> Língua Estrangeira: Inglês no Brasil
É preciso ir além do ensino para inglês ver o
Essencial num mundo globalizado, um bom ensino de Língua Estrangeira na rede pública requer foco na formação dos professores
Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)
Durante muito tempo, vigorou na sociedade a noção de que "pobre não precisa estudar outro idiomas porque nunca irá para o exterior". De forma um pouco mais velada, essa perspectiva respingou até mesmo nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que defendem a aquisição das habilidades de leitura como foco da disciplina. O Inglês - Língua Estrangeira mais ensinada nas séries finais do Ensino Fundamental - tornou-se, assim, uma espécie de patinho feio do currículo. As décadas de descaso cobram seu preço nos rankings de proficiência em inglês. Em um dos mais recentes, organizado pela rede de ensino de idiomas Education First, o Brasil aparece em 31º lugar, entre 44 nações.
Aceitar esse tipo de concepção é comprar uma visão estreita do ensino de idiomas: a ideia de que se aprende uma língua apenas por sua utilidade, quando ela possibilita muito mais - ampliar horizontes, mergulhar numa nova cultura e refletir sobre a própria identidade. O argumento elitista se derrete num cenário em que as possibilidades de comunicação com o mundo colocam a oralidade e a escrita no mesmo grau de importância da leitura. Esse novo contexto, entretanto, parece muito distante da realidade das escolas brasileiras, onde temos falhado em oferecer até o mínimo essencial. Parte do problema repousa na falta de profissionais qualificados. De acordo com um levantamento do Conselho Nacional de Educação (CNE), há o déficit de 47,6 mil professores da disciplina nas séries finais do Ensino Fundamental. E, dos que estão nas salas, menos de um terço tem formação específica (leia o gráfico na página 30).
O drama aumenta quando se percebe que mesmo os formalmente habilitados são, muitas vezes, despreparados. O livro Inglês em Escolas Públicas Funciona? traz depoimentos impressionantes sobre o tema. "Ao assumir uma turma de língua inglesa em uma escola estadual, meus alunos me contaram que haviam aprendido a contar até dez e que a professora anterior dissera que iria aprender a contar até 20 para, depois, ensinar a eles", relata Vera Lúcia de Menezes de Oliveira e Paiva, docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Também formadora de professores, Adelaide Pereira de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), relembra o tempo em que cursava Letras, quando a maioria de seus colegas não falava inglês e saía da universidade sabendo quase nada. "Hoje, como docente, ainda vejo a mesma coisa acontecer", afirma.
31º lugar
É a posição que o Brasil ocupa numa lista de 44 países em relação à proficiência em língua inglesa
Fonte Estudo Índice de Proficiência em Inglês da Rede Education First
Revistaescolaabril.com.br
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A CRIAÇÃO POÉTICA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEXTO POÉTICO
A CRIAÇÃO POÉTICA: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEXTO POÉTICO
Marcel Franco, Belém (PA) • 10/5/2009 •
Marcel Franco (Letras/UEPA)
1. POEMA VERSUS POESIA
É bom destacar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças, a saber:
1.1 Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem. (FERREIRA, 1993)
1.2 Poema: Obra em verso em que há poesia.
Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta. (LYRA, 1986)
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
No Cruz e Sousa das obras iniciais, há esse poema, considerado um marco do Simbolismo no Brasil, no qual o autor se vale das figuras de linguagens (aliteração, sinestesia), que revela, então o uso da poesia, tão eloqüente no quarteto:
Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
2. TIPOS DE POEMAS
Os poetas têm escrito poemas de vários tipos. Dois deles, entretanto, são considerados os principais: o poema lírico e o poema narrativo. Alguns críticos e ensaístas acrescentam, como um terceiro tipo, o poema dramático.
2.1 Poema lírico: É geralmente curto. Muitos carregam grande musicalidade: ritmo e rima às vezes os fazem parecer canções. No poema lírico o autor expressa sua reação pessoal ante as coisas que vê, ouve, pensa e sente. Alguns teóricos incluem nesse tipo de poesia o poema satírico. Para conhecer os vários tipos de poesia lírica, veja BALADA; CANÇÃO; ELEGIA; HINO; IDÍLIO; ODE; SONETO.
2.2 Poema narrativo: Conta uma história e geralmente é mais extenso que os outros. O poeta apresenta os ambientes, os personagens e os acontecimentos e lhes dá uma significação. Um exemplo de poema narrativo é Os Lusíadas, de Luís de Camões. As epopéias e as baladas estão entre os principais tipos de poesia narrativa. Costumamos pensar que as fábulas são trabalhos em prosa, mas muitas delas foram escritas originariamente como poemas narrativos. Para maiores informações sobre essas formas poéticas, veja: BALADA; EPOPÉIA; FÁBULA.
2.3 Poema dramático: Assemelha-se ao poema narrativo porque também conta uma história e é relativamente longo. Mas, no poema dramático, essa história é contada através das falas dos personagens. As peças de teatro escritas em verso constituem forma de poesia dramática. Em sentido amplo, também pode ser considerado um exemplo o "Caso do Vestido", de Carlos Drumonnd de Andrade. Através de uma suposta conversa entre mãe e filhas, o leitor acompanha uma história de amor e traição e tem os elementos para reconstituir o caráter e os sentimentos dos personagens principais.
3. AS TRÊS GRANDES VERTENTES DA CRIAÇÃO POÉTICA
Deve-se ter em mente é que o aspecto fundamental da criação poética está relacionado à antologia de toda obra literária, que é uma obra de arte assentada na representação de uma realidade, seja de natureza interior ou exterior. Entretanto, a forma com é feita essa representação ou o próprio ato criativo tem sido teorizado sob enfoques diferentes e que podem ser alinhadas em três grandes vertentes:
3.1 Teoria Mimética: da Antiguidade até a 1ª metade do século XVIII;
3.2 Teoria Expressiva: da 2ª metade do século XVIII até o século XIX;
3.3 Teoria Intelectualista: do século XIX ao século XX.
TEORIA MIMÉTICA: “Um espelho para a natureza”
Para Platão a palavra “mimesis” e as múltiplas gradações de sentido configuram, no livro X da “República”, como um ato de divertimento em que se reproduz a aparência e não a verdade profunda dos seres e das coisas. Para ele o pintor, o escultor e o poeta estão afastados de 3 degraus da verdade e qualquer um deles é o terceiro poietes, pos:
1º: Deus: que cria a ideia
2º: Artífice: que fabrica um objeto segundo essa ideia
3º: Artista: que representa esse objeto ----------→; poietes
Segundo Aristóteles, em “Poética”, na gênese da poética, encontra-se a tendência da imitação, fato congênita nos homens. Para ele, arte é mimeses, no entanto, cada arte dispõe, para imitar, de meios, objetos e maneiras que lhe são peculiares.
TEORIA EXPRESSIVA: “Revelação do interior do poeta”
A partir da segunda metade do século 18 a teoria mimética entra em declínio, quando é negado o caráter imitativo de todas as artes. Isso se deve ao Lord Henry James na obra “Elements of Cristicis” (1762) que subdividiu as artes em imitativas por naturezas (pintura e escultura), não imitativas (música e arquitetura) e de condição híbrida (poesia, quando a linguagem poética imita som e movimento, como o teatro).
Nesse momento literário, eleva-se a personalidade do artista no ato criador e, com isso, a atenção desloca-se do objeto (obra de arte) para o sujeito que cria (poeta). O ideário poético deixa de se constituir na imitação da natureza para transforma-se na expressão dos sentimentos, dos desejos, das aspirações do poeta.
Na teoria expressiva o poema deixa de ser reflexo do real objetivo para tornar-se uma revelação da interioridade do poeta, isto é, não é mais um espelho da natureza, mas uma segunda natureza.
É nesse período de “Sturn und Drang” (“tempestade e ímpeto”) que se revela o poeta possesso, inspirado, vidente, aquele que conhece o lado oculto das coisas e dos seres, que desposa o mistério, penetra no absoluto e reinventa a realidade e o ato criador defini-se pela sua liberdade e pela sua rebeldia perante os modelos da realidade diante da qual o escritor é soberano.
TEORIA INTELECTUALISTA: “O reflexo da inteligência e fruto do trabalho”
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir
Que é dor
A dor que deveras sente
O fingimento poético de Fernando Pessoa, que se contrapõe ao confessionalismo dos românticos e, em suma, é a essência da teoria intelectualista, que almeja explicar o ato criador. Nesse momento o poeta recusa o que pode degradar a consciência, dizendo que “O entusiasmo não é um estado da alma do escritor [...] Escrever deve se construir, a mais sólida e exatamente que se possa, essa máquina de linguagem.”
Carlos Drummond, João Cabral, Andre Gide, T. S. Eliot exprimem esta poética da lucidez e do difícil rigor em muitos dos seus poemas, por meio da concepção intelectualista do ato criador. Notadamente, o poeta deste período, nominado, então, de artífice, é um arquiteto do poema e sua inspiração é movida muito pela objetividade, pelos problemas sociais, existenciais do homem e do meio em que vive.
4. REFERÊNCIAS
AUERBACH, Eric. Mimeses. São Paulo: Perspectiva, 1976
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
SILVA, Vitor Manuel Aguiar e. Teoria Literária. 2. Ed. Coimbra: Almedina, 1968
WILLEMART, Philippe. Universo da Criação Literária. São Paulo: Edusp, 1999
_________
* Palestra ministrada pelo escritor paraense e acadêmico de Letras (UEPA), Marcel Franco, durante a Semana do Calouro da UEPA / 2009, no dia 10.02.2008, na sala 01, do Castelinho (CCSE/UEPA)
tags: Belém PA literatura criacao-literaria poetica
Marcel Franco, Belém (PA) • 10/5/2009 •
Marcel Franco (Letras/UEPA)
1. POEMA VERSUS POESIA
É bom destacar a diferença entre poema e poesia. Apesar de serem tratadas por muitos como sinônimos, o uso dos dois termos entre os estudiosos apresenta diferenças, a saber:
1.1 Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade. Sugerir emoções por meio de uma linguagem. (FERREIRA, 1993)
1.2 Poema: Obra em verso em que há poesia.
Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta. (LYRA, 1986)
O poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa (que é escrita em linhas contínuas, ininterruptas).
No Cruz e Sousa das obras iniciais, há esse poema, considerado um marco do Simbolismo no Brasil, no qual o autor se vale das figuras de linguagens (aliteração, sinestesia), que revela, então o uso da poesia, tão eloqüente no quarteto:
Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
2. TIPOS DE POEMAS
Os poetas têm escrito poemas de vários tipos. Dois deles, entretanto, são considerados os principais: o poema lírico e o poema narrativo. Alguns críticos e ensaístas acrescentam, como um terceiro tipo, o poema dramático.
2.1 Poema lírico: É geralmente curto. Muitos carregam grande musicalidade: ritmo e rima às vezes os fazem parecer canções. No poema lírico o autor expressa sua reação pessoal ante as coisas que vê, ouve, pensa e sente. Alguns teóricos incluem nesse tipo de poesia o poema satírico. Para conhecer os vários tipos de poesia lírica, veja BALADA; CANÇÃO; ELEGIA; HINO; IDÍLIO; ODE; SONETO.
2.2 Poema narrativo: Conta uma história e geralmente é mais extenso que os outros. O poeta apresenta os ambientes, os personagens e os acontecimentos e lhes dá uma significação. Um exemplo de poema narrativo é Os Lusíadas, de Luís de Camões. As epopéias e as baladas estão entre os principais tipos de poesia narrativa. Costumamos pensar que as fábulas são trabalhos em prosa, mas muitas delas foram escritas originariamente como poemas narrativos. Para maiores informações sobre essas formas poéticas, veja: BALADA; EPOPÉIA; FÁBULA.
2.3 Poema dramático: Assemelha-se ao poema narrativo porque também conta uma história e é relativamente longo. Mas, no poema dramático, essa história é contada através das falas dos personagens. As peças de teatro escritas em verso constituem forma de poesia dramática. Em sentido amplo, também pode ser considerado um exemplo o "Caso do Vestido", de Carlos Drumonnd de Andrade. Através de uma suposta conversa entre mãe e filhas, o leitor acompanha uma história de amor e traição e tem os elementos para reconstituir o caráter e os sentimentos dos personagens principais.
3. AS TRÊS GRANDES VERTENTES DA CRIAÇÃO POÉTICA
Deve-se ter em mente é que o aspecto fundamental da criação poética está relacionado à antologia de toda obra literária, que é uma obra de arte assentada na representação de uma realidade, seja de natureza interior ou exterior. Entretanto, a forma com é feita essa representação ou o próprio ato criativo tem sido teorizado sob enfoques diferentes e que podem ser alinhadas em três grandes vertentes:
3.1 Teoria Mimética: da Antiguidade até a 1ª metade do século XVIII;
3.2 Teoria Expressiva: da 2ª metade do século XVIII até o século XIX;
3.3 Teoria Intelectualista: do século XIX ao século XX.
TEORIA MIMÉTICA: “Um espelho para a natureza”
Para Platão a palavra “mimesis” e as múltiplas gradações de sentido configuram, no livro X da “República”, como um ato de divertimento em que se reproduz a aparência e não a verdade profunda dos seres e das coisas. Para ele o pintor, o escultor e o poeta estão afastados de 3 degraus da verdade e qualquer um deles é o terceiro poietes, pos:
1º: Deus: que cria a ideia
2º: Artífice: que fabrica um objeto segundo essa ideia
3º: Artista: que representa esse objeto ----------→; poietes
Segundo Aristóteles, em “Poética”, na gênese da poética, encontra-se a tendência da imitação, fato congênita nos homens. Para ele, arte é mimeses, no entanto, cada arte dispõe, para imitar, de meios, objetos e maneiras que lhe são peculiares.
TEORIA EXPRESSIVA: “Revelação do interior do poeta”
A partir da segunda metade do século 18 a teoria mimética entra em declínio, quando é negado o caráter imitativo de todas as artes. Isso se deve ao Lord Henry James na obra “Elements of Cristicis” (1762) que subdividiu as artes em imitativas por naturezas (pintura e escultura), não imitativas (música e arquitetura) e de condição híbrida (poesia, quando a linguagem poética imita som e movimento, como o teatro).
Nesse momento literário, eleva-se a personalidade do artista no ato criador e, com isso, a atenção desloca-se do objeto (obra de arte) para o sujeito que cria (poeta). O ideário poético deixa de se constituir na imitação da natureza para transforma-se na expressão dos sentimentos, dos desejos, das aspirações do poeta.
Na teoria expressiva o poema deixa de ser reflexo do real objetivo para tornar-se uma revelação da interioridade do poeta, isto é, não é mais um espelho da natureza, mas uma segunda natureza.
É nesse período de “Sturn und Drang” (“tempestade e ímpeto”) que se revela o poeta possesso, inspirado, vidente, aquele que conhece o lado oculto das coisas e dos seres, que desposa o mistério, penetra no absoluto e reinventa a realidade e o ato criador defini-se pela sua liberdade e pela sua rebeldia perante os modelos da realidade diante da qual o escritor é soberano.
TEORIA INTELECTUALISTA: “O reflexo da inteligência e fruto do trabalho”
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir
Que é dor
A dor que deveras sente
O fingimento poético de Fernando Pessoa, que se contrapõe ao confessionalismo dos românticos e, em suma, é a essência da teoria intelectualista, que almeja explicar o ato criador. Nesse momento o poeta recusa o que pode degradar a consciência, dizendo que “O entusiasmo não é um estado da alma do escritor [...] Escrever deve se construir, a mais sólida e exatamente que se possa, essa máquina de linguagem.”
Carlos Drummond, João Cabral, Andre Gide, T. S. Eliot exprimem esta poética da lucidez e do difícil rigor em muitos dos seus poemas, por meio da concepção intelectualista do ato criador. Notadamente, o poeta deste período, nominado, então, de artífice, é um arquiteto do poema e sua inspiração é movida muito pela objetividade, pelos problemas sociais, existenciais do homem e do meio em que vive.
4. REFERÊNCIAS
AUERBACH, Eric. Mimeses. São Paulo: Perspectiva, 1976
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Minidicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
LYRA, Pedro. Conceito de Poesia. São Paulo: Ática, 1986.
SILVA, Vitor Manuel Aguiar e. Teoria Literária. 2. Ed. Coimbra: Almedina, 1968
WILLEMART, Philippe. Universo da Criação Literária. São Paulo: Edusp, 1999
_________
* Palestra ministrada pelo escritor paraense e acadêmico de Letras (UEPA), Marcel Franco, durante a Semana do Calouro da UEPA / 2009, no dia 10.02.2008, na sala 01, do Castelinho (CCSE/UEPA)
tags: Belém PA literatura criacao-literaria poetica
RESENHA SOBRE O LIVRO :DEPOIS DA TEORIA, DE TERRY EAGLETON
RESENHA SOBRE O LIVRO:DEPOIS DA TEORIA,
DE TERRY EAGLETON
Sylvia Maria Campos Teixeira
Universidade Estadual de Santa Cruz, Bahia
EAGLETON, Terry. Depois da teoria: um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo. Tradução de Maria Lucia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. 306 p.
Em A função da crítica (1991), Terry Eagleton, um dos últimos intelectuais da década de 1960 e que não renunciou às idéias marxistas, já defendia “a tese de que a crítica contemporânea perdeu toda a relevância social” (1991, p. 1). Em seu novo trabalho, Depois da teoria (2005), olha para trás, em torno e para frente em relação ao campo que ajudou a fundar, e escreve em resposta ao mal-estar teórico da academia ocidental, com um olhar para as conseqüências do 11 de setembro de 2001.
Inicia o livro com a afirmativa: “A idade de ouro da teoria cultural há muito já passou” (p. 11), e lembra-nos também que estamos bem longe dos insights de seus maiores pensadores: Althusser, Barthes, Derrida, Foucault, Kristeva, Lacan. Com essas duas assertivas provocativas e estimulantes, o autor desafia àqueles que procuram compreender o estado do mundo crítico atual.
Nessa perspectiva, em oito capítulos, Eagleton traça a ascensão e queda da teoria desde a década de 1960 até a de 1990; explora os fatores que levaram ao pós-modernismo e oferece as perdas e ganhos da teoria cultural. Nos três últimos capítulos, ele adverte que, numa nova época de globalização e terrorismo, o pacote de idéias conhecidas como pós-modernista não dá mais conta da situação da política atual. Vê igualmente a necessidade de os intelectuais contemporâneos se engajarem num conjunto de tópicos: fundamentalismo/revolução, religião/ética, ser/não-ser – que, para ele, foi largamente ignorado tanto pela academia quanto pelo público.
No capítulo 1, A política da amnésia, Eagleton nos dá uma visão sobre a teoria cultural e seu sucesso entre os críticos da literatura. Segundo ele, esse período já passou e estamos vivendo agora suas conseqüências. Ou seja, numa época na qual as barreiras entre alta e baixa cultura romperam-se e os acadêmicos “(...) trabalham com temas sensacionalistas como vampirismo (...) seres biônicos e filmes pornôs” (p. 15). A partir daí, o autor enfatiza que o maior legado da teoria cultural foi o feminismo e os estudos culturais (cultura popular e pós-colonialismo), com sua crítica ao patriarcado, ao capitalismo, e o reconhecimento que ser o Outro não é sempre uma experiência tão liberadora. Mas que, de acordo com o teórico, ainda continua sendo a eterna questão marxista de luta de classes, porque os pós-modernos apenas mudaram “o foco de classe e nação para etnicidade” (p. 26). Ele contrapõe esta crítica sobre uma teoria amnésica com um comentário laudatório sobre os esforços do movimento anticapitalista inicial, que procurava um equilíbrio entre “globalidade e localidade, diversidade e solidariedade” (p. 39).
Em A ascensão e queda da teoria, Eagleton tenta nos dar uma genealogia da teoria cultural. Nesse capítulo, pinta um quadro completo da briga, da esperança, do desafeto e da inovação que caracterizou a cultura e foi pensado naquela época. E é, na verdade, relevante para nossa compreensão da época atual ler os trabalhos de Foucault, Kristeva, Derrida etc., para imaginarmos como a produção deles inextricavelmente se entrelaçou com os apelos revolucionários de diversos tipos e em diversos lugares – desde os situacionistas na França à liberação neocolonial em Gana. Eventualmente, entretanto, o stalinismo e o capitalismo subjugaram os idealistas da época, e os discursos da cultura assimilaram o que o ativismo político transformou em terror até a submissão. Eagleton chama a atenção para o fato de que “(...) muito da nova teoria dos Estudos Culturais nasceu de um diálogo extraordinariamente criativo com o marxismo” (p. 58). Nesse ponto, parece sugerir que um marxismo liminar pode muito bem dar frutos para aqueles teóricos interessados em fazer mais do que uma asserção sobre o fim da história, jogando com a diferença, o traço e os suplementos perigosos, ou especulares, distantes, sobre a realidade ou a não-realidade de uma guerra.
No terceiro capítulo, O caminho para o pós-modernismo, Eagleton, que continua marxista, analisa, com uma certa dose de ironia, a trajetória da teoria pós-moderna, observando que:
Foi irônico que o pensamento pós-moderno criasse tamanho fetiche em torno da diferença, dado que seu próprio impulso era apagar as distinções entre imagem e realidade, verdade e ficção, história e fabula, ética e estética, cultura e economia, arte culta e arte popular, esquerda e direita política. Ainda assim, enquanto os corretores e financistas estavam tornando Huddersfield e Hong-Kong cada vez mais próximas, os teóricos culturais batalhavam para mantê-las separadas. Enquanto isso, o Fim da História foi complacentemente decretado a partir de uns Estados Unidos que pareciam cada vez mais em risco de terminar com ela de verdade. Não mais existiram conflitos mundiais importantes. Mais tarde ficaria claro que os fundamentalistas islâmicos não estavam prestando suficiente atenção quando esse anúncio foi feito (p. 75).
Contudo, somos levados a discordar de Eagleton quando salienta que a maior diferença entre modernismo e pós-modernismo é de que o pós-modernismo é “(...) ainda muito jovem para se lembrar de uma época na qual existiam (assim diziam os rumores) verdade, identidade e realidade, e em que não sentia nenhum abismo estonteante sob seus pés” (p. 89), e, por isso, paira despreocupadamente sob a proteção do ar “pós-trágico”. Antes pensamos que muito do que é chamado de teoria pós-moderna permitiu que as vozes marginalizadas soassem numa ordem estética e social, dando algum poder para aqueles que, historicamente, jamais o tiveram. E esperaríamos que Eagleton soubesse a diferença, particularmente quando reivindica a teoria pós-colonial e o feminismo como os mais importantes desenvolvimentos na teoria cultural. Não obstante o autor termina sua análise do caminho para o pós-modernismo com a crítica sobre o latente conservadorismo no pós-moderno que se inclina, favorável e inflexivelmente, para análises de micro-narrativas. Não é somente uma recusa firme das grandes narrativas desconfortáveis como “(...) da erudição conservadora (...) que também só acredita apenas no que pode ver e pegar” (p. 106), mas também é “Exatamente no ponto em que começamos a pensar pequeno, a História começou a agir grande” (p. 107). Assim, Eagleton afirma que “A conclusão inescapável tem que começar a pensar de maneira mais ambiciosa (...) para que possa buscar compreender as grandes narrativas nas quais está agora enredada” (p. 107-108). Portanto seu argumento é que a suposta sobrevivência do pós-modernismo, com seu desdém por qualquer teoria ou política que chegue a compreender o mundo, está muito mal equipada para desafiar as destruições do capitalismo e do imperialismo na era da “guerra contra o terror”.
Depois de um início tão combativo, não é nenhuma surpresa que Eagleton declare guerra aos prejuízos da teoria contemporânea pelos títulos dos capítulos subseqüentes: Verdade, virtude e objetividade; Moralidade; Revolução, fundamentos e fundamentalistas; e a morte, o mal e o não-ser.
No quinto capítulo, Eagleton faz sua mais arrojada reivindicação a favor do socialismo, quando afirma:
Uma razão para julgar o socialismo superior ao liberalismo é a crença de que seres humanos são animais políticos não apenas porque, para se realizar, têm que levar em conta as necessidades de realização uns dos outros, mas também porque, de fato, somente atingem sua realização mais profunda quando em reciprocidade (p. 170).
Assim, no presente clima político, não basta escrever sobre tópicos sexuais, ter um diploma ou estar empregado, há a necessidade de escaparmos dos interesses simplistas e dos desinteresses políticos.
No capítulo intitulado Moralidade, o autor explica o conceito do termo. Não se trata de “algo um tanto embaraçoso”, nem “de um nome de fantasia para oprimir outras pessoas” (p. 191). Também não é a moralidade cínica usada pelo governo na questão da guerra ao terror. A moralidade “é toda sobre fruição e abundância de vida” (p. 194). Eagleton, nesse capítulo, também mostra que “Na chamada guerra contra o terrorismo, por exemplo, a palavra ‘mal’ realmente significa: ‘Não procure uma explicação política.’” (p. 194). E que podemos tranqüilamente “(...) ignorar a luta do povo palestino ou a dos árabes que têm sofrido sob sórdidas autocracias de direita apoiadas pelo Ocidente em busca de seus propósitos egoístas, sedentos de petróleo” (p. 194).
Essas declarações não são apenas críticas contra a administração de Bush e/ou de Blair; elas servem de exemplo para o argumento principal de Eagleton: onde está a tradição no pensamento pós-moderno, com os elogios ao relativismo? Como o pós-modernismo poderia dirigir adequadamente os desafios que encaramos na atual situação mundial?
Para ele, se aceitarmos que verdade, objetividade, virtude, mal, entre outras coisas, são reais; podemos, então, dirigir-nos para um verdadeiro engajamento e nós, teóricos, voltaríamos a sermos relevantes.
E, no poderoso capítulo final, no qual evita a natureza do mal e suas manifestações globais passadas e presentes, Eagleton admite que, na verdade, jamais estaremos “depois da teoria”. Em lugar disso, sugere que precisamos voltar, decisivamente, a encarar os urgentes debates sobre a existência e não nos escondermos deles. A única coisa que resta, afinal, é a viabilidade de teorias que reivindicam que as grandes narrativas do bem e do mal, da liberdade e da natureza tenham sido superadas – um erro que até o mais rápido olhar em direção ao Sul poderia confirmar. Eagleton propõe, em vez disso, um começo de novas teorias engajadas com os interesses do mundo e seus habitantes a fim de que possamos atingir um efeito positivo e palpável a esse respeito.
Portanto, na escolha do título, Eagleton não sugere, como poderíamos pensar, que a teoria tenha acabado, mas aponta para uma teoria que se volte para questões mais importantes num mundo pós-11 de setembro, politicamente dominado por uma administração norte-americana arbitrária e ameaças terroristas. Depois da teoria não é simplesmente uma denúncia das fracas tendências acadêmicas atuais, nem uma nova asserção do leninismo ortodoxo, em lugar disso, apresenta um “movimento aberto” em direção a uma reavaliação das tradições filosóficas ocidentais, em particular o marxismo. É uma teoria provocativa e desafiadora que leva o leitor ao cerne de questões fundamentais, propondo à teoria cultural um grande desafio: “(...) romper com a ortodoxia bastante opressiva e explorar novos tópicos (...), no sentido de que não pode haver vida humana reflexiva sem ela” (p. 297).
Referência Bibliográfica
EAGLETON, Terry. A função da crítica. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
DE TERRY EAGLETON
Sylvia Maria Campos Teixeira
Universidade Estadual de Santa Cruz, Bahia
EAGLETON, Terry. Depois da teoria: um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo. Tradução de Maria Lucia Oliveira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. 306 p.
Em A função da crítica (1991), Terry Eagleton, um dos últimos intelectuais da década de 1960 e que não renunciou às idéias marxistas, já defendia “a tese de que a crítica contemporânea perdeu toda a relevância social” (1991, p. 1). Em seu novo trabalho, Depois da teoria (2005), olha para trás, em torno e para frente em relação ao campo que ajudou a fundar, e escreve em resposta ao mal-estar teórico da academia ocidental, com um olhar para as conseqüências do 11 de setembro de 2001.
Inicia o livro com a afirmativa: “A idade de ouro da teoria cultural há muito já passou” (p. 11), e lembra-nos também que estamos bem longe dos insights de seus maiores pensadores: Althusser, Barthes, Derrida, Foucault, Kristeva, Lacan. Com essas duas assertivas provocativas e estimulantes, o autor desafia àqueles que procuram compreender o estado do mundo crítico atual.
Nessa perspectiva, em oito capítulos, Eagleton traça a ascensão e queda da teoria desde a década de 1960 até a de 1990; explora os fatores que levaram ao pós-modernismo e oferece as perdas e ganhos da teoria cultural. Nos três últimos capítulos, ele adverte que, numa nova época de globalização e terrorismo, o pacote de idéias conhecidas como pós-modernista não dá mais conta da situação da política atual. Vê igualmente a necessidade de os intelectuais contemporâneos se engajarem num conjunto de tópicos: fundamentalismo/revolução, religião/ética, ser/não-ser – que, para ele, foi largamente ignorado tanto pela academia quanto pelo público.
No capítulo 1, A política da amnésia, Eagleton nos dá uma visão sobre a teoria cultural e seu sucesso entre os críticos da literatura. Segundo ele, esse período já passou e estamos vivendo agora suas conseqüências. Ou seja, numa época na qual as barreiras entre alta e baixa cultura romperam-se e os acadêmicos “(...) trabalham com temas sensacionalistas como vampirismo (...) seres biônicos e filmes pornôs” (p. 15). A partir daí, o autor enfatiza que o maior legado da teoria cultural foi o feminismo e os estudos culturais (cultura popular e pós-colonialismo), com sua crítica ao patriarcado, ao capitalismo, e o reconhecimento que ser o Outro não é sempre uma experiência tão liberadora. Mas que, de acordo com o teórico, ainda continua sendo a eterna questão marxista de luta de classes, porque os pós-modernos apenas mudaram “o foco de classe e nação para etnicidade” (p. 26). Ele contrapõe esta crítica sobre uma teoria amnésica com um comentário laudatório sobre os esforços do movimento anticapitalista inicial, que procurava um equilíbrio entre “globalidade e localidade, diversidade e solidariedade” (p. 39).
Em A ascensão e queda da teoria, Eagleton tenta nos dar uma genealogia da teoria cultural. Nesse capítulo, pinta um quadro completo da briga, da esperança, do desafeto e da inovação que caracterizou a cultura e foi pensado naquela época. E é, na verdade, relevante para nossa compreensão da época atual ler os trabalhos de Foucault, Kristeva, Derrida etc., para imaginarmos como a produção deles inextricavelmente se entrelaçou com os apelos revolucionários de diversos tipos e em diversos lugares – desde os situacionistas na França à liberação neocolonial em Gana. Eventualmente, entretanto, o stalinismo e o capitalismo subjugaram os idealistas da época, e os discursos da cultura assimilaram o que o ativismo político transformou em terror até a submissão. Eagleton chama a atenção para o fato de que “(...) muito da nova teoria dos Estudos Culturais nasceu de um diálogo extraordinariamente criativo com o marxismo” (p. 58). Nesse ponto, parece sugerir que um marxismo liminar pode muito bem dar frutos para aqueles teóricos interessados em fazer mais do que uma asserção sobre o fim da história, jogando com a diferença, o traço e os suplementos perigosos, ou especulares, distantes, sobre a realidade ou a não-realidade de uma guerra.
No terceiro capítulo, O caminho para o pós-modernismo, Eagleton, que continua marxista, analisa, com uma certa dose de ironia, a trajetória da teoria pós-moderna, observando que:
Foi irônico que o pensamento pós-moderno criasse tamanho fetiche em torno da diferença, dado que seu próprio impulso era apagar as distinções entre imagem e realidade, verdade e ficção, história e fabula, ética e estética, cultura e economia, arte culta e arte popular, esquerda e direita política. Ainda assim, enquanto os corretores e financistas estavam tornando Huddersfield e Hong-Kong cada vez mais próximas, os teóricos culturais batalhavam para mantê-las separadas. Enquanto isso, o Fim da História foi complacentemente decretado a partir de uns Estados Unidos que pareciam cada vez mais em risco de terminar com ela de verdade. Não mais existiram conflitos mundiais importantes. Mais tarde ficaria claro que os fundamentalistas islâmicos não estavam prestando suficiente atenção quando esse anúncio foi feito (p. 75).
Contudo, somos levados a discordar de Eagleton quando salienta que a maior diferença entre modernismo e pós-modernismo é de que o pós-modernismo é “(...) ainda muito jovem para se lembrar de uma época na qual existiam (assim diziam os rumores) verdade, identidade e realidade, e em que não sentia nenhum abismo estonteante sob seus pés” (p. 89), e, por isso, paira despreocupadamente sob a proteção do ar “pós-trágico”. Antes pensamos que muito do que é chamado de teoria pós-moderna permitiu que as vozes marginalizadas soassem numa ordem estética e social, dando algum poder para aqueles que, historicamente, jamais o tiveram. E esperaríamos que Eagleton soubesse a diferença, particularmente quando reivindica a teoria pós-colonial e o feminismo como os mais importantes desenvolvimentos na teoria cultural. Não obstante o autor termina sua análise do caminho para o pós-modernismo com a crítica sobre o latente conservadorismo no pós-moderno que se inclina, favorável e inflexivelmente, para análises de micro-narrativas. Não é somente uma recusa firme das grandes narrativas desconfortáveis como “(...) da erudição conservadora (...) que também só acredita apenas no que pode ver e pegar” (p. 106), mas também é “Exatamente no ponto em que começamos a pensar pequeno, a História começou a agir grande” (p. 107). Assim, Eagleton afirma que “A conclusão inescapável tem que começar a pensar de maneira mais ambiciosa (...) para que possa buscar compreender as grandes narrativas nas quais está agora enredada” (p. 107-108). Portanto seu argumento é que a suposta sobrevivência do pós-modernismo, com seu desdém por qualquer teoria ou política que chegue a compreender o mundo, está muito mal equipada para desafiar as destruições do capitalismo e do imperialismo na era da “guerra contra o terror”.
Depois de um início tão combativo, não é nenhuma surpresa que Eagleton declare guerra aos prejuízos da teoria contemporânea pelos títulos dos capítulos subseqüentes: Verdade, virtude e objetividade; Moralidade; Revolução, fundamentos e fundamentalistas; e a morte, o mal e o não-ser.
No quinto capítulo, Eagleton faz sua mais arrojada reivindicação a favor do socialismo, quando afirma:
Uma razão para julgar o socialismo superior ao liberalismo é a crença de que seres humanos são animais políticos não apenas porque, para se realizar, têm que levar em conta as necessidades de realização uns dos outros, mas também porque, de fato, somente atingem sua realização mais profunda quando em reciprocidade (p. 170).
Assim, no presente clima político, não basta escrever sobre tópicos sexuais, ter um diploma ou estar empregado, há a necessidade de escaparmos dos interesses simplistas e dos desinteresses políticos.
No capítulo intitulado Moralidade, o autor explica o conceito do termo. Não se trata de “algo um tanto embaraçoso”, nem “de um nome de fantasia para oprimir outras pessoas” (p. 191). Também não é a moralidade cínica usada pelo governo na questão da guerra ao terror. A moralidade “é toda sobre fruição e abundância de vida” (p. 194). Eagleton, nesse capítulo, também mostra que “Na chamada guerra contra o terrorismo, por exemplo, a palavra ‘mal’ realmente significa: ‘Não procure uma explicação política.’” (p. 194). E que podemos tranqüilamente “(...) ignorar a luta do povo palestino ou a dos árabes que têm sofrido sob sórdidas autocracias de direita apoiadas pelo Ocidente em busca de seus propósitos egoístas, sedentos de petróleo” (p. 194).
Essas declarações não são apenas críticas contra a administração de Bush e/ou de Blair; elas servem de exemplo para o argumento principal de Eagleton: onde está a tradição no pensamento pós-moderno, com os elogios ao relativismo? Como o pós-modernismo poderia dirigir adequadamente os desafios que encaramos na atual situação mundial?
Para ele, se aceitarmos que verdade, objetividade, virtude, mal, entre outras coisas, são reais; podemos, então, dirigir-nos para um verdadeiro engajamento e nós, teóricos, voltaríamos a sermos relevantes.
E, no poderoso capítulo final, no qual evita a natureza do mal e suas manifestações globais passadas e presentes, Eagleton admite que, na verdade, jamais estaremos “depois da teoria”. Em lugar disso, sugere que precisamos voltar, decisivamente, a encarar os urgentes debates sobre a existência e não nos escondermos deles. A única coisa que resta, afinal, é a viabilidade de teorias que reivindicam que as grandes narrativas do bem e do mal, da liberdade e da natureza tenham sido superadas – um erro que até o mais rápido olhar em direção ao Sul poderia confirmar. Eagleton propõe, em vez disso, um começo de novas teorias engajadas com os interesses do mundo e seus habitantes a fim de que possamos atingir um efeito positivo e palpável a esse respeito.
Portanto, na escolha do título, Eagleton não sugere, como poderíamos pensar, que a teoria tenha acabado, mas aponta para uma teoria que se volte para questões mais importantes num mundo pós-11 de setembro, politicamente dominado por uma administração norte-americana arbitrária e ameaças terroristas. Depois da teoria não é simplesmente uma denúncia das fracas tendências acadêmicas atuais, nem uma nova asserção do leninismo ortodoxo, em lugar disso, apresenta um “movimento aberto” em direção a uma reavaliação das tradições filosóficas ocidentais, em particular o marxismo. É uma teoria provocativa e desafiadora que leva o leitor ao cerne de questões fundamentais, propondo à teoria cultural um grande desafio: “(...) romper com a ortodoxia bastante opressiva e explorar novos tópicos (...), no sentido de que não pode haver vida humana reflexiva sem ela” (p. 297).
Referência Bibliográfica
EAGLETON, Terry. A função da crítica. Tradução de Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
MARCADORES DO DISCURSOS EM INGLÊS
Marcadores do discurso em Inglês
Certas palavras desempenham um importante papel na organização das idéias e são fundamentais para a compreensão de um texto. Essas palavras-chave (conjunções, preposições, etc) são chamadas de marcadores do discurso. Veja alguns abaixo:
for example= por exemplo ( idéia de exemplificação)
from= de ( idéia de origem)
like= como ( idéia de comparação)
and= e ( acréscimo de idéias)
to= para ( finalidade)
but= mas ( idéia de contraste)
because= porque ( idéia de causa)
such as= tais como ( idéia de exemplificação)
or= ou ( alternativa)
so= portanto, por isso ( consequência)
also= também ( acréscimo de idéias)
then= então, depois ( sequência de acontecimentos)
before= antes de ( tempo)
if= se ( condição)
when= quando ( tempo)
else= mais ( acréscimo)
even= até, mesmo ( ênfase)
yet= no entanto ( contraste)
not only= não só, mas também ( acréscimo de idéias)
whether= se ( condição)
as= como ( na qualidade de)
on the other hand= por outro lado ( contraste)
while= enquanto ( contraste)
while= enquanto ( simultaneidade)
however= no entanto, contudo ( contraste)
so that= para que, de modo que ( resultado ou propósito)
not even= nem mesmo ( ênfase)
Certas palavras desempenham um importante papel na organização das idéias e são fundamentais para a compreensão de um texto. Essas palavras-chave (conjunções, preposições, etc) são chamadas de marcadores do discurso. Veja alguns abaixo:
for example= por exemplo ( idéia de exemplificação)
from= de ( idéia de origem)
like= como ( idéia de comparação)
and= e ( acréscimo de idéias)
to= para ( finalidade)
but= mas ( idéia de contraste)
because= porque ( idéia de causa)
such as= tais como ( idéia de exemplificação)
or= ou ( alternativa)
so= portanto, por isso ( consequência)
also= também ( acréscimo de idéias)
then= então, depois ( sequência de acontecimentos)
before= antes de ( tempo)
if= se ( condição)
when= quando ( tempo)
else= mais ( acréscimo)
even= até, mesmo ( ênfase)
yet= no entanto ( contraste)
not only= não só, mas também ( acréscimo de idéias)
whether= se ( condição)
as= como ( na qualidade de)
on the other hand= por outro lado ( contraste)
while= enquanto ( contraste)
while= enquanto ( simultaneidade)
however= no entanto, contudo ( contraste)
so that= para que, de modo que ( resultado ou propósito)
not even= nem mesmo ( ênfase)
COMO ENTENDER AS PRINCIPAIS TEORIAS DA LEITURA.
COMO ENTENDER AS PRINCIPAIS TEORIAS DA LEITURA.
Francisco de Assis do Nascimento
Jander Ramos Carvalho
Priscila Márcia de Andrade Costa
Rafael Lira Gomes Bastos
O presente artigo mostrará algumas das principais teorias de aquisição de LE. Desta forma mostraremos como fatores como afetividade e o meio, encontrados nessas teorias podem influenciar no processo de aquisição de uma língua estrangeira. Observaremos também que cada teoria observa pontos diferentes do processo de aquisição de L2, uns tendem ao cognitivismo outras ao social, e outras aos aspectos lingüísticos.
Psicolingüística Vygotskiana
Para Vygotsky o pensamento verbal não é uma forma de comportamento natural e inata, mas é determinado por um processo histórico-cultural e tem propriedades e leis específicas que não podem ser encontradas nas formas naturais de pensamento e fala. Uma vez admitido o caráter histórico do pensamento verbal, devemos considerá-lo sujeito a todas as premissas do materialismo histórico, que são válidas para qualquer fenômeno histórico na sociedade humana (Vygotsky, 1993 p.44).
Todos nós estamos sujeitos a interferências históricas, entende-se que, o processo de aquisição da ortografia, a alfabetização,o uso autônomo da linguagem escrita, bem como a aquisição de uma língua estrangeira são resultantes não apenas do processo de ensino-aprendizagem propriamente dito, mas das relações subjacentes a isto.
Segundo Vygotsky os nossos pensamentos são fruto da motivação, ao sentirmos necessidades específicas, desejos, interesses ou emoções, somos motivados a produzir pensamentos. Essa idéia de afeto também é citada no Modelo Monitor o qual veremos a seguir. Trazendo isto para a aquisição de uma língua estrangeira logo chegamos à conclusão de que é necessária uma motivação intrínseca para que sujeito sinta maior afinidade e interesse pela mesma.
A linguagem é construtora do pensamento, porém nem toda forma de aprendizado é sinônimo de desenvolvimento, antes, o pensamento o é. O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer (Vygotsky, 1991 p. 101).
Segundo Vygotsky, a motivação é um dos fatores principais não só para o sucesso da aprendizagem, como também na aquisição de uma língua estrangeira. Vale salientar que Vygotsky não voltou seus estudos para a aprendizagem da segunda língua o que não significa que suas teorias não possam ser perfeitamente encaixadas aqui. Segundo Maria Alice Venturi, os estudos de Vygotsky não se limitaram a descrição dos produtos mas sim a compreensão do processo de aprendizado da língua.
Modelo do Monitor
Existem sentimentos os quais muitas vezes determinam o bom desempenho ou não de um sujeito em determinadas atividades. Aqui identificaremos que fatores emocionais podem contribuir para o bom desempenho no processo de aprendizagem de uma segunda língua.
Dentre as investigações realizadas no campo da aquisição de L2 e LE que consideram o aluno, as suas diferenças individuais e a importância do domínio afetivo, o modelo de Stephen Krashen ocupa um lugar de destaque.
Krashen (1987) formulou sua teoria de aquisição da LE composta por cinco hipóteses: a distinção entre aquisição e aprendizagem, a ordem natural, o monitor, o insumo e o filtro afetivo, sendo as duas últimas hipóteses consideradas por ele como responsáveis para que a aquisição ocorra.
A teoria do monitor define a relação entre aquisição e aprendizagem, diz Citolin. Nossa capacidade natural de assimilar línguas é decorrente de esforços espontâneos, somos disciplinados através das regras gramaticais e suas exceções. A gramática e suas regras nos servem de monitores refletindo sobre nós diferentes características de personalidade. Baseando-se nos estudos de Krashen, Citolin afirma que pessoas tendenciosas à introversão, à falta de autoconfiança, ou ao perfeccionismo, poderão desenvolver um bloqueio que compromete a espontaneidade devido à consciência da alta probabilidade de cometerem erros. Já as pessoas que tendem a extroversão, pouco se beneficiarão da aprendizagem, uma vez que a função de monitoramento é quase inoperante, pois está submetida a uma personalidade que se manifesta sem maior cautela. Segundo ele,
“ o aluno só adquirirá o que estiver no ponto certo de seu desenvolvimento maturacional, não importando a freqüência com que ele é exposto, e nem o grau de dificuldade envolvido. Assim, as estruturas que esteja além de seu desenvolvimento serão apenas memorizadas, sem contudo, serem integradas, o que significa uma não capacidade desse aluno de usá-las efetivamente.” (Krashen, 1987).
Para Krashen, o filtro afetivo é o primeiro obstáculo com que o insumo se depara antes de ser processado e internalizado.
A hipótese do filtro afetivo, portanto, incorpora a visão de Krashen de que um número de variáveis afetivas tem um papel facilitador na aquisição de uma segunda língua. Estas variáveis afetivas incluem: motivação, autoconfiança e ansiedade. Aprendizes motivados, confiantes e com baixa ansiedade tendem a ser bem sucedidos no processo de aquisição de uma segunda língua.
Teoria dos Universais Lingüísticos
Segundo essa teoria ao nascermos já possuímos de forma inata traços comuns referentes a todas as línguas; aqui os chamaremos de características universais da fala. Esses traços são adquiridos geneticamente como explica Chomsky em sua teoria inatista.
Todas as crianças, na visão de Chomsky, nasceriam biologicamente preparadas para adquirir a linguagem, dependendo apenas do ambiente físico para acionar a língua que será falada. “(...) para que o processo se inicie, não basta essa capacidade inata, é preciso que a criança esteja em um determinado meio (social, cultural, etc.)...” (Del Ré, pp.20,2006).
Voltando para o ensino e aquisição da L2, a teoria dos Universais Lingüísticos, determina dois pontos; o primeiro refere-se à aprendizagem do conteúdo gramatical de determinada língua, e o outro, às estruturas encontradas em todas as línguas, ou seja, as estruturas universais da língua.
Segundo Venturi, os aprendizes sempre apresentam maior dificuldades no processo de aprendizagem das regras gramaticais as quais serão de um modo geral novidade. Quanto as estruturas comuns da sua língua materna e a L2 não haverá muitos problemas devido as comparações e adequações possíveis que podem ser feitas. Desta forma a parte gramatical deverá ser trabalhada mais freqüentemente e de forma mais dinâmica.
Teoria do Discurso
Dentro dessa ótica entende-se o domínio de uma segunda língua só acontecerá através do envolvimento do aprendiz em uma ação recíproca com a língua. Ellis resume em três situações o processo de aquisição segundo a teoria do discurso.
Primeiramente o aprendiz de uma língua estrangeira aprenderá como se dá o desenvolvimento sintático daquela língua. Segundo Ellis, esse processo é natural a todo aprendiz de línguas.
Os falantes nativos tenderão a ajustar sua fala de modo a estabelecer comunicação ou negociar os significados, com os falantes não nativos.
E por fim as estratégias que vão surgindo tanto por parte dos nativos como do aprendiz vão fazendo com que o segundo adquira primeiro domínio sob as sentenças que mais necessita em sua comunicação. Nesse momento a análise das palavras não importa tanto e sim se estão estabelecendo comunicação.
Teoria Cognitiva, segundo Castro
O processo de desenvolvimento e aprendizagem da L2 é dado através de um processo mental assim como todas as demais habilidades como escrever, por exemplo. Para Castro as habilidades se tornarão automáticas ou rotineiras após processos analíticos. Esses processos analíticos são o domínio dos conteúdos gramaticais bem como da escrita, fala, etc. Tendo pleno domínio das habilidades lingüísticas dentro da língua estudada os processos automáticos ocorrerão naturalmente. Castro observa uma outra perspectiva da teoria cognitiva, a qual trata entende que a língua se reestrutura constantemente, devendo por tanto ser trabalhado também com o aprendiz esse aspecto da língua.
CONCLUSÃO
Ao conhecermos cada uma destas teorias tornamo-nos cientes da importância de cada uma para o processo de aquisição de uma língua estrangeira. Enquanto uns preocupam-se em entender como se dá o processo de aquisição, outros buscam estabelecer a relação entre aquisição e aprendizagem, e outros entendem através do discurso e das negociações esse processo, enquanto outros firmam tratar-se de um processo mental. Desta forma concluímos que todas estes teorias são importante voltadas para as duas áreas específicas e complementam-se ao buscarem entender como se dá o processo de aquisição da língua estrangeira.
(WEB)BLIOGRAFIA
CITTOLIN, Simone Francescon. A Teoria de Krashen e a Hipótese do Filtro Afetivo, sfcittolin@unipar.br.
DUBOIS, Jean, Dictionnaire de Linguistique. Paris, Ed. Librarie Larousse (1973), trad. port. Dicionário de Lingüística. São Paulo, Ed. Cultrix (1991).
RÉ, Alessandra Del, A Pesquisa em Aquisição da Linguagem: teoria e prática. Ed. Contexto, São Paulo (2006).
VENTURI, Maria Alice. Aquisição de língua estrangeira numa perspectiva de estudos aplicados. Ed. Contexto, São Paulo (2006).
www.wikipedia.org/psicolinguistica
Francisco de Assis do Nascimento,Jander Ramos Carvalho,Priscila Márcia de Andrade Costa E Rafael Lira Gomes Bastos fazem parte do Grupo de Estudos Lingüísticos e Sociais(GELSO), cooordenado pelo professor Vicente Martins, da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Estado do Ceará. E-mail: vicente.martins@uol.com.br
Joao Beauclair
Publicado no Recanto das Letras em 12/02/2009
Código do texto: T1435142
AS FIGURAS DE LINGUAGEM
As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.
Figuras de som
a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”
b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”
c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
“Eu que passo, penso e peço.”
Figuras de construção
a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)
b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)
c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”
d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”
e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:
• De gênero
Vossa Excelência está preocupado.
• De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.
• De pessoa
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”
f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.
g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.”
h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”
Figuras de pensamento
a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”
b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”
c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)
d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)
e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
“Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”
Figuras de som
a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”
b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”
c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
“Eu que passo, penso e peço.”
Figuras de construção
a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)
b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)
c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”
d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”
e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:
• De gênero
Vossa Excelência está preocupado.
• De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.
• De pessoa
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”
f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.
g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.”
h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”
Figuras de pensamento
a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”
b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”
c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)
d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)
e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
“Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”
HIPERMÍDIA
O conceito é bastante complexo porque tem muitas interpretações. Para não ficar no achismo e na imaginação, apresento a definição de um autor com vasta experiência no assunto.
De acordo com Vicente Gosciola, hipermídia é “o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não linear, possibilitando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e, até, extrair textos, imagens e sons cuja seqüência constituirá uma versão pessoal desenvolvida pelo usuário”.
Ainda este autor afirma que a hipermídia é o meio e a linguagem das “novas mídias”, às quais pertencem a internet, os jogos de computador, o cinema interativo, o vídeo interativo, a TV interativa, as instalações informatizadas interativas e os sistemas de comunicação funcionais, entre outros e suas respectivas interfaces.
Também há autores que usam o conceito de hipermídia quase como um sinônimo de outros conceitos relacionados como hipertexto e multimídia, mas essas são questões que devemos abordar mais adiante. Até agora, vale ressaltar que a característica máxima que deve diferenciar a hipermídia desses outros conceitos é o alto nível de interatividade permitido ao usuário.
Para quem quer saber mais sobre assunto, recomendo ler a entrevista do professor Gosciola ao jornal Folha de São Paulo.
Comunicação para um público hipermidiático - Vicente Gosciola.
________________________________________
Informação: AESP - Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo - 07/11/2004
Folha de São Paulo Mais - Multimídia
Especialista em tecnologia e mídias digitais defende importância de roteiros específicos para produtos que vão de sites a instalações artísticas interativas
Juliana Monachesi
free-lance para a Folha
Sistema audiovisual integrador de vários meios de comunicação, com ênfase na interatividade, a hipermídia é considerada um novo paradigma de comunicação pelo professor e pesquisador do Centro Universitário Senac e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Vicente Gosciola. "É o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não-linear, possibilitando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e, até, extrair textos, imagens e sons cuja seqüência constituirá uma versão pessoal desenvolvida pelo usuário", escreve em "Roteiro para Novas Mídias - Do Game à TV Interativa" (ed. Senac, 272 págs., R$ 52), em que estuda a linguagem da hipermídia e propõe roteirizações específicas para o campo das novas tecnologias. Gosciola falou sobre seu livro recém-lançado em entrevista ao Mais!, por e-mail.
Que efeitos da contaminação tecnológica e de linguagem oriunda da disseminação das mídias digitais já podem ser observados na TV e na mídia impressa? ´
Para explicar a atual revisão de paradigmas nos meios de comunicação, vale utilizar, como alegoria, a peça de Gil Vicente "O Velho da Horta". O dono da horta se apaixona por uma bela jovem compradora, que o ironiza, respondendo às súplicas do pretendente: "Falai de outra maneira!". Transpondo resumidamente para quase 500 anos depois, a TV e a imprensa, mais velhas que o velho da horta, se encantaram com a possibilidade de absorver um novo meio e o seu crescente público. A TV e a imprensa se dispõem a dialogar com a tecnologia digital, mas se preocupam pouco em desenvolver uma linguagem própria, porque não é de sua natureza rever profundamente sua linguagem.
É certo que há contaminações diretas entre os meios tradicionais e novos, às vezes até em espiral. Por exemplo: o painel do aparelho de TV evoluiu e foi copiado para a interface de muitos sites da web, que, por sua vez, evoluiu e foi copiada para o painel do televisor e para a interface de programas de TV, sejam eles interativos ou não. Mas a finalidade do meio é o seu público, que mudou e quer se relacionar com "tudo ao mesmo tempo agora" de modo dialógico. E o roteiro tem duas preocupações: organização de conteúdos e o público.
O sr. adota a acepção dada pelo teórico russo Lev Manovich à expressão "novas mídias", ou seja, apenas aquelas mídias que envolvem tecnologia digital. Hipermídia vem, logo no início do livro, definida como o meio e a linguagem das novas mídias. Qual a especificidade dessa linguagem?
A partir da década de 1980, os teóricos que produziam reflexão sobre as obras -de arte, de entretenimento e de divulgação jornalística e científico-acadêmica- que utilizavam os processos de comunicação integrados por sistemas digitais informatizados passaram a chamar esses meios de novos meios de comunicação, as "novas mídias". Pertencem a esse novo campo da comunicação a internet, os jogos de computador, o cinema interativo, o vídeo interativo, a TV interativa, as instalações informatizadas interativas, os sistemas de comunicação multifuncionais, entre outros, e todos eles nas suas mais variadas interfaces. Assim como o cinema possui uma linguagem própria e já consolidada, as novas mídias possuem uma linguagem, mas que está em pleno processo de construção; essa linguagem é chamada de hipermídia. Também podemos fazer a mesma analogia com a prática de roteirização: em cinema já existe um conjunto de estilos e operacionalidades bem definido, enquanto em hipermídia vemos um campo novo e repleto de possibilidades a ser explorado.
A especificidade da hipermídia é constituída pela complexidade de conteúdos e de ligações entre eles e pelos percursos que o utilizador faz na obra hipermidiática. Como em muitos meios de comunicação, a hipermídia depende do uso que se faz dela, ela é um resultado da participação de seu público, porque nem todos os seus conteúdos serão conhecidos por cada indivíduo.
Estudos recentes encaram o formato convencional de exibição cinematográfica simplesmente como a forma padrão, uma entre outras, que veio a se tornar hegemônica na história do audiovisual; que possibilidades diversas as novas mídias oferecem de fruição de produtos audiovisuais?
O cinema interativo já foi apresentado ao público, mas em situações muito raras porque a opção por uma ramificação narrativa era decidida pela média da preferência da platéia. Entre os EUA e o Japão, em 1995, foram instaladas 25 salas da Interfilm, com 80 poltronas, cada uma com um conjunto de botões e "joystick" para controlar a história durante os 20 minutos de duração das obras, bastante criticadas pela ausência de enredo. O game é de natureza não-linear. De vídeo interativo há vários exemplos em DVD, em exposição de arte interativa, em programação de TV etc.
Roteirizar significa prever toda e qualquer interação entre obra e usuário? Isso implicaria em dizer que a interatividade não possibilita que aconteça nada de "novo"; que tudo deve estar previamente programado? Uma hipermídia de tamanho médio, com algo em torno de mil telas, traz muita dificuldade ao roteirista em prever interação entre a obra e o utilizador, ou quais telas e em que ordem o utilizador seguirá. O roteiro tem o papel de definir os possíveis caminhos pelos quais o utilizador poderá circular. No livro lanço a possibilidade de um modelo fundamentado no princípio da incerteza da física quântica, em que, por mais que o roteirista tente manter o controle dos caminhos traçados pelo utilizador, é impossível saber quando ele passará por um determinado conteúdo.
Qual a diferença entre roteiro para hipermídia e design de interfaces? Ao roteirista de hipermídia cabe, em linhas gerais, desenvolver as narrativas e as relações entre elas, sempre preocupado com o que o seu público experimentará com a obra. Ao designer de interface e ao autor de hipermídia cabe, principalmente, definir a arquitetura de informação e o layout das telas. O sr. poderia comentar este aparente paradoxo dos produtos hipermidiáticos, apontado por Bolter e Grusin no livro "Remediation": ao mesmo tempo em que se constituem com pesada mediação, buscam apagar-se como mídia?
Todos nós compreendemos que a hipermídia cresce e amplia, de modo espantoso, a sua capacidade de conteúdos. Para o utilizador da hipermídia, é necessário tempo para que os conteúdos se reorganizem em sua mente ou até mesmo sejam apagados da memória para dar lugar a outros conteúdos. Mas o roteiro pode trabalhar a partir de um fato ainda mais intrigante em hipermídia e ainda pouco explorado nas mais diversas realizações: como dois conteúdos apresentados simultaneamente em uma única tela são organizados pelo usuário e como se comportam em sua mente? No cinema já houve alguns cineastas, como Eisenstein, que se preocuparam com o que aconteceria com a percepção do espectador depois de ver duas imagens distintas. A hipermídia pode aprender muito com o cinema. Em hipermídia, muitas vezes vários conteúdos aparecem na tela ao mesmo tempo. Mas o que acontece com a interpretação do usuário quanto à comunicação de conteúdos e à narrativa, quando uma tela apresenta simultaneamente dois ou mais conteúdos, é o grande desafio do trabalho de roteirização de hipermídia.
De acordo com Vicente Gosciola, hipermídia é “o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não linear, possibilitando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e, até, extrair textos, imagens e sons cuja seqüência constituirá uma versão pessoal desenvolvida pelo usuário”.
Ainda este autor afirma que a hipermídia é o meio e a linguagem das “novas mídias”, às quais pertencem a internet, os jogos de computador, o cinema interativo, o vídeo interativo, a TV interativa, as instalações informatizadas interativas e os sistemas de comunicação funcionais, entre outros e suas respectivas interfaces.
Também há autores que usam o conceito de hipermídia quase como um sinônimo de outros conceitos relacionados como hipertexto e multimídia, mas essas são questões que devemos abordar mais adiante. Até agora, vale ressaltar que a característica máxima que deve diferenciar a hipermídia desses outros conceitos é o alto nível de interatividade permitido ao usuário.
Para quem quer saber mais sobre assunto, recomendo ler a entrevista do professor Gosciola ao jornal Folha de São Paulo.
Comunicação para um público hipermidiático - Vicente Gosciola.
________________________________________
Informação: AESP - Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo - 07/11/2004
Folha de São Paulo Mais - Multimídia
Especialista em tecnologia e mídias digitais defende importância de roteiros específicos para produtos que vão de sites a instalações artísticas interativas
Juliana Monachesi
free-lance para a Folha
Sistema audiovisual integrador de vários meios de comunicação, com ênfase na interatividade, a hipermídia é considerada um novo paradigma de comunicação pelo professor e pesquisador do Centro Universitário Senac e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Vicente Gosciola. "É o conjunto de meios que permite acesso simultâneo a textos, imagens e sons de modo interativo e não-linear, possibilitando fazer links entre elementos de mídia, controlar a própria navegação e, até, extrair textos, imagens e sons cuja seqüência constituirá uma versão pessoal desenvolvida pelo usuário", escreve em "Roteiro para Novas Mídias - Do Game à TV Interativa" (ed. Senac, 272 págs., R$ 52), em que estuda a linguagem da hipermídia e propõe roteirizações específicas para o campo das novas tecnologias. Gosciola falou sobre seu livro recém-lançado em entrevista ao Mais!, por e-mail.
Que efeitos da contaminação tecnológica e de linguagem oriunda da disseminação das mídias digitais já podem ser observados na TV e na mídia impressa? ´
Para explicar a atual revisão de paradigmas nos meios de comunicação, vale utilizar, como alegoria, a peça de Gil Vicente "O Velho da Horta". O dono da horta se apaixona por uma bela jovem compradora, que o ironiza, respondendo às súplicas do pretendente: "Falai de outra maneira!". Transpondo resumidamente para quase 500 anos depois, a TV e a imprensa, mais velhas que o velho da horta, se encantaram com a possibilidade de absorver um novo meio e o seu crescente público. A TV e a imprensa se dispõem a dialogar com a tecnologia digital, mas se preocupam pouco em desenvolver uma linguagem própria, porque não é de sua natureza rever profundamente sua linguagem.
É certo que há contaminações diretas entre os meios tradicionais e novos, às vezes até em espiral. Por exemplo: o painel do aparelho de TV evoluiu e foi copiado para a interface de muitos sites da web, que, por sua vez, evoluiu e foi copiada para o painel do televisor e para a interface de programas de TV, sejam eles interativos ou não. Mas a finalidade do meio é o seu público, que mudou e quer se relacionar com "tudo ao mesmo tempo agora" de modo dialógico. E o roteiro tem duas preocupações: organização de conteúdos e o público.
O sr. adota a acepção dada pelo teórico russo Lev Manovich à expressão "novas mídias", ou seja, apenas aquelas mídias que envolvem tecnologia digital. Hipermídia vem, logo no início do livro, definida como o meio e a linguagem das novas mídias. Qual a especificidade dessa linguagem?
A partir da década de 1980, os teóricos que produziam reflexão sobre as obras -de arte, de entretenimento e de divulgação jornalística e científico-acadêmica- que utilizavam os processos de comunicação integrados por sistemas digitais informatizados passaram a chamar esses meios de novos meios de comunicação, as "novas mídias". Pertencem a esse novo campo da comunicação a internet, os jogos de computador, o cinema interativo, o vídeo interativo, a TV interativa, as instalações informatizadas interativas, os sistemas de comunicação multifuncionais, entre outros, e todos eles nas suas mais variadas interfaces. Assim como o cinema possui uma linguagem própria e já consolidada, as novas mídias possuem uma linguagem, mas que está em pleno processo de construção; essa linguagem é chamada de hipermídia. Também podemos fazer a mesma analogia com a prática de roteirização: em cinema já existe um conjunto de estilos e operacionalidades bem definido, enquanto em hipermídia vemos um campo novo e repleto de possibilidades a ser explorado.
A especificidade da hipermídia é constituída pela complexidade de conteúdos e de ligações entre eles e pelos percursos que o utilizador faz na obra hipermidiática. Como em muitos meios de comunicação, a hipermídia depende do uso que se faz dela, ela é um resultado da participação de seu público, porque nem todos os seus conteúdos serão conhecidos por cada indivíduo.
Estudos recentes encaram o formato convencional de exibição cinematográfica simplesmente como a forma padrão, uma entre outras, que veio a se tornar hegemônica na história do audiovisual; que possibilidades diversas as novas mídias oferecem de fruição de produtos audiovisuais?
O cinema interativo já foi apresentado ao público, mas em situações muito raras porque a opção por uma ramificação narrativa era decidida pela média da preferência da platéia. Entre os EUA e o Japão, em 1995, foram instaladas 25 salas da Interfilm, com 80 poltronas, cada uma com um conjunto de botões e "joystick" para controlar a história durante os 20 minutos de duração das obras, bastante criticadas pela ausência de enredo. O game é de natureza não-linear. De vídeo interativo há vários exemplos em DVD, em exposição de arte interativa, em programação de TV etc.
Roteirizar significa prever toda e qualquer interação entre obra e usuário? Isso implicaria em dizer que a interatividade não possibilita que aconteça nada de "novo"; que tudo deve estar previamente programado? Uma hipermídia de tamanho médio, com algo em torno de mil telas, traz muita dificuldade ao roteirista em prever interação entre a obra e o utilizador, ou quais telas e em que ordem o utilizador seguirá. O roteiro tem o papel de definir os possíveis caminhos pelos quais o utilizador poderá circular. No livro lanço a possibilidade de um modelo fundamentado no princípio da incerteza da física quântica, em que, por mais que o roteirista tente manter o controle dos caminhos traçados pelo utilizador, é impossível saber quando ele passará por um determinado conteúdo.
Qual a diferença entre roteiro para hipermídia e design de interfaces? Ao roteirista de hipermídia cabe, em linhas gerais, desenvolver as narrativas e as relações entre elas, sempre preocupado com o que o seu público experimentará com a obra. Ao designer de interface e ao autor de hipermídia cabe, principalmente, definir a arquitetura de informação e o layout das telas. O sr. poderia comentar este aparente paradoxo dos produtos hipermidiáticos, apontado por Bolter e Grusin no livro "Remediation": ao mesmo tempo em que se constituem com pesada mediação, buscam apagar-se como mídia?
Todos nós compreendemos que a hipermídia cresce e amplia, de modo espantoso, a sua capacidade de conteúdos. Para o utilizador da hipermídia, é necessário tempo para que os conteúdos se reorganizem em sua mente ou até mesmo sejam apagados da memória para dar lugar a outros conteúdos. Mas o roteiro pode trabalhar a partir de um fato ainda mais intrigante em hipermídia e ainda pouco explorado nas mais diversas realizações: como dois conteúdos apresentados simultaneamente em uma única tela são organizados pelo usuário e como se comportam em sua mente? No cinema já houve alguns cineastas, como Eisenstein, que se preocuparam com o que aconteceria com a percepção do espectador depois de ver duas imagens distintas. A hipermídia pode aprender muito com o cinema. Em hipermídia, muitas vezes vários conteúdos aparecem na tela ao mesmo tempo. Mas o que acontece com a interpretação do usuário quanto à comunicação de conteúdos e à narrativa, quando uma tela apresenta simultaneamente dois ou mais conteúdos, é o grande desafio do trabalho de roteirização de hipermídia.
DEDOS DA MÃO EM INGLÊS
A mão é sem dúvida a ferramenta mais perfeita já inventada, além disso, as mãos são muito usadas como meio de comunicação, por exemplo: para aprovar, criticar, ameaçar, dar ordem, comemorar etc. Não é de hoje que nos comunicamos através de gestos, uma prova disso é que algumas das expressões relacionadas são bastante antigas. Observe mais atentamente e vai notar o quanto as pessoas usam os dedos das mãos para se expressar.
Vejam a seguir os nomes dos cinco dedos da mão em inglês:
1. Thumb: polegar, mata-piolho (essa definição é ótima), dedão
2. Index finger, first finger ou pointer finger: dedo indicador
3. Middle finger: dedo médio
4. Ring finger: dedo anular – dedo onde se usa o anel
5. Little finger ou pinky: dedo mindinho, dedo mínimo, dedinho
O vocabulário apresentado acima é também utilizado em expressões. Confira:
Get / be given the thumbs up/down: ser aceito, aprovado, ter sucesso.
• We all gave Mary’s cake the thumbs up. [Todos nós gostamos do bolo da Mary.]
• Charlie Sheen’s first live show got the thumbs down in Detroit. [O primeiro “show” ao vivo de Charlie Sheen não foi bem aceito em Detroit.]
Give somebody the finger: mostrar o dedo [gesto ofensivo, vulgar]
• Did you give the police officer the finger? [Você mostrou o dedo para o policial?]
Pinky swear, pinky promise: jurar, prometer [quando duas pessoas usam o dedo mínimo – muito comum entre crianças.]
• Do you pinky swear? [Você jura?]
Vejam a seguir os nomes dos cinco dedos da mão em inglês:
1. Thumb: polegar, mata-piolho (essa definição é ótima), dedão
2. Index finger, first finger ou pointer finger: dedo indicador
3. Middle finger: dedo médio
4. Ring finger: dedo anular – dedo onde se usa o anel
5. Little finger ou pinky: dedo mindinho, dedo mínimo, dedinho
O vocabulário apresentado acima é também utilizado em expressões. Confira:
Get / be given the thumbs up/down: ser aceito, aprovado, ter sucesso.
• We all gave Mary’s cake the thumbs up. [Todos nós gostamos do bolo da Mary.]
• Charlie Sheen’s first live show got the thumbs down in Detroit. [O primeiro “show” ao vivo de Charlie Sheen não foi bem aceito em Detroit.]
Give somebody the finger: mostrar o dedo [gesto ofensivo, vulgar]
• Did you give the police officer the finger? [Você mostrou o dedo para o policial?]
Pinky swear, pinky promise: jurar, prometer [quando duas pessoas usam o dedo mínimo – muito comum entre crianças.]
• Do you pinky swear? [Você jura?]
HIPERTEXTO E INTERTEXTO
Hipertexto
Por Professor Lindomar
Ao longo da história da humanidade a maioria dos registros feitos, em se tratando de narrativa textual, foram em forma de metanarrativas, que são as narrativas retóricas e lineares, com classificações hierárquicas e de forma que a leitura não é feita baseada em associações, como acontece no hipertexto. Tanto em registros religiosos quanto em livros didáticos a narrativa segue uma temporalidade linear, do mais antigo ao recente, de acontecimentos subseqüentes por períodos históricos, e por outros fatores próprios do projeto da modernidade. Porém no mundo contemporâneo nos deparamos com o excesso de informações e a urgência de seleção dessas informações. A estrutura de uma narrativa hipertextual vem permitir melhor desempenho nesta seleção de informações.
O termo hipertexto foi criado por Theodore Nelson, na década de sessenta, para denominar a forma de escrita/leitura não linear na informática, pelo sistema “Xanadu”. Até então a idéia de hipertextualidade havia sido apenas manifestada pelo matemático e físico Vannevar Bush através do dispositivo “Memex”.
O hipertexto está relacionado à própria evolução da tecnologia computacional quando a interação passa à interatividade, em que o computador deixa de ser binário, rígido e centralizador, para oferecer ao usuário interfaces interativas. O termo interativo já pertencia ao campo das artes quando se propunha intervenção do/com apreciador, no entanto o termo interatividade passa a se associar a sistemas da informática, por fazer um contraponto à leitura/escrita das metanarrativas.
O hipertexto vem auxiliar o ser humano na questão da aquisição e assimilação do conhecimento, pois tal como o cérebro humano, ele não possui uma estrutura hierárquica e linear, sua característica é a capilaridade, ou melhor, uma forma de organização em rede. Ao acessarmos um ponto determinado de um hipertexto, conseqüentemente, outros que estão interligados também são acessados, no grau de interatividade que necessitamos.
Por muitos anos interagir com o computador exigiu uma base de conhecimento em alguns sistemas de hardware, mas com a evolução de softwares hipertextuais, cada vez mais têm sido aperfeiçoados mecanismos de interatividade através do mouse e de outros periféricos, como câmera, scanner, etc. A tela de um monitor apresenta-se hoje fragmentada e personalizada, proporcionando ao usuário a facilidade de acesso às informações e a forma lúdica de utilização das ferramentas.
Foi no campo da informática que surgiu o hipertexto, pela necessidade de tornar o computador cada vez mais interativo. Mas o hipertexto não precisa ser interativo e sim “explorativo”. Ao navegar pela internet vamos encontrando endereços de sites, palavras sublinhadas, ícones piscando, e muitos outros atrativos que nos levam a clicar com o mouse e abrir diversas janelas, pois bem, este é o chamado efeito hipertextual no ciberespaço. Da mesma forma pode acontecer num documento de texto (Word, Página na internet), onde se inserem palavras-chaves que levam a outros textos ou imagens.
Ele não está presente apenas no campo da informática, mas encontra-se também nos livros de formatos convencionais, onde os autores buscam facilitar a compreensão de cada capítulo na sua individualidade, sem que perca a essência que compõe o todo, a idéia central do autor. Hoje é muito comum encontrarmos livros organizados por um autor e escritos por vários. Estes livros não lineares são exemplos de hipertextos.
O hipertexto permite ao leitor decidir o rumo a seguir na sua viagem pela leitura, tornando o tempo e o espaço, em relação à construção textual, flexível.
A televisão, o cinema, e outras áreas das artes e do entretenimento também vêm trabalhando com a idéia do hipertexto, até mesmo para alcançar o público hoje mais hiperativo, que vive uma contemporaneidade fragmentada, numa contagem regressiva do tempo de seus afazeres. Há filmes que apresentam algumas pequenas histórias, que parecem independentes umas das outras, porém a essência de cada uma faz parte de um único enredo desenvolvido pelo autor.
Enfim, as partes de um hipertexto fazem sentido, mesmo sendo deslocadas do seu eixo central ou enredo. Ele possibilita a livre escolha, por onde começar e em que ordem seguir.
Fontes
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência. O futuro dom pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.
SILVA, Marco. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2002.
Intertexto
Por Ana Lucia Santana
A intertextualidade é uma espécie de conversa entre textos; esta interação pode aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em uma camada subentendida, nos mais diferentes gêneros textuais. Para compreender a presença deste mecanismo em um texto, é necessário que a pessoa detenha uma experiência de mundo e um nível cultural significativos.
O intertexto só funciona quando o leitor é capaz de perceber a referência do autor a outras obras ou a fragmentos identificáveis de variados textos. Este recurso assume papéis distintos conforme a contextura na qual é inserido. A pressuposta cultura geral relacionada ao uso deste mecanismo literário deve, portanto, ser dividida entre autores e leitores.
E não há limite para as esferas do conhecimento que podem ser acessadas tanto pelo produtor do texto, quanto por seu receptor. Isto significa que o intertexto não está somente ligado ao contexto literário. Ele pode estar presente na pintura, a qual pode interagir com uma foto produzida séculos depois; na publicidade, quando, por exemplo, o ator que anuncia o Bom Bril está trajado como a Mona Lisa, criada por Leonardo da Vinci.
No caso desta propaganda, o intérprete compara a forma como o ‘Mon Bijou” deixa a roupa bem limpa e perfumada, com a criação de uma obra-prima, alusão à criação de da Vinci. Seu idealizador, portanto, faz uma analogia entre o produto que deseja vender e a elaboração de uma imagem pictórica, levando ao consumidor a possibilidade de se atualizar culturalmente.
Há pelo menos sete tipos de intertextualidade. A Epígrafe é um pequeno trecho de outra obra, ou mesmo um título, que apresenta outra criação, guardando com ela alguma relação mais ou menos oculta. A Citação é um fragmento transcrito de outro autor, inserido no texto entre aspas.
A Paráfrase é a réplica de um escrito alheio, posicionado em um uma obra com as palavras de seu autor. Este deve, portanto, esclarecer que o trecho reproduzido não é de sua autoria, citando a fonte bibliográfica pesquisada, a fim de não cometer plágio. A Paródia é uma distorção intencional de outro texto, com objetivos críticos ou irônicos.
O Pastiche é a imitação rude de outros criadores – escritores, pintores, entre outros – com intenção pejorativa, ou uma modalidade de colagens e montagens de vários textos ou gêneros, compondo uma espécie de colcha de retalhos textual. A tradução se insere na esfera da intertextualidade porque o tradutor recria o texto original.
A Referência é o ato de se mencionar determinadas obras, de forma direta ou indireta. A Alusão é uma figura de linguagem que se vale da referência ou da citação de um evento ou de uma pessoa, concreta ou integrante do universo da ficção, denominada interlocutor. Ela é igualmente conhecida como ‘intertextualidade’ ou ‘polifonia’.
O intertexto, portanto, não se refere apenas a textos literários, mas também a músicas, imagens – vídeos, filmes, todos os recursos visuais. Assim, em uma composição musical, no lançamento cinematográfico, na animação que se assiste em casa, na publicidade, nas pinturas e outras artes plásticas, enfim, em todas as linguagens artísticas, está presente a intertextualidade.
Fontes:
http://drikamil-adriana.blogspot.com/2009/03/o-que-e-intertextualidade_4117.html
Intertextualidade: Paráfrase e Paródia
Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade.
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idéias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia.
Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a idéia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, freqüentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
Por Professor Lindomar
Ao longo da história da humanidade a maioria dos registros feitos, em se tratando de narrativa textual, foram em forma de metanarrativas, que são as narrativas retóricas e lineares, com classificações hierárquicas e de forma que a leitura não é feita baseada em associações, como acontece no hipertexto. Tanto em registros religiosos quanto em livros didáticos a narrativa segue uma temporalidade linear, do mais antigo ao recente, de acontecimentos subseqüentes por períodos históricos, e por outros fatores próprios do projeto da modernidade. Porém no mundo contemporâneo nos deparamos com o excesso de informações e a urgência de seleção dessas informações. A estrutura de uma narrativa hipertextual vem permitir melhor desempenho nesta seleção de informações.
O termo hipertexto foi criado por Theodore Nelson, na década de sessenta, para denominar a forma de escrita/leitura não linear na informática, pelo sistema “Xanadu”. Até então a idéia de hipertextualidade havia sido apenas manifestada pelo matemático e físico Vannevar Bush através do dispositivo “Memex”.
O hipertexto está relacionado à própria evolução da tecnologia computacional quando a interação passa à interatividade, em que o computador deixa de ser binário, rígido e centralizador, para oferecer ao usuário interfaces interativas. O termo interativo já pertencia ao campo das artes quando se propunha intervenção do/com apreciador, no entanto o termo interatividade passa a se associar a sistemas da informática, por fazer um contraponto à leitura/escrita das metanarrativas.
O hipertexto vem auxiliar o ser humano na questão da aquisição e assimilação do conhecimento, pois tal como o cérebro humano, ele não possui uma estrutura hierárquica e linear, sua característica é a capilaridade, ou melhor, uma forma de organização em rede. Ao acessarmos um ponto determinado de um hipertexto, conseqüentemente, outros que estão interligados também são acessados, no grau de interatividade que necessitamos.
Por muitos anos interagir com o computador exigiu uma base de conhecimento em alguns sistemas de hardware, mas com a evolução de softwares hipertextuais, cada vez mais têm sido aperfeiçoados mecanismos de interatividade através do mouse e de outros periféricos, como câmera, scanner, etc. A tela de um monitor apresenta-se hoje fragmentada e personalizada, proporcionando ao usuário a facilidade de acesso às informações e a forma lúdica de utilização das ferramentas.
Foi no campo da informática que surgiu o hipertexto, pela necessidade de tornar o computador cada vez mais interativo. Mas o hipertexto não precisa ser interativo e sim “explorativo”. Ao navegar pela internet vamos encontrando endereços de sites, palavras sublinhadas, ícones piscando, e muitos outros atrativos que nos levam a clicar com o mouse e abrir diversas janelas, pois bem, este é o chamado efeito hipertextual no ciberespaço. Da mesma forma pode acontecer num documento de texto (Word, Página na internet), onde se inserem palavras-chaves que levam a outros textos ou imagens.
Ele não está presente apenas no campo da informática, mas encontra-se também nos livros de formatos convencionais, onde os autores buscam facilitar a compreensão de cada capítulo na sua individualidade, sem que perca a essência que compõe o todo, a idéia central do autor. Hoje é muito comum encontrarmos livros organizados por um autor e escritos por vários. Estes livros não lineares são exemplos de hipertextos.
O hipertexto permite ao leitor decidir o rumo a seguir na sua viagem pela leitura, tornando o tempo e o espaço, em relação à construção textual, flexível.
A televisão, o cinema, e outras áreas das artes e do entretenimento também vêm trabalhando com a idéia do hipertexto, até mesmo para alcançar o público hoje mais hiperativo, que vive uma contemporaneidade fragmentada, numa contagem regressiva do tempo de seus afazeres. Há filmes que apresentam algumas pequenas histórias, que parecem independentes umas das outras, porém a essência de cada uma faz parte de um único enredo desenvolvido pelo autor.
Enfim, as partes de um hipertexto fazem sentido, mesmo sendo deslocadas do seu eixo central ou enredo. Ele possibilita a livre escolha, por onde começar e em que ordem seguir.
Fontes
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência. O futuro dom pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.
SILVA, Marco. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2002.
Intertexto
Por Ana Lucia Santana
A intertextualidade é uma espécie de conversa entre textos; esta interação pode aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em uma camada subentendida, nos mais diferentes gêneros textuais. Para compreender a presença deste mecanismo em um texto, é necessário que a pessoa detenha uma experiência de mundo e um nível cultural significativos.
O intertexto só funciona quando o leitor é capaz de perceber a referência do autor a outras obras ou a fragmentos identificáveis de variados textos. Este recurso assume papéis distintos conforme a contextura na qual é inserido. A pressuposta cultura geral relacionada ao uso deste mecanismo literário deve, portanto, ser dividida entre autores e leitores.
E não há limite para as esferas do conhecimento que podem ser acessadas tanto pelo produtor do texto, quanto por seu receptor. Isto significa que o intertexto não está somente ligado ao contexto literário. Ele pode estar presente na pintura, a qual pode interagir com uma foto produzida séculos depois; na publicidade, quando, por exemplo, o ator que anuncia o Bom Bril está trajado como a Mona Lisa, criada por Leonardo da Vinci.
No caso desta propaganda, o intérprete compara a forma como o ‘Mon Bijou” deixa a roupa bem limpa e perfumada, com a criação de uma obra-prima, alusão à criação de da Vinci. Seu idealizador, portanto, faz uma analogia entre o produto que deseja vender e a elaboração de uma imagem pictórica, levando ao consumidor a possibilidade de se atualizar culturalmente.
Há pelo menos sete tipos de intertextualidade. A Epígrafe é um pequeno trecho de outra obra, ou mesmo um título, que apresenta outra criação, guardando com ela alguma relação mais ou menos oculta. A Citação é um fragmento transcrito de outro autor, inserido no texto entre aspas.
A Paráfrase é a réplica de um escrito alheio, posicionado em um uma obra com as palavras de seu autor. Este deve, portanto, esclarecer que o trecho reproduzido não é de sua autoria, citando a fonte bibliográfica pesquisada, a fim de não cometer plágio. A Paródia é uma distorção intencional de outro texto, com objetivos críticos ou irônicos.
O Pastiche é a imitação rude de outros criadores – escritores, pintores, entre outros – com intenção pejorativa, ou uma modalidade de colagens e montagens de vários textos ou gêneros, compondo uma espécie de colcha de retalhos textual. A tradução se insere na esfera da intertextualidade porque o tradutor recria o texto original.
A Referência é o ato de se mencionar determinadas obras, de forma direta ou indireta. A Alusão é uma figura de linguagem que se vale da referência ou da citação de um evento ou de uma pessoa, concreta ou integrante do universo da ficção, denominada interlocutor. Ela é igualmente conhecida como ‘intertextualidade’ ou ‘polifonia’.
O intertexto, portanto, não se refere apenas a textos literários, mas também a músicas, imagens – vídeos, filmes, todos os recursos visuais. Assim, em uma composição musical, no lançamento cinematográfico, na animação que se assiste em casa, na publicidade, nas pinturas e outras artes plásticas, enfim, em todas as linguagens artísticas, está presente a intertextualidade.
Fontes:
http://drikamil-adriana.blogspot.com/2009/03/o-que-e-intertextualidade_4117.html
Intertextualidade: Paráfrase e Paródia
Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade.
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idéias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia.
Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a idéia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, freqüentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
PLANO DE AULA - SPEAKING
Almir Barbosa
Objetivos Gerais:
Fazer uso da língua falada para comunicar idéias e intenções;
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
1) Atividade não-comunicativa: Declamar poema “The Web of Life”
(obs.: supõe-se que esta atividade e a atividade seguinte são posteriores à aula de reading sobre este mesmo texto).
Pre-speaking:
Relembrar texto e sua temática;
While-speaking:
Declamação do poema, primeiro a turma inteira em uníssono, depois individualmente ou em duplas.
Post-speaking:
Apontar erros de pronúncia e de continuidade da declamação.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
2) Atividade comunicativa: role-play/situation.
Um fazendeiro requer a posse de terras que foram “invadidas” por uma tribo indígena. Os índios dizem a terra já é deles. O fazendeiro e sua família se reúnem, na sede da FUNAI cidade mais próxima, com o cacique da tribo e outros membros da comunidade indígena. No lado de fora, se encontram populares e jornalistas, que dão suas opiniões a respeito.
Pre-speaking:
Designar os papéis: um funcionário da FUNAI; fazendeiro e pelo menos um familiar; cacique e pelo menos um índio; um jornalista; pelo menos três populares (sete alunos no total).
Dividir a classe em grupos de sete.
Pedir à turma que, baseada nos seus relatórios feitos durante as aulas de reading, desenvolva um debate como proposto acima;
Alertar para imagens pré-concebidas, principalmente sobre o indígena.
While-speaking:
Encenação do debate, em no máximo 10 minutos para cada grupo.
Post-speaking:
PLANO DE AULA - READING
Objetivos Gerais:
Ler e interpretar texto de temática social;
Fazer associação entre o texto lido e os problemas sociais pertinentes
Relacionar o assunto com o cotidiano do aluno
Fomentar opinião sobre a questão ambiental e a indígena
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
Pre-reading:
Provocar discussões acerca do que pode tratar o texto a partir da visão de mundo do aluno, tais como:
• Você consegue emitir opiniões acerca disto?
• Que conhecimento você tem desse assunto (no caso, a questão indígena)?
• É possível identificar alguma idéia comum à sua vivência?
• Você já viu este texto ou textos parecidos?
While-reading:
leitura silenciosa do texto “The Web of Life”;
Scanning, através do exercício Looking for Specific Information do livro didático
Reconhecer marcadores de discurso, através do exercício Discourse Markers.
Correção dos exercícios.
Post-reading:
Debate de formação crítica, através da atividade Talk it Over.
• Preservação do meio ambiente
• Questão de terras indígenas
• Preconceitos
Pedir para fazer relatório, em português, dos pontos discutidos.
Tempo Estipulado: 3 aulas de 50 minutos.
(Texto e exercício extraídos do livro “Password Special Edition”, de Amadeu Marques)
TEXTO: THE WEB OF LIFE
“The Indians love the sky and the clouds, trees and animals, mountains, rocks, and rivers. Man’s feeling of identity with nature is beautifully expressed in a poem of the Pueblo, a tribe of Indians of North America, who used to live in the Southwest of what is now the United States. The poem gives us the thoughts of an Indian life and death. It shows how the Indians accepted their place in the beautiful plan of nature. All living things, the poem tells us, share the Earth. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
I have killed the rabbit
I have crushed the grasshopper
And the plants he feeds upon.
I have cut through the heart
I have taken fish from water
And birds from the sky.
In my life I needed death
So that my life can be.
When I die, I must give life
To what has nourished me.
The Earth receives my body
And gives it to the caterpillars
To the birds
And to the coyotes,
Each in its own time so that
The web of life is never broken.”
Exercício: Discourse Markers
Em dupla, escolha a idéia expressa por cada um dos marcadores do discurso em destaque. Escolha dentre:
Finalidade;conseqüência – tempo – condição – acréscimo de idéias – contraste – comparação
1. All things are connected like the blood that unites us.
2. In my life I have needed death so that my life can be.
3. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
4. The Indians love the sky and the clouds, trees and animals...
Respostas: comparação; condição; tempo; acréscimo de idéias.
Exercício: Looking for Specific Information
Cite as linhas do texto em que se encontram as seguintes informações:
1. O lugar onde viviam os Pueblo.
2. A participação de cada ser vivo no uso da Terra.
3. A razão de o índio ter causado a morte de outros seres.
4. O primeiro integrante da cadeia ecológica a receber o corpo do índio após a sua morte.
5. A pesca feita pelo índio para sua sobrevivência.
Respostas:
1. …who used to live in the Southwest of what is now the United States.
2. All living things, the poem tells us, share the Earth.
3. In my life I needed death/So that my life can be.
4. And gives it to the caterpillars
5. I have taken fish from water
Debate: Talk it Over
Discuta com seus colegas e professores o tema do texto. Qual é a sua opinião sobre a filosofia expressa no poema do índio Pueblo? Você a considera sábia ou ingênua? Que outros exemplos de identificação com a natureza você e seus colegas conhecem, por exemplo, dos indígenas do Brasil? Como podemos explicar que quanto mais “modernas” e sofisticadas as sociedades, mais arrogantes e dominadoras elas são no seu relacionamento com o meio ambiente e o maltratado planeta em que vivemos? Leia mais sobre o tema, discuta, participe. A natureza agradece. Um dia, seus filhos também agradecerão.
Tempo Estipulado: 3-5 aulas de 50 minutos, dependendo do número de grupos.
PLANO DE AULA - LISTENING
Objetivos Gerais:
Ouvir e traduzir o discurso de Snowball do livro Animal Farm, de George Orwell, através do áudio do filme homônimo.
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Objetivos específicos:
Pre-listening:
Prediction, através da apresentação do DVD do filme: verificando a visão de mundo do aluno através de suas opiniões a respeito do autor, da obra e do filme
Inferring, fazer inferências acerca do que pode se tratar o discurso do Snowball, a partir do que foi dito na atividade de prediction.
While-listening:
Deducing meaning: deduzir o significado do contexto a partir da localidade de onde Snowball emite o discurso, do ponto de localidade do discurso, como animal (pois é um porco).
Recognising function and discourse patterns: a função do discurso (no caso, a conscientização da inferioridade de classe e o teor socialista do discurso).
Post-listening:
Perceber no discurso do Snowball: detailed information, que transporte para o discurso os problemas sociais vigentes no bairro do aluno, do seu estado, país e mundo e, a partir daí, captar o skimming da obra de George Orwell e sua mensagem para os dias atuais.
Procedimentos:
Pre-listening:
Atividade de sondagem sobre o conhecimento que o aluno tem sobre Animal Farm:
• Você conhece o livro ou filme A Revolução dos Bichos?
• Você conhece George Orwell?
• Você tem idéia do que é fábula animal?
• Você faz idéia do que é a Revolução Russa?
While-listening:
A partir deste vídeo, alunos devem tentar, através do contexto, idéias básicas, como escravidão, servidão, imobilidade, insatisfação e revolução.
Observar também situação dos animais frente aos homens e o discurso de Snowball como pretexto para uma possível mobilização.
Post-listening:
A partir da compreensão do discurso de Snowball, o aluno deve perceber à sua volta situações de servidão, escravidão, imobilidade, insatisfação e que caminhem para uma possível revolução no seu bairro, estado, país e no mundo.
Captar, através das opiniões expostas de alunos, a visão anteriormente exposta no pre-listening e contrastá-la agora.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
Almir Barbosa
Objetivos Gerais:
Fazer uso da língua falada para comunicar idéias e intenções;
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
1) Atividade não-comunicativa: Declamar poema “The Web of Life”
(obs.: supõe-se que esta atividade e a atividade seguinte são posteriores à aula de reading sobre este mesmo texto).
Pre-speaking:
Relembrar texto e sua temática;
While-speaking:
Declamação do poema, primeiro a turma inteira em uníssono, depois individualmente ou em duplas.
Post-speaking:
Apontar erros de pronúncia e de continuidade da declamação.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
2) Atividade comunicativa: role-play/situation.
Um fazendeiro requer a posse de terras que foram “invadidas” por uma tribo indígena. Os índios dizem a terra já é deles. O fazendeiro e sua família se reúnem, na sede da FUNAI cidade mais próxima, com o cacique da tribo e outros membros da comunidade indígena. No lado de fora, se encontram populares e jornalistas, que dão suas opiniões a respeito.
Pre-speaking:
Designar os papéis: um funcionário da FUNAI; fazendeiro e pelo menos um familiar; cacique e pelo menos um índio; um jornalista; pelo menos três populares (sete alunos no total).
Dividir a classe em grupos de sete.
Pedir à turma que, baseada nos seus relatórios feitos durante as aulas de reading, desenvolva um debate como proposto acima;
Alertar para imagens pré-concebidas, principalmente sobre o indígena.
While-speaking:
Encenação do debate, em no máximo 10 minutos para cada grupo.
Post-speaking:
PLANO DE AULA - READING
Objetivos Gerais:
Ler e interpretar texto de temática social;
Fazer associação entre o texto lido e os problemas sociais pertinentes
Relacionar o assunto com o cotidiano do aluno
Fomentar opinião sobre a questão ambiental e a indígena
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
Pre-reading:
Provocar discussões acerca do que pode tratar o texto a partir da visão de mundo do aluno, tais como:
• Você consegue emitir opiniões acerca disto?
• Que conhecimento você tem desse assunto (no caso, a questão indígena)?
• É possível identificar alguma idéia comum à sua vivência?
• Você já viu este texto ou textos parecidos?
While-reading:
leitura silenciosa do texto “The Web of Life”;
Scanning, através do exercício Looking for Specific Information do livro didático
Reconhecer marcadores de discurso, através do exercício Discourse Markers.
Correção dos exercícios.
Post-reading:
Debate de formação crítica, através da atividade Talk it Over.
• Preservação do meio ambiente
• Questão de terras indígenas
• Preconceitos
Pedir para fazer relatório, em português, dos pontos discutidos.
Tempo Estipulado: 3 aulas de 50 minutos.
(Texto e exercício extraídos do livro “Password Special Edition”, de Amadeu Marques)
TEXTO: THE WEB OF LIFE
“The Indians love the sky and the clouds, trees and animals, mountains, rocks, and rivers. Man’s feeling of identity with nature is beautifully expressed in a poem of the Pueblo, a tribe of Indians of North America, who used to live in the Southwest of what is now the United States. The poem gives us the thoughts of an Indian life and death. It shows how the Indians accepted their place in the beautiful plan of nature. All living things, the poem tells us, share the Earth. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
I have killed the rabbit
I have crushed the grasshopper
And the plants he feeds upon.
I have cut through the heart
I have taken fish from water
And birds from the sky.
In my life I needed death
So that my life can be.
When I die, I must give life
To what has nourished me.
The Earth receives my body
And gives it to the caterpillars
To the birds
And to the coyotes,
Each in its own time so that
The web of life is never broken.”
Exercício: Discourse Markers
Em dupla, escolha a idéia expressa por cada um dos marcadores do discurso em destaque. Escolha dentre:
Finalidade;conseqüência – tempo – condição – acréscimo de idéias – contraste – comparação
1. All things are connected like the blood that unites us.
2. In my life I have needed death so that my life can be.
3. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
4. The Indians love the sky and the clouds, trees and animals...
Respostas: comparação; condição; tempo; acréscimo de idéias.
Exercício: Looking for Specific Information
Cite as linhas do texto em que se encontram as seguintes informações:
1. O lugar onde viviam os Pueblo.
2. A participação de cada ser vivo no uso da Terra.
3. A razão de o índio ter causado a morte de outros seres.
4. O primeiro integrante da cadeia ecológica a receber o corpo do índio após a sua morte.
5. A pesca feita pelo índio para sua sobrevivência.
Respostas:
1. …who used to live in the Southwest of what is now the United States.
2. All living things, the poem tells us, share the Earth.
3. In my life I needed death/So that my life can be.
4. And gives it to the caterpillars
5. I have taken fish from water
Debate: Talk it Over
Discuta com seus colegas e professores o tema do texto. Qual é a sua opinião sobre a filosofia expressa no poema do índio Pueblo? Você a considera sábia ou ingênua? Que outros exemplos de identificação com a natureza você e seus colegas conhecem, por exemplo, dos indígenas do Brasil? Como podemos explicar que quanto mais “modernas” e sofisticadas as sociedades, mais arrogantes e dominadoras elas são no seu relacionamento com o meio ambiente e o maltratado planeta em que vivemos? Leia mais sobre o tema, discuta, participe. A natureza agradece. Um dia, seus filhos também agradecerão.
Tempo Estipulado: 3-5 aulas de 50 minutos, dependendo do número de grupos.
PLANO DE AULA - LISTENING
Objetivos Gerais:
Ouvir e traduzir o discurso de Snowball do livro Animal Farm, de George Orwell, através do áudio do filme homônimo.
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Objetivos específicos:
Pre-listening:
Prediction, através da apresentação do DVD do filme: verificando a visão de mundo do aluno através de suas opiniões a respeito do autor, da obra e do filme
Inferring, fazer inferências acerca do que pode se tratar o discurso do Snowball, a partir do que foi dito na atividade de prediction.
While-listening:
Deducing meaning: deduzir o significado do contexto a partir da localidade de onde Snowball emite o discurso, do ponto de localidade do discurso, como animal (pois é um porco).
Recognising function and discourse patterns: a função do discurso (no caso, a conscientização da inferioridade de classe e o teor socialista do discurso).
Post-listening:
Perceber no discurso do Snowball: detailed information, que transporte para o discurso os problemas sociais vigentes no bairro do aluno, do seu estado, país e mundo e, a partir daí, captar o skimming da obra de George Orwell e sua mensagem para os dias atuais.
Procedimentos:
Pre-listening:
Atividade de sondagem sobre o conhecimento que o aluno tem sobre Animal Farm:
• Você conhece o livro ou filme A Revolução dos Bichos?
• Você conhece George Orwell?
• Você tem idéia do que é fábula animal?
• Você faz idéia do que é a Revolução Russa?
While-listening:
A partir deste vídeo, alunos devem tentar, através do contexto, idéias básicas, como escravidão, servidão, imobilidade, insatisfação e revolução.
Observar também situação dos animais frente aos homens e o discurso de Snowball como pretexto para uma possível mobilização.
Post-listening:
A partir da compreensão do discurso de Snowball, o aluno deve perceber à sua volta situações de servidão, escravidão, imobilidade, insatisfação e que caminhem para uma possível revolução no seu bairro, estado, país e no mundo.
Captar, através das opiniões expostas de alunos, a visão anteriormente exposta no pre-listening e contrastá-la agora.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
ABORDAGENS EDUCACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DE SURDOS
CRISTINA B. F. LACERDA
ORALISMO
Abordagem educacional que pregava a reabilitação dos surdos para que superassem a surdez, que falassem, e de certo modo se comportassem como humanos sem deficiências. Tinha como objetivo impor a oralização para que os surdos fossem aceitos socialmente. A partir desse processo deixou a grande maioria dos surdos de fora de toda a possibilidade educativa, de desenvolvimento pessoal de integração social obrigando-os a se organizarem de forma quase clandestina.
GESTUALISTAS
Defendiam que os surdos desenvolviam uma linguagem que, ainda que diferente da oral era eficaz para a comunicação e lhes abria as portas para o conhecimento da cultura, incluindo dirigido para a língua oral.Teve como representante principal o abade Charles M. De L´Epée que a partir da observação de grupos de surdos, verifica que estes desenvolviam um tipo de comunicação apoiada no canal viso-gestual , que era muito satisfatória. Partindo de tal observação desenvolveu um método educacional apoiado na língua de sinais da comunidade de surdos, acrescentando a estes sinais a estrutura do francês. A proposta tinha como objetivo fazer com que os educadores aprendessem estes sinais para se comunicarem com os surdos para poder lhes ensinar a língua falada.
COMUNICAÇÃO TOTAL
Prática de usar sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital para fornecer inputs lingüísticos para estudantes surdos, ao passo que podem expressar-se nas modalidades preferidas. Tinha como objetivo fornecer à criança a possibilidade de desenvolver uma real comunicação com seus familiares, professores e coetâneos, para que possa construir seu mundo interno. Pode se utilizar tanto de sinais usados da língua dê sinais usados pela comunidade surda, como também sinais gramaticais modificados e marcadores para elementos presentes na língua falada. Dessa forma tudo que for falado pode ser acompanhado por elementos visuais que o representem, o que facilitaria a aquisição da língua oral e posteriormente da leitura e da escrita.
EDUCAÇÃO BILÍNGUE
Tinha como objetivo contrapor-se ao modelo oralista por considerar o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem de pessoa surda. Contrapõe-se também à comunicação total por defender um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional. Prega a não mistura das línguas e que se sejam ensinadas duas línguas: a de sinais e a do grupo majoritário. Considera a língua de sinais adequada para a criança surda, pois a expõe à integridade do canal visogestual, fazendo que esta desenvolva sua competência lingüística para mais tarde servir como ponte para se aprender a língua do grupo majoritário.
CRISTINA B. F. LACERDA
ORALISMO
Abordagem educacional que pregava a reabilitação dos surdos para que superassem a surdez, que falassem, e de certo modo se comportassem como humanos sem deficiências. Tinha como objetivo impor a oralização para que os surdos fossem aceitos socialmente. A partir desse processo deixou a grande maioria dos surdos de fora de toda a possibilidade educativa, de desenvolvimento pessoal de integração social obrigando-os a se organizarem de forma quase clandestina.
GESTUALISTAS
Defendiam que os surdos desenvolviam uma linguagem que, ainda que diferente da oral era eficaz para a comunicação e lhes abria as portas para o conhecimento da cultura, incluindo dirigido para a língua oral.Teve como representante principal o abade Charles M. De L´Epée que a partir da observação de grupos de surdos, verifica que estes desenvolviam um tipo de comunicação apoiada no canal viso-gestual , que era muito satisfatória. Partindo de tal observação desenvolveu um método educacional apoiado na língua de sinais da comunidade de surdos, acrescentando a estes sinais a estrutura do francês. A proposta tinha como objetivo fazer com que os educadores aprendessem estes sinais para se comunicarem com os surdos para poder lhes ensinar a língua falada.
COMUNICAÇÃO TOTAL
Prática de usar sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital para fornecer inputs lingüísticos para estudantes surdos, ao passo que podem expressar-se nas modalidades preferidas. Tinha como objetivo fornecer à criança a possibilidade de desenvolver uma real comunicação com seus familiares, professores e coetâneos, para que possa construir seu mundo interno. Pode se utilizar tanto de sinais usados da língua dê sinais usados pela comunidade surda, como também sinais gramaticais modificados e marcadores para elementos presentes na língua falada. Dessa forma tudo que for falado pode ser acompanhado por elementos visuais que o representem, o que facilitaria a aquisição da língua oral e posteriormente da leitura e da escrita.
EDUCAÇÃO BILÍNGUE
Tinha como objetivo contrapor-se ao modelo oralista por considerar o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem de pessoa surda. Contrapõe-se também à comunicação total por defender um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional. Prega a não mistura das línguas e que se sejam ensinadas duas línguas: a de sinais e a do grupo majoritário. Considera a língua de sinais adequada para a criança surda, pois a expõe à integridade do canal visogestual, fazendo que esta desenvolva sua competência lingüística para mais tarde servir como ponte para se aprender a língua do grupo majoritário.
COMENTÁRIO SOBRE O TEXTO “LITERATURA POLICIAL BRASILEIRA”, DE SANDRA REIMÃO
As histórias de detetive, de acordo com Todorov podem ser classificadas em três grupos: romance de enigma, romance negro e de suspense. Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle e Aghata Christie formam o trio clássico do chamado romance de enigma. Dashiel Hammett e Raymond Chandler são praticamente os fundadores e os nomes mais expressivos do romance negro. Já os romances de suspense têm como nomes principais Patrik Quentin e Charles Williams.
Enquanto nos Estados unidos e na Europa as histórias se desenvolveram e evoluíram, no Brasil também esse tipo de literatura foi explorado. A primeira narrativa policial brasileira, “o mistério”, foi escrita a oito mãos por Coelho, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, e publicada em capítulos pelo jornal A Folha a partir de Março de 1920 (Reimão, 2005). As principais características presentes no “Mistério” são: auto-ironia, por pertencer ao gênero policial, em relação à própria trama e sua forma de narração. Intertextualidade destacando as citações e referências a autores policiais, enquanto na literatura policial clássica a intertextualidade tem a função de especificar um texto em relação ao seu gênero, em O Mistério há o exagero do uso de tal recurso com a função de ironizá-lo. Autores se citam mutuamente e se tornam personagem. Inocência do criminoso Critica ao sistema judiciário nacional, Critica e exaltação da polícia, sendo o assassino Pedro Albergaria a personagem que será o porta-voz para tal crítica. Critica ao detetive Clássico, no caso Major Melo Bandeira ao tentar aplicar os métodos científicos da linha de Sherlock Holmes, sempre falha, envolvimento amoroso com criminosa e suicídio.
Segundo Sandra Reimão (2005), os detetives enigma aqui no Brasil serão também máquinas de raciocinar e seus traços pessoais em nada alteram suas atuações enquanto detetives. Para citar alguns exemplos temos: Cabral, da obra 20º Axioma, de José Loureiro, com sua mania de artigos de papelaria, canetas e agendas. Hilário Pasúbio, de O Caso do martelo, de José Clemente Pozenato ,que é viciado em cigarros e o Dr. Leite, dos contos de Luís Coelho, com sua fraqueza pelas mulheres.
Há exceções também na tipificação dos detetives da literatura brasileira, por exemplo, o Major Melo Bandeira, protagonista de “o mistério”, não é um tipo perfeito de detetive clássico, pois é engraçado e atrapalhado. Tonico Arzão da obra Quem Matou Pacífico, de Maria Alice Barroso é ex-fazendeiro, manco, desdentado, fala errado, cabelos grisalhos e nariz adunco, queixo cumprido, gosta de acariciar as pessoas enquanto conversa, além disso, é crente nas coisas sobrenaturais e, sua investigação é pautada por esse paradigma místico. O cabo Turíbeo de “O Mistério do fiscal dos canos Assassinato do casal de velhos”, de Glauco Rodrigues Corrêa, as palavras cruzadas dão suporte ao protagonista na resolução de enigmas. Espinosa, protagonista dos romances policias de Luiz Alfredo Garcia – Roza, os vícios de Espinosa, quais sejam andar pelo Rio de Janeiro antigo e colecionar livros dão ocasiões para muitas das suas deduções e achados. Logo se percebe que tais detetives e estão longe de ser máquinas pensantes, mas que suas características pessoais dão suporte para a resolução dos crime que os tais se propõem a solucionar.
Na obra o Xangô de Baker Street, de Jô Soares, há algumas características desses protagonistas citados acima: a comicidade presente no Major Melo Bandeira, está presente em Sherlock Holmes, pois o mesmo, nessa obra, é o oposto do que escreveu Conan Doyle , uma máquina pensante. Na obra de Jô soares ele é atrapalhado, ingênuo e não desvenda o crime. Assim como o Dr. Leite, ele tem fraqueza pelas mulheres, sendo preso até por atentado ao pudor. O misticismo de Tonico Arzão também está presente, pois quando Holmes e Watson estão em um terreiro de candomblé, uma entidade ao possuir o último, revela quem é o verdadeiro criminoso.
Por fim, a literatura policial brasileira além de fazer crítica a este gênero textual, ao mesmo tempo se filia e faz apologia à literatura de investigação. Ao recriar e trazer à tona um novo tipo de literatura policial, insere nesse contexto, além da brasilidade, a crítica social, bem como a religiosidade e a pluralidade cultural do povo brasileiro, quer seja, daqueles que moram nos morros, ou do morador das grandes cidades, e nisso, a literatura policial brasileira se torna singular e ímpar e nesse sentido se contrasta com as produções européias e norte- americanas.
As histórias de detetive, de acordo com Todorov podem ser classificadas em três grupos: romance de enigma, romance negro e de suspense. Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle e Aghata Christie formam o trio clássico do chamado romance de enigma. Dashiel Hammett e Raymond Chandler são praticamente os fundadores e os nomes mais expressivos do romance negro. Já os romances de suspense têm como nomes principais Patrik Quentin e Charles Williams.
Enquanto nos Estados unidos e na Europa as histórias se desenvolveram e evoluíram, no Brasil também esse tipo de literatura foi explorado. A primeira narrativa policial brasileira, “o mistério”, foi escrita a oito mãos por Coelho, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, e publicada em capítulos pelo jornal A Folha a partir de Março de 1920 (Reimão, 2005). As principais características presentes no “Mistério” são: auto-ironia, por pertencer ao gênero policial, em relação à própria trama e sua forma de narração. Intertextualidade destacando as citações e referências a autores policiais, enquanto na literatura policial clássica a intertextualidade tem a função de especificar um texto em relação ao seu gênero, em O Mistério há o exagero do uso de tal recurso com a função de ironizá-lo. Autores se citam mutuamente e se tornam personagem. Inocência do criminoso Critica ao sistema judiciário nacional, Critica e exaltação da polícia, sendo o assassino Pedro Albergaria a personagem que será o porta-voz para tal crítica. Critica ao detetive Clássico, no caso Major Melo Bandeira ao tentar aplicar os métodos científicos da linha de Sherlock Holmes, sempre falha, envolvimento amoroso com criminosa e suicídio.
Segundo Sandra Reimão (2005), os detetives enigma aqui no Brasil serão também máquinas de raciocinar e seus traços pessoais em nada alteram suas atuações enquanto detetives. Para citar alguns exemplos temos: Cabral, da obra 20º Axioma, de José Loureiro, com sua mania de artigos de papelaria, canetas e agendas. Hilário Pasúbio, de O Caso do martelo, de José Clemente Pozenato ,que é viciado em cigarros e o Dr. Leite, dos contos de Luís Coelho, com sua fraqueza pelas mulheres.
Há exceções também na tipificação dos detetives da literatura brasileira, por exemplo, o Major Melo Bandeira, protagonista de “o mistério”, não é um tipo perfeito de detetive clássico, pois é engraçado e atrapalhado. Tonico Arzão da obra Quem Matou Pacífico, de Maria Alice Barroso é ex-fazendeiro, manco, desdentado, fala errado, cabelos grisalhos e nariz adunco, queixo cumprido, gosta de acariciar as pessoas enquanto conversa, além disso, é crente nas coisas sobrenaturais e, sua investigação é pautada por esse paradigma místico. O cabo Turíbeo de “O Mistério do fiscal dos canos Assassinato do casal de velhos”, de Glauco Rodrigues Corrêa, as palavras cruzadas dão suporte ao protagonista na resolução de enigmas. Espinosa, protagonista dos romances policias de Luiz Alfredo Garcia – Roza, os vícios de Espinosa, quais sejam andar pelo Rio de Janeiro antigo e colecionar livros dão ocasiões para muitas das suas deduções e achados. Logo se percebe que tais detetives e estão longe de ser máquinas pensantes, mas que suas características pessoais dão suporte para a resolução dos crime que os tais se propõem a solucionar.
Na obra o Xangô de Baker Street, de Jô Soares, há algumas características desses protagonistas citados acima: a comicidade presente no Major Melo Bandeira, está presente em Sherlock Holmes, pois o mesmo, nessa obra, é o oposto do que escreveu Conan Doyle , uma máquina pensante. Na obra de Jô soares ele é atrapalhado, ingênuo e não desvenda o crime. Assim como o Dr. Leite, ele tem fraqueza pelas mulheres, sendo preso até por atentado ao pudor. O misticismo de Tonico Arzão também está presente, pois quando Holmes e Watson estão em um terreiro de candomblé, uma entidade ao possuir o último, revela quem é o verdadeiro criminoso.
Por fim, a literatura policial brasileira além de fazer crítica a este gênero textual, ao mesmo tempo se filia e faz apologia à literatura de investigação. Ao recriar e trazer à tona um novo tipo de literatura policial, insere nesse contexto, além da brasilidade, a crítica social, bem como a religiosidade e a pluralidade cultural do povo brasileiro, quer seja, daqueles que moram nos morros, ou do morador das grandes cidades, e nisso, a literatura policial brasileira se torna singular e ímpar e nesse sentido se contrasta com as produções européias e norte- americanas.
ANÁLISE DO CONTO: O FALCÃO MALTÊS DE ,DASHIELL HAMMETT
Almir Barbosa
O Falcão Maltês de Dashiell Hammett é um típico romance negro, pois se contrasta totalmente com os romances de enigma ou das histórias clássicas de detetive. Enquanto nestas, postula-se a imunidade do detetive e há duas histórias: a do crime e a do inquérito. No falcão maltês, como em todos os romances negros, o detetive não é imune: apanha, arrisca a vida, se envolve com a criminosa Brigid O’shaughnessy, aceita suborno e não tem escrúpulos nenhum.
Quanto à história, não há flash back, Spade não tem sua história relatada por um amigo próximo, muito pelo contrário, seu próprio parceiro é morto. A própria história do conto faz com que o enredo clássico do romance de enigma seja diferente: O enredo gira em torno de uma relíquia medieval valiosíssima - a estatueta de um falcão - que é levada em sigilo desde o Oriente até a cidade de São Francisco, na Califórnia. Em seu rastro seguem aventureiros gananciosos que fazem de tudo para possuí-la. O detetive particular Sam Spade entra nessa batalha quando seu sócio é assassinado depois de se envolver com uma jovem sedutora e esperta. Imune a ilusões sentimentais, habituado a lidar com gângsteres e policiais corruptos, Spade arma um jogo sutil de alianças e traições, decidido a sair vencedor. Preserva noções elementares de justiça, mas está disposto a ir até o limite.
As demais figuras que compõem o rol de personagens também seguem a linha do protagonista e, assim como na grande maioria das obras que constituem o noir, são todos indivíduos de caráter duvidoso, variando desde a mocinha que se passa por garota meiga, mas na verdade é demasiadamente perigosa, ao vilão que se mostra capaz de sacrificar um grande amigo (que é tido como um filho para ele) a fim de conseguir um objeto extremamente ambicionado por si. Longe de aparentar ser o típico herói de contos clássicos, Spade revela-se um sujeito moralmente incorreto e dotado de atitudes imprevisíveis, tudo isso o prescreve como um detetive do estilo noir.
Almir Barbosa
O Falcão Maltês de Dashiell Hammett é um típico romance negro, pois se contrasta totalmente com os romances de enigma ou das histórias clássicas de detetive. Enquanto nestas, postula-se a imunidade do detetive e há duas histórias: a do crime e a do inquérito. No falcão maltês, como em todos os romances negros, o detetive não é imune: apanha, arrisca a vida, se envolve com a criminosa Brigid O’shaughnessy, aceita suborno e não tem escrúpulos nenhum.
Quanto à história, não há flash back, Spade não tem sua história relatada por um amigo próximo, muito pelo contrário, seu próprio parceiro é morto. A própria história do conto faz com que o enredo clássico do romance de enigma seja diferente: O enredo gira em torno de uma relíquia medieval valiosíssima - a estatueta de um falcão - que é levada em sigilo desde o Oriente até a cidade de São Francisco, na Califórnia. Em seu rastro seguem aventureiros gananciosos que fazem de tudo para possuí-la. O detetive particular Sam Spade entra nessa batalha quando seu sócio é assassinado depois de se envolver com uma jovem sedutora e esperta. Imune a ilusões sentimentais, habituado a lidar com gângsteres e policiais corruptos, Spade arma um jogo sutil de alianças e traições, decidido a sair vencedor. Preserva noções elementares de justiça, mas está disposto a ir até o limite.
As demais figuras que compõem o rol de personagens também seguem a linha do protagonista e, assim como na grande maioria das obras que constituem o noir, são todos indivíduos de caráter duvidoso, variando desde a mocinha que se passa por garota meiga, mas na verdade é demasiadamente perigosa, ao vilão que se mostra capaz de sacrificar um grande amigo (que é tido como um filho para ele) a fim de conseguir um objeto extremamente ambicionado por si. Longe de aparentar ser o típico herói de contos clássicos, Spade revela-se um sujeito moralmente incorreto e dotado de atitudes imprevisíveis, tudo isso o prescreve como um detetive do estilo noir.
ANÁLISE DO CONTO O CÃO DOS BASKERVILLE DE ARTHUR CONAN DOYLE
Almir Barbosa
De acordo com Todorov, filósofo e lingüista búlgaro radicado na França, o romance de enigma se caracteriza pelos seguintes paradigmas: a presença de duas histórias a do crime e a do inquérito. Na primeira, é apresentado um crime, um enigma para ser solucionado. A segunda é contada sob a ótica de um amigo confidente do detetive. Nesse momento na descrição da solução do crime, o narrador reconhece estar explicitamente escrevendo um livro. Outro detalhe importante é que o detetive é totalmente imune. Vejamos como isso ocorre no conto O Cão dos Baskerville, eis um resumo do conto: O Cão dos Baskerville conta a história do Solar dos Baskerville, que há quinhentos anos abriga a família de mesmo nome. No entanto, à época da morte de Hugo Baskerville por um suposto cão diabólico, ergue-se a lenda de que este mesmo cão negro e com fogo saindo dos olhos e da boca assombra a família, matando cada um de seus membros que se arrisca na perigosa charneca próxima ao solar. Sir Charles Baskerville tem o mesmo destino de Hugo: é morto pelo cão. O terrível animal não precisou nem tocar o homem, mas matou-o de susto, já que Sir Charles sofria do coração. Já em Baker Street, o Dr. Mortimer, antigo amigo de Charles, pede ajuda a Holmes para desvendar o mistério do Cão dos Baskerville, e apresenta o novo morador do Solar: Sir Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles. Sherlock manda primeiro Watson para tentar resolver o caso. Na primeira parte do conto a história do crime, ou dos fatos que ocasionaram o crime, tudo leva a crer que um cão misterioso é o causador das mortes, supostamente tem-se uma presença sobrenatural na prática dos atos criminosos. Enquanto nessa primeira história a ênfase é apenas para os crimes, Watson está nela como suposto detetive investigador, dando-nos a falsa idéia de ele que vai solucionar os crimes e o mistério, mas é lerdo engano, pois Todorov explica primeiro é a história do crime e não a da investigação. Quando tudo parecia insolúvel para Watson, surge a história da investigação com Sherlock Holmes apresentando todo o enigma resolvido: - O meu jogo era vigiar Stapleton. Era evidente, contudo, que eu não podia fazer isso se estivesse com vocês, já que ele ficaria atentamente em guarda. Enganei todo mundo, portanto, inclusive você, e fui para o sul secretamente quando pensavam que eu estava em Londres. Minhas provações não foram tão grandes como você imaginou, embora esses detalhes triviais nunca devam Interferir com a investigação de um caso. Fiquei a maior parte do tempo em Coombe Tracey, e só usei a cabana da charneca quando foi necessário ficar perto da cena da ação. (O Cão dos Bakerville, p.149, série LPM Pocket).Percebe-se que, na segunda parte do conto, Sherlock Holmes apresenta como conduziu toda a investigação, chegando a concluir que Stapleton era na verdade um Baskerville que morava na África e resolveu comprar um a propriedade perto do pântano fez sua mulher se passar por sua irmã, usar a lenda do cão e acabar com os descendentes. Assim ele seria o único herdeiro. Dessa forma como Todorov explica, no romance de enigma trata-se de duas histórias, das quais, uma está ausente, mas é real, a outra presente, mas insignificante.Por que ele diz isso? Simples, a primeira tem o mero papel de apresentar um problema que será totalmente explicado na segunda.
Almir Barbosa
De acordo com Todorov, filósofo e lingüista búlgaro radicado na França, o romance de enigma se caracteriza pelos seguintes paradigmas: a presença de duas histórias a do crime e a do inquérito. Na primeira, é apresentado um crime, um enigma para ser solucionado. A segunda é contada sob a ótica de um amigo confidente do detetive. Nesse momento na descrição da solução do crime, o narrador reconhece estar explicitamente escrevendo um livro. Outro detalhe importante é que o detetive é totalmente imune. Vejamos como isso ocorre no conto O Cão dos Baskerville, eis um resumo do conto: O Cão dos Baskerville conta a história do Solar dos Baskerville, que há quinhentos anos abriga a família de mesmo nome. No entanto, à época da morte de Hugo Baskerville por um suposto cão diabólico, ergue-se a lenda de que este mesmo cão negro e com fogo saindo dos olhos e da boca assombra a família, matando cada um de seus membros que se arrisca na perigosa charneca próxima ao solar. Sir Charles Baskerville tem o mesmo destino de Hugo: é morto pelo cão. O terrível animal não precisou nem tocar o homem, mas matou-o de susto, já que Sir Charles sofria do coração. Já em Baker Street, o Dr. Mortimer, antigo amigo de Charles, pede ajuda a Holmes para desvendar o mistério do Cão dos Baskerville, e apresenta o novo morador do Solar: Sir Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles. Sherlock manda primeiro Watson para tentar resolver o caso. Na primeira parte do conto a história do crime, ou dos fatos que ocasionaram o crime, tudo leva a crer que um cão misterioso é o causador das mortes, supostamente tem-se uma presença sobrenatural na prática dos atos criminosos. Enquanto nessa primeira história a ênfase é apenas para os crimes, Watson está nela como suposto detetive investigador, dando-nos a falsa idéia de ele que vai solucionar os crimes e o mistério, mas é lerdo engano, pois Todorov explica primeiro é a história do crime e não a da investigação. Quando tudo parecia insolúvel para Watson, surge a história da investigação com Sherlock Holmes apresentando todo o enigma resolvido: - O meu jogo era vigiar Stapleton. Era evidente, contudo, que eu não podia fazer isso se estivesse com vocês, já que ele ficaria atentamente em guarda. Enganei todo mundo, portanto, inclusive você, e fui para o sul secretamente quando pensavam que eu estava em Londres. Minhas provações não foram tão grandes como você imaginou, embora esses detalhes triviais nunca devam Interferir com a investigação de um caso. Fiquei a maior parte do tempo em Coombe Tracey, e só usei a cabana da charneca quando foi necessário ficar perto da cena da ação. (O Cão dos Bakerville, p.149, série LPM Pocket).Percebe-se que, na segunda parte do conto, Sherlock Holmes apresenta como conduziu toda a investigação, chegando a concluir que Stapleton era na verdade um Baskerville que morava na África e resolveu comprar um a propriedade perto do pântano fez sua mulher se passar por sua irmã, usar a lenda do cão e acabar com os descendentes. Assim ele seria o único herdeiro. Dessa forma como Todorov explica, no romance de enigma trata-se de duas histórias, das quais, uma está ausente, mas é real, a outra presente, mas insignificante.Por que ele diz isso? Simples, a primeira tem o mero papel de apresentar um problema que será totalmente explicado na segunda.
sábado, 16 de julho de 2011

SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA
Até os anos 1970, o processo de aprendizagem da Língua Portuguesa era comparado a um foguete em dois estágios, como bem pontuam os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O primeiro ia até a criança ser alfabetizada, aprendendo o sistema de escrita. Já o seguinte começaria quando ela tivesse o domínio básico dessa habilidade e seria convidada a produzir textos, notar as normas gramaticais e ler produções clássicas.
A partir dos anos 1980, o ensino não é mais visto como uma sucessão de etapas, e sim um processo contínuo. "O aluno precisa entrar em contato com dificuldades progressivas do conteúdo. Desse modo, desenvolve competências e habilidades diferentes ao longo dos anos", diz Maria Teresa Tedesco, professora do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
As situações didáticas essenciais para o Ensino Fundamental passaram a ser: ler e ouvir a leitura do docente, escrever, produzir textos oralmente para um educador escriba (quando o aluno ainda não compreende o sistema) e fazer atividades para desenvolver a linguagem oral, além de enfrentar situações de análise e reflexão sobre a língua e a sistematização de suas características e normas.
Essa nova concepção apresentava inúmeras diferenças em relação a perspectivas anteriores. Desde o século 19 até meados do 20, a linguagem era tida como uma expressão do pensamento. Ler e escrever bem eram uma consequência do pensar e as propostas dos professores se baseavam na discussão sobre as características descritivas e normativas da língua. "O objeto de ensino não precisava ser a linguagem", explica Kátia Lomba Bräkling, coautora dos PCNs e professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, em São Paulo.
Os primeiros anos da disciplina deveriam garantir a aprendizagem da escrita, considerada um código de transcrição da fala. Dois tipos de método de alfabetização reinaram por anos: os sintéticos e os analíticos. Os primeiros começavam da parte e iam para o todo, mostrando pequenas partes das palavras, como as letras e as sílabas, para, então, formar sentenças. Compõem o grupo os métodos alfabético, fônico e silábico.
Já os analíticos propunham começar no sentido oposto, o que garantiria uma visão mais ampliada do aluno sobre aquilo que estava no papel, facilitando o seu entendimento. Pelo modelo, o ensino partia das frases e palavras, decompostas em sílabas ou letras. "Nesses métodos, o essencial era o treinamento da capacidade de identificar, suprimir, agregar ou comparar fonemas. Feito isso, estaria formado um leitor", explica Maria do Rosário Longo Mortatti, coordenadora do grupo de pesquisa em História do Ensino de Língua e Literatura no Brasil, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Marília.
Aqueles que já dominavam essa primeira etapa de aprendizagem passavam para a seguinte. Na escrita, os alunos deveriam reproduzir modelos de textos consagrados da literatura e caprichar no desenho do formato das letras. Para fazer uma leitura de qualidade, o estudante tinha como tarefa compreender o que o autor quis dizer - sem interpretar ou encontrar outros sentidos.
As aulas focavam os aspectos normativos e descritivos da língua e textos não literários - como o acadêmico e o jornalístico - não eram estudados. "O coloquial ou informal eram considerados inadequados para ser trabalhados em sala de aula", explica Egon de Oliveira Rangel, professor do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Metodologias mais comuns no ensino de Língua Portuguesa
As aulas de Língua Portuguesa, desde o século 19, foram marcadas pelos métodos de ensino de leitura e escrita nos anos iniciais de escolaridade e normativos nos anos seguintes. Foram as pesquisas dos últimos 30 anos que mudaram esse enfoque. Leia o perfil de cada fase.
MÉTODOS SINTÉTICOS
Foram predominantes no ensino da leitura desde meados do século 19. A escrita era vista como uma habilidade motora que requeria prática mecânica. Passada a alfabetização, os alunos deveriam aprender regras gramaticais.
Foco A alfabetização se inicia com o ensino de letras e sílabas e sua correspondência com os sons para a leitura de sentenças. Nas séries finais, só os clássicos são trabalhados, já que a intenção é ensinar a escrever usando a língua culta e a ler para conhecer modelos consagrados.
Estratégia de ensino As técnicas de leitura adotadas desde cedo são a silábica, alfabética ou fônica. Os mais velhos copiam textos literários sem levar em conta o contexto e o interlocutor.
MÉTODOS ANALÍTICOS
Surgiram no fim do século 19, em contraposição aos sintéticos. A alfabetização segue como uma questão de treino e o enfoque dos anos seguintes voltado ao debate das normas.
Foco A alfabetização parte do todo para o entendimento das sílabas e letras. Pouco muda nas técnicas para as séries finais do Ensino Fundamental.
Estratégia de ensino Mostrar pequenos textos, sentenças ou palavras para, então, analisar suas partes constituintes e o funcionamento da língua.
PROPOSTA CONSTRUTIVISTA
Ganhou força na década de 1980, com as pesquisas psicogenéticas e didáticas e a concepção interacionista de linguagem.
Foco O estudante deve refletir sobre o sistema de escrita, seus usos e suas funções. Os objetos de ensino são o sistema alfabético e os comportamentos leitores e escritores.
Estratégia de ensino Leitura e escrita feitas pelo professor, produção de textos, leitura (individual e coletiva) dos próprios estudantes e reflexão sobre a língua. Textos de diversos gêneros devem ser trabalhados desde o início da alfabetização até os anos finais.
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA
domingo, 26 de junho de 2011
Como chamar a Atenção de Deus

Há pessoas que no passado chamaram a atenção de Deus por suas virtudes e atitudes e que servem de exemplos para que possamos seguir seus passos e conquistar bênçãos sem medidas. Antes, percebamos algumas atitudes que Deus rejeita e aborrece para que, se formos tentados por tais pecados, possamos resisti-los e lançá-los para longe de nossas vidas:
1. Soberba: Deus resiste ao soberbo Tg 4.6
2. Obras da Carne - Gl 5. 22
3. Rebelião - I Sm 15.23
4. Sacrificar em vão- I Sm 15.22
5. Concupiscência – I Jo 2.16,17
6. Dar lugar ao diabo - Ef 4.27
Pessoas que Conseguiram Chamar a Atenção de Deus
1. A mulher grega Ciro-fenícia – Mc 7.24-30
2. Zaqueu - Lc 19.1-10
3. O Leproso no Monte - Mt 8.1-4
4. A mulher que lhe beijou os pés – Lc 7.31-50
5. A mulher do Fluxo de Sangue - Mc 5.25-34
6. O Centurião que Pediu pelo Servo Doente - Lc 7. 1-10
7. Bartimeu - Lc 18.35-43
O que chama a Atenção de Deus
1.Coração Quebrantado e Contrito - Isaias 57.15
2. Humildade - Mt 11.28-30
3. Perseverança - I TS 5.17
4. Fidelidade - Ap 2.10 d
O fator AdoraçãoO principal fator para se chamar a atenção de Deus – João 4.23,24
Deus procura os verdadeiros adoradores, pois conhece seus corações e sabe que o desejo de tais discípulos, é unicamente exaltá-lo e devotar-lhe glórias e honras que lhe são devidas. Os verdadeiros adoradores não buscam a glória desse mundo nem suas riquezas, antes têm prazer em tributar glória e Hosana ao criador dos céus e da terra.És tu um verdadeiro adorador tens a atenção de Deus voltada para tua adoração?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Coesão textual

Coesão textual
A coesão textual em inglês refere-se ao uso de palavras e locuções em um texto para indicar as relações entre orações,o que facilita a leitura e a escrita.
Coesão temporal
Adjetivos:earlier,first,former,preceding,previous,contemporary,
simultaneous,following,next.
Advérbios: already/previously,as yet/so far,before then,before/yet,before that,as,at present,at the same time(as),at this point,contemporarily,meantime,meanwhile,now,simultaneously,when,afterwards,
immediately,after that,later,thereupon,whereupon.
Coesão Lógica
Palavras usadas para acrescentar informações
Above all
also
as well
either... or
especially
equally
even
furthermore
in particular
in addition
moreover
neither..nor
so
too
what´s more
Ao mudar de Assunto
As for
concerning
for one thing...and for for another
more importantly
most importantly(of all)
next
now
regarding
then
to turn to
with refence to
with regard to
with respect to
terça-feira, 21 de junho de 2011
Deus

Busco o oposto do impossível
o antagonismo da mortalidade
A antítese da transitoriedade
O contrário do aquém.
Anelo o eterno e o perene
O imortal e o permanente.
sem alquimia,sem fantasia
nem pedra filosofal.
Como obter?
Humilhando-se,
Reconhecendo a grandeza de Deus
O eterno, o perene, o Senhor.
Ele é real, concreto,e pode ser sentido.
Processo de Formação das Palavras
Processo de Formação das Palavras
De que maneira um idioma pode crescer, aumentar o número de palavras que o compõe? Cada língua tem seus mecanismos próprios de formação de novas palavras. No caso específico do português, existem alguns processos, sendo que os dois mais importantes são a derivação e a composição.
Para que você possa diferenciar bem esses processos e, com isso, evitar erros na resolução de exercícios, vamos inicialmente fazer a distinção entre três tipos de palavras:
Palavra primitiva: é toda palavra que não nasce de outra, dentro da língua portuguesa.
EX.: rua, sol, pedra, cidade etc.
A palavra primitiva pode servir de ponto de partida para a formação de outras palavras.
Palavra derivada: é toda palavra que ser forma a partir de uma outra palavra pré-existente.
EX.: novidade (novo); ensolarada (sol).
Palavra composta: é toda palavra que se forma a partir da reunião de duas ou mais palavras (ou radicais).
EX.: pontapé (ponta+pé); azul-claro (azul+claro)
Os dois processo principais
Derivação:
É o processo pelo qual uma palavra nova (derivada) forma-se a partir de uma única outra palavra já existente (chamada primitiva). Em gera, a derivação se dá pelo acréscimo de prefixo ou sufixo à palavra primitiva.
A derivação pode ocorrer das seguintes maneiras:
Derivação prefixal: quando acrescentamos um prefixo à palavra primitiva.
EX.: RE (prefixo) + fazer (palavra primitiva) = refazer (deriv. prefixal)
Derivação sufixal: quando acrescentamos um sufixo à palavra primitiva.
EX.: ponta (palavra primitiva) + EIRO (sufixo) = ponteiro (deriv. sufixal)
Derivação parassintética (ou parassíntese): ocorre quando a um determinado radical acrescentam-se, ao mesmo tempo, um prefixo e um sufixo.
EX.: RE (prefixo) + pátria (palavra primitiva) + AR (sufixo) = repatriar (parassíntese)
OBS: A palavra só é formada por parassíntese se, ao tirarmos o prefixo ou sufixo, ela deixar de ter sentido. Não existe, por exemplo, patriar. Se, tirando o prefixo ou sufixo, a palavra continuar com sentido, dizemos que ela foi formada por derivação prefixal e sufixal. Ex.: infelizmente
Derivação regressiva: nesse caso, ao contrário dos anteriores, a palavra não aumenta sua forma, e sim diminui, reduz-se.
Esse processo dá, principalmente, origem a substantivos a partir de verbos e ocorre com a substituição da terminação do verbo pelas desinências A, E, O.
Convém notar que todo substantivo formado por derivação regressiva termina em A, E ou O e indica uma ação.
Para exemplificar esse processo, vamos considerar as duas palavra grifadas na frase:
O resgate dos passageiros foi feito através da âncora.
resgate: termina em e e indica a ação de resgatar, portanto é formada por derivação regressiva
âncora: termina em a, mas não indica ação, portanto não é formada por derivação regressiva. Trata-se de uma palavra primitiva.
Derivação imprópria: é a passagem de uma palavra que pertencente a determinada classe gramatical (substantivo, adjetivo, advérbio etc.) para outra classe.
EX.:
fumar (é verbo) --> o fumar (é substantivo)
claro (é adjetivo) --> ela fala claro (é advérbio)
Note que a palavra muda de classe gramatical sem sofrer modificação em sua forma.
Composição
Uma palavra é formada por composição quando, para constituí-la, juntam-se duas ou mais palavras (ou radicais).
A composição pode ser de dois tipos:
Composição justaposição: quando as duas (ou mais) palavras que se juntam não perdem nenhum fonema, mantendo, por isso, a pronúncia que apresentam antes da composição.
EX.: passatempo (passa + tempo); couve-flor (couve + flor); girassol (gira + sol); pé-de-moleque (pé + de + moleque)
Composição por aglutinação: quando pelo menos uma das palavra que se unem perde um ou mais fonemas, sofrendo, assim, uma mudança em sua pronúncia.
EX.: petróleo (petra + óleo); fidalgo (filho + de + algo).
Os processos secundários
Além dos dois processos principais já estudados (derivação e composição), temos ainda dois outros processos que, embora menos importantes, também contribuem para a formação de novas palavras em português. São eles:
Hibridismo: uma palavra é formada por hibridismo quando na constituição dela entram palavras pertencentes a idiomas diferentes.
EX.: sócio (latim) + logia (grego) = sociologia
Onomatopéia: quando a palavra nasce de uma tentativa de reproduzir os sons da natureza.
EX.: tique-taque, reco-reco, zunzum.
De que maneira um idioma pode crescer, aumentar o número de palavras que o compõe? Cada língua tem seus mecanismos próprios de formação de novas palavras. No caso específico do português, existem alguns processos, sendo que os dois mais importantes são a derivação e a composição.
Para que você possa diferenciar bem esses processos e, com isso, evitar erros na resolução de exercícios, vamos inicialmente fazer a distinção entre três tipos de palavras:
Palavra primitiva: é toda palavra que não nasce de outra, dentro da língua portuguesa.
EX.: rua, sol, pedra, cidade etc.
A palavra primitiva pode servir de ponto de partida para a formação de outras palavras.
Palavra derivada: é toda palavra que ser forma a partir de uma outra palavra pré-existente.
EX.: novidade (novo); ensolarada (sol).
Palavra composta: é toda palavra que se forma a partir da reunião de duas ou mais palavras (ou radicais).
EX.: pontapé (ponta+pé); azul-claro (azul+claro)
Os dois processo principais
Derivação:
É o processo pelo qual uma palavra nova (derivada) forma-se a partir de uma única outra palavra já existente (chamada primitiva). Em gera, a derivação se dá pelo acréscimo de prefixo ou sufixo à palavra primitiva.
A derivação pode ocorrer das seguintes maneiras:
Derivação prefixal: quando acrescentamos um prefixo à palavra primitiva.
EX.: RE (prefixo) + fazer (palavra primitiva) = refazer (deriv. prefixal)
Derivação sufixal: quando acrescentamos um sufixo à palavra primitiva.
EX.: ponta (palavra primitiva) + EIRO (sufixo) = ponteiro (deriv. sufixal)
Derivação parassintética (ou parassíntese): ocorre quando a um determinado radical acrescentam-se, ao mesmo tempo, um prefixo e um sufixo.
EX.: RE (prefixo) + pátria (palavra primitiva) + AR (sufixo) = repatriar (parassíntese)
OBS: A palavra só é formada por parassíntese se, ao tirarmos o prefixo ou sufixo, ela deixar de ter sentido. Não existe, por exemplo, patriar. Se, tirando o prefixo ou sufixo, a palavra continuar com sentido, dizemos que ela foi formada por derivação prefixal e sufixal. Ex.: infelizmente
Derivação regressiva: nesse caso, ao contrário dos anteriores, a palavra não aumenta sua forma, e sim diminui, reduz-se.
Esse processo dá, principalmente, origem a substantivos a partir de verbos e ocorre com a substituição da terminação do verbo pelas desinências A, E, O.
Convém notar que todo substantivo formado por derivação regressiva termina em A, E ou O e indica uma ação.
Para exemplificar esse processo, vamos considerar as duas palavra grifadas na frase:
O resgate dos passageiros foi feito através da âncora.
resgate: termina em e e indica a ação de resgatar, portanto é formada por derivação regressiva
âncora: termina em a, mas não indica ação, portanto não é formada por derivação regressiva. Trata-se de uma palavra primitiva.
Derivação imprópria: é a passagem de uma palavra que pertencente a determinada classe gramatical (substantivo, adjetivo, advérbio etc.) para outra classe.
EX.:
fumar (é verbo) --> o fumar (é substantivo)
claro (é adjetivo) --> ela fala claro (é advérbio)
Note que a palavra muda de classe gramatical sem sofrer modificação em sua forma.
Composição
Uma palavra é formada por composição quando, para constituí-la, juntam-se duas ou mais palavras (ou radicais).
A composição pode ser de dois tipos:
Composição justaposição: quando as duas (ou mais) palavras que se juntam não perdem nenhum fonema, mantendo, por isso, a pronúncia que apresentam antes da composição.
EX.: passatempo (passa + tempo); couve-flor (couve + flor); girassol (gira + sol); pé-de-moleque (pé + de + moleque)
Composição por aglutinação: quando pelo menos uma das palavra que se unem perde um ou mais fonemas, sofrendo, assim, uma mudança em sua pronúncia.
EX.: petróleo (petra + óleo); fidalgo (filho + de + algo).
Os processos secundários
Além dos dois processos principais já estudados (derivação e composição), temos ainda dois outros processos que, embora menos importantes, também contribuem para a formação de novas palavras em português. São eles:
Hibridismo: uma palavra é formada por hibridismo quando na constituição dela entram palavras pertencentes a idiomas diferentes.
EX.: sócio (latim) + logia (grego) = sociologia
Onomatopéia: quando a palavra nasce de uma tentativa de reproduzir os sons da natureza.
EX.: tique-taque, reco-reco, zunzum.
domingo, 1 de maio de 2011
Hermenêutica
I.1 INTRODUÇÃO
O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus.
É o estudo cuidadoso e sistemático da Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.
A Escritura é explicada pela Escritura e pelo Santo Espírito. A Bíblia interpreta a própria Bíblia..
I.2 A NECESSIDADE DO ESTUDO
Atos 8:26 Mas um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai em direção do sul pelo caminho que desce de Jerusalém a Gaza, o qual está deserto. 27 E levantou-se e foi; e eis que um etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adorar, 28 regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías. 29 Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro. 30 E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes, porventura, o que estás lendo? 31 Ele respondeu: Pois como poderei entender, se alguém não me ensinar? e rogou a Filipe que subisse e com ele se sentasse. 32 Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca. 33 Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? porque a sua vida é tirada da terra. 34 Respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro? 35 Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus.
1-.O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15 e 16).
2-.A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15).
3- .As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.
A Necessidade da hermenêutica 1. O conflito hermenêutico : O mundo de lá e o mundo de cá, isto gera um desafio que o estudante da bíblia deve entender como tal, desde que esteja disposto a desgastar-se na descoberta da mensagem de Deus no texto
2. As diversas dificuldades que o texto bíblico apresenta: língua, tempo, história, sociedade, estilos de vidas, estilos culturais, gêneros literários, etc,
3. Diversidade na literatura bíblica: poesias, estórias, parábolas, apocalíptica, epístolas,etc.
4. A própria história da Igreja. 2.000 anos de interpretação bíblica
5. A perspicuidade e complexidade das Escrituras - João 3:16 vs. 1aPe:3:18-22
6. É uma motivação e prática bíblica: Ne:8:8, At:8:26-31a; 2a.Pe:3:15. as parábolas de Jesus
O valor da Hermenêutica
1. Nos aproxima do texto e do seu sentido e significados corretos
2. Fortalece a nossa convicção na pessoa de Deus- Deus revelou a eternidade
3. Enaltece a Soberania de Deus que preservou a escrita até hoje
4. Nos coloca na linha da história da igreja
5. Traz equilíbrio entre o conteúdo (revelação) e comportamento (ética, exigência)
6. Confirmação da credibilidade da revelação.
7. Auxilia-nos para determinar o permanente e o temporário
8. Base “cientifica” a vida devocional.
9. Válida a encarnação do Filho de Deus. O texto inserido na história e cultura de um povo. “teologia da terra”
10. Evita o desvio (sensus plenior)
11. Descobre-se a unidade da revelação
I.3 CARACTERÍSTICAS DO INTÉRPRETEObjetividade: Não há duvidas que o estudante está influenciado por diversos fatores: a sua filosofia, questionamentos históricos, psicológicos, e religiosos que inevitavelmente conduz a sua interpretação. A objetividade esta no reconhecimento destas forças.
Espírito científico: Existem dois modos dispares: pietista e racionalista “O exegeta deve estar mentalizado e capacitado para aplicar a um estudo da Bíblia os mesmos critérios que regem a interpretação de qualquer composição literária O fato de que tanto a Bíblia como na sua interpretação existam elementos especiais não exime o interprete de colocar a devida atenção a crítica textual, ao análise lingüístico, a consideração do fundo histórico e tudo quanto possa contribuir para esclarecer p significado do texto (arqueologia, filosofia, obras literárias contemporâneas, etc.”
É preciso capacidade espiritual: Estar aberto a ação da Palavra. Atitude de compromisso. Espírito de mediador: servir de ponte entre o autor do texto e o leitor.
I.4 ASPECTOS GERAIS DA HERMENÊUTICA BÍBLICA1 - É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda. Consulte o texto imediato e remoto.
2 – Vocabulário do escritor - Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário. É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.
Comente: Estamos debaixo da lei. (I João 1:4)
3 – O intuito do escritor - É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica. Exemplos:
• Apóstolo João no fim do seu evangelho (20:30-31)
• Lucas no começo de seu evangelho (1:1-4)
• Dedução ( Rom. 1:1-7; Gal 1:6-7; I Tim 1:3-4 )
• Chaves ( Num 1:1 - No deserto )
4 – Paralelismo e correlação - É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13).
• Verbais passagens que ocorrem as mesmas palavras.
• Reais – se trata do mesmo assunto ou se expõe a mesma doutrina. (evangelhos)
I.5 BREVE HISTÓRICO
O método crítico histórico de investigação bíblica, que surgiu no século XIX, salienta a necessidade de compreendermos o que os próprios autores bíblicos entendiam com aquilo que diziam, considerando-se a posição deles dentro da história. Esse método de investigação salienta que eles viveram em uma época em que a ciência era deficiente e muito limitada; que eles viviam herdaNdo idéias primitivas sobre a natureza; seus pontos de vista sobre Deus eram bastante antropomórficos; que eles tinham pouca noção sobre crítica textual, e que, virtualmente, desconheciam totalmente a arqueologia. Assim, cresceu a ênfase acerca do descobrimento do que esses autores sagrados tinham querido ensinar, e uma preocupação menor com o conteúdo das VERDADES que eles ensinavam. Aos teólogos dogmáticos foi entregue a tarefa de investigar esse conteúdo.
A NOVA HERMENÊUTICA
A renovação do interesse pela hermenêutica bíblica tem sido estimulada por teólogos existencialistas, como Rudolf Bultmann e seus seguidores. Nomes associados a isso são Gerhard Ebelin, Ernest Fuchs e Martin Heidegger. Esses homens seguiam as idéias de Bultmann, embora as tivesse levado a extremos que ele não teria aprovado.
Heidegger enfatizava a importância da linguagem como algo anterior à humanidade, como um poder que teria moldado a compreensão dos homens. A própria existência humana seria definida linguisticamente; e, através da linguagem, chegaríamos a entender o ser humano. A existência humana torna-se autêntica quando tem permissão de desempenhar o seu papel; e então chegamos a uma compreensão apropriada da mensagem que ela tenta comunicar. Isso posto, a linguagem seria Hermes, o mensageiro dos deuses. Por meio da ciência da hermenêutica, procuramos recapturar os eventos proferidos pelos profetas, extraindo dali o sentido que convém. Isso envolve mais do que entender o que um profeta qualquer tem a dizer, no contexto de sua própria época. Antes, devemos procurar penetrar no seu sentido, naquilo que significa hoje em dia, pois a verdade reveste-se de uma universalidade que é comunicada por meio da linguagem.
Jesus proferiu palavras imortais, aplicáveis em qualquer época. Não precisamos nos preocupar com toda a forma de questão cultural e histórica, a fim de entender a mensagem universal da alma, mas precisamos entrar na linguagem do coração, para que tenhamos uma perfeita compreensão das coisas. E também há uma linguagem da fé, que devemos esforçar-nos por entender. Verdadeiramente, parece que esses filósofos-teólogos acreditam que a linguagem reveste-se de alma qualidade mística, dotada de tesouros ocultos. A demitização pode ser uma tarefa infrutífera. A verdadeira hermenêutica tem a tarefa de compreender de que modo o Evangelho de Cristo aplica-se ao homem moderno. Há nisso uma fé de que o evangelho, verdadeiramente, dirige aos homens uma mensagem universal, mensagem essa que pode ser determinada.
A nova hermenêutica não ignora a erudição histórica e crítica os eruditos do século XIX. Porém, apronta para uma tarefa idêntica à do pregador. Há uma mensagem a ser comunicada que é mais importante do que o manuseio crítico de um texto qualquer. A erudição, quando muito, leva-nos somente ao limiar da interpretação. A partir desse ponto, o Espírito, que fala através da linguagem, deve receber a permissão de levar-nos a profundezas maiores. A mensagem pode ficar aprisionada em um texto; e precisa ser liberada. A tarefa da hermenêutica e da pregação, portanto, é a libertação. Uma vez liberada, a mensagem pode nos transformar. Dentro dessa interpretação, encontramos o casamento entre a interpretação e o dogma; e o dogma torna-se uma verdade viva que nos transforma, não se limitando a ser apenas uma criança credal. A erudição histórico-crítica, pois, torna-se uma serva da hermenêutica, e não a própria substância da mesma.
CAPÍTULO II
AUXÍLIOS EXTERNOSA época e a cultura do autor e dos seus leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da produção do livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro.
II.1 INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA E GEOGRÁFICA:
O interprete deve descobrir as circunstâncias para um determinado escrito vir à existência. É necessário conhecer as maneiras, costumes, e psicologia do povo no meio do qual o escrito é produzido. A psicologia de uma pessoa inclui suas idéias de cronologia, seus métodos de registrar a história, seus usos de figura de linguagem e os tipos de literatura que usa para expressar seus pensamentos.
Condições Geográficas e Meteorológicas. Os povos antigos viviam limitados por sua geografia local, pelo clima em que viviam e pela fertilidade das terras que ocupavam. O temor da fome, entre outras coisas, produziu a adoração às forças da natureza, o sacrifício de crianças a certos deuses, cujos favores buscavam, além de outras coisas desse jaez. Para os cananeus, Baal era o deus da chuva, que cuidaria das terras e as tornaria férteis. Os poderes do relâmpago e do trovão, além de outras forças naturais, não eram entendidos. Esses poderes eram atribuídos a seres divinos, bons ou maus. Isso originou todo o desenvolvimento de uma teologia primitiva, completa com deuses de todas as espécies, que controlariam todas as facetas das atividades humanas.
Precisamos saber algo sobre os próprios hebreus, além de entender porque acreditavam em certas coisas e faziam certas coisas. Ao estudarmos a história de um povo qualquer, temos de compreender o meio ambiente em que eles viviam, bem como toda a sua formação
Visto que a Bíblia é um documento histórico e a igreja é um movimento histórico, a exegese histórica é importante tanto para compreender a mensagem bíblica como para determinar seu significado na atualidade. Questões de data, autoria, antecedentes e circunstâncias são essenciais à tarefa de preparar sermões bíblicos. Quanto mais conhecermos as condições político-religiosas e socio-econômicas sob as quais foi escrito certo documento, tanto melhor poderemos compreender a mensagem do autor e aplicá-la de acordo com isso."
II.2. O CONTEXTO LITERÁRIO:
As palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Devemos procurar descobrir a linha de pensamento do autor. O que o autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui?
Reconhecer o que o autor tenciona dizer:
Quando Jesus disse “Eu sou a porta” entendemos essa expressão como comparação. Quando Ele disse: Vê e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”, sua intenção era que a palavra fermento simbolizasse a doutrina de grupos. Quando disse ao paralítico: “levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa”. Ele esperava que o paralítico obedecesse.
II.3. INTERPRETAR LEXICAMENTE E SINTATICAMENTE (DICIONÁRIOS). É conhecer a etimologia das palavras, o desenvolvimento histórico de seu significado e o seu uso no documento sob consideração. Esta informação pode ser conseguida com a ajuda de bons dicionários. o uso dos dicionários, deve notar-se cuidadosamente o significar-se da palavra sob consideração nos diferentes períodos da língua grega e nos diferentes autores do período.
Visto que a Bíblia foi escrita em hebraico e grego (e algumas partes em aramaico) o ministro que não conhece essas línguas se encontra numa posição desvantajosa. Não basta achar num dicionário o termo equivalente em português a uma palavra hebraica ou grega. O ministro que deve possuir adequadas habilidades lingüísticas para fazer uso de tais auxílios lexicais como comentários, concordâncias e dicionários teológicos, contanto que compreenda o seu objetivo e saiba como incorporar as informações no sermão."
Com o conhecimento de alguns significados o sermão de um pregador será extremamente enriquecido. Exemplo: Abraão – pai de muitos povos; Dalila – mulher dócil
O interprete deve conhecer os princípios gramaticais da língua na qual o documento está escrito, para primeiro, ser interpretado como foi escrito. A função das gramáticas não é determinar as leis da língua, mas expô-las. O que significa, que primeiro a linguagem se desenvolveu como um meio de expressar os pensamentos da humanidade e depois os gramáticos escreveram para expor as leis e princípios da língua com sua função de exprimir idéias. Para quem deseja aprofundar-se é preciso estudar a sintaxe da gramática grega, dando principal relevo aos casos gregos e ao sistema verbal a fim de poder entender a estruturação da língua grega. Isto vale para o hebraico do Antigo Testamento.
O estudioso também deveria consultar não apenas uma, mas muitas traduções, para então julgar os seus méritos comparativos, quanto a casos específicos. Deveria ter cuidado para evitar envolvimento na manipulação sofista de vocábulos ou expressões hebraicas e gregas. Quase qualquer coisa pode ser ensinada, e através da manipulação indevida dos textos. As próprias traduções oficiais, algumas vezes, envolvem-se nesse tipo de atividade. Consideremos os muitos sermões que têm sido pregados com base nas supostas diferenças entre AGAPÃO e PHILÉO (palavras essas que são meros sinônimos), na tentativa de explicar o trecho de João 21:15ss.
Sugestões de Leitura.
A bíblia explicada – CPAD; A bíblia vida nova – Russel P. Shedd; A pequena enciclopédia da bíblia – O S. Boyer; Esboço de teologia sistemática – Langston – Juerp; Geografia bíblica - Osvaldo Ronis – Juerp; Introdução ao estudo do novo testamento grego – W. C. Taylor; Manual de hermenêutica sagrada A Almeida Casa Editora Presbiteriana; comentário bíblico de Moody – Imprensa Batista Regular; Hermenêutica avançada Princípios e processos de interpretação bíblica Ed vida.
CAPÍTULO III
LINGUAGEM LITERAL E FIGURADA
Certos textos devem ser entendidos literalmente. Há também na Bíblia passagens em linguagem figurada. Devemos ler a bíblia deixando-a significar o que quer dizer. Sua linguagem figurada é geralmente indicada pelo contexto; sues símbolos e tipos são explicados por outras passagens, quando não o são no prórpio texto ou no contexto imediato. Fora disso, sua linguagem deve ser entendida literalmente, a não ser que o sentido requeira interpretação figurada.
“A pregação bíblica começa com a exegese do texto, e a exegese segue os princípios gramaticais. Ela procura entender o significado verbal do texto analisando a função e o sentido das palavras empregadas...”.
Dividem-se assim os diversos gêneros literários encontrados na Bíblia:
a) Narrativo:
b) Legislativo
c) Sapiencial
d) Profético
e) Cânticos
Um dos aspectos do lado humano da Bíblia, Deus escolheu fazer quase todo tipo de comunicações disponíveis: Exemplos:
* Genealogias
* Crônicas
* Leis de todo tipo
* Poesia
* Drama
* Parábola
* Etc.
III.1 LITERALA definição para este modo de interpretação é a seguinte: Conforme a letra do texto, sujeito ao rigor das palavras; esta forma de interpretação das escrituras sagradas são mais aceitas no meio cristão, por vários motivos:
• Este sistema de interpretação é a maneira aceita em todas as línguas, povos e nações;
• Esta forma de interpretação respeita as parábolas, sonhos e simbologia;
• No sentido literal de interpretação é possível fazer comparações com outros textos das santas escrituras;
• Esta forma de interpretação considera todo o contexto e não só uma parte do texto isolado das demais;
• O Senhor Jesus, os profetas e apóstolos, utilizaram esta forma de interpretação das escrituras divinas.
Jonas passou trez dias dentro do peixe Jonas 1:17 S. Mat. 12:40
Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho Zacarias 9:9 S. Mat. 21:2 a 9
A pedra de Sião, quem nela crer não será confundido Isaías 28: 16 S. Mat. 21:42, Efésios 2:20
A seca dos tempos de Elias I Reis 17:1 Tiago 5:17-18
O dilúvio sobre a terra nos tempos de Noé Gênesis 7:1-23 II Pedro 2:5, Hebreus 11:7
A passagem de Israel pelo mar vermelho Êxodo 14:21-27 Deus 1:4, Salmo 136:13-15
Israel no cativeiro Babilônico de 70 anos Jeremias 25:11 e 12 Daniel 9:2
III.2 PRINCIPAIS FIGURAS DE LINGUAGEM1 - Metáfora – é uma comparação não expressa. É a figura em que se afirma que alguma coisa é o que ela representa ou simboliza, ou como que se compara. O sujeito está entrelaçado com a coisa comparada. Ao contrário da símile que é uma comparação expressa onde o sujeito está de fora.
Ex.: Metáfora -“Eu sou o pão da vida”. “Vós sois a luz do mundo”
Símile – “O reino dos céus é semelhante...”)
1 – Metonímia. É o emprego do nome de uma coisa pelo de outra com que tem certa relação.
Ex.: Jó 32:7 “Falem os dias e a multidão dos anos ensine...”. A idade por aqueles que a têm.
Gn 25:23 “Duas nações há no teu ventre”. Os progenitores pelas descendências.
2 – Sinédoque – É a substituição de uma idéia por outra que lhe é associada.
Ex.: Gn 6:12 “E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida” – terra=homem do geral pelo particular.
3 – Hipérbole - É a afirmação em que as palavras vão além da realidade literal das coisas.
Ex.: Dt 1:28 “As cidades são grandes e fortificadas até os céus”.
4 – Ironia - É a expressão de um pensamento em palavras que, literalmente entendidas , exprimiriam o pensamento oposto.
Ex.: Juízes 10:14 “Clamai aos deuses que escolhestes, eles que vos livrem no tempo de vosso aperto.
5 – Prosopopéia – É personificação de coisas ou de seres irracionais.
Ex.: Sl 35:10 “Todos os meus ossos dirão: Senhor quem é como tu”. Ossos/fala
6 – Antropomorfismo – É a linguagem que atribui a Deus ações e faculdades humanas, e até osso e membros do corpo humano.
Ex.: Gn 8:12 “O Senhor cheirou o suave cheiro, e disse ...”. Cheirar/sentido
7 – Parábola – É uma narrativa de acontecimento real ou imaginário em que tanto as pessoas como as coisas e as ações correspondem a verdades de ordem espiritual e moral.
Regras de interpretação das parábolas:
Primeira – Todos os termos devem ser interpretados.
Segunda – Devemos procurar o ponto central.
Terceira – Deve-se conhecer a interpretação dos símbolos bíblicos.
Quarta – Prestar atenção no início e no fechamento.
Quinta – Os passos mais obscuros interpretam-se pelos mais claros.
Sexta – Em certos casos um termo, pode aplicar-se com variadas modalidades.
8 – Provérbios – Demonstram a verdadeira religião em termos práticos e significativos. Os provérbios têm um único tipo de comparação ou princípio de verdade para comunicar. Não se pode ir além da intenção do autor.
Ex.: Pv 31:14 –
III.2 TEMPOS E ÉPOCAS.Para interpretar corretamente a bíblia é preciso distinguir os tempos. Não devemos confundir as injuções e os privilégios de uma era com os de outra. Podemos observar este detalhe em Hebreus 1:1
CAPÍTULO IV
ANÁLISE TEOLÓGICA
A pergunta fundamental feita na análise teológica é: Como essa passagem se enquadra no padrão total da revelação de Deus?. Antes de respondermos a esta pergunta, devemos Ter uma compreensão do padrão da história da revelação.
Há, neste momento uma necessidade de conhecimento dos conceitos de graça, lei, salvação e o ministério do Espírito Santo.
"O ministro também deve compreender e explicar um texto teológicamente. Não somente deve estar inteirado do que esse texto está dizendo em primeiro plano, mas também da teologia que elucida o texto."
Isto significa que o pregador deve conhecer as tradições, a filosofia, a maneira de pensar, a "Cosmovisão", as idéias acerca de Deus e da religião na época em que aquela mensagem foi escrita.
As divisões naturais incluem as grandes doutrinas a serem estudadas na análise teológica:
A Doutrina da Criação
A Doutrina de Deus
A Doutrina do Homem e do Pecado
A Doutrina da Salvação.
Exemplo: Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser humano com a Terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.
CAPÍTULO V
TIPOLOGIA
V.1 INTRODUÇÃODeus mandou Moisés subir no monte Sinai e, lá ordenou-lhe que construí-se em santuário. Convém lembrar que Moisés ficou 40 dias e 40 noites para receber a planta do Tabernáculo. O Tabernáculo estava dividido internamente por uma cortina que recebeu o nome de Véu.
É de grande valor e necessidade, também uma bênção, quando podemos penetrar e ultrapassar os limites de nossa mente e espírito, no grande palácio de Deus, e conhecermos um pouco mais de sua ciência e filosofia, bem como, conhecer melhor do sábio construtor, através da revelação e iluminação do Espírito, como escreveu São Paulo em Romanos 11 : 33 - 36, consequentemente, isto nos torna capacitados ante as descobertas dos mistérios do Reino de Deus.
V.2 O QUE É TIPOLOGIA ?
É o estudo das figuras e símbolos da Bíblia, com os quais Deus procura mostrar, por meio de coisas terrestres as coisas espirituais. Visto a incapacidade da mente humana de compreender as coisas divinas, nos mesmos termos encontramos no Antigo Testamento Deus falando das glórias celestiais através de coisas terrestres, ou sejam, TIPOS, ou o que revelam o ANTI-TIPO.
Não se pode conhecer o ANTI-TIPO, sem antes conhecer o TIPO.
EXEMPLOS
TIPO
Adão homem carnal
Enoque no carro de fogo
O Sacerdote Melquizedeque
Davi rei de Judá Cristo
Maná no deserto
Libertação do Egito
Marcha no deserto ANTI-TIPO
Cristo homem espiritual
O arrebatamento da Igreja
Cristo, o Sumo Sacerdote
Rei dos reis
Alimento espiritual
Libertação do mundo
Nossa peregrinação na terra
CAPÍTULO VI
EXEGESE
VI.1 INTRODUÇÃO:
Na atualidade a mídia, especialmente a TV e o rádio, tem sido usada como um instrumento para espalhar a palavra de Deus, mas ao mesmo tempo tem provocado na mente de muitos cristãos a "lerdeza do pensar". Hoje existe o "evangelho solúvel", "evangelho do shopping center", "dos iluminados", etc. Mas pouco se estuda a fonte do evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta página tem o objetivo de estimular e incentivar ao estudo das Sagradas Escrituras, isto é muito mais do que uma leitura diária e muitas vezes feita as pressas para cumprir um ritual.
Todo cristão - leigo -, leitor da Bíblia arroga para si o direito de interpretar o texto bíblico com propriedade, sem contudo ter o conhecimento das técnicas que se aplicam ao que executa tal tarefa, a de interpretador do texto sagrado.
Todo pregador do evangelho deve, por obrigação, dominar as técnicas básicas da exegese, sob pena de trair o real sentido do texto sagrado a ser explanado e de ser um disseminado de heresias, portanto se você ainda não domina a arte de interpretar e compreender os textos, deve então começar agora, pelo básico.
VI.2 DEFINIÇÃO DE EXEGESE
Guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa "tirar de dentro para fora", interpretar.
Dicionário Teológico: Exegese: do Grego:ek + egnomai, = ek + egéomai, penso, interpreto, arranco para fora do texto. É a prática da hermenêutica sagrada que busca a real interpretação dos textos que formam o Antigo e o Novo Testamento. Vale-se, pois, do conhecimento das línguas originais (hebraico, aramaico e grego), da confrontação dos diversos textos bíblicos e das técnicas aplicadas na lingüistica e na filosofia.
É a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto.
Do ponto de vista etimológico hermenêutica e exegese são sinônimos, mas hoje os especialistas costumam fazer a seguinte diferença: Hermenêutica é a ciência das normas que permitem descobrir e explicar o verdadeiro sentido do texto, enquanto a exegese é a arte de aplicar essas normas.
VI.3 REGRAS BÁSICAS1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.
2° - A Bíblia é sua própria intérprete. diz o princípio hermenêutico. Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante. O sentido mais claro e mais fácil de uma passagem explica outra com sentido mais difícil e mais obscuro. Este princípio é uma ilação do anterior.
3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.
4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.
5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.
6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas.
Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.
7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.
8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos").
9° - Fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:
a) - Quem escreveu?
b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu?
c) - Por que escreveu?
d) - A quem se dirigia o escritor?
e) - O que o autor queria dizer?
10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente. Interpretar de acordo com a analogia da Escritura.
VI.3 O PROCEDIMENTO EXEGÉTICO 1.O procedimento errado.
Ler o que muitos comentários dizem com sendo o significado da passagem e então aceitar a interpretação que mais agrade. Este procedimento é errado pelas seguintes razões: a) encoraja o intérprete a procurar interpretação que favorece a sua preconcepção e b) forma o hábito de simplesmente tentar lembrar-se das interpretações oferecidas. Isto para o iniciante, freqüentemente resulta em confusão e ressentimento mental a respeito de toda a tarefa da exegese.
Isto não é exegese, é outra forma de decoreba e é muito desinteressante. O péssimo resultado e mais sério do "procedimento errado" na exegese é que próprio interprete não pensa por si mesmo.
2. Procedimento correto
2.1. o interprete deve perguntar primeiro o que o autor diz e depois o que significa a declaração.
2.2 consultar os dicionários para encontrar o significado das palavras desconhecidas ou que não são familiares. É preciso tomar muito cuidado para não escolher o significado que convêm ao interprete apenas.
2.3.depois de usar bons dicionários, uma ou mais gramáticas devem ser consultadas para entender a construção gramatical. No verbo, a voz, o modo e o tempo devem ser observado por causa da contribuição à idéia total. O mesmo cuidado deve ser tomado com as outras classes gramaticais.
2.4. Tendo as análises léxicas, morfológica e sintática sido feitas, é preciso partir para análises de contexto e história a fim de que se tenha uma boa compreensão do texto e de seu significado primeiro e.
2.5. Com os passos anteriores bem dados, o interprete tem condições de extrair a teologia do texto, bem como sua aplicação às necessidade pessoais dele, em primeiro lugar, e às dos ouvintes. Que o texto tem com a minha vida?Com os grandes desafios atuais?
VI.4 O USO DE INSTRUMENTOS 1. Comentários: eles não são um fim em si mesmo. O interprete deve manter em mente o clima teológico em que foram produzidos, porque isso afeta de maneira direta a interpretação das Escrituras. Um comentarista pode ser capaz, em certa media, de evitar " bias" [tendências] e permitir que o documento fale por si mesmo, mas sua ênfase nos vários pensamentos na passagem será afetada pela corrente de pensamento de seus dias. Os comentários principalmente os devocionais, tem a marca da desatualização.
Prefira os comentários críticos e exegéticos.
2. Uso de dicionário e gramáticas: e importante manter em mente a data da publicação. Todas as traduções de uma palavra devem ser avaliadas e não apenas tirar só o significado que interessa a nossa interpretação. Explore o recurso dos próprios sinônimos. Por exemplo a palavra pobre é tradução de duas palavras gregas. [penef e ptohoi- transliterado por jotaeme] A primeira significa carente do supérfluo, que vive modestamente, com o necessário e a segunda, significa mendigo, desprovido de qualquer sustento. Na interpretação de Mateus 5:3 isto faz muita diferença!.
BIBLIOGRAFIA1. Exegese Bíblica - Professor Pedro Apolinário do Instituto Adventista de Ensino, 1977;
2. Revista da Bíblia, n° 6 Abr-Jun/97 - W.B Chamberlain;
3. Professora Ruth, Instituto Teológico Quadrangular de Curitiba;
4. Dicionário Teológico, Claudionor Corrêa de Andrade, 1996, São Paulo;
5. Internet;
O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus.
É o estudo cuidadoso e sistemático da Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.
A Escritura é explicada pela Escritura e pelo Santo Espírito. A Bíblia interpreta a própria Bíblia..
I.2 A NECESSIDADE DO ESTUDO
Atos 8:26 Mas um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai em direção do sul pelo caminho que desce de Jerusalém a Gaza, o qual está deserto. 27 E levantou-se e foi; e eis que um etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adorar, 28 regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías. 29 Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro. 30 E correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes, porventura, o que estás lendo? 31 Ele respondeu: Pois como poderei entender, se alguém não me ensinar? e rogou a Filipe que subisse e com ele se sentasse. 32 Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca. 33 Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; quem contará a sua geração? porque a sua vida é tirada da terra. 34 Respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? de si mesmo, ou de algum outro? 35 Então Filipe tomou a palavra e, começando por esta escritura, anunciou-lhe a Jesus.
1-.O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15 e 16).
2-.A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15).
3- .As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.
A Necessidade da hermenêutica 1. O conflito hermenêutico : O mundo de lá e o mundo de cá, isto gera um desafio que o estudante da bíblia deve entender como tal, desde que esteja disposto a desgastar-se na descoberta da mensagem de Deus no texto
2. As diversas dificuldades que o texto bíblico apresenta: língua, tempo, história, sociedade, estilos de vidas, estilos culturais, gêneros literários, etc,
3. Diversidade na literatura bíblica: poesias, estórias, parábolas, apocalíptica, epístolas,etc.
4. A própria história da Igreja. 2.000 anos de interpretação bíblica
5. A perspicuidade e complexidade das Escrituras - João 3:16 vs. 1aPe:3:18-22
6. É uma motivação e prática bíblica: Ne:8:8, At:8:26-31a; 2a.Pe:3:15. as parábolas de Jesus
O valor da Hermenêutica
1. Nos aproxima do texto e do seu sentido e significados corretos
2. Fortalece a nossa convicção na pessoa de Deus- Deus revelou a eternidade
3. Enaltece a Soberania de Deus que preservou a escrita até hoje
4. Nos coloca na linha da história da igreja
5. Traz equilíbrio entre o conteúdo (revelação) e comportamento (ética, exigência)
6. Confirmação da credibilidade da revelação.
7. Auxilia-nos para determinar o permanente e o temporário
8. Base “cientifica” a vida devocional.
9. Válida a encarnação do Filho de Deus. O texto inserido na história e cultura de um povo. “teologia da terra”
10. Evita o desvio (sensus plenior)
11. Descobre-se a unidade da revelação
I.3 CARACTERÍSTICAS DO INTÉRPRETEObjetividade: Não há duvidas que o estudante está influenciado por diversos fatores: a sua filosofia, questionamentos históricos, psicológicos, e religiosos que inevitavelmente conduz a sua interpretação. A objetividade esta no reconhecimento destas forças.
Espírito científico: Existem dois modos dispares: pietista e racionalista “O exegeta deve estar mentalizado e capacitado para aplicar a um estudo da Bíblia os mesmos critérios que regem a interpretação de qualquer composição literária O fato de que tanto a Bíblia como na sua interpretação existam elementos especiais não exime o interprete de colocar a devida atenção a crítica textual, ao análise lingüístico, a consideração do fundo histórico e tudo quanto possa contribuir para esclarecer p significado do texto (arqueologia, filosofia, obras literárias contemporâneas, etc.”
É preciso capacidade espiritual: Estar aberto a ação da Palavra. Atitude de compromisso. Espírito de mediador: servir de ponte entre o autor do texto e o leitor.
I.4 ASPECTOS GERAIS DA HERMENÊUTICA BÍBLICA1 - É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda. Consulte o texto imediato e remoto.
2 – Vocabulário do escritor - Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário. É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.
Comente: Estamos debaixo da lei. (I João 1:4)
3 – O intuito do escritor - É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica. Exemplos:
• Apóstolo João no fim do seu evangelho (20:30-31)
• Lucas no começo de seu evangelho (1:1-4)
• Dedução ( Rom. 1:1-7; Gal 1:6-7; I Tim 1:3-4 )
• Chaves ( Num 1:1 - No deserto )
4 – Paralelismo e correlação - É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13).
• Verbais passagens que ocorrem as mesmas palavras.
• Reais – se trata do mesmo assunto ou se expõe a mesma doutrina. (evangelhos)
I.5 BREVE HISTÓRICO
O método crítico histórico de investigação bíblica, que surgiu no século XIX, salienta a necessidade de compreendermos o que os próprios autores bíblicos entendiam com aquilo que diziam, considerando-se a posição deles dentro da história. Esse método de investigação salienta que eles viveram em uma época em que a ciência era deficiente e muito limitada; que eles viviam herdaNdo idéias primitivas sobre a natureza; seus pontos de vista sobre Deus eram bastante antropomórficos; que eles tinham pouca noção sobre crítica textual, e que, virtualmente, desconheciam totalmente a arqueologia. Assim, cresceu a ênfase acerca do descobrimento do que esses autores sagrados tinham querido ensinar, e uma preocupação menor com o conteúdo das VERDADES que eles ensinavam. Aos teólogos dogmáticos foi entregue a tarefa de investigar esse conteúdo.
A NOVA HERMENÊUTICA
A renovação do interesse pela hermenêutica bíblica tem sido estimulada por teólogos existencialistas, como Rudolf Bultmann e seus seguidores. Nomes associados a isso são Gerhard Ebelin, Ernest Fuchs e Martin Heidegger. Esses homens seguiam as idéias de Bultmann, embora as tivesse levado a extremos que ele não teria aprovado.
Heidegger enfatizava a importância da linguagem como algo anterior à humanidade, como um poder que teria moldado a compreensão dos homens. A própria existência humana seria definida linguisticamente; e, através da linguagem, chegaríamos a entender o ser humano. A existência humana torna-se autêntica quando tem permissão de desempenhar o seu papel; e então chegamos a uma compreensão apropriada da mensagem que ela tenta comunicar. Isso posto, a linguagem seria Hermes, o mensageiro dos deuses. Por meio da ciência da hermenêutica, procuramos recapturar os eventos proferidos pelos profetas, extraindo dali o sentido que convém. Isso envolve mais do que entender o que um profeta qualquer tem a dizer, no contexto de sua própria época. Antes, devemos procurar penetrar no seu sentido, naquilo que significa hoje em dia, pois a verdade reveste-se de uma universalidade que é comunicada por meio da linguagem.
Jesus proferiu palavras imortais, aplicáveis em qualquer época. Não precisamos nos preocupar com toda a forma de questão cultural e histórica, a fim de entender a mensagem universal da alma, mas precisamos entrar na linguagem do coração, para que tenhamos uma perfeita compreensão das coisas. E também há uma linguagem da fé, que devemos esforçar-nos por entender. Verdadeiramente, parece que esses filósofos-teólogos acreditam que a linguagem reveste-se de alma qualidade mística, dotada de tesouros ocultos. A demitização pode ser uma tarefa infrutífera. A verdadeira hermenêutica tem a tarefa de compreender de que modo o Evangelho de Cristo aplica-se ao homem moderno. Há nisso uma fé de que o evangelho, verdadeiramente, dirige aos homens uma mensagem universal, mensagem essa que pode ser determinada.
A nova hermenêutica não ignora a erudição histórica e crítica os eruditos do século XIX. Porém, apronta para uma tarefa idêntica à do pregador. Há uma mensagem a ser comunicada que é mais importante do que o manuseio crítico de um texto qualquer. A erudição, quando muito, leva-nos somente ao limiar da interpretação. A partir desse ponto, o Espírito, que fala através da linguagem, deve receber a permissão de levar-nos a profundezas maiores. A mensagem pode ficar aprisionada em um texto; e precisa ser liberada. A tarefa da hermenêutica e da pregação, portanto, é a libertação. Uma vez liberada, a mensagem pode nos transformar. Dentro dessa interpretação, encontramos o casamento entre a interpretação e o dogma; e o dogma torna-se uma verdade viva que nos transforma, não se limitando a ser apenas uma criança credal. A erudição histórico-crítica, pois, torna-se uma serva da hermenêutica, e não a própria substância da mesma.
CAPÍTULO II
AUXÍLIOS EXTERNOSA época e a cultura do autor e dos seus leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da produção do livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro.
II.1 INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA E GEOGRÁFICA:
O interprete deve descobrir as circunstâncias para um determinado escrito vir à existência. É necessário conhecer as maneiras, costumes, e psicologia do povo no meio do qual o escrito é produzido. A psicologia de uma pessoa inclui suas idéias de cronologia, seus métodos de registrar a história, seus usos de figura de linguagem e os tipos de literatura que usa para expressar seus pensamentos.
Condições Geográficas e Meteorológicas. Os povos antigos viviam limitados por sua geografia local, pelo clima em que viviam e pela fertilidade das terras que ocupavam. O temor da fome, entre outras coisas, produziu a adoração às forças da natureza, o sacrifício de crianças a certos deuses, cujos favores buscavam, além de outras coisas desse jaez. Para os cananeus, Baal era o deus da chuva, que cuidaria das terras e as tornaria férteis. Os poderes do relâmpago e do trovão, além de outras forças naturais, não eram entendidos. Esses poderes eram atribuídos a seres divinos, bons ou maus. Isso originou todo o desenvolvimento de uma teologia primitiva, completa com deuses de todas as espécies, que controlariam todas as facetas das atividades humanas.
Precisamos saber algo sobre os próprios hebreus, além de entender porque acreditavam em certas coisas e faziam certas coisas. Ao estudarmos a história de um povo qualquer, temos de compreender o meio ambiente em que eles viviam, bem como toda a sua formação
Visto que a Bíblia é um documento histórico e a igreja é um movimento histórico, a exegese histórica é importante tanto para compreender a mensagem bíblica como para determinar seu significado na atualidade. Questões de data, autoria, antecedentes e circunstâncias são essenciais à tarefa de preparar sermões bíblicos. Quanto mais conhecermos as condições político-religiosas e socio-econômicas sob as quais foi escrito certo documento, tanto melhor poderemos compreender a mensagem do autor e aplicá-la de acordo com isso."
II.2. O CONTEXTO LITERÁRIO:
As palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Devemos procurar descobrir a linha de pensamento do autor. O que o autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui?
Reconhecer o que o autor tenciona dizer:
Quando Jesus disse “Eu sou a porta” entendemos essa expressão como comparação. Quando Ele disse: Vê e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus”, sua intenção era que a palavra fermento simbolizasse a doutrina de grupos. Quando disse ao paralítico: “levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa”. Ele esperava que o paralítico obedecesse.
II.3. INTERPRETAR LEXICAMENTE E SINTATICAMENTE (DICIONÁRIOS). É conhecer a etimologia das palavras, o desenvolvimento histórico de seu significado e o seu uso no documento sob consideração. Esta informação pode ser conseguida com a ajuda de bons dicionários. o uso dos dicionários, deve notar-se cuidadosamente o significar-se da palavra sob consideração nos diferentes períodos da língua grega e nos diferentes autores do período.
Visto que a Bíblia foi escrita em hebraico e grego (e algumas partes em aramaico) o ministro que não conhece essas línguas se encontra numa posição desvantajosa. Não basta achar num dicionário o termo equivalente em português a uma palavra hebraica ou grega. O ministro que deve possuir adequadas habilidades lingüísticas para fazer uso de tais auxílios lexicais como comentários, concordâncias e dicionários teológicos, contanto que compreenda o seu objetivo e saiba como incorporar as informações no sermão."
Com o conhecimento de alguns significados o sermão de um pregador será extremamente enriquecido. Exemplo: Abraão – pai de muitos povos; Dalila – mulher dócil
O interprete deve conhecer os princípios gramaticais da língua na qual o documento está escrito, para primeiro, ser interpretado como foi escrito. A função das gramáticas não é determinar as leis da língua, mas expô-las. O que significa, que primeiro a linguagem se desenvolveu como um meio de expressar os pensamentos da humanidade e depois os gramáticos escreveram para expor as leis e princípios da língua com sua função de exprimir idéias. Para quem deseja aprofundar-se é preciso estudar a sintaxe da gramática grega, dando principal relevo aos casos gregos e ao sistema verbal a fim de poder entender a estruturação da língua grega. Isto vale para o hebraico do Antigo Testamento.
O estudioso também deveria consultar não apenas uma, mas muitas traduções, para então julgar os seus méritos comparativos, quanto a casos específicos. Deveria ter cuidado para evitar envolvimento na manipulação sofista de vocábulos ou expressões hebraicas e gregas. Quase qualquer coisa pode ser ensinada, e através da manipulação indevida dos textos. As próprias traduções oficiais, algumas vezes, envolvem-se nesse tipo de atividade. Consideremos os muitos sermões que têm sido pregados com base nas supostas diferenças entre AGAPÃO e PHILÉO (palavras essas que são meros sinônimos), na tentativa de explicar o trecho de João 21:15ss.
Sugestões de Leitura.
A bíblia explicada – CPAD; A bíblia vida nova – Russel P. Shedd; A pequena enciclopédia da bíblia – O S. Boyer; Esboço de teologia sistemática – Langston – Juerp; Geografia bíblica - Osvaldo Ronis – Juerp; Introdução ao estudo do novo testamento grego – W. C. Taylor; Manual de hermenêutica sagrada A Almeida Casa Editora Presbiteriana; comentário bíblico de Moody – Imprensa Batista Regular; Hermenêutica avançada Princípios e processos de interpretação bíblica Ed vida.
CAPÍTULO III
LINGUAGEM LITERAL E FIGURADA
Certos textos devem ser entendidos literalmente. Há também na Bíblia passagens em linguagem figurada. Devemos ler a bíblia deixando-a significar o que quer dizer. Sua linguagem figurada é geralmente indicada pelo contexto; sues símbolos e tipos são explicados por outras passagens, quando não o são no prórpio texto ou no contexto imediato. Fora disso, sua linguagem deve ser entendida literalmente, a não ser que o sentido requeira interpretação figurada.
“A pregação bíblica começa com a exegese do texto, e a exegese segue os princípios gramaticais. Ela procura entender o significado verbal do texto analisando a função e o sentido das palavras empregadas...”.
Dividem-se assim os diversos gêneros literários encontrados na Bíblia:
a) Narrativo:
b) Legislativo
c) Sapiencial
d) Profético
e) Cânticos
Um dos aspectos do lado humano da Bíblia, Deus escolheu fazer quase todo tipo de comunicações disponíveis: Exemplos:
* Genealogias
* Crônicas
* Leis de todo tipo
* Poesia
* Drama
* Parábola
* Etc.
III.1 LITERALA definição para este modo de interpretação é a seguinte: Conforme a letra do texto, sujeito ao rigor das palavras; esta forma de interpretação das escrituras sagradas são mais aceitas no meio cristão, por vários motivos:
• Este sistema de interpretação é a maneira aceita em todas as línguas, povos e nações;
• Esta forma de interpretação respeita as parábolas, sonhos e simbologia;
• No sentido literal de interpretação é possível fazer comparações com outros textos das santas escrituras;
• Esta forma de interpretação considera todo o contexto e não só uma parte do texto isolado das demais;
• O Senhor Jesus, os profetas e apóstolos, utilizaram esta forma de interpretação das escrituras divinas.
Jonas passou trez dias dentro do peixe Jonas 1:17 S. Mat. 12:40
Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho Zacarias 9:9 S. Mat. 21:2 a 9
A pedra de Sião, quem nela crer não será confundido Isaías 28: 16 S. Mat. 21:42, Efésios 2:20
A seca dos tempos de Elias I Reis 17:1 Tiago 5:17-18
O dilúvio sobre a terra nos tempos de Noé Gênesis 7:1-23 II Pedro 2:5, Hebreus 11:7
A passagem de Israel pelo mar vermelho Êxodo 14:21-27 Deus 1:4, Salmo 136:13-15
Israel no cativeiro Babilônico de 70 anos Jeremias 25:11 e 12 Daniel 9:2
III.2 PRINCIPAIS FIGURAS DE LINGUAGEM1 - Metáfora – é uma comparação não expressa. É a figura em que se afirma que alguma coisa é o que ela representa ou simboliza, ou como que se compara. O sujeito está entrelaçado com a coisa comparada. Ao contrário da símile que é uma comparação expressa onde o sujeito está de fora.
Ex.: Metáfora -“Eu sou o pão da vida”. “Vós sois a luz do mundo”
Símile – “O reino dos céus é semelhante...”)
1 – Metonímia. É o emprego do nome de uma coisa pelo de outra com que tem certa relação.
Ex.: Jó 32:7 “Falem os dias e a multidão dos anos ensine...”. A idade por aqueles que a têm.
Gn 25:23 “Duas nações há no teu ventre”. Os progenitores pelas descendências.
2 – Sinédoque – É a substituição de uma idéia por outra que lhe é associada.
Ex.: Gn 6:12 “E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida” – terra=homem do geral pelo particular.
3 – Hipérbole - É a afirmação em que as palavras vão além da realidade literal das coisas.
Ex.: Dt 1:28 “As cidades são grandes e fortificadas até os céus”.
4 – Ironia - É a expressão de um pensamento em palavras que, literalmente entendidas , exprimiriam o pensamento oposto.
Ex.: Juízes 10:14 “Clamai aos deuses que escolhestes, eles que vos livrem no tempo de vosso aperto.
5 – Prosopopéia – É personificação de coisas ou de seres irracionais.
Ex.: Sl 35:10 “Todos os meus ossos dirão: Senhor quem é como tu”. Ossos/fala
6 – Antropomorfismo – É a linguagem que atribui a Deus ações e faculdades humanas, e até osso e membros do corpo humano.
Ex.: Gn 8:12 “O Senhor cheirou o suave cheiro, e disse ...”. Cheirar/sentido
7 – Parábola – É uma narrativa de acontecimento real ou imaginário em que tanto as pessoas como as coisas e as ações correspondem a verdades de ordem espiritual e moral.
Regras de interpretação das parábolas:
Primeira – Todos os termos devem ser interpretados.
Segunda – Devemos procurar o ponto central.
Terceira – Deve-se conhecer a interpretação dos símbolos bíblicos.
Quarta – Prestar atenção no início e no fechamento.
Quinta – Os passos mais obscuros interpretam-se pelos mais claros.
Sexta – Em certos casos um termo, pode aplicar-se com variadas modalidades.
8 – Provérbios – Demonstram a verdadeira religião em termos práticos e significativos. Os provérbios têm um único tipo de comparação ou princípio de verdade para comunicar. Não se pode ir além da intenção do autor.
Ex.: Pv 31:14 –
III.2 TEMPOS E ÉPOCAS.Para interpretar corretamente a bíblia é preciso distinguir os tempos. Não devemos confundir as injuções e os privilégios de uma era com os de outra. Podemos observar este detalhe em Hebreus 1:1
CAPÍTULO IV
ANÁLISE TEOLÓGICA
A pergunta fundamental feita na análise teológica é: Como essa passagem se enquadra no padrão total da revelação de Deus?. Antes de respondermos a esta pergunta, devemos Ter uma compreensão do padrão da história da revelação.
Há, neste momento uma necessidade de conhecimento dos conceitos de graça, lei, salvação e o ministério do Espírito Santo.
"O ministro também deve compreender e explicar um texto teológicamente. Não somente deve estar inteirado do que esse texto está dizendo em primeiro plano, mas também da teologia que elucida o texto."
Isto significa que o pregador deve conhecer as tradições, a filosofia, a maneira de pensar, a "Cosmovisão", as idéias acerca de Deus e da religião na época em que aquela mensagem foi escrita.
As divisões naturais incluem as grandes doutrinas a serem estudadas na análise teológica:
A Doutrina da Criação
A Doutrina de Deus
A Doutrina do Homem e do Pecado
A Doutrina da Salvação.
Exemplo: Têm surgido as mais variadas teorias acerca da origem do homem. De um modo geral, elas não conseguem anular a ligação do ser humano com a Terra. Entretanto, a única fonte realmente autorizada, acerca da origem da humanidade, é a Bíblia Sagrada. Os dois primeiros capítulos de Gênesis nos oferecem, de modo plausível e coerente, a verdadeira história das origens, inclusive a do homem.
CAPÍTULO V
TIPOLOGIA
V.1 INTRODUÇÃODeus mandou Moisés subir no monte Sinai e, lá ordenou-lhe que construí-se em santuário. Convém lembrar que Moisés ficou 40 dias e 40 noites para receber a planta do Tabernáculo. O Tabernáculo estava dividido internamente por uma cortina que recebeu o nome de Véu.
É de grande valor e necessidade, também uma bênção, quando podemos penetrar e ultrapassar os limites de nossa mente e espírito, no grande palácio de Deus, e conhecermos um pouco mais de sua ciência e filosofia, bem como, conhecer melhor do sábio construtor, através da revelação e iluminação do Espírito, como escreveu São Paulo em Romanos 11 : 33 - 36, consequentemente, isto nos torna capacitados ante as descobertas dos mistérios do Reino de Deus.
V.2 O QUE É TIPOLOGIA ?
É o estudo das figuras e símbolos da Bíblia, com os quais Deus procura mostrar, por meio de coisas terrestres as coisas espirituais. Visto a incapacidade da mente humana de compreender as coisas divinas, nos mesmos termos encontramos no Antigo Testamento Deus falando das glórias celestiais através de coisas terrestres, ou sejam, TIPOS, ou o que revelam o ANTI-TIPO.
Não se pode conhecer o ANTI-TIPO, sem antes conhecer o TIPO.
EXEMPLOS
TIPO
Adão homem carnal
Enoque no carro de fogo
O Sacerdote Melquizedeque
Davi rei de Judá Cristo
Maná no deserto
Libertação do Egito
Marcha no deserto ANTI-TIPO
Cristo homem espiritual
O arrebatamento da Igreja
Cristo, o Sumo Sacerdote
Rei dos reis
Alimento espiritual
Libertação do mundo
Nossa peregrinação na terra
CAPÍTULO VI
EXEGESE
VI.1 INTRODUÇÃO:
Na atualidade a mídia, especialmente a TV e o rádio, tem sido usada como um instrumento para espalhar a palavra de Deus, mas ao mesmo tempo tem provocado na mente de muitos cristãos a "lerdeza do pensar". Hoje existe o "evangelho solúvel", "evangelho do shopping center", "dos iluminados", etc. Mas pouco se estuda a fonte do evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta página tem o objetivo de estimular e incentivar ao estudo das Sagradas Escrituras, isto é muito mais do que uma leitura diária e muitas vezes feita as pressas para cumprir um ritual.
Todo cristão - leigo -, leitor da Bíblia arroga para si o direito de interpretar o texto bíblico com propriedade, sem contudo ter o conhecimento das técnicas que se aplicam ao que executa tal tarefa, a de interpretador do texto sagrado.
Todo pregador do evangelho deve, por obrigação, dominar as técnicas básicas da exegese, sob pena de trair o real sentido do texto sagrado a ser explanado e de ser um disseminado de heresias, portanto se você ainda não domina a arte de interpretar e compreender os textos, deve então começar agora, pelo básico.
VI.2 DEFINIÇÃO DE EXEGESE
Guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa "tirar de dentro para fora", interpretar.
Dicionário Teológico: Exegese: do Grego:ek + egnomai, = ek + egéomai, penso, interpreto, arranco para fora do texto. É a prática da hermenêutica sagrada que busca a real interpretação dos textos que formam o Antigo e o Novo Testamento. Vale-se, pois, do conhecimento das línguas originais (hebraico, aramaico e grego), da confrontação dos diversos textos bíblicos e das técnicas aplicadas na lingüistica e na filosofia.
É a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto.
Do ponto de vista etimológico hermenêutica e exegese são sinônimos, mas hoje os especialistas costumam fazer a seguinte diferença: Hermenêutica é a ciência das normas que permitem descobrir e explicar o verdadeiro sentido do texto, enquanto a exegese é a arte de aplicar essas normas.
VI.3 REGRAS BÁSICAS1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.
2° - A Bíblia é sua própria intérprete. diz o princípio hermenêutico. Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante. O sentido mais claro e mais fácil de uma passagem explica outra com sentido mais difícil e mais obscuro. Este princípio é uma ilação do anterior.
3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.
4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.
5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.
6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas.
Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.
7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.
8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos").
9° - Fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:
a) - Quem escreveu?
b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu?
c) - Por que escreveu?
d) - A quem se dirigia o escritor?
e) - O que o autor queria dizer?
10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente. Interpretar de acordo com a analogia da Escritura.
VI.3 O PROCEDIMENTO EXEGÉTICO 1.O procedimento errado.
Ler o que muitos comentários dizem com sendo o significado da passagem e então aceitar a interpretação que mais agrade. Este procedimento é errado pelas seguintes razões: a) encoraja o intérprete a procurar interpretação que favorece a sua preconcepção e b) forma o hábito de simplesmente tentar lembrar-se das interpretações oferecidas. Isto para o iniciante, freqüentemente resulta em confusão e ressentimento mental a respeito de toda a tarefa da exegese.
Isto não é exegese, é outra forma de decoreba e é muito desinteressante. O péssimo resultado e mais sério do "procedimento errado" na exegese é que próprio interprete não pensa por si mesmo.
2. Procedimento correto
2.1. o interprete deve perguntar primeiro o que o autor diz e depois o que significa a declaração.
2.2 consultar os dicionários para encontrar o significado das palavras desconhecidas ou que não são familiares. É preciso tomar muito cuidado para não escolher o significado que convêm ao interprete apenas.
2.3.depois de usar bons dicionários, uma ou mais gramáticas devem ser consultadas para entender a construção gramatical. No verbo, a voz, o modo e o tempo devem ser observado por causa da contribuição à idéia total. O mesmo cuidado deve ser tomado com as outras classes gramaticais.
2.4. Tendo as análises léxicas, morfológica e sintática sido feitas, é preciso partir para análises de contexto e história a fim de que se tenha uma boa compreensão do texto e de seu significado primeiro e.
2.5. Com os passos anteriores bem dados, o interprete tem condições de extrair a teologia do texto, bem como sua aplicação às necessidade pessoais dele, em primeiro lugar, e às dos ouvintes. Que o texto tem com a minha vida?Com os grandes desafios atuais?
VI.4 O USO DE INSTRUMENTOS 1. Comentários: eles não são um fim em si mesmo. O interprete deve manter em mente o clima teológico em que foram produzidos, porque isso afeta de maneira direta a interpretação das Escrituras. Um comentarista pode ser capaz, em certa media, de evitar " bias" [tendências] e permitir que o documento fale por si mesmo, mas sua ênfase nos vários pensamentos na passagem será afetada pela corrente de pensamento de seus dias. Os comentários principalmente os devocionais, tem a marca da desatualização.
Prefira os comentários críticos e exegéticos.
2. Uso de dicionário e gramáticas: e importante manter em mente a data da publicação. Todas as traduções de uma palavra devem ser avaliadas e não apenas tirar só o significado que interessa a nossa interpretação. Explore o recurso dos próprios sinônimos. Por exemplo a palavra pobre é tradução de duas palavras gregas. [penef e ptohoi- transliterado por jotaeme] A primeira significa carente do supérfluo, que vive modestamente, com o necessário e a segunda, significa mendigo, desprovido de qualquer sustento. Na interpretação de Mateus 5:3 isto faz muita diferença!.
BIBLIOGRAFIA1. Exegese Bíblica - Professor Pedro Apolinário do Instituto Adventista de Ensino, 1977;
2. Revista da Bíblia, n° 6 Abr-Jun/97 - W.B Chamberlain;
3. Professora Ruth, Instituto Teológico Quadrangular de Curitiba;
4. Dicionário Teológico, Claudionor Corrêa de Andrade, 1996, São Paulo;
5. Internet;
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