo? Sois praticantes do evangelho da graça ou te falta graça para praticar o amor ao próximo? Lembra-te do Tribunal de Cristo.
A essência do Cristianismo é a generosidade, pois quando Cristo se doou e se entregou pela humanidade, entregou tudo o que tinha para salvar a todos os carentes de graça, de misericórdia e de perdão. Observa-se isso em Fp 2. 2-8; Jo 3.16.
Quando os cristãos se negam em ajudar os outros, percebe-se a priori, que o Senhor não está neles, pois, como alguém pode ser seguidor de um Senhor, que entregou tudo o que lhe era precioso por outrem, não imitando o seu exemplo ou seu modo de repartir as coisas?
Mas o que é generosidade? Segundo o Dicionário Houaiss, generosidade é a "virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem". Esta acepção encaixa-se perfeitamente no que Paulo afirmou acerca do Filho de Deus, dizendo que Ele sendo rico, por amor de vós se fez pobre, conforme 2 Cor 8.9.
Quando a igreja ignora a prática da generosidade, fica fadada ao egoísmo e se insere no contexto brutal do capitalismo selvagem em que a sociedade está mergulhada, causando desigualdade social, fome, consumo exacerbado e compulsivo de bens sem a devida necessidade.
Qual é a verdadeira religião? Tg 1.27 responde de forma categórica dizendo que é praticar a assistência social, ou seja, suprir as necessidades daqueles que precisam. Não adianta estar todos os dias no templo louvando, fazendo parte de um grupo musical ou sendo membro de uma denominação, se a essência do cristianismo, não permanece em nós.
Paulo incentiva os irmãos de Corinto a praticarem a generosidade 2 Cor 9.1,2,6,7. Por quê? Simples, a verdadeira fé não consiste apenas em palavras, pois a fé sem as obras é morta, Tg 2.14-18. Posso pregar cantar, testemunhar, mas se não pratico a caridade, como posso ser discípulo de Cristo? Nós devemos amar aos irmãos, conforme ele nos amou: I Jo 2.16-18.
Infelizmente nos nossos dias a prática da generosidade solicitada por Paulo se encontra escondida nos lugares mais ocultos da natureza humana pecaminosa, haja vista as campanhas para as festas x ou y. Há campanhas para realização de eventos, cujos objetivos são as exposições das supostas qualidades de seus idealizadores. Querem apenas massagear o ego e divulgar talentos para terem oportunidades de se autopromoverem. Campanha para ajudar aos necessitados não tem retorno midiático, pois os carentes não estão em eminência. Porém Paulo expõe que o retorno vem de Deus: 2 Cor 8,9.Praticas a generosidade por amor a Cristo ou tens a caridade como algo relativo? Sois praticantes do evangelho da graça ou te falta graça para praticar o amor ao próximo? Lembra-te do Tribunal de Cristo.
QUANDO O SERVIÇO PRESTADO A DEUS MOST RA QUEM SOMOS(Almir Barbosa)
Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. (2 Coríntios 3:2)
Há no meio evangélico a tendência em se valorizar as pessoas pelo seu status social ou pelos bens materiais que possui. Percebe-se que muitas vezes, isso apaga a real importância que o verdadeiro servo de Deus tem na sua relação com o reino: o serviço prestado ao Senhor desse reino e por extensão, à sua obra.
O apóstolo Paulo enfrentou uma situação bem interessante em Corinto: a exigência de um documento comprobatório de sua real função no reino, ou seja, um documento que discriminasse seu serviço, posição, status ou trabalho prestado à igreja. Como podemos perceber, tudo isso reflete uma perseguição velada por aqueles que queriam o seu lugar na igreja.
Paulo foi o fundador, instrutor e canal de benção para a igreja em Corinto. Como podiam cobrar dele uma carta de recomendação se a própria igreja era a expressão clara e evidente do seu caráter, serviço e afinidade com o Senhor. Quem estava exigindo isso? Pessoas que destacavam a antiga aliança em detrimento da graça de Deus. Procuravam através de suas calúnias e difamações denegrir a imagem, ministério e o prestígio de Paulo junto aos coríntios.
A Lei com suas liturgias e práticas era apenas um pretexto para tais rebeldes e inimigos da graça de Deus. O real objetivo de tais líderes era justamente a posição que Paulo ocupava diante de Deus que exteriorizava na sua relação com a igreja. Esse mesmo tipo de rebeldia ele também expressa na epístola aos gálatas (Gl 3.11,24, 25) a desculpa sempre é a lei.
Embora o apóstolo Paulo destaque que a Letra mata, mas o Espírito vivifica (2 Co 3.5) a glória em rostos descobertos(2 Co 3.18) e liberdade do Espírito (2 Co 3.17), há algo que nos deixa perplexos quanto a oposição feita a Paulo, como uma igreja que foi fundada por um homem com tanto dom e amor abnegado por almas distantes do Senhor, pode se deixar levar por um grupo de opositores descompromissados com o evangelho? A resposta é simples, posição, poder, status, glória, desejo de destaque de ser primus inter pares. A Lei era sempre o meio necessário para denegrir a imagem de Paulo, pois ele como judeu zeloso que era, lançou tudo ao vento para se tornar um seguidor do Nazareno.
Isso fica claro e evidente quando se percebe que os seus opositores eram cristãos judeus. Há pessoas dentro da igreja que estão com os evangélicos, mas não são evangélicos. Seus objetivos são claros e evidentes: querem ser reconhecidos e receberem glória e consequentemente discípulos aos seus pés. Alguns supostos cristãos nas igrejas não mais respeitam os homens e mulheres de Deus cujas vidas são inteiramente voltadas para o trabalho do bom mestre.
Que todos nós tomemos cuidado com as competições por cargos dentro dos nossos templos, pois o Senhor pode bradar desde os céus e denunciar quem de fato tem serviço prestado ou não. Os opositores de Paulo não conseguiram derrubar o argumento mais forte que ele tinha: a própria igreja que ele fundou com o auxílio do Espírito Santo, e nós o que temos para mostrar?
Há no meio evangélico a tendência em se valorizar as pessoas pelo seu status social ou pelos bens materiais que possui. Percebe-se que muitas vezes, isso apaga a real importância que o verdadeiro servo de Deus tem na sua relação com o reino: o serviço prestado ao Senhor desse reino e por extensão, à sua obra.
O apóstolo Paulo enfrentou uma situação bem interessante em Corinto: a exigência de um documento comprobatório de sua real função no reino, ou seja, um documento que discriminasse seu serviço, posição, status ou trabalho prestado à igreja. Como podemos perceber, tudo isso reflete uma perseguição velada por aqueles que queriam o seu lugar na igreja.
Paulo foi o fundador, instrutor e canal de benção para a igreja em Corinto. Como podiam cobrar dele uma carta de recomendação se a própria igreja era a expressão clara e evidente do seu caráter, serviço e afinidade com o Senhor. Quem estava exigindo isso? Pessoas que destacavam a antiga aliança em detrimento da graça de Deus. Procuravam através de suas calúnias e difamações denegrir a imagem, ministério e o prestígio de Paulo junto aos coríntios.
A Lei com suas liturgias e práticas era apenas um pretexto para tais rebeldes e inimigos da graça de Deus. O real objetivo de tais líderes era justamente a posição que Paulo ocupava diante de Deus que exteriorizava na sua relação com a igreja. Esse mesmo tipo de rebeldia ele também expressa na epístola aos gálatas (Gl 3.11,24, 25) a desculpa sempre é a lei.
Embora o apóstolo Paulo destaque que a Letra mata, mas o Espírito vivifica (2 Co 3.5) a glória em rostos descobertos(2 Co 3.18) e liberdade do Espírito (2 Co 3.17), há algo que nos deixa perplexos quanto a oposição feita a Paulo, como uma igreja que foi fundada por um homem com tanto dom e amor abnegado por almas distantes do Senhor, pode se deixar levar por um grupo de opositores descompromissados com o evangelho? A resposta é simples, posição, poder, status, glória, desejo de destaque de ser primus inter pares. A Lei era sempre o meio necessário para denegrir a imagem de Paulo, pois ele como judeu zeloso que era, lançou tudo ao vento para se tornar um seguidor do Nazareno.
Isso fica claro e evidente quando se percebe que os seus opositores eram cristãos judeus. Há pessoas dentro da igreja que estão com os evangélicos, mas não são evangélicos. Seus objetivos são claros e evidentes: querem ser reconhecidos e receberem glória e consequentemente discípulos aos seus pés. Alguns supostos cristãos nas igrejas não mais respeitam os homens e mulheres de Deus cujas vidas são inteiramente voltadas para o trabalho do bom mestre.
Que todos nós tomemos cuidado com as competições por cargos dentro dos nossos templos, pois o Senhor pode bradar desde os céus e denunciar quem de fato tem serviço prestado ou não. Os opositores de Paulo não conseguiram derrubar o argumento mais forte que ele tinha: a própria igreja que ele fundou com o auxílio do Espírito Santo, e nós o que temos para mostrar?
QUANDO O DESEJO DE GLÓRIA NOS EMBRIAGA(Almir Barbosa)
QUANDO O DESEJO DE GLÓRIA NOS EMBRIAGA
TEXTO BASE: JEREMIAS 45.1-5
O desejo de ser famoso no mundo ministerial é muito grande, haja vista os grandes conflitos no meio cristão para se chegar ao ápice. Há obreiros que enganam, machucam e se colocam como grandes investidores do sucesso pessoal para chegarem ao poder. Querem crescer diante dos homens e esquecem do que o apóstolo Pedro fala em 2 Pd 3.18.
Baruque era um obreiro fiel a Jeremias: obediente (Jr 32.13), fiel escriba (Jr 36.4), era um verdadeiro arauto (Jr 36.13), cuidava dos negócios de Jeremias (Jr 32.10), registrava fielmente as palavras de Jeremias (Jr 36.4) e lia suas palavras (Jr 36.8). Mas por que tudo isso? Esperava se amparar na fama e sucesso do profeta, consequência: ficou frustado. Jerusalém foi destruída e o profeta desacreditado pelo rei, porém aprovado como profeta de Deus.
Você que tem uma chamada de Deus, confie no Senhor, não trabalhe com, ou por alguém, pensando no sucesso pessoal, faça pela obra de Deus, pois ele te dará uma recompensa. Muitos, no dia do arrebatamento, estarão diante do Senhor com obras de palha, madeira e feno, cuja recompensa será única e exclusivamente ver todo o seu trabalho da vanglória e do egoísmo ser queimado pelo fogo. Fuja da vanglória, trabalhe pensando em agradar e exaltar ao senhor Jesus Cristo, assim, serás exaltado por Deus nas eras intermináveis da eternidade.
TEXTO BASE: JEREMIAS 45.1-5
O desejo de ser famoso no mundo ministerial é muito grande, haja vista os grandes conflitos no meio cristão para se chegar ao ápice. Há obreiros que enganam, machucam e se colocam como grandes investidores do sucesso pessoal para chegarem ao poder. Querem crescer diante dos homens e esquecem do que o apóstolo Pedro fala em 2 Pd 3.18.
Baruque era um obreiro fiel a Jeremias: obediente (Jr 32.13), fiel escriba (Jr 36.4), era um verdadeiro arauto (Jr 36.13), cuidava dos negócios de Jeremias (Jr 32.10), registrava fielmente as palavras de Jeremias (Jr 36.4) e lia suas palavras (Jr 36.8). Mas por que tudo isso? Esperava se amparar na fama e sucesso do profeta, consequência: ficou frustado. Jerusalém foi destruída e o profeta desacreditado pelo rei, porém aprovado como profeta de Deus.
Você que tem uma chamada de Deus, confie no Senhor, não trabalhe com, ou por alguém, pensando no sucesso pessoal, faça pela obra de Deus, pois ele te dará uma recompensa. Muitos, no dia do arrebatamento, estarão diante do Senhor com obras de palha, madeira e feno, cuja recompensa será única e exclusivamente ver todo o seu trabalho da vanglória e do egoísmo ser queimado pelo fogo. Fuja da vanglória, trabalhe pensando em agradar e exaltar ao senhor Jesus Cristo, assim, serás exaltado por Deus nas eras intermináveis da eternidade.
TRÊS RELAÇÕES COM O POVO
A OPÇÃO PELO POVO
TEXTO BASE: Jr 40.1-6
TRÊS RELAÇÕES COM O POVO
A lição que o profeta Jeremias nos ensina, deixa claro e vidente, de como deve ser a postura daquele que quer servir a Deus na função de profeta. Ficar com o povo para ser o canal de Jeová ,servindo-o no meio do povo, hb 11.25,26; Jr 40.1-6.Porém quero mostrar três relações que um líder pode ter com o povo que está na igreja, e refletir junto com os amados, sobre o que passa um profeta, ou líder, ao vivenciar tais relações:
a) sofrer com o povo- neste sentido me refiro a uma relação problemática em que o líder enfrenta grandes dificuldades para conduzir o povo que está sob o seu comando. Neste aspecto, a relação se torna um problema sério,pois o povo faz o líder sofrer,chorar gemer, padecer e amargurar noites de sofrimento, haja vista o que aconteceu com Paulo I Cor 1.10; Moisés Ex 32.19 e o próprio Jeremias em Jr 5.11,12.
b) sofrer sem o povo- nesta relação, o líder com medo dos problemas, se isola e se aproxima da depressão e do desânimo. Não busca conselho e nem a ajuda dos amigos para levar a sua cruz. Lembremo-nos de que Jesus precisou de Simão Cirineu
Mc 15.21.
c) sofrer pelo povo- é sofrer pela obra de Deus ,tendo como alvo agradar-lhe e fazer o seu querer e a sua vontade tal qual Jeremias em Jr 40.4-6.
Você, dileto irmão, que está com a responsabilidade de liderar, não aceite a depressão e desânimo, não sofra com o povo, peça ajuda a Deus, não sofra sem o povo, aceite ajuda dos outros. Sofra pelo povo, pela obra , por Deus, ele te abençoará: I COr 15.58; II Cor 5.10, amém.
TEXTO BASE: Jr 40.1-6
TRÊS RELAÇÕES COM O POVO
A lição que o profeta Jeremias nos ensina, deixa claro e vidente, de como deve ser a postura daquele que quer servir a Deus na função de profeta. Ficar com o povo para ser o canal de Jeová ,servindo-o no meio do povo, hb 11.25,26; Jr 40.1-6.Porém quero mostrar três relações que um líder pode ter com o povo que está na igreja, e refletir junto com os amados, sobre o que passa um profeta, ou líder, ao vivenciar tais relações:
a) sofrer com o povo- neste sentido me refiro a uma relação problemática em que o líder enfrenta grandes dificuldades para conduzir o povo que está sob o seu comando. Neste aspecto, a relação se torna um problema sério,pois o povo faz o líder sofrer,chorar gemer, padecer e amargurar noites de sofrimento, haja vista o que aconteceu com Paulo I Cor 1.10; Moisés Ex 32.19 e o próprio Jeremias em Jr 5.11,12.
b) sofrer sem o povo- nesta relação, o líder com medo dos problemas, se isola e se aproxima da depressão e do desânimo. Não busca conselho e nem a ajuda dos amigos para levar a sua cruz. Lembremo-nos de que Jesus precisou de Simão Cirineu
Mc 15.21.
c) sofrer pelo povo- é sofrer pela obra de Deus ,tendo como alvo agradar-lhe e fazer o seu querer e a sua vontade tal qual Jeremias em Jr 40.4-6.
Você, dileto irmão, que está com a responsabilidade de liderar, não aceite a depressão e desânimo, não sofra com o povo, peça ajuda a Deus, não sofra sem o povo, aceite ajuda dos outros. Sofra pelo povo, pela obra , por Deus, ele te abençoará: I COr 15.58; II Cor 5.10, amém.
COMO SE RECEBE UMA MENSAGEM PROFÉTICA (Almir Barbosa)
Texto Base: Jr 1.1-14
A Bíblia nos indica como as mensagens proféticas eram recebidas pelos profetas de Deus, isso nos dar um paradigma para entendermos A voz de Deus.
Diálogo - forma pela qual o Senhor se dirige ao profeta com som audível e na língua que ele fala ou entende:I Sm 16.6,7;Jr 1.4,9,10.Deve-se ter cuidado,pois o diabo também pode falar em nome de Deus,é preciso conferir a mensagem com o ensino geral das escrituras.
Visão ou Sonho - Deus se utiliza do sonho ou de uma revelação para comunicar uma mensagem profética,haja vista o que aconteceu com muitos servos de Deus no passado:Nm 12.6;Dn7.1; Jr 1.13,14.Não deixando também de provar se a mensagem vem de Deus I Jo 4.1.`
É claro que a maneira que Deus comunica uma mensagem não tem limite,mas estamos comentando no contexto do texto base.
O profeta comunica as mensagens recebidas de diversas formas, entre elas temos:
Declaração oral ou Direta - falar diretamente com o povo ou à pessoa:I Sm 15.16,17;II Sm 7.8 - 17;I Rs 21. 19-27.
Figuras e Símbolos Proféticos - são ilustraçoes pictóricas para chamar a atenção do seu interlocutor: manto rasgado em I Rs 11.29-32; cinto de linho em Jr 13.1-11; a casa do oleiro em Jr 18. 2-6 e canga em Jr 27.2;28.12.
Uso de Situações reais- casos reais para servir de alerta: Os.1.2,.
Você meu irmão que é usado por Deus ,fique atento, há três espíritos que que operam na igreja: o Espírito de Deus, o do homem e o diabo, saiba discernir qual a natureza da mensagem profética.
A Bíblia nos indica como as mensagens proféticas eram recebidas pelos profetas de Deus, isso nos dar um paradigma para entendermos A voz de Deus.
Diálogo - forma pela qual o Senhor se dirige ao profeta com som audível e na língua que ele fala ou entende:I Sm 16.6,7;Jr 1.4,9,10.Deve-se ter cuidado,pois o diabo também pode falar em nome de Deus,é preciso conferir a mensagem com o ensino geral das escrituras.
Visão ou Sonho - Deus se utiliza do sonho ou de uma revelação para comunicar uma mensagem profética,haja vista o que aconteceu com muitos servos de Deus no passado:Nm 12.6;Dn7.1; Jr 1.13,14.Não deixando também de provar se a mensagem vem de Deus I Jo 4.1.`
É claro que a maneira que Deus comunica uma mensagem não tem limite,mas estamos comentando no contexto do texto base.
O profeta comunica as mensagens recebidas de diversas formas, entre elas temos:
Declaração oral ou Direta - falar diretamente com o povo ou à pessoa:I Sm 15.16,17;II Sm 7.8 - 17;I Rs 21. 19-27.
Figuras e Símbolos Proféticos - são ilustraçoes pictóricas para chamar a atenção do seu interlocutor: manto rasgado em I Rs 11.29-32; cinto de linho em Jr 13.1-11; a casa do oleiro em Jr 18. 2-6 e canga em Jr 27.2;28.12.
Uso de Situações reais- casos reais para servir de alerta: Os.1.2,.
Você meu irmão que é usado por Deus ,fique atento, há três espíritos que que operam na igreja: o Espírito de Deus, o do homem e o diabo, saiba discernir qual a natureza da mensagem profética.
RELAÇÃO HUMANA (Almir Barbosa)
Compreender e aceitar o outro
É desafio do viver.
Sentir suas dores,seus temores
É difícil perceber,
Quando acontece no tempo
No espaço se faz perecer.
Quando sofro,choro,imploro,
Quero colo,manha e amor.
Se o outro pede o mesmo,
Quantos brados sem valor.
Nasce a ira, ferve o sangue,
Egoísmo tem lugar,
Esquecemos os afagos
Que outrora veio nos dar,
Esse alguém que pede tanto,
Não queremos ajudar.
Relação de iguais é dura
Todos querem sempre o bem,
Sem se importar com o outro,
Tudo fica no porém.
É desafio do viver.
Sentir suas dores,seus temores
É difícil perceber,
Quando acontece no tempo
No espaço se faz perecer.
Quando sofro,choro,imploro,
Quero colo,manha e amor.
Se o outro pede o mesmo,
Quantos brados sem valor.
Nasce a ira, ferve o sangue,
Egoísmo tem lugar,
Esquecemos os afagos
Que outrora veio nos dar,
Esse alguém que pede tanto,
Não queremos ajudar.
Relação de iguais é dura
Todos querem sempre o bem,
Sem se importar com o outro,
Tudo fica no porém.
sábado, 26 de junho de 2010
Deus e a Fragilidade Humana (Almir Barbosa)
Ser forte ou fraco depende muito das circunstâncias vivenciadas.Chorar pode ser a melhor solução para poder exteriorizar dores e sofrimentos.Conter-se em meio às calamidades da vida,requer temperança e isso,é pouco encontrado no calor das tribulações.Tudo se contrapõe ao frágil desdobrar do labutar, nesse planeta, chamado erroneamente de terra.Querer ser forte,pode muitas vezes, esconder que somos fracos. Para não sucumbirmos diante de adversários que nos querem ver ao chão,nos apoiamos no desejo de vencer o medo e a derrota eminente. Há em nós,mortais, uma fragilidade exposta:somos dependentes de Deus. Negue-o e se tornará mais forte que a negação,ignore-o e se tornárá muito maior que a ignorância exposta.Nossa fragilidade nos tornará forte se compreendermos que foi posta e imposta em nosso ser, para sermos dependentes dele,por isso diz o profeta Joel no capítulo 3 e versículo 10 "diga o fraco:sou forte". A nossa fragilidade permite Deus agir por nós.Colocando por terra nosso orgulho e egoísmo. Desta forma,é melhor ser frágil e termos um ajuda que vem de cima,que é superior, que padecermos com os nossos recursos limitados.
domingo, 20 de junho de 2010
Minha Amada, Minha Vida (Almir Barbosa)
Tenho um amor que me alegra
Deixa em paz o meu viver
Traz sossego e harmonia
Doce paz, meu bem querer.
È linda como uma flor
Terna e meiga qual jasmim
Rosa de pétalas suaves
Ela é todo meu jardim.
Josimeire, minha amada
Teu sorriso faz cantar
As aves do doce céu
Onde irás habitar.
Anelo teus beijos doces
Teu abraço me faz cantar
Quando ris, exalas uma aroma
Hoje e sempre vou te amar.
Deixa em paz o meu viver
Traz sossego e harmonia
Doce paz, meu bem querer.
È linda como uma flor
Terna e meiga qual jasmim
Rosa de pétalas suaves
Ela é todo meu jardim.
Josimeire, minha amada
Teu sorriso faz cantar
As aves do doce céu
Onde irás habitar.
Anelo teus beijos doces
Teu abraço me faz cantar
Quando ris, exalas uma aroma
Hoje e sempre vou te amar.
sábado, 19 de junho de 2010
A ALMA QUE CHORA(Almir Barbosa)
A alma que chora não se comunica com as outras.
Fica calada,sozinha,aflita,desesperada no silêncio da angústia.
Está presa no labirinto de Minos, temendo o minotauro, e sem o fio de Ariadne.
Não ri,nem se alegra com a beleza da natureza,com o canto dos pássaros.
Parou no tempo e no espaço.
Ainda que o sol lhe brilhe, não o percebe,nem o enxerga.
Tal ser,não canta,não anela,não deseja, apenas chora.
Se tua alma chora,procura saber a razão do choro.
Pode ser a falta de algo espiritual,imanente,imarcescível,eterno,divino.
A alma que chora precisa de Deus, do criador,do Senhor.Ele nos diz: "Aquele que me ama,guardará a minha palavra e meu pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada", evangelho de João, capítulo 14, versículo 23.
Quando o próprio criador da alma está com ela , dentro dela,sobre ela, por ela, jamais tal alma será triste,será a alma que chora, mas de felicidade,de júbilo, de prazer.
Será uma alma que chora, mas na presença do Salvador.
Pb Almir Barbosa
Fica calada,sozinha,aflita,desesperada no silêncio da angústia.
Está presa no labirinto de Minos, temendo o minotauro, e sem o fio de Ariadne.
Não ri,nem se alegra com a beleza da natureza,com o canto dos pássaros.
Parou no tempo e no espaço.
Ainda que o sol lhe brilhe, não o percebe,nem o enxerga.
Tal ser,não canta,não anela,não deseja, apenas chora.
Se tua alma chora,procura saber a razão do choro.
Pode ser a falta de algo espiritual,imanente,imarcescível,eterno,divino.
A alma que chora precisa de Deus, do criador,do Senhor.Ele nos diz: "Aquele que me ama,guardará a minha palavra e meu pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada", evangelho de João, capítulo 14, versículo 23.
Quando o próprio criador da alma está com ela , dentro dela,sobre ela, por ela, jamais tal alma será triste,será a alma que chora, mas de felicidade,de júbilo, de prazer.
Será uma alma que chora, mas na presença do Salvador.
Pb Almir Barbosa
À Doce Sião (Almir Barbosa)
A vida nos traz segredos
Dores,lutas,aflições
Desejos,anelos constantes
desespero e confusões.
Não quero ficar aqui
Meu regresso perto está
Este mundo me ignora
mas no céu eu vou morar.
Quão distante está meu lar
Minha pátria de amplidão
Este mundo te ignora
glória, efêmera,transitória
Mas te Amo ó Sião.
Ruas áureas, rio da vida
Anjos louvam ao Senhor
Santos salvos glorificam
Lá dão glória ao salvador.
Jerusalém tão querida
Em ti eu quero habitar
Desfrutar da tua paz
Com meu Cristo conversar.
Se eu me esquecer de ti
Falte o ar nos meus pulmões
O sangue não corra nas veias
ausente-me estejam as canções.
Amo o teu brilho daqui
Nunca te vi,mas desejo
Como anela o amado mil beijos
vou te encontrar no porvir
Pb Almir Barbosa
Dores,lutas,aflições
Desejos,anelos constantes
desespero e confusões.
Não quero ficar aqui
Meu regresso perto está
Este mundo me ignora
mas no céu eu vou morar.
Quão distante está meu lar
Minha pátria de amplidão
Este mundo te ignora
glória, efêmera,transitória
Mas te Amo ó Sião.
Ruas áureas, rio da vida
Anjos louvam ao Senhor
Santos salvos glorificam
Lá dão glória ao salvador.
Jerusalém tão querida
Em ti eu quero habitar
Desfrutar da tua paz
Com meu Cristo conversar.
Se eu me esquecer de ti
Falte o ar nos meus pulmões
O sangue não corra nas veias
ausente-me estejam as canções.
Amo o teu brilho daqui
Nunca te vi,mas desejo
Como anela o amado mil beijos
vou te encontrar no porvir
Pb Almir Barbosa
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