Hipertexto
Por Professor Lindomar
Ao longo da história da humanidade a maioria dos registros feitos, em se tratando de narrativa textual, foram em forma de metanarrativas, que são as narrativas retóricas e lineares, com classificações hierárquicas e de forma que a leitura não é feita baseada em associações, como acontece no hipertexto. Tanto em registros religiosos quanto em livros didáticos a narrativa segue uma temporalidade linear, do mais antigo ao recente, de acontecimentos subseqüentes por períodos históricos, e por outros fatores próprios do projeto da modernidade. Porém no mundo contemporâneo nos deparamos com o excesso de informações e a urgência de seleção dessas informações. A estrutura de uma narrativa hipertextual vem permitir melhor desempenho nesta seleção de informações.
O termo hipertexto foi criado por Theodore Nelson, na década de sessenta, para denominar a forma de escrita/leitura não linear na informática, pelo sistema “Xanadu”. Até então a idéia de hipertextualidade havia sido apenas manifestada pelo matemático e físico Vannevar Bush através do dispositivo “Memex”.
O hipertexto está relacionado à própria evolução da tecnologia computacional quando a interação passa à interatividade, em que o computador deixa de ser binário, rígido e centralizador, para oferecer ao usuário interfaces interativas. O termo interativo já pertencia ao campo das artes quando se propunha intervenção do/com apreciador, no entanto o termo interatividade passa a se associar a sistemas da informática, por fazer um contraponto à leitura/escrita das metanarrativas.
O hipertexto vem auxiliar o ser humano na questão da aquisição e assimilação do conhecimento, pois tal como o cérebro humano, ele não possui uma estrutura hierárquica e linear, sua característica é a capilaridade, ou melhor, uma forma de organização em rede. Ao acessarmos um ponto determinado de um hipertexto, conseqüentemente, outros que estão interligados também são acessados, no grau de interatividade que necessitamos.
Por muitos anos interagir com o computador exigiu uma base de conhecimento em alguns sistemas de hardware, mas com a evolução de softwares hipertextuais, cada vez mais têm sido aperfeiçoados mecanismos de interatividade através do mouse e de outros periféricos, como câmera, scanner, etc. A tela de um monitor apresenta-se hoje fragmentada e personalizada, proporcionando ao usuário a facilidade de acesso às informações e a forma lúdica de utilização das ferramentas.
Foi no campo da informática que surgiu o hipertexto, pela necessidade de tornar o computador cada vez mais interativo. Mas o hipertexto não precisa ser interativo e sim “explorativo”. Ao navegar pela internet vamos encontrando endereços de sites, palavras sublinhadas, ícones piscando, e muitos outros atrativos que nos levam a clicar com o mouse e abrir diversas janelas, pois bem, este é o chamado efeito hipertextual no ciberespaço. Da mesma forma pode acontecer num documento de texto (Word, Página na internet), onde se inserem palavras-chaves que levam a outros textos ou imagens.
Ele não está presente apenas no campo da informática, mas encontra-se também nos livros de formatos convencionais, onde os autores buscam facilitar a compreensão de cada capítulo na sua individualidade, sem que perca a essência que compõe o todo, a idéia central do autor. Hoje é muito comum encontrarmos livros organizados por um autor e escritos por vários. Estes livros não lineares são exemplos de hipertextos.
O hipertexto permite ao leitor decidir o rumo a seguir na sua viagem pela leitura, tornando o tempo e o espaço, em relação à construção textual, flexível.
A televisão, o cinema, e outras áreas das artes e do entretenimento também vêm trabalhando com a idéia do hipertexto, até mesmo para alcançar o público hoje mais hiperativo, que vive uma contemporaneidade fragmentada, numa contagem regressiva do tempo de seus afazeres. Há filmes que apresentam algumas pequenas histórias, que parecem independentes umas das outras, porém a essência de cada uma faz parte de um único enredo desenvolvido pelo autor.
Enfim, as partes de um hipertexto fazem sentido, mesmo sendo deslocadas do seu eixo central ou enredo. Ele possibilita a livre escolha, por onde começar e em que ordem seguir.
Fontes
LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência. O futuro dom pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.
SILVA, Marco. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2002.
Intertexto
Por Ana Lucia Santana
A intertextualidade é uma espécie de conversa entre textos; esta interação pode aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em uma camada subentendida, nos mais diferentes gêneros textuais. Para compreender a presença deste mecanismo em um texto, é necessário que a pessoa detenha uma experiência de mundo e um nível cultural significativos.
O intertexto só funciona quando o leitor é capaz de perceber a referência do autor a outras obras ou a fragmentos identificáveis de variados textos. Este recurso assume papéis distintos conforme a contextura na qual é inserido. A pressuposta cultura geral relacionada ao uso deste mecanismo literário deve, portanto, ser dividida entre autores e leitores.
E não há limite para as esferas do conhecimento que podem ser acessadas tanto pelo produtor do texto, quanto por seu receptor. Isto significa que o intertexto não está somente ligado ao contexto literário. Ele pode estar presente na pintura, a qual pode interagir com uma foto produzida séculos depois; na publicidade, quando, por exemplo, o ator que anuncia o Bom Bril está trajado como a Mona Lisa, criada por Leonardo da Vinci.
No caso desta propaganda, o intérprete compara a forma como o ‘Mon Bijou” deixa a roupa bem limpa e perfumada, com a criação de uma obra-prima, alusão à criação de da Vinci. Seu idealizador, portanto, faz uma analogia entre o produto que deseja vender e a elaboração de uma imagem pictórica, levando ao consumidor a possibilidade de se atualizar culturalmente.
Há pelo menos sete tipos de intertextualidade. A Epígrafe é um pequeno trecho de outra obra, ou mesmo um título, que apresenta outra criação, guardando com ela alguma relação mais ou menos oculta. A Citação é um fragmento transcrito de outro autor, inserido no texto entre aspas.
A Paráfrase é a réplica de um escrito alheio, posicionado em um uma obra com as palavras de seu autor. Este deve, portanto, esclarecer que o trecho reproduzido não é de sua autoria, citando a fonte bibliográfica pesquisada, a fim de não cometer plágio. A Paródia é uma distorção intencional de outro texto, com objetivos críticos ou irônicos.
O Pastiche é a imitação rude de outros criadores – escritores, pintores, entre outros – com intenção pejorativa, ou uma modalidade de colagens e montagens de vários textos ou gêneros, compondo uma espécie de colcha de retalhos textual. A tradução se insere na esfera da intertextualidade porque o tradutor recria o texto original.
A Referência é o ato de se mencionar determinadas obras, de forma direta ou indireta. A Alusão é uma figura de linguagem que se vale da referência ou da citação de um evento ou de uma pessoa, concreta ou integrante do universo da ficção, denominada interlocutor. Ela é igualmente conhecida como ‘intertextualidade’ ou ‘polifonia’.
O intertexto, portanto, não se refere apenas a textos literários, mas também a músicas, imagens – vídeos, filmes, todos os recursos visuais. Assim, em uma composição musical, no lançamento cinematográfico, na animação que se assiste em casa, na publicidade, nas pinturas e outras artes plásticas, enfim, em todas as linguagens artísticas, está presente a intertextualidade.
Fontes:
http://drikamil-adriana.blogspot.com/2009/03/o-que-e-intertextualidade_4117.html
Intertextualidade: Paráfrase e Paródia
Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade.
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas idéias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia.
Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a idéia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23):
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas idéias, não há mudança do sentido principal do texto que é a saudade da terra natal.
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, freqüentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
PLANO DE AULA - SPEAKING
Almir Barbosa
Objetivos Gerais:
Fazer uso da língua falada para comunicar idéias e intenções;
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
1) Atividade não-comunicativa: Declamar poema “The Web of Life”
(obs.: supõe-se que esta atividade e a atividade seguinte são posteriores à aula de reading sobre este mesmo texto).
Pre-speaking:
Relembrar texto e sua temática;
While-speaking:
Declamação do poema, primeiro a turma inteira em uníssono, depois individualmente ou em duplas.
Post-speaking:
Apontar erros de pronúncia e de continuidade da declamação.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
2) Atividade comunicativa: role-play/situation.
Um fazendeiro requer a posse de terras que foram “invadidas” por uma tribo indígena. Os índios dizem a terra já é deles. O fazendeiro e sua família se reúnem, na sede da FUNAI cidade mais próxima, com o cacique da tribo e outros membros da comunidade indígena. No lado de fora, se encontram populares e jornalistas, que dão suas opiniões a respeito.
Pre-speaking:
Designar os papéis: um funcionário da FUNAI; fazendeiro e pelo menos um familiar; cacique e pelo menos um índio; um jornalista; pelo menos três populares (sete alunos no total).
Dividir a classe em grupos de sete.
Pedir à turma que, baseada nos seus relatórios feitos durante as aulas de reading, desenvolva um debate como proposto acima;
Alertar para imagens pré-concebidas, principalmente sobre o indígena.
While-speaking:
Encenação do debate, em no máximo 10 minutos para cada grupo.
Post-speaking:
PLANO DE AULA - READING
Objetivos Gerais:
Ler e interpretar texto de temática social;
Fazer associação entre o texto lido e os problemas sociais pertinentes
Relacionar o assunto com o cotidiano do aluno
Fomentar opinião sobre a questão ambiental e a indígena
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
Pre-reading:
Provocar discussões acerca do que pode tratar o texto a partir da visão de mundo do aluno, tais como:
• Você consegue emitir opiniões acerca disto?
• Que conhecimento você tem desse assunto (no caso, a questão indígena)?
• É possível identificar alguma idéia comum à sua vivência?
• Você já viu este texto ou textos parecidos?
While-reading:
leitura silenciosa do texto “The Web of Life”;
Scanning, através do exercício Looking for Specific Information do livro didático
Reconhecer marcadores de discurso, através do exercício Discourse Markers.
Correção dos exercícios.
Post-reading:
Debate de formação crítica, através da atividade Talk it Over.
• Preservação do meio ambiente
• Questão de terras indígenas
• Preconceitos
Pedir para fazer relatório, em português, dos pontos discutidos.
Tempo Estipulado: 3 aulas de 50 minutos.
(Texto e exercício extraídos do livro “Password Special Edition”, de Amadeu Marques)
TEXTO: THE WEB OF LIFE
“The Indians love the sky and the clouds, trees and animals, mountains, rocks, and rivers. Man’s feeling of identity with nature is beautifully expressed in a poem of the Pueblo, a tribe of Indians of North America, who used to live in the Southwest of what is now the United States. The poem gives us the thoughts of an Indian life and death. It shows how the Indians accepted their place in the beautiful plan of nature. All living things, the poem tells us, share the Earth. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
I have killed the rabbit
I have crushed the grasshopper
And the plants he feeds upon.
I have cut through the heart
I have taken fish from water
And birds from the sky.
In my life I needed death
So that my life can be.
When I die, I must give life
To what has nourished me.
The Earth receives my body
And gives it to the caterpillars
To the birds
And to the coyotes,
Each in its own time so that
The web of life is never broken.”
Exercício: Discourse Markers
Em dupla, escolha a idéia expressa por cada um dos marcadores do discurso em destaque. Escolha dentre:
Finalidade;conseqüência – tempo – condição – acréscimo de idéias – contraste – comparação
1. All things are connected like the blood that unites us.
2. In my life I have needed death so that my life can be.
3. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
4. The Indians love the sky and the clouds, trees and animals...
Respostas: comparação; condição; tempo; acréscimo de idéias.
Exercício: Looking for Specific Information
Cite as linhas do texto em que se encontram as seguintes informações:
1. O lugar onde viviam os Pueblo.
2. A participação de cada ser vivo no uso da Terra.
3. A razão de o índio ter causado a morte de outros seres.
4. O primeiro integrante da cadeia ecológica a receber o corpo do índio após a sua morte.
5. A pesca feita pelo índio para sua sobrevivência.
Respostas:
1. …who used to live in the Southwest of what is now the United States.
2. All living things, the poem tells us, share the Earth.
3. In my life I needed death/So that my life can be.
4. And gives it to the caterpillars
5. I have taken fish from water
Debate: Talk it Over
Discuta com seus colegas e professores o tema do texto. Qual é a sua opinião sobre a filosofia expressa no poema do índio Pueblo? Você a considera sábia ou ingênua? Que outros exemplos de identificação com a natureza você e seus colegas conhecem, por exemplo, dos indígenas do Brasil? Como podemos explicar que quanto mais “modernas” e sofisticadas as sociedades, mais arrogantes e dominadoras elas são no seu relacionamento com o meio ambiente e o maltratado planeta em que vivemos? Leia mais sobre o tema, discuta, participe. A natureza agradece. Um dia, seus filhos também agradecerão.
Tempo Estipulado: 3-5 aulas de 50 minutos, dependendo do número de grupos.
PLANO DE AULA - LISTENING
Objetivos Gerais:
Ouvir e traduzir o discurso de Snowball do livro Animal Farm, de George Orwell, através do áudio do filme homônimo.
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Objetivos específicos:
Pre-listening:
Prediction, através da apresentação do DVD do filme: verificando a visão de mundo do aluno através de suas opiniões a respeito do autor, da obra e do filme
Inferring, fazer inferências acerca do que pode se tratar o discurso do Snowball, a partir do que foi dito na atividade de prediction.
While-listening:
Deducing meaning: deduzir o significado do contexto a partir da localidade de onde Snowball emite o discurso, do ponto de localidade do discurso, como animal (pois é um porco).
Recognising function and discourse patterns: a função do discurso (no caso, a conscientização da inferioridade de classe e o teor socialista do discurso).
Post-listening:
Perceber no discurso do Snowball: detailed information, que transporte para o discurso os problemas sociais vigentes no bairro do aluno, do seu estado, país e mundo e, a partir daí, captar o skimming da obra de George Orwell e sua mensagem para os dias atuais.
Procedimentos:
Pre-listening:
Atividade de sondagem sobre o conhecimento que o aluno tem sobre Animal Farm:
• Você conhece o livro ou filme A Revolução dos Bichos?
• Você conhece George Orwell?
• Você tem idéia do que é fábula animal?
• Você faz idéia do que é a Revolução Russa?
While-listening:
A partir deste vídeo, alunos devem tentar, através do contexto, idéias básicas, como escravidão, servidão, imobilidade, insatisfação e revolução.
Observar também situação dos animais frente aos homens e o discurso de Snowball como pretexto para uma possível mobilização.
Post-listening:
A partir da compreensão do discurso de Snowball, o aluno deve perceber à sua volta situações de servidão, escravidão, imobilidade, insatisfação e que caminhem para uma possível revolução no seu bairro, estado, país e no mundo.
Captar, através das opiniões expostas de alunos, a visão anteriormente exposta no pre-listening e contrastá-la agora.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
Almir Barbosa
Objetivos Gerais:
Fazer uso da língua falada para comunicar idéias e intenções;
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
1) Atividade não-comunicativa: Declamar poema “The Web of Life”
(obs.: supõe-se que esta atividade e a atividade seguinte são posteriores à aula de reading sobre este mesmo texto).
Pre-speaking:
Relembrar texto e sua temática;
While-speaking:
Declamação do poema, primeiro a turma inteira em uníssono, depois individualmente ou em duplas.
Post-speaking:
Apontar erros de pronúncia e de continuidade da declamação.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
2) Atividade comunicativa: role-play/situation.
Um fazendeiro requer a posse de terras que foram “invadidas” por uma tribo indígena. Os índios dizem a terra já é deles. O fazendeiro e sua família se reúnem, na sede da FUNAI cidade mais próxima, com o cacique da tribo e outros membros da comunidade indígena. No lado de fora, se encontram populares e jornalistas, que dão suas opiniões a respeito.
Pre-speaking:
Designar os papéis: um funcionário da FUNAI; fazendeiro e pelo menos um familiar; cacique e pelo menos um índio; um jornalista; pelo menos três populares (sete alunos no total).
Dividir a classe em grupos de sete.
Pedir à turma que, baseada nos seus relatórios feitos durante as aulas de reading, desenvolva um debate como proposto acima;
Alertar para imagens pré-concebidas, principalmente sobre o indígena.
While-speaking:
Encenação do debate, em no máximo 10 minutos para cada grupo.
Post-speaking:
PLANO DE AULA - READING
Objetivos Gerais:
Ler e interpretar texto de temática social;
Fazer associação entre o texto lido e os problemas sociais pertinentes
Relacionar o assunto com o cotidiano do aluno
Fomentar opinião sobre a questão ambiental e a indígena
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Procedimentos:
Pre-reading:
Provocar discussões acerca do que pode tratar o texto a partir da visão de mundo do aluno, tais como:
• Você consegue emitir opiniões acerca disto?
• Que conhecimento você tem desse assunto (no caso, a questão indígena)?
• É possível identificar alguma idéia comum à sua vivência?
• Você já viu este texto ou textos parecidos?
While-reading:
leitura silenciosa do texto “The Web of Life”;
Scanning, através do exercício Looking for Specific Information do livro didático
Reconhecer marcadores de discurso, através do exercício Discourse Markers.
Correção dos exercícios.
Post-reading:
Debate de formação crítica, através da atividade Talk it Over.
• Preservação do meio ambiente
• Questão de terras indígenas
• Preconceitos
Pedir para fazer relatório, em português, dos pontos discutidos.
Tempo Estipulado: 3 aulas de 50 minutos.
(Texto e exercício extraídos do livro “Password Special Edition”, de Amadeu Marques)
TEXTO: THE WEB OF LIFE
“The Indians love the sky and the clouds, trees and animals, mountains, rocks, and rivers. Man’s feeling of identity with nature is beautifully expressed in a poem of the Pueblo, a tribe of Indians of North America, who used to live in the Southwest of what is now the United States. The poem gives us the thoughts of an Indian life and death. It shows how the Indians accepted their place in the beautiful plan of nature. All living things, the poem tells us, share the Earth. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
I have killed the rabbit
I have crushed the grasshopper
And the plants he feeds upon.
I have cut through the heart
I have taken fish from water
And birds from the sky.
In my life I needed death
So that my life can be.
When I die, I must give life
To what has nourished me.
The Earth receives my body
And gives it to the caterpillars
To the birds
And to the coyotes,
Each in its own time so that
The web of life is never broken.”
Exercício: Discourse Markers
Em dupla, escolha a idéia expressa por cada um dos marcadores do discurso em destaque. Escolha dentre:
Finalidade;conseqüência – tempo – condição – acréscimo de idéias – contraste – comparação
1. All things are connected like the blood that unites us.
2. In my life I have needed death so that my life can be.
3. When we die, we give back to nature what we have borrowed.
4. The Indians love the sky and the clouds, trees and animals...
Respostas: comparação; condição; tempo; acréscimo de idéias.
Exercício: Looking for Specific Information
Cite as linhas do texto em que se encontram as seguintes informações:
1. O lugar onde viviam os Pueblo.
2. A participação de cada ser vivo no uso da Terra.
3. A razão de o índio ter causado a morte de outros seres.
4. O primeiro integrante da cadeia ecológica a receber o corpo do índio após a sua morte.
5. A pesca feita pelo índio para sua sobrevivência.
Respostas:
1. …who used to live in the Southwest of what is now the United States.
2. All living things, the poem tells us, share the Earth.
3. In my life I needed death/So that my life can be.
4. And gives it to the caterpillars
5. I have taken fish from water
Debate: Talk it Over
Discuta com seus colegas e professores o tema do texto. Qual é a sua opinião sobre a filosofia expressa no poema do índio Pueblo? Você a considera sábia ou ingênua? Que outros exemplos de identificação com a natureza você e seus colegas conhecem, por exemplo, dos indígenas do Brasil? Como podemos explicar que quanto mais “modernas” e sofisticadas as sociedades, mais arrogantes e dominadoras elas são no seu relacionamento com o meio ambiente e o maltratado planeta em que vivemos? Leia mais sobre o tema, discuta, participe. A natureza agradece. Um dia, seus filhos também agradecerão.
Tempo Estipulado: 3-5 aulas de 50 minutos, dependendo do número de grupos.
PLANO DE AULA - LISTENING
Objetivos Gerais:
Ouvir e traduzir o discurso de Snowball do livro Animal Farm, de George Orwell, através do áudio do filme homônimo.
Fundamentos Teóricos:
Pedagogia Crítica no ensino aplicado, procurando fazer com que o aluno não reproduza o discurso do senso comum sem reflexão.
Objetivos específicos:
Pre-listening:
Prediction, através da apresentação do DVD do filme: verificando a visão de mundo do aluno através de suas opiniões a respeito do autor, da obra e do filme
Inferring, fazer inferências acerca do que pode se tratar o discurso do Snowball, a partir do que foi dito na atividade de prediction.
While-listening:
Deducing meaning: deduzir o significado do contexto a partir da localidade de onde Snowball emite o discurso, do ponto de localidade do discurso, como animal (pois é um porco).
Recognising function and discourse patterns: a função do discurso (no caso, a conscientização da inferioridade de classe e o teor socialista do discurso).
Post-listening:
Perceber no discurso do Snowball: detailed information, que transporte para o discurso os problemas sociais vigentes no bairro do aluno, do seu estado, país e mundo e, a partir daí, captar o skimming da obra de George Orwell e sua mensagem para os dias atuais.
Procedimentos:
Pre-listening:
Atividade de sondagem sobre o conhecimento que o aluno tem sobre Animal Farm:
• Você conhece o livro ou filme A Revolução dos Bichos?
• Você conhece George Orwell?
• Você tem idéia do que é fábula animal?
• Você faz idéia do que é a Revolução Russa?
While-listening:
A partir deste vídeo, alunos devem tentar, através do contexto, idéias básicas, como escravidão, servidão, imobilidade, insatisfação e revolução.
Observar também situação dos animais frente aos homens e o discurso de Snowball como pretexto para uma possível mobilização.
Post-listening:
A partir da compreensão do discurso de Snowball, o aluno deve perceber à sua volta situações de servidão, escravidão, imobilidade, insatisfação e que caminhem para uma possível revolução no seu bairro, estado, país e no mundo.
Captar, através das opiniões expostas de alunos, a visão anteriormente exposta no pre-listening e contrastá-la agora.
Tempo estipulado: 2 aulas de 50 minutos
ABORDAGENS EDUCACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO DE SURDOS
CRISTINA B. F. LACERDA
ORALISMO
Abordagem educacional que pregava a reabilitação dos surdos para que superassem a surdez, que falassem, e de certo modo se comportassem como humanos sem deficiências. Tinha como objetivo impor a oralização para que os surdos fossem aceitos socialmente. A partir desse processo deixou a grande maioria dos surdos de fora de toda a possibilidade educativa, de desenvolvimento pessoal de integração social obrigando-os a se organizarem de forma quase clandestina.
GESTUALISTAS
Defendiam que os surdos desenvolviam uma linguagem que, ainda que diferente da oral era eficaz para a comunicação e lhes abria as portas para o conhecimento da cultura, incluindo dirigido para a língua oral.Teve como representante principal o abade Charles M. De L´Epée que a partir da observação de grupos de surdos, verifica que estes desenvolviam um tipo de comunicação apoiada no canal viso-gestual , que era muito satisfatória. Partindo de tal observação desenvolveu um método educacional apoiado na língua de sinais da comunidade de surdos, acrescentando a estes sinais a estrutura do francês. A proposta tinha como objetivo fazer com que os educadores aprendessem estes sinais para se comunicarem com os surdos para poder lhes ensinar a língua falada.
COMUNICAÇÃO TOTAL
Prática de usar sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital para fornecer inputs lingüísticos para estudantes surdos, ao passo que podem expressar-se nas modalidades preferidas. Tinha como objetivo fornecer à criança a possibilidade de desenvolver uma real comunicação com seus familiares, professores e coetâneos, para que possa construir seu mundo interno. Pode se utilizar tanto de sinais usados da língua dê sinais usados pela comunidade surda, como também sinais gramaticais modificados e marcadores para elementos presentes na língua falada. Dessa forma tudo que for falado pode ser acompanhado por elementos visuais que o representem, o que facilitaria a aquisição da língua oral e posteriormente da leitura e da escrita.
EDUCAÇÃO BILÍNGUE
Tinha como objetivo contrapor-se ao modelo oralista por considerar o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem de pessoa surda. Contrapõe-se também à comunicação total por defender um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional. Prega a não mistura das línguas e que se sejam ensinadas duas línguas: a de sinais e a do grupo majoritário. Considera a língua de sinais adequada para a criança surda, pois a expõe à integridade do canal visogestual, fazendo que esta desenvolva sua competência lingüística para mais tarde servir como ponte para se aprender a língua do grupo majoritário.
CRISTINA B. F. LACERDA
ORALISMO
Abordagem educacional que pregava a reabilitação dos surdos para que superassem a surdez, que falassem, e de certo modo se comportassem como humanos sem deficiências. Tinha como objetivo impor a oralização para que os surdos fossem aceitos socialmente. A partir desse processo deixou a grande maioria dos surdos de fora de toda a possibilidade educativa, de desenvolvimento pessoal de integração social obrigando-os a se organizarem de forma quase clandestina.
GESTUALISTAS
Defendiam que os surdos desenvolviam uma linguagem que, ainda que diferente da oral era eficaz para a comunicação e lhes abria as portas para o conhecimento da cultura, incluindo dirigido para a língua oral.Teve como representante principal o abade Charles M. De L´Epée que a partir da observação de grupos de surdos, verifica que estes desenvolviam um tipo de comunicação apoiada no canal viso-gestual , que era muito satisfatória. Partindo de tal observação desenvolveu um método educacional apoiado na língua de sinais da comunidade de surdos, acrescentando a estes sinais a estrutura do francês. A proposta tinha como objetivo fazer com que os educadores aprendessem estes sinais para se comunicarem com os surdos para poder lhes ensinar a língua falada.
COMUNICAÇÃO TOTAL
Prática de usar sinais, leitura orofacial, amplificação e alfabeto digital para fornecer inputs lingüísticos para estudantes surdos, ao passo que podem expressar-se nas modalidades preferidas. Tinha como objetivo fornecer à criança a possibilidade de desenvolver uma real comunicação com seus familiares, professores e coetâneos, para que possa construir seu mundo interno. Pode se utilizar tanto de sinais usados da língua dê sinais usados pela comunidade surda, como também sinais gramaticais modificados e marcadores para elementos presentes na língua falada. Dessa forma tudo que for falado pode ser acompanhado por elementos visuais que o representem, o que facilitaria a aquisição da língua oral e posteriormente da leitura e da escrita.
EDUCAÇÃO BILÍNGUE
Tinha como objetivo contrapor-se ao modelo oralista por considerar o canal visogestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem de pessoa surda. Contrapõe-se também à comunicação total por defender um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional. Prega a não mistura das línguas e que se sejam ensinadas duas línguas: a de sinais e a do grupo majoritário. Considera a língua de sinais adequada para a criança surda, pois a expõe à integridade do canal visogestual, fazendo que esta desenvolva sua competência lingüística para mais tarde servir como ponte para se aprender a língua do grupo majoritário.
COMENTÁRIO SOBRE O TEXTO “LITERATURA POLICIAL BRASILEIRA”, DE SANDRA REIMÃO
As histórias de detetive, de acordo com Todorov podem ser classificadas em três grupos: romance de enigma, romance negro e de suspense. Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle e Aghata Christie formam o trio clássico do chamado romance de enigma. Dashiel Hammett e Raymond Chandler são praticamente os fundadores e os nomes mais expressivos do romance negro. Já os romances de suspense têm como nomes principais Patrik Quentin e Charles Williams.
Enquanto nos Estados unidos e na Europa as histórias se desenvolveram e evoluíram, no Brasil também esse tipo de literatura foi explorado. A primeira narrativa policial brasileira, “o mistério”, foi escrita a oito mãos por Coelho, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, e publicada em capítulos pelo jornal A Folha a partir de Março de 1920 (Reimão, 2005). As principais características presentes no “Mistério” são: auto-ironia, por pertencer ao gênero policial, em relação à própria trama e sua forma de narração. Intertextualidade destacando as citações e referências a autores policiais, enquanto na literatura policial clássica a intertextualidade tem a função de especificar um texto em relação ao seu gênero, em O Mistério há o exagero do uso de tal recurso com a função de ironizá-lo. Autores se citam mutuamente e se tornam personagem. Inocência do criminoso Critica ao sistema judiciário nacional, Critica e exaltação da polícia, sendo o assassino Pedro Albergaria a personagem que será o porta-voz para tal crítica. Critica ao detetive Clássico, no caso Major Melo Bandeira ao tentar aplicar os métodos científicos da linha de Sherlock Holmes, sempre falha, envolvimento amoroso com criminosa e suicídio.
Segundo Sandra Reimão (2005), os detetives enigma aqui no Brasil serão também máquinas de raciocinar e seus traços pessoais em nada alteram suas atuações enquanto detetives. Para citar alguns exemplos temos: Cabral, da obra 20º Axioma, de José Loureiro, com sua mania de artigos de papelaria, canetas e agendas. Hilário Pasúbio, de O Caso do martelo, de José Clemente Pozenato ,que é viciado em cigarros e o Dr. Leite, dos contos de Luís Coelho, com sua fraqueza pelas mulheres.
Há exceções também na tipificação dos detetives da literatura brasileira, por exemplo, o Major Melo Bandeira, protagonista de “o mistério”, não é um tipo perfeito de detetive clássico, pois é engraçado e atrapalhado. Tonico Arzão da obra Quem Matou Pacífico, de Maria Alice Barroso é ex-fazendeiro, manco, desdentado, fala errado, cabelos grisalhos e nariz adunco, queixo cumprido, gosta de acariciar as pessoas enquanto conversa, além disso, é crente nas coisas sobrenaturais e, sua investigação é pautada por esse paradigma místico. O cabo Turíbeo de “O Mistério do fiscal dos canos Assassinato do casal de velhos”, de Glauco Rodrigues Corrêa, as palavras cruzadas dão suporte ao protagonista na resolução de enigmas. Espinosa, protagonista dos romances policias de Luiz Alfredo Garcia – Roza, os vícios de Espinosa, quais sejam andar pelo Rio de Janeiro antigo e colecionar livros dão ocasiões para muitas das suas deduções e achados. Logo se percebe que tais detetives e estão longe de ser máquinas pensantes, mas que suas características pessoais dão suporte para a resolução dos crime que os tais se propõem a solucionar.
Na obra o Xangô de Baker Street, de Jô Soares, há algumas características desses protagonistas citados acima: a comicidade presente no Major Melo Bandeira, está presente em Sherlock Holmes, pois o mesmo, nessa obra, é o oposto do que escreveu Conan Doyle , uma máquina pensante. Na obra de Jô soares ele é atrapalhado, ingênuo e não desvenda o crime. Assim como o Dr. Leite, ele tem fraqueza pelas mulheres, sendo preso até por atentado ao pudor. O misticismo de Tonico Arzão também está presente, pois quando Holmes e Watson estão em um terreiro de candomblé, uma entidade ao possuir o último, revela quem é o verdadeiro criminoso.
Por fim, a literatura policial brasileira além de fazer crítica a este gênero textual, ao mesmo tempo se filia e faz apologia à literatura de investigação. Ao recriar e trazer à tona um novo tipo de literatura policial, insere nesse contexto, além da brasilidade, a crítica social, bem como a religiosidade e a pluralidade cultural do povo brasileiro, quer seja, daqueles que moram nos morros, ou do morador das grandes cidades, e nisso, a literatura policial brasileira se torna singular e ímpar e nesse sentido se contrasta com as produções européias e norte- americanas.
As histórias de detetive, de acordo com Todorov podem ser classificadas em três grupos: romance de enigma, romance negro e de suspense. Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle e Aghata Christie formam o trio clássico do chamado romance de enigma. Dashiel Hammett e Raymond Chandler são praticamente os fundadores e os nomes mais expressivos do romance negro. Já os romances de suspense têm como nomes principais Patrik Quentin e Charles Williams.
Enquanto nos Estados unidos e na Europa as histórias se desenvolveram e evoluíram, no Brasil também esse tipo de literatura foi explorado. A primeira narrativa policial brasileira, “o mistério”, foi escrita a oito mãos por Coelho, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa, e publicada em capítulos pelo jornal A Folha a partir de Março de 1920 (Reimão, 2005). As principais características presentes no “Mistério” são: auto-ironia, por pertencer ao gênero policial, em relação à própria trama e sua forma de narração. Intertextualidade destacando as citações e referências a autores policiais, enquanto na literatura policial clássica a intertextualidade tem a função de especificar um texto em relação ao seu gênero, em O Mistério há o exagero do uso de tal recurso com a função de ironizá-lo. Autores se citam mutuamente e se tornam personagem. Inocência do criminoso Critica ao sistema judiciário nacional, Critica e exaltação da polícia, sendo o assassino Pedro Albergaria a personagem que será o porta-voz para tal crítica. Critica ao detetive Clássico, no caso Major Melo Bandeira ao tentar aplicar os métodos científicos da linha de Sherlock Holmes, sempre falha, envolvimento amoroso com criminosa e suicídio.
Segundo Sandra Reimão (2005), os detetives enigma aqui no Brasil serão também máquinas de raciocinar e seus traços pessoais em nada alteram suas atuações enquanto detetives. Para citar alguns exemplos temos: Cabral, da obra 20º Axioma, de José Loureiro, com sua mania de artigos de papelaria, canetas e agendas. Hilário Pasúbio, de O Caso do martelo, de José Clemente Pozenato ,que é viciado em cigarros e o Dr. Leite, dos contos de Luís Coelho, com sua fraqueza pelas mulheres.
Há exceções também na tipificação dos detetives da literatura brasileira, por exemplo, o Major Melo Bandeira, protagonista de “o mistério”, não é um tipo perfeito de detetive clássico, pois é engraçado e atrapalhado. Tonico Arzão da obra Quem Matou Pacífico, de Maria Alice Barroso é ex-fazendeiro, manco, desdentado, fala errado, cabelos grisalhos e nariz adunco, queixo cumprido, gosta de acariciar as pessoas enquanto conversa, além disso, é crente nas coisas sobrenaturais e, sua investigação é pautada por esse paradigma místico. O cabo Turíbeo de “O Mistério do fiscal dos canos Assassinato do casal de velhos”, de Glauco Rodrigues Corrêa, as palavras cruzadas dão suporte ao protagonista na resolução de enigmas. Espinosa, protagonista dos romances policias de Luiz Alfredo Garcia – Roza, os vícios de Espinosa, quais sejam andar pelo Rio de Janeiro antigo e colecionar livros dão ocasiões para muitas das suas deduções e achados. Logo se percebe que tais detetives e estão longe de ser máquinas pensantes, mas que suas características pessoais dão suporte para a resolução dos crime que os tais se propõem a solucionar.
Na obra o Xangô de Baker Street, de Jô Soares, há algumas características desses protagonistas citados acima: a comicidade presente no Major Melo Bandeira, está presente em Sherlock Holmes, pois o mesmo, nessa obra, é o oposto do que escreveu Conan Doyle , uma máquina pensante. Na obra de Jô soares ele é atrapalhado, ingênuo e não desvenda o crime. Assim como o Dr. Leite, ele tem fraqueza pelas mulheres, sendo preso até por atentado ao pudor. O misticismo de Tonico Arzão também está presente, pois quando Holmes e Watson estão em um terreiro de candomblé, uma entidade ao possuir o último, revela quem é o verdadeiro criminoso.
Por fim, a literatura policial brasileira além de fazer crítica a este gênero textual, ao mesmo tempo se filia e faz apologia à literatura de investigação. Ao recriar e trazer à tona um novo tipo de literatura policial, insere nesse contexto, além da brasilidade, a crítica social, bem como a religiosidade e a pluralidade cultural do povo brasileiro, quer seja, daqueles que moram nos morros, ou do morador das grandes cidades, e nisso, a literatura policial brasileira se torna singular e ímpar e nesse sentido se contrasta com as produções européias e norte- americanas.
ANÁLISE DO CONTO: O FALCÃO MALTÊS DE ,DASHIELL HAMMETT
Almir Barbosa
O Falcão Maltês de Dashiell Hammett é um típico romance negro, pois se contrasta totalmente com os romances de enigma ou das histórias clássicas de detetive. Enquanto nestas, postula-se a imunidade do detetive e há duas histórias: a do crime e a do inquérito. No falcão maltês, como em todos os romances negros, o detetive não é imune: apanha, arrisca a vida, se envolve com a criminosa Brigid O’shaughnessy, aceita suborno e não tem escrúpulos nenhum.
Quanto à história, não há flash back, Spade não tem sua história relatada por um amigo próximo, muito pelo contrário, seu próprio parceiro é morto. A própria história do conto faz com que o enredo clássico do romance de enigma seja diferente: O enredo gira em torno de uma relíquia medieval valiosíssima - a estatueta de um falcão - que é levada em sigilo desde o Oriente até a cidade de São Francisco, na Califórnia. Em seu rastro seguem aventureiros gananciosos que fazem de tudo para possuí-la. O detetive particular Sam Spade entra nessa batalha quando seu sócio é assassinado depois de se envolver com uma jovem sedutora e esperta. Imune a ilusões sentimentais, habituado a lidar com gângsteres e policiais corruptos, Spade arma um jogo sutil de alianças e traições, decidido a sair vencedor. Preserva noções elementares de justiça, mas está disposto a ir até o limite.
As demais figuras que compõem o rol de personagens também seguem a linha do protagonista e, assim como na grande maioria das obras que constituem o noir, são todos indivíduos de caráter duvidoso, variando desde a mocinha que se passa por garota meiga, mas na verdade é demasiadamente perigosa, ao vilão que se mostra capaz de sacrificar um grande amigo (que é tido como um filho para ele) a fim de conseguir um objeto extremamente ambicionado por si. Longe de aparentar ser o típico herói de contos clássicos, Spade revela-se um sujeito moralmente incorreto e dotado de atitudes imprevisíveis, tudo isso o prescreve como um detetive do estilo noir.
Almir Barbosa
O Falcão Maltês de Dashiell Hammett é um típico romance negro, pois se contrasta totalmente com os romances de enigma ou das histórias clássicas de detetive. Enquanto nestas, postula-se a imunidade do detetive e há duas histórias: a do crime e a do inquérito. No falcão maltês, como em todos os romances negros, o detetive não é imune: apanha, arrisca a vida, se envolve com a criminosa Brigid O’shaughnessy, aceita suborno e não tem escrúpulos nenhum.
Quanto à história, não há flash back, Spade não tem sua história relatada por um amigo próximo, muito pelo contrário, seu próprio parceiro é morto. A própria história do conto faz com que o enredo clássico do romance de enigma seja diferente: O enredo gira em torno de uma relíquia medieval valiosíssima - a estatueta de um falcão - que é levada em sigilo desde o Oriente até a cidade de São Francisco, na Califórnia. Em seu rastro seguem aventureiros gananciosos que fazem de tudo para possuí-la. O detetive particular Sam Spade entra nessa batalha quando seu sócio é assassinado depois de se envolver com uma jovem sedutora e esperta. Imune a ilusões sentimentais, habituado a lidar com gângsteres e policiais corruptos, Spade arma um jogo sutil de alianças e traições, decidido a sair vencedor. Preserva noções elementares de justiça, mas está disposto a ir até o limite.
As demais figuras que compõem o rol de personagens também seguem a linha do protagonista e, assim como na grande maioria das obras que constituem o noir, são todos indivíduos de caráter duvidoso, variando desde a mocinha que se passa por garota meiga, mas na verdade é demasiadamente perigosa, ao vilão que se mostra capaz de sacrificar um grande amigo (que é tido como um filho para ele) a fim de conseguir um objeto extremamente ambicionado por si. Longe de aparentar ser o típico herói de contos clássicos, Spade revela-se um sujeito moralmente incorreto e dotado de atitudes imprevisíveis, tudo isso o prescreve como um detetive do estilo noir.
ANÁLISE DO CONTO O CÃO DOS BASKERVILLE DE ARTHUR CONAN DOYLE
Almir Barbosa
De acordo com Todorov, filósofo e lingüista búlgaro radicado na França, o romance de enigma se caracteriza pelos seguintes paradigmas: a presença de duas histórias a do crime e a do inquérito. Na primeira, é apresentado um crime, um enigma para ser solucionado. A segunda é contada sob a ótica de um amigo confidente do detetive. Nesse momento na descrição da solução do crime, o narrador reconhece estar explicitamente escrevendo um livro. Outro detalhe importante é que o detetive é totalmente imune. Vejamos como isso ocorre no conto O Cão dos Baskerville, eis um resumo do conto: O Cão dos Baskerville conta a história do Solar dos Baskerville, que há quinhentos anos abriga a família de mesmo nome. No entanto, à época da morte de Hugo Baskerville por um suposto cão diabólico, ergue-se a lenda de que este mesmo cão negro e com fogo saindo dos olhos e da boca assombra a família, matando cada um de seus membros que se arrisca na perigosa charneca próxima ao solar. Sir Charles Baskerville tem o mesmo destino de Hugo: é morto pelo cão. O terrível animal não precisou nem tocar o homem, mas matou-o de susto, já que Sir Charles sofria do coração. Já em Baker Street, o Dr. Mortimer, antigo amigo de Charles, pede ajuda a Holmes para desvendar o mistério do Cão dos Baskerville, e apresenta o novo morador do Solar: Sir Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles. Sherlock manda primeiro Watson para tentar resolver o caso. Na primeira parte do conto a história do crime, ou dos fatos que ocasionaram o crime, tudo leva a crer que um cão misterioso é o causador das mortes, supostamente tem-se uma presença sobrenatural na prática dos atos criminosos. Enquanto nessa primeira história a ênfase é apenas para os crimes, Watson está nela como suposto detetive investigador, dando-nos a falsa idéia de ele que vai solucionar os crimes e o mistério, mas é lerdo engano, pois Todorov explica primeiro é a história do crime e não a da investigação. Quando tudo parecia insolúvel para Watson, surge a história da investigação com Sherlock Holmes apresentando todo o enigma resolvido: - O meu jogo era vigiar Stapleton. Era evidente, contudo, que eu não podia fazer isso se estivesse com vocês, já que ele ficaria atentamente em guarda. Enganei todo mundo, portanto, inclusive você, e fui para o sul secretamente quando pensavam que eu estava em Londres. Minhas provações não foram tão grandes como você imaginou, embora esses detalhes triviais nunca devam Interferir com a investigação de um caso. Fiquei a maior parte do tempo em Coombe Tracey, e só usei a cabana da charneca quando foi necessário ficar perto da cena da ação. (O Cão dos Bakerville, p.149, série LPM Pocket).Percebe-se que, na segunda parte do conto, Sherlock Holmes apresenta como conduziu toda a investigação, chegando a concluir que Stapleton era na verdade um Baskerville que morava na África e resolveu comprar um a propriedade perto do pântano fez sua mulher se passar por sua irmã, usar a lenda do cão e acabar com os descendentes. Assim ele seria o único herdeiro. Dessa forma como Todorov explica, no romance de enigma trata-se de duas histórias, das quais, uma está ausente, mas é real, a outra presente, mas insignificante.Por que ele diz isso? Simples, a primeira tem o mero papel de apresentar um problema que será totalmente explicado na segunda.
Almir Barbosa
De acordo com Todorov, filósofo e lingüista búlgaro radicado na França, o romance de enigma se caracteriza pelos seguintes paradigmas: a presença de duas histórias a do crime e a do inquérito. Na primeira, é apresentado um crime, um enigma para ser solucionado. A segunda é contada sob a ótica de um amigo confidente do detetive. Nesse momento na descrição da solução do crime, o narrador reconhece estar explicitamente escrevendo um livro. Outro detalhe importante é que o detetive é totalmente imune. Vejamos como isso ocorre no conto O Cão dos Baskerville, eis um resumo do conto: O Cão dos Baskerville conta a história do Solar dos Baskerville, que há quinhentos anos abriga a família de mesmo nome. No entanto, à época da morte de Hugo Baskerville por um suposto cão diabólico, ergue-se a lenda de que este mesmo cão negro e com fogo saindo dos olhos e da boca assombra a família, matando cada um de seus membros que se arrisca na perigosa charneca próxima ao solar. Sir Charles Baskerville tem o mesmo destino de Hugo: é morto pelo cão. O terrível animal não precisou nem tocar o homem, mas matou-o de susto, já que Sir Charles sofria do coração. Já em Baker Street, o Dr. Mortimer, antigo amigo de Charles, pede ajuda a Holmes para desvendar o mistério do Cão dos Baskerville, e apresenta o novo morador do Solar: Sir Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles. Sherlock manda primeiro Watson para tentar resolver o caso. Na primeira parte do conto a história do crime, ou dos fatos que ocasionaram o crime, tudo leva a crer que um cão misterioso é o causador das mortes, supostamente tem-se uma presença sobrenatural na prática dos atos criminosos. Enquanto nessa primeira história a ênfase é apenas para os crimes, Watson está nela como suposto detetive investigador, dando-nos a falsa idéia de ele que vai solucionar os crimes e o mistério, mas é lerdo engano, pois Todorov explica primeiro é a história do crime e não a da investigação. Quando tudo parecia insolúvel para Watson, surge a história da investigação com Sherlock Holmes apresentando todo o enigma resolvido: - O meu jogo era vigiar Stapleton. Era evidente, contudo, que eu não podia fazer isso se estivesse com vocês, já que ele ficaria atentamente em guarda. Enganei todo mundo, portanto, inclusive você, e fui para o sul secretamente quando pensavam que eu estava em Londres. Minhas provações não foram tão grandes como você imaginou, embora esses detalhes triviais nunca devam Interferir com a investigação de um caso. Fiquei a maior parte do tempo em Coombe Tracey, e só usei a cabana da charneca quando foi necessário ficar perto da cena da ação. (O Cão dos Bakerville, p.149, série LPM Pocket).Percebe-se que, na segunda parte do conto, Sherlock Holmes apresenta como conduziu toda a investigação, chegando a concluir que Stapleton era na verdade um Baskerville que morava na África e resolveu comprar um a propriedade perto do pântano fez sua mulher se passar por sua irmã, usar a lenda do cão e acabar com os descendentes. Assim ele seria o único herdeiro. Dessa forma como Todorov explica, no romance de enigma trata-se de duas histórias, das quais, uma está ausente, mas é real, a outra presente, mas insignificante.Por que ele diz isso? Simples, a primeira tem o mero papel de apresentar um problema que será totalmente explicado na segunda.
sábado, 16 de julho de 2011

SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA
Até os anos 1970, o processo de aprendizagem da Língua Portuguesa era comparado a um foguete em dois estágios, como bem pontuam os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O primeiro ia até a criança ser alfabetizada, aprendendo o sistema de escrita. Já o seguinte começaria quando ela tivesse o domínio básico dessa habilidade e seria convidada a produzir textos, notar as normas gramaticais e ler produções clássicas.
A partir dos anos 1980, o ensino não é mais visto como uma sucessão de etapas, e sim um processo contínuo. "O aluno precisa entrar em contato com dificuldades progressivas do conteúdo. Desse modo, desenvolve competências e habilidades diferentes ao longo dos anos", diz Maria Teresa Tedesco, professora do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
As situações didáticas essenciais para o Ensino Fundamental passaram a ser: ler e ouvir a leitura do docente, escrever, produzir textos oralmente para um educador escriba (quando o aluno ainda não compreende o sistema) e fazer atividades para desenvolver a linguagem oral, além de enfrentar situações de análise e reflexão sobre a língua e a sistematização de suas características e normas.
Essa nova concepção apresentava inúmeras diferenças em relação a perspectivas anteriores. Desde o século 19 até meados do 20, a linguagem era tida como uma expressão do pensamento. Ler e escrever bem eram uma consequência do pensar e as propostas dos professores se baseavam na discussão sobre as características descritivas e normativas da língua. "O objeto de ensino não precisava ser a linguagem", explica Kátia Lomba Bräkling, coautora dos PCNs e professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, em São Paulo.
Os primeiros anos da disciplina deveriam garantir a aprendizagem da escrita, considerada um código de transcrição da fala. Dois tipos de método de alfabetização reinaram por anos: os sintéticos e os analíticos. Os primeiros começavam da parte e iam para o todo, mostrando pequenas partes das palavras, como as letras e as sílabas, para, então, formar sentenças. Compõem o grupo os métodos alfabético, fônico e silábico.
Já os analíticos propunham começar no sentido oposto, o que garantiria uma visão mais ampliada do aluno sobre aquilo que estava no papel, facilitando o seu entendimento. Pelo modelo, o ensino partia das frases e palavras, decompostas em sílabas ou letras. "Nesses métodos, o essencial era o treinamento da capacidade de identificar, suprimir, agregar ou comparar fonemas. Feito isso, estaria formado um leitor", explica Maria do Rosário Longo Mortatti, coordenadora do grupo de pesquisa em História do Ensino de Língua e Literatura no Brasil, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Marília.
Aqueles que já dominavam essa primeira etapa de aprendizagem passavam para a seguinte. Na escrita, os alunos deveriam reproduzir modelos de textos consagrados da literatura e caprichar no desenho do formato das letras. Para fazer uma leitura de qualidade, o estudante tinha como tarefa compreender o que o autor quis dizer - sem interpretar ou encontrar outros sentidos.
As aulas focavam os aspectos normativos e descritivos da língua e textos não literários - como o acadêmico e o jornalístico - não eram estudados. "O coloquial ou informal eram considerados inadequados para ser trabalhados em sala de aula", explica Egon de Oliveira Rangel, professor do Departamento de Linguística da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
Metodologias mais comuns no ensino de Língua Portuguesa
As aulas de Língua Portuguesa, desde o século 19, foram marcadas pelos métodos de ensino de leitura e escrita nos anos iniciais de escolaridade e normativos nos anos seguintes. Foram as pesquisas dos últimos 30 anos que mudaram esse enfoque. Leia o perfil de cada fase.
MÉTODOS SINTÉTICOS
Foram predominantes no ensino da leitura desde meados do século 19. A escrita era vista como uma habilidade motora que requeria prática mecânica. Passada a alfabetização, os alunos deveriam aprender regras gramaticais.
Foco A alfabetização se inicia com o ensino de letras e sílabas e sua correspondência com os sons para a leitura de sentenças. Nas séries finais, só os clássicos são trabalhados, já que a intenção é ensinar a escrever usando a língua culta e a ler para conhecer modelos consagrados.
Estratégia de ensino As técnicas de leitura adotadas desde cedo são a silábica, alfabética ou fônica. Os mais velhos copiam textos literários sem levar em conta o contexto e o interlocutor.
MÉTODOS ANALÍTICOS
Surgiram no fim do século 19, em contraposição aos sintéticos. A alfabetização segue como uma questão de treino e o enfoque dos anos seguintes voltado ao debate das normas.
Foco A alfabetização parte do todo para o entendimento das sílabas e letras. Pouco muda nas técnicas para as séries finais do Ensino Fundamental.
Estratégia de ensino Mostrar pequenos textos, sentenças ou palavras para, então, analisar suas partes constituintes e o funcionamento da língua.
PROPOSTA CONSTRUTIVISTA
Ganhou força na década de 1980, com as pesquisas psicogenéticas e didáticas e a concepção interacionista de linguagem.
Foco O estudante deve refletir sobre o sistema de escrita, seus usos e suas funções. Os objetos de ensino são o sistema alfabético e os comportamentos leitores e escritores.
Estratégia de ensino Leitura e escrita feitas pelo professor, produção de textos, leitura (individual e coletiva) dos próprios estudantes e reflexão sobre a língua. Textos de diversos gêneros devem ser trabalhados desde o início da alfabetização até os anos finais.
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA
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