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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lição 4 - O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja

Lição 4 - O poder irresistível da comunhão na igreja
21 de janeiro de 2011 às 11h21
Pr. Jairo Teixeira
Texto Bíblico: Atos 2.40-47

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estaremos falando sobre A Verdadeira Comunhão dos Santos. Vivemos dias onde os relacionamentos cada vez mais se tornam difíceis, há problemas de convivência por todos os lados, precisamos viver a comunhão, a unidade, a união que a bíblia fala, pois só assim, teremos uma vida vitoriosa, uma família forte e uma igreja poderosa. Pois um dos sinais da atuação do Espírito Santo na igreja primitiva era a comunhão; e a comunhão cristã caracteriza-se pela unidade, e através dos Frutos desta Comunhão Cristã é que poderemos participar das mesmas ideias, crenças, opiniões e até divergências entre nós.

I – A COMUNHÃO DOS SANTOS

Prezado irmão, uma igreja local dividida não terá êxito em sua jornada terrena e jamais alcançará o objetivo de evangelização mundial. Esse assunto foi determinante para o crescimento da Igreja Primitiva em Atos dos Apóstolos: A COMUNHÃO CRISTÃ.

A palavra Comunhão, de acordo com o texto bíblico no original, tem um sentido bem amplo. Proveniente do grego koinê, o termo remetente a essa palavra é KOINONIA. Este expressa os seguintes significados: “participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição; sociedade, comunhão, intimidade, ‘cooperação’; (nos papiros, da relação conjugal)”1 . A ideia da palavra é expressar o vínculo perfeito de unidade fraternal dentro de uma comunidade específica cujas características essenciais são a cooperação e o relacionamento mútuo.

A Igreja de Cristo é a reunião de diversas pessoas (diferentes classes sociais, sexos e etnias). Estas formam numa determinada localidade ou espaço público - seja no bairro, no município, no Estado ou até mesmo no país - a “assembleia” visível [a comunidade do Altíssimo] e convocada por Deus para proclamar o Evangelho da salvação a toda criatura. Para atingir este alvo, a comunhão cristã tem um papel preponderante na divulgação das Boas Novas. Através da koinonia, a Igreja Cristã denotará a relevância do Evangelho de Jesus Cristo a uma sociedade, cuja paz e a verdadeira dignidade humana são seu objeto de busca frequente.

A igreja local está estabelecida nessa sociedade. Aquela precisa ser relevante e autêntica no desenvolvimento de suas ações. Por isso a comunhão do Corpo de Cristo deve transparecer uma realidade visível de amor ao próximo entre os irmãos. Só assim que a sociedade sem Deus reconhecerá a graça acolhedora da igreja local e atentará para a proclamação do Evangelho de Cristo Jesus (At 2.46,47).

II – A COMUNHÃO CRISTÃ E A UNIDADE

A Comunhão Cristã e a Unidade, constitui-se num grande ministério. Em (At 2.42), mostra os segredos da igreja primitiva, havia unidade doutrinária, unidade na própria comunhão, unidade no partir do pão e nas orações. Hoje em dia, há muitos crentes ficando em casa, sem ir ao templo, por causa de algumas dificuldades de relacionamentos. Nosso conselho para esses irmãos, é que a comunhão é uma marca caracterizadora do cristão, já que somos dependentes, tanto de Deus quanto dos irmãos. Conforme escreveu o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. A atitude de auto-suficiência na igreja pode levar as pessoas a viverem distantes umas das outras, a agirem indolentemente no seio da igreja (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3). A amargura também pode impedir o desenvolvimento da comunhão na igreja. Cristãos amargurados tratam uns aos outros com hostilidade (Hb. 12.15). Não são poucas as pessoas com orgulho ferido nas igrejas evangélicas. Por causa desse sentimento, elas têm dificuldade para estabelecer vínculos. O elitismo eclesiástico pode também ser um empecilho para a comunhão. As chamadas “panelinhas” nas igrejas, como havia em Corinto (I Co. 3.4), coloca alguns em preferência em detrimento de outros. Conforme afirmou John Wesley certa feita, nada mais anticristão do que um cristão solitário. Nos dias atuais, marcados pelas redes de relacionamentos, as pessoas precisam estar mais juntas. Não apenas nos espaços internéticos, mas também nos encontros presenciais. A frieza do monitor e do teclado do computador não substitui o abraço e o aperto de mão. A cultura ocidental nos legou o individualismo, e, infelizmente, até mesmos em determinadas igrejas, é cada um por si e o diabo contra todos. A igreja do Senhor não é uma empresa, mas uma família na qual somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e como tais devemos nos relacionar. É na igreja que encontramos (ou pelo menos deveríamos encontrar) graça e refrigério para as nossas almas (Rm. 1.11,12).

CONCLUSÃO

Como frutos desta Comunhão Cristã, vemos em Atos o Temor a Deus, haviam sinais e maravilhas, assistência social era forte, havia um crescimento saudável e a Igreja era formada por adoradores. Pergunto: Sua igreja cultiva a verdadeira Comunhão? Já é hora de voltarmos ao princípio para tirarmos lições preciosas, pois só assim o Espírito Santo vai operar em nosso meio, como antes; se vivermos a verdadeira Comunhão dos Santos.

BIBLIOGRAFIA

PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: ABU,2008.

TAYLOR, W. C. Dicionário do N T Grego. 10. ed.

Rio de Janeiro: Imprensa Batista Regular, 2001, p. 119.

Estudos pelo Pr. J.Roberto, Pr. Jairo Teixeira,2010.

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