Pesquisar este blog

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lição 4 - O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja

Lição 4 - O poder irresistível da comunhão na igreja
21 de janeiro de 2011 às 11h21
Pr. Jairo Teixeira
Texto Bíblico: Atos 2.40-47

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estaremos falando sobre A Verdadeira Comunhão dos Santos. Vivemos dias onde os relacionamentos cada vez mais se tornam difíceis, há problemas de convivência por todos os lados, precisamos viver a comunhão, a unidade, a união que a bíblia fala, pois só assim, teremos uma vida vitoriosa, uma família forte e uma igreja poderosa. Pois um dos sinais da atuação do Espírito Santo na igreja primitiva era a comunhão; e a comunhão cristã caracteriza-se pela unidade, e através dos Frutos desta Comunhão Cristã é que poderemos participar das mesmas ideias, crenças, opiniões e até divergências entre nós.

I – A COMUNHÃO DOS SANTOS

Prezado irmão, uma igreja local dividida não terá êxito em sua jornada terrena e jamais alcançará o objetivo de evangelização mundial. Esse assunto foi determinante para o crescimento da Igreja Primitiva em Atos dos Apóstolos: A COMUNHÃO CRISTÃ.

A palavra Comunhão, de acordo com o texto bíblico no original, tem um sentido bem amplo. Proveniente do grego koinê, o termo remetente a essa palavra é KOINONIA. Este expressa os seguintes significados: “participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição; sociedade, comunhão, intimidade, ‘cooperação’; (nos papiros, da relação conjugal)”1 . A ideia da palavra é expressar o vínculo perfeito de unidade fraternal dentro de uma comunidade específica cujas características essenciais são a cooperação e o relacionamento mútuo.

A Igreja de Cristo é a reunião de diversas pessoas (diferentes classes sociais, sexos e etnias). Estas formam numa determinada localidade ou espaço público - seja no bairro, no município, no Estado ou até mesmo no país - a “assembleia” visível [a comunidade do Altíssimo] e convocada por Deus para proclamar o Evangelho da salvação a toda criatura. Para atingir este alvo, a comunhão cristã tem um papel preponderante na divulgação das Boas Novas. Através da koinonia, a Igreja Cristã denotará a relevância do Evangelho de Jesus Cristo a uma sociedade, cuja paz e a verdadeira dignidade humana são seu objeto de busca frequente.

A igreja local está estabelecida nessa sociedade. Aquela precisa ser relevante e autêntica no desenvolvimento de suas ações. Por isso a comunhão do Corpo de Cristo deve transparecer uma realidade visível de amor ao próximo entre os irmãos. Só assim que a sociedade sem Deus reconhecerá a graça acolhedora da igreja local e atentará para a proclamação do Evangelho de Cristo Jesus (At 2.46,47).

II – A COMUNHÃO CRISTÃ E A UNIDADE

A Comunhão Cristã e a Unidade, constitui-se num grande ministério. Em (At 2.42), mostra os segredos da igreja primitiva, havia unidade doutrinária, unidade na própria comunhão, unidade no partir do pão e nas orações. Hoje em dia, há muitos crentes ficando em casa, sem ir ao templo, por causa de algumas dificuldades de relacionamentos. Nosso conselho para esses irmãos, é que a comunhão é uma marca caracterizadora do cristão, já que somos dependentes, tanto de Deus quanto dos irmãos. Conforme escreveu o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. A atitude de auto-suficiência na igreja pode levar as pessoas a viverem distantes umas das outras, a agirem indolentemente no seio da igreja (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3). A amargura também pode impedir o desenvolvimento da comunhão na igreja. Cristãos amargurados tratam uns aos outros com hostilidade (Hb. 12.15). Não são poucas as pessoas com orgulho ferido nas igrejas evangélicas. Por causa desse sentimento, elas têm dificuldade para estabelecer vínculos. O elitismo eclesiástico pode também ser um empecilho para a comunhão. As chamadas “panelinhas” nas igrejas, como havia em Corinto (I Co. 3.4), coloca alguns em preferência em detrimento de outros. Conforme afirmou John Wesley certa feita, nada mais anticristão do que um cristão solitário. Nos dias atuais, marcados pelas redes de relacionamentos, as pessoas precisam estar mais juntas. Não apenas nos espaços internéticos, mas também nos encontros presenciais. A frieza do monitor e do teclado do computador não substitui o abraço e o aperto de mão. A cultura ocidental nos legou o individualismo, e, infelizmente, até mesmos em determinadas igrejas, é cada um por si e o diabo contra todos. A igreja do Senhor não é uma empresa, mas uma família na qual somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e como tais devemos nos relacionar. É na igreja que encontramos (ou pelo menos deveríamos encontrar) graça e refrigério para as nossas almas (Rm. 1.11,12).

CONCLUSÃO

Como frutos desta Comunhão Cristã, vemos em Atos o Temor a Deus, haviam sinais e maravilhas, assistência social era forte, havia um crescimento saudável e a Igreja era formada por adoradores. Pergunto: Sua igreja cultiva a verdadeira Comunhão? Já é hora de voltarmos ao princípio para tirarmos lições preciosas, pois só assim o Espírito Santo vai operar em nosso meio, como antes; se vivermos a verdadeira Comunhão dos Santos.

BIBLIOGRAFIA

PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: ABU,2008.

TAYLOR, W. C. Dicionário do N T Grego. 10. ed.

Rio de Janeiro: Imprensa Batista Regular, 2001, p. 119.

Estudos pelo Pr. J.Roberto, Pr. Jairo Teixeira,2010.

sábado, 15 de janeiro de 2011

LIÇÃO 3

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
A necessidade do revestimento de poder para se fazer melhor a obra de Deus é o propósito primordial do batismo com o Espírito Santo.Ao ser batizado, o servo de Deus se torna muito mais apto para desbaratar as forças das trevas,pois está revestido de poder.
É uma promessa de Deus desde o Antigo Testamento através de profetas como Isaias, Joel e até João Batista.
Jesus Cristo mesmo falou sobre o cumprimento da promessa dizendo aos discípulos "que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder",fato que aconteceu no Dia de Pentecostes,conforme Atos capítulo 2.
você já é batizado com o Espírito Santo? "a promessa diz respeito a vós, aos vossos filhos ,aos que estão longe e a tantos quanto Deus Nosso Senhor chamar",de acordo com at 2.39.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LIÇÃO 2

Lição 2 - A ascensão de Cristo e a promessa da sua vinda
08 de janeiro de 2011
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário da EBD para o fim de semana
Texto Bíblico: Atos 1.4-11

INTRODUÇÃO

Nesta lição, falaremos sobre a ascensão e a vinda de Jesus. Dois assuntos que se completam. Um confirma o outro. Se Jesus ascendeu ao céu, nos dá a certeza de que a Igreja também subirá para o céu. A historicidade da ascensão de Cristo costuma ser colocada em dúvida por alguns críticos, que tomam por base as aparentes contradições no texto bíblico. Analisemos os fatos. Dois textos narram a ascensão de Cristo:

Lucas 24.50-52

49 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.

50 E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou.51 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.

52 E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.

Atos 1. 8-12

8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, {ocultando-o} a seus olhos.

10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

É possível harmonizar as diferenças nas narrativas da seguinte forma:

- Cada relato possui detalhes que não constam do outro, sendo a versão de Atos mais completa. No final do Evangelho, Lucas escreve que quando Jesus está sendo elevado, ele ergue os braços para abençoar os discípulos e eles os adoram. Lucas omite estes fatos em Atos, mas acrescenta a nuvem que o encobriu e o aparecimento dos “dois varões vestidos de branco”. Dessa forma, não encontramos contradições nestes fatos. Encontramos complementações.

- Atos parece indicar que o local da ascensão foi o Monte das Oliveiras (1.12), enquanto que o Evangelho afirma que Jesus “os levou para Betânia”, a aldeia ao lado deste monte, entre três e quatro quilômetros de Jerusalém. Observe que o Evangelho não diz que Jesus ascendeu de Betânia, mas que foram levados “até lá”. Stott (2003, p. 45) afirma ser mais apropriada a tradução “para a vizinhança de Betânia”.

Para Stott (idem, p. 45-46), após o exame das aparentes divergências, pode-se observar cinco pontos em comum na narrativa:

1. Ambos os relatos dizem que a ascensão de Jesus seguiu-se ao comissionamento dos apóstolos para que fossem suas testemunhas.

2. Ambos dizem que ela se deus fora de Jerusalém, e ao leste dela, em algum lugar do Monte das Oliveiras.

3. Ambos dizem que Jesus “foi elevado às alturas”, onde o uso da voz passiva indica que a ascensão, assim como a ressurreição, foi um ato do Pai que, primeiro, o levantou entre os mortos e, depois o elevou às alturas.

4. Ambos relatam que os apóstolos “voltaram para Jerusalém”.

5. Ambos dizem que depois disso eles aguardaram a vinda do Espírito, de acordo com a ordem e promessa expressa do Senhor.

Sttot (ibdem, 46-49), sustenta a historicidade da ascensão alegando que:

- Milagres não precisam de precedentes para autenticá-los;

- A Ascensão é um fato aceito em todo o Novo Testamento. Para Marshall (1982, p. 59-60), o fato da ascensão é solidamente atestado em 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.21-22, e especialmente nas muitas passagens nas quais a ressurreição de Jesus é entendida, não simplesmente como a Sua volta dentre os mortos como também a Sua exaltação à destra de Deus (2.33-55)

II. OS ÚLTIMOS DIAS DE CRISTO NA TERRA - Mt 28,16-20

1. As Infalíveis Provas da Ressurreição de Cristo

Após ressuscitar, Cristo ainda permaneceu entre os discípulos durante 40 dias, período em que apareceu a Maria Madalena e suas acompanhantes, Mt 28.1,5,8-10; Lc 24.10-11, encontrou-se com os dois discípulos no caminho de Emaús, Lc 24.13-34, revelou-se também a Pedro, Lc 24.34, e manifestou-se a todos coletivamente, Jo 20.19-31, com “muitas e infalíveis provas” de sua ressurreição. Numa alusão de que houve inúmeras testemunhas a respeito de. te lato, Paulo chegou a afirmar que .Jesu. foi visto por mais de 500 irmãos, 1 Co 15.1-6.

2. As últimas instruções no Monte das Oliveiras

Finalmente o Senhor reuniu os discípulos no Monte das Oliveiras, de onde foi elevado ao céu, depois de lhes deixar as últimas instruções para que pudessem dar continuidade à obra por Ele iniciada, Aqueles homens estavam ainda confusos, pensando que o reino político se- ria restaurado a Israel naqueles dias Em razão disso, a admoestação do Mestre se baseou em três pontos fundamentais:

a. A ocasião em que o reino seria estabelecido era assunto exclusivo de Deus;

b. Eles deveriam ser revestidos pelo Espírito Santo para que desempenhassem satisfatoriamente a missão:., que lhes seria confiada;

c. Eles foram comissionados como testemunhas de Cristo locais, regionais, nacionais e universais.

A ASCENSÃO DE CRISTO AOS CÉUS, At 1.9-11; Lc 24.51

1. A ascensão de Cristo é a esperança da Igreja

O texto de Atos diz: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas e uma nuvem o recebeu,ocultando-o a seus olhos.” Elevar significa alçar, erguer ou exaltar. Portanto, o Senhor foi exaltado poderosamente à vista dos discípulos, e o seu retorno à plenitude da glória se traduz em esperança para a Igreja pelas seguintes razões, se Ele não voltasse aos céus:

III. CONCLUSÃO

“Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas. (Sl 68.18)” A ascensão ou subida de Jesus aos céus, após a ressurreição é de grande importância para a fé cristã: ela demonstra que as promessas de Deus são confiáveis; Foram muitas as promessas de que, após a ressurreição, Jesus voltaria aos céus e, como todas as demais, estas também se cumpriram. Se tirarmos as promessas do cristianismo, ele não subsistirá. Nossa fé está baseada nas promessas do Senhor, como afirma a letra do hino da nossa Harpa Cristã: “Firme nas Promessas”. Ela permitiu que Jesus reassumisse a glória que tinha antes da encarnação. O grande mistério da fé está explícito no fato de que Deus se fez homem – encarnação. Para que isso fosse possível, Ele abiu mão de atributos para que sua vida entre nós não fosse uma representação teatral. Mas, ao voltar aos céus, Ele readquire a glória anterior. Ela permitiu que Jesus assumisse a função de nosso advogado. Ele está intercedendo por nós e nos defendendo das acusações do Diabo, feitas ao Pai. Mesmo quando o diabo fala a verdade, o que não é fácil para ele, pois, é o pai da mentira, apontando nossos pecados cometidos, Jesus nos defende, pedindo ao Pai que aplique sobre nós a justiça que Ele conquistou na cruz. Ela demonstra que Jesus vai voltar para levar a Sua Igreja. A fé cristã está baseada numa esperança escatológica muito forte: quem crer em Jesus Cristo, ainda que morra, viverá! Será ressuscitado na volta gloriosa do Senhor! A última oração da Bíblia é: “Maranata! Vem, Senhor Jesus!”

APLICAÇÃO PESSOAL

A destra do Pai, Jesus está sentado como a Cabeça do seu Corpo, a Igreja. No entanto, nesta posição, sua autoridade e jurisdição de governo e administração estendem-se para além da esfera da sua Igreja e engloba o mundo todo. Todos no céu e na terra são chamados por Deus para reverenciarem a majestade de Jesus, para serem governados por sua mão, para darem-lhe a honra devida e submeterem-se ao seu poder. Finalmente, todos estarão diante dele, quando ele assentar-se para o julgamento final. Jesus tem autoridade para derramar seu Espírito Santo sobre a Igreja. Entretanto, ele só derramou seu Espírito depois que se sentou à destra de Deus. O Espírito ministra em subordinação ao Pai e ao Filho, os quais juntos o enviaram para aplicar a obra de salvação que Cristo adquiriu para os crentes. Sentado à mão direita de Deus, Jesus não só exerce seu papel como Rei dos reis, mas também desempenha a função de juiz cósmico. Ele é o juiz sobre todas as nações e todas as pessoas. Embora Jesus governe como nosso juiz, ele foi designado por Deus para ser também nosso advogado. Ele é nosso defensor. No julgamento final, o advogado nomeado para nos defender será o próprio juiz que preside. Uma amostra da intercessão de Jesus em favor dos santos pode ser vista no martírio de Estêvão: “Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus que esta à direita, e disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus!” (At 7.55,56). Dentre as questões práticas que podemos extrair da presente lição bíblica, além da esperança da volta de Jesus, Stott (ibdem) nos alerta sobre dois erros dos apóstolos, nos quais podemos incorrer: “O primeiro é o erro do político que sonha em fazer a utopia na terra (preocupados com a restauração do Reino de Israel). O segundo é o erro do pietista que sonha apenas com os prazeres celestiais (preocupado em apenas contemplar o Jesus celestial). A primeira visão é terrena demais, e a segunda, celestial demais. […] em lugar deles, ou como antídoto para eles, deveria estar o testemunho de Jesus no poder do Espírito, com todas as sua implicações em termos de responsabilidade terrena e capacitação celestial.” Williams (1996, p. 39) concorda e escreve: “Daí a pergunta: por que estais olhando para os céus (v 11). Que acatassem as instruções recebidas. […] A ênfase aqui, como em geral por todo o Novo Testamento, está nos deveres atuais dos crentes em vez de nas especulações a respeito da volta de Cristo.” [12] [13]

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

[1] Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001, nota textual Mt 2.2, pp.949;

[2] MENZIES, William W. e horton, Stanley M.. Doutrinas Bíblicas, Uma Perspectiva Pentecostal. CPAD; Rio de Janeiro, 1995. pp.73;

[3] STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Estudo Doutrinario Jesus e o Espirito Santo;

[4] STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; nota textual de Ef 4.5;

[5] ARRINGTON, L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003;

[6] BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003;

[7] KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1;

[8] MARSHAL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982;

[9] PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006;

[10] HARRISON, Everett. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR, 1987;

[11] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005;

[12] STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003;

Pr. Jairo Teixeira Rodrigues
Líder da AD em Matriz do Camaragibe-AL

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

COMENTÁRIO DAS LIÇÕES DO TRIMESTRE DE EBD

Lição 01- Atos, a ação do Espírito Santo através da Igreja
01 de janeiro de 2011
Divulgação
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário da primeira lição bíblica de 2011 com o Pr. Jairo Teixeira
ATOS 1.1-5

I. INTRODUÇÃO

Este ano é o ano do centenário das Assembléias de Deus, aproveitemos o exemplo deixado em Atos dos apóstolos, para incentivar a igreja atual a vivenciar uma experiência semelhante. Atos nos demonstra aquilo que é essencial e vital para a experiência comunitária da igreja. Atos nos brinda com os pontos mais importantes da vida comum dos participantes da igreja, que está além de sua organização, mas antes, focalizada no seu organismo. Não existe no cristianismo nada mais fascinante que a vida de Cristo. Ele é a figura central do cristianismo. Contudo, não podemos negar que a história da expansão da verdade a respeito de Cristo é também muito interessante, senão, igualmente fascinante. “pena alguma jamais escreveu um registro mais irresistível. Se esses acontecimentos memoráveis não provocarem a imaginação e nem despertarem as emoções de qualquer leitor realmente interessado, nenhum outro o fará”[1] J. Sidlow Baxter. Juntamente com o Evangelho de Lucas e a Epístola de Hebreus, Atos contém a redação grega mais culta de todo o Novo Testamento, quase próximo do grego clássico. É impossível lê-lo sem notar a mente do autor por trás da forma clínica de avaliação da história. É bem certo que alguns estudiosos afirmam que os discursos são implementados pelo autor, por vezes modificados, ou ainda, que os discursos encontrados em Atos são na verdade são citações literárias improvisadas. Contudo, não existe como fazer tal afirmação, do mesmo modo que não podemos assegurar que o autor deixe no texto exatamente as palavras de todos os discursos encontrados.

1. AUTORIA, LOCAL, DATA E TEMA

Atos não menciona o seu autor em lugar algum do livro, mas o autor se apresenta em algumas situações da narrativa na primeira pessoa do plural “nós” (At. 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16). Tradicionalmente, a autoria do livro é atribuída a Lucas, a pessoa conhecida por esse nome no Novo Testamento, o médico, amigo e companheiro de Paulo (Cl. 4.14. Fm. 24; II Tm. 4.11). Os escritores do Séc. I da igreja, dentre eles Irineu (180 d. C), cita Lucas como o autor do terceiro evangelho, que leva o seu nome, e de Atos. Essa relação é identificada nos textos bíblicos, pois Lucas, está relacionado tanto à escrita do evangelho (Lc. 1.1-4; At. 1.1,2). Não podemos precisar com exatidão o local no qual Atos dos Apóstolos foi escrito. A tradição associa Lucas a Antioquia, e há algumas possibilidades desse livro ter sido escrito naquele lugar, ainda que alguns estudiosos considerem Roma e Éfeso como lugares prováveis onde Atos teria sido composto. Pela natureza dinâmica da composição, os estudiosos defendem que Atos não teria sido escrito em ano específico, esse livro seria o resultado de um diário contínuo, terminado, ainda que não concluído, antes de 70 d. C. O tema central de Atos pode ser explicitado a partir de At. 1.8: o poder do Espírito Santo sobre a Igreja a fim de que essa possa dar testemunho do evangelho de Cristo em toda terra.

2. CONTEXTO, CONTEÚDO E PROPÓSITO

O título do livro, em grego, é praxei apostolon, e em latim, acta apostolorum, podemos, então, concluir que se trata de um documento histórico, com ênfase na igreja, e mais especificamente, nos atos e vida dos apóstolos. A ênfase do livro repousa no ministério de Paulo, que, por aquele tempo, era acusado pelos judaizantes de não ser um apóstolo legítimo (I Co. 15.8-11; Gl. 1.11). Há quem defenda que o relato de Atos, com ênfase no ministério paulino, poderia ser um documento em defesa do seu apostolado, algo que ele faz com maestria em sua Segunda Epístola aos Coríntios. O objetivo primordial de Atos, no entanto, não é retratar a vida de Paulo, o apóstolo dos gentios, mas revelar a mensagem de Jesus Cristo, a boa notícia para todas as nações, é a partir dessa perspectiva que Lucas faz seu registro histórico (Lc. 24.26). A primeira parte de Atos narra como o evangelho foi aceito inicialmente em Jerusalém, como nasceu a Igreja e como ela vivia. A segunda parte descreve o avanço do evangelho em direção a Samaria e Antioquia na Síria. Em seguida, registra as viagens missionárias de Paulo, mostrando como o evangelho de Jesus penetrou o império romano. No meio do livro, exatamente no capítulo 15, é registrada a disputa em torno da questão judaica, isto é, se os cristãos podem fazer parte do povo de Deus sem que antes se tornem judeus. Mesmo diante da adversidade no qual o livro é encerrado, Paulo preso em Roma, as palavras são esperançosas: “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum” (At. 28.31).

ATOS DO ESPÍRITO NOS ESTÁGIOS SUCESSIVOS DA IGREJA

1. AGE EQUIVALENDO COMO O CRISTO CONOSCO

* Ele veio para dar continuidade na obra de Cristo - Atos 1.1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,

* Ele veio instruir os discípulos no trabalho de Cristo - Atos 1.2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;

* Ele veio enfatizar provas da ressurreição de Cristo - Atos 1.3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.

2. AGE PARA COORDENAR AS ATUAÇÕES DA IGREJA

* Capacita os crentes na missão de transmitir o evangelho - Marcos 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

* Capacita os crentes para fazer tudo que Jesus ordenou - Atos 1.4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.

* Capacita os crentes como canais do seu ministério - João 14.26 as aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

3. AGE PARA QUE TODOS RECEBAM A SUA VIRTUDE

* Veio caracterizar a promessa da aliança de Deus a seu povo - Joel 2.28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

* Usa poder em encher o mundo pela mensagem do evangelho - Atos 1.5 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.

* Marca sua presença salvífica e julgadora de Deus no mundo - João 16.8 E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.

CONCLUSÃO

Neste trimestre, veremos o que Deus é capaz de fazer a Igreja de Cristo no poder do Espírito Santo. Busquemos um avivamento Oremos por um derramamento do Espírito Santo em nossa Pátria brasileira.

Pr. Jairo Teixeira Rodrigues
Líder da AD em Matriz do Camaragibe-AL