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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LIÇÃO 2

Lição 2 - A ascensão de Cristo e a promessa da sua vinda
08 de janeiro de 2011
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário da EBD para o fim de semana
Texto Bíblico: Atos 1.4-11

INTRODUÇÃO

Nesta lição, falaremos sobre a ascensão e a vinda de Jesus. Dois assuntos que se completam. Um confirma o outro. Se Jesus ascendeu ao céu, nos dá a certeza de que a Igreja também subirá para o céu. A historicidade da ascensão de Cristo costuma ser colocada em dúvida por alguns críticos, que tomam por base as aparentes contradições no texto bíblico. Analisemos os fatos. Dois textos narram a ascensão de Cristo:

Lucas 24.50-52

49 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.

50 E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou.51 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.

52 E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.

Atos 1. 8-12

8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, {ocultando-o} a seus olhos.

10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

É possível harmonizar as diferenças nas narrativas da seguinte forma:

- Cada relato possui detalhes que não constam do outro, sendo a versão de Atos mais completa. No final do Evangelho, Lucas escreve que quando Jesus está sendo elevado, ele ergue os braços para abençoar os discípulos e eles os adoram. Lucas omite estes fatos em Atos, mas acrescenta a nuvem que o encobriu e o aparecimento dos “dois varões vestidos de branco”. Dessa forma, não encontramos contradições nestes fatos. Encontramos complementações.

- Atos parece indicar que o local da ascensão foi o Monte das Oliveiras (1.12), enquanto que o Evangelho afirma que Jesus “os levou para Betânia”, a aldeia ao lado deste monte, entre três e quatro quilômetros de Jerusalém. Observe que o Evangelho não diz que Jesus ascendeu de Betânia, mas que foram levados “até lá”. Stott (2003, p. 45) afirma ser mais apropriada a tradução “para a vizinhança de Betânia”.

Para Stott (idem, p. 45-46), após o exame das aparentes divergências, pode-se observar cinco pontos em comum na narrativa:

1. Ambos os relatos dizem que a ascensão de Jesus seguiu-se ao comissionamento dos apóstolos para que fossem suas testemunhas.

2. Ambos dizem que ela se deus fora de Jerusalém, e ao leste dela, em algum lugar do Monte das Oliveiras.

3. Ambos dizem que Jesus “foi elevado às alturas”, onde o uso da voz passiva indica que a ascensão, assim como a ressurreição, foi um ato do Pai que, primeiro, o levantou entre os mortos e, depois o elevou às alturas.

4. Ambos relatam que os apóstolos “voltaram para Jerusalém”.

5. Ambos dizem que depois disso eles aguardaram a vinda do Espírito, de acordo com a ordem e promessa expressa do Senhor.

Sttot (ibdem, 46-49), sustenta a historicidade da ascensão alegando que:

- Milagres não precisam de precedentes para autenticá-los;

- A Ascensão é um fato aceito em todo o Novo Testamento. Para Marshall (1982, p. 59-60), o fato da ascensão é solidamente atestado em 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.21-22, e especialmente nas muitas passagens nas quais a ressurreição de Jesus é entendida, não simplesmente como a Sua volta dentre os mortos como também a Sua exaltação à destra de Deus (2.33-55)

II. OS ÚLTIMOS DIAS DE CRISTO NA TERRA - Mt 28,16-20

1. As Infalíveis Provas da Ressurreição de Cristo

Após ressuscitar, Cristo ainda permaneceu entre os discípulos durante 40 dias, período em que apareceu a Maria Madalena e suas acompanhantes, Mt 28.1,5,8-10; Lc 24.10-11, encontrou-se com os dois discípulos no caminho de Emaús, Lc 24.13-34, revelou-se também a Pedro, Lc 24.34, e manifestou-se a todos coletivamente, Jo 20.19-31, com “muitas e infalíveis provas” de sua ressurreição. Numa alusão de que houve inúmeras testemunhas a respeito de. te lato, Paulo chegou a afirmar que .Jesu. foi visto por mais de 500 irmãos, 1 Co 15.1-6.

2. As últimas instruções no Monte das Oliveiras

Finalmente o Senhor reuniu os discípulos no Monte das Oliveiras, de onde foi elevado ao céu, depois de lhes deixar as últimas instruções para que pudessem dar continuidade à obra por Ele iniciada, Aqueles homens estavam ainda confusos, pensando que o reino político se- ria restaurado a Israel naqueles dias Em razão disso, a admoestação do Mestre se baseou em três pontos fundamentais:

a. A ocasião em que o reino seria estabelecido era assunto exclusivo de Deus;

b. Eles deveriam ser revestidos pelo Espírito Santo para que desempenhassem satisfatoriamente a missão:., que lhes seria confiada;

c. Eles foram comissionados como testemunhas de Cristo locais, regionais, nacionais e universais.

A ASCENSÃO DE CRISTO AOS CÉUS, At 1.9-11; Lc 24.51

1. A ascensão de Cristo é a esperança da Igreja

O texto de Atos diz: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas e uma nuvem o recebeu,ocultando-o a seus olhos.” Elevar significa alçar, erguer ou exaltar. Portanto, o Senhor foi exaltado poderosamente à vista dos discípulos, e o seu retorno à plenitude da glória se traduz em esperança para a Igreja pelas seguintes razões, se Ele não voltasse aos céus:

III. CONCLUSÃO

“Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas. (Sl 68.18)” A ascensão ou subida de Jesus aos céus, após a ressurreição é de grande importância para a fé cristã: ela demonstra que as promessas de Deus são confiáveis; Foram muitas as promessas de que, após a ressurreição, Jesus voltaria aos céus e, como todas as demais, estas também se cumpriram. Se tirarmos as promessas do cristianismo, ele não subsistirá. Nossa fé está baseada nas promessas do Senhor, como afirma a letra do hino da nossa Harpa Cristã: “Firme nas Promessas”. Ela permitiu que Jesus reassumisse a glória que tinha antes da encarnação. O grande mistério da fé está explícito no fato de que Deus se fez homem – encarnação. Para que isso fosse possível, Ele abiu mão de atributos para que sua vida entre nós não fosse uma representação teatral. Mas, ao voltar aos céus, Ele readquire a glória anterior. Ela permitiu que Jesus assumisse a função de nosso advogado. Ele está intercedendo por nós e nos defendendo das acusações do Diabo, feitas ao Pai. Mesmo quando o diabo fala a verdade, o que não é fácil para ele, pois, é o pai da mentira, apontando nossos pecados cometidos, Jesus nos defende, pedindo ao Pai que aplique sobre nós a justiça que Ele conquistou na cruz. Ela demonstra que Jesus vai voltar para levar a Sua Igreja. A fé cristã está baseada numa esperança escatológica muito forte: quem crer em Jesus Cristo, ainda que morra, viverá! Será ressuscitado na volta gloriosa do Senhor! A última oração da Bíblia é: “Maranata! Vem, Senhor Jesus!”

APLICAÇÃO PESSOAL

A destra do Pai, Jesus está sentado como a Cabeça do seu Corpo, a Igreja. No entanto, nesta posição, sua autoridade e jurisdição de governo e administração estendem-se para além da esfera da sua Igreja e engloba o mundo todo. Todos no céu e na terra são chamados por Deus para reverenciarem a majestade de Jesus, para serem governados por sua mão, para darem-lhe a honra devida e submeterem-se ao seu poder. Finalmente, todos estarão diante dele, quando ele assentar-se para o julgamento final. Jesus tem autoridade para derramar seu Espírito Santo sobre a Igreja. Entretanto, ele só derramou seu Espírito depois que se sentou à destra de Deus. O Espírito ministra em subordinação ao Pai e ao Filho, os quais juntos o enviaram para aplicar a obra de salvação que Cristo adquiriu para os crentes. Sentado à mão direita de Deus, Jesus não só exerce seu papel como Rei dos reis, mas também desempenha a função de juiz cósmico. Ele é o juiz sobre todas as nações e todas as pessoas. Embora Jesus governe como nosso juiz, ele foi designado por Deus para ser também nosso advogado. Ele é nosso defensor. No julgamento final, o advogado nomeado para nos defender será o próprio juiz que preside. Uma amostra da intercessão de Jesus em favor dos santos pode ser vista no martírio de Estêvão: “Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus que esta à direita, e disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus!” (At 7.55,56). Dentre as questões práticas que podemos extrair da presente lição bíblica, além da esperança da volta de Jesus, Stott (ibdem) nos alerta sobre dois erros dos apóstolos, nos quais podemos incorrer: “O primeiro é o erro do político que sonha em fazer a utopia na terra (preocupados com a restauração do Reino de Israel). O segundo é o erro do pietista que sonha apenas com os prazeres celestiais (preocupado em apenas contemplar o Jesus celestial). A primeira visão é terrena demais, e a segunda, celestial demais. […] em lugar deles, ou como antídoto para eles, deveria estar o testemunho de Jesus no poder do Espírito, com todas as sua implicações em termos de responsabilidade terrena e capacitação celestial.” Williams (1996, p. 39) concorda e escreve: “Daí a pergunta: por que estais olhando para os céus (v 11). Que acatassem as instruções recebidas. […] A ênfase aqui, como em geral por todo o Novo Testamento, está nos deveres atuais dos crentes em vez de nas especulações a respeito da volta de Cristo.” [12] [13]

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

[1] Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001, nota textual Mt 2.2, pp.949;

[2] MENZIES, William W. e horton, Stanley M.. Doutrinas Bíblicas, Uma Perspectiva Pentecostal. CPAD; Rio de Janeiro, 1995. pp.73;

[3] STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Estudo Doutrinario Jesus e o Espirito Santo;

[4] STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; nota textual de Ef 4.5;

[5] ARRINGTON, L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003;

[6] BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003;

[7] KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1;

[8] MARSHAL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982;

[9] PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006;

[10] HARRISON, Everett. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR, 1987;

[11] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005;

[12] STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003;

Pr. Jairo Teixeira Rodrigues
Líder da AD em Matriz do Camaragibe-AL

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