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sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUANDO O SERVIÇO PRESTADO A DEUS MOST RA QUEM SOMOS(Almir Barbosa)

Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. (2 Coríntios 3:2)

Há no meio evangélico a tendência em se valorizar as pessoas pelo seu status social ou pelos bens materiais que possui. Percebe-se que muitas vezes, isso apaga a real importância que o verdadeiro servo de Deus tem na sua relação com o reino: o serviço prestado ao Senhor desse reino e por extensão, à sua obra.

O apóstolo Paulo enfrentou uma situação bem interessante em Corinto: a exigência de um documento comprobatório de sua real função no reino, ou seja, um documento que discriminasse seu serviço, posição, status ou trabalho prestado à igreja. Como podemos perceber, tudo isso reflete uma perseguição velada por aqueles que queriam o seu lugar na igreja.

Paulo foi o fundador, instrutor e canal de benção para a igreja em Corinto. Como podiam cobrar dele uma carta de recomendação se a própria igreja era a expressão clara e evidente do seu caráter, serviço e afinidade com o Senhor. Quem estava exigindo isso? Pessoas que destacavam a antiga aliança em detrimento da graça de Deus. Procuravam através de suas calúnias e difamações denegrir a imagem, ministério e o prestígio de Paulo junto aos coríntios.

A Lei com suas liturgias e práticas era apenas um pretexto para tais rebeldes e inimigos da graça de Deus. O real objetivo de tais líderes era justamente a posição que Paulo ocupava diante de Deus que exteriorizava na sua relação com a igreja. Esse mesmo tipo de rebeldia ele também expressa na epístola aos gálatas (Gl 3.11,24, 25) a desculpa sempre é a lei.

Embora o apóstolo Paulo destaque que a Letra mata, mas o Espírito vivifica (2 Co 3.5) a glória em rostos descobertos(2 Co 3.18) e liberdade do Espírito (2 Co 3.17), há algo que nos deixa perplexos quanto a oposição feita a Paulo, como uma igreja que foi fundada por um homem com tanto dom e amor abnegado por almas distantes do Senhor, pode se deixar levar por um grupo de opositores descompromissados com o evangelho? A resposta é simples, posição, poder, status, glória, desejo de destaque de ser primus inter pares. A Lei era sempre o meio necessário para denegrir a imagem de Paulo, pois ele como judeu zeloso que era, lançou tudo ao vento para se tornar um seguidor do Nazareno.

Isso fica claro e evidente quando se percebe que os seus opositores eram cristãos judeus. Há pessoas dentro da igreja que estão com os evangélicos, mas não são evangélicos. Seus objetivos são claros e evidentes: querem ser reconhecidos e receberem glória e consequentemente discípulos aos seus pés. Alguns supostos cristãos nas igrejas não mais respeitam os homens e mulheres de Deus cujas vidas são inteiramente voltadas para o trabalho do bom mestre.

Que todos nós tomemos cuidado com as competições por cargos dentro dos nossos templos, pois o Senhor pode bradar desde os céus e denunciar quem de fato tem serviço prestado ou não. Os opositores de Paulo não conseguiram derrubar o argumento mais forte que ele tinha: a própria igreja que ele fundou com o auxílio do Espírito Santo, e nós o que temos para mostrar?

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