DIREITO À EDUCAÇÃO NO BRASIL
Autor Almir Barbosa
Sempre
haverá na sociedade brasileira e internacional a necessidade de se lutar
por direitos humanos. Ainda que leis e decretos possibilitem
oportunidades e investimentos nas área da educação, sempre haverá
lacunas a serem preenchidas,quer seja por crescimento
populacional,deficiência dos serviços ou corrupção dos responsáveis.
Sabe-se
que as ações nacionais são movidas por outras internacionais,pois nunca
um investimento em educação no país,está desvinculado dos movimentos e
inquietações globais por melhores condições para uma educação de
qualidade.
O Pacto
Internacional de Direitos Econômicos,Sociais e Culturais como
instrumento legal de cunho internacional fomenta e instiga a todos os
povos a oferecer a todo cidadão o direito a educação. Tal documento
respalda que não somente aqueles que tem melhores condições de vida
devem usufruir de uma educação de qualidade, como também a queles que
não tiveram em idade escolar a oportunidade de usufruir de tal benefício
por motivos de trabalho, péssimas condições de vida.
A partir
de um documento de cunho internacional, qual seja o citado acima, o
direito à educação também foi corroborado pela lei maior do nosso
país,isto é, a Constituição Federal que preza a educação como direitos
de todos de forma irrevogável,inegável e de responsabilidade do poder
público,sendo este o proporcionador de uma educação qualitativa e
extensiva,qual seja,que seja garantida a todos os cidadãos brasileiros
em idade escolar. Sendo um direito do cidadão caberia ao governo
federal,estadual e municipal outorgar tais privilégios ao brasileiro.
Tal outorga não se restringe a uma mera existência de uma unidade
escolar ou de uma universidade,isto também requer investimento e
profissionalização e melhores salários dos docentes,bem como
infraestrutura. Nesse contexto a 9394/96, a nova LDB, veio fortalecer
tal obrigatoriedade do ensino e do direito à educação: divulgar a
cultura nacional e gerar novos produtores de saber ou de conhecimento,
até mesmo instigando empresários a ofertar educação nas escolas
particulares.
Diante dos
documentos supracitados poder-se-ia concluir : dessa forma ,tudo
caminhará a passos largos e o analfabetismo e evasão escolar não mais
serão debatidas. Lerdo engano. Com o crescimento populacional e a
insuficiência da educação ofertada, bem como a precariedade do ensino,
baixos salários pagos aos docentes e a corrupção dos políticos
responsáveis em gerir recursos educacionais, veio à tona uma
realidade:crescimento do analfabetismo ,evasão escolar e precariedade do
ensino. Diante de uma situação como essa o efeito sanador tornou-se o
seguinte:o aumento dos anos do Fundamental para nove anos , antecipando a
idade escolar, maiores investimentos na educação, implementação de
programas como PDE, PDDE em que as próprias escolas seria auto-gestoras e
em consonância com a gestão democrática das unidades escolares e
universidades. Somado a tudo isso houve maiores investimentos na
Educação Básica, Eja e tele-ensino, bem como o cuidado com a educação
especial ,àqueles que antes eram excluídos.
Embora o
direito à educação tem avançado bastante exemplos no Nordeste demonstram
que a falta de equidade na distribuição dos recursos bem como a
qualidade do que se oferta ainda reflete algo: temos muito que avançar
para que os direitos sejam de fato garantidos.
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