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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CONTRASTES GRAMATICAIS: ERROS COMUNS A SEREM EVITADOS EM INGLÊS

Ricardo Schütz

Aprender a falar um idioma estrangeiro consiste não apenas em assimilar seus elementos, mas também em evitar a interferência negativa da língua mãe. Embora este tipo de interferência seja mais evidente na pronúncia, também ocorre no plano gramatical, levando o aluno a produzir freqüentemente frases desestruturadas e incompreensíveis. O próprio aluno normalmente sente que algo está errado, mas a idéia que ele está tentando colocar está tão intimamente associada à estrutura usada no português, que parece não haver outra maneira. O estudo comparativo de dois idiomas leva à clara identificação dessas diferenças entre eles e permite prever os erros bem como procurar evitá-los antes de se tornarem hábitos.

Este trabalho é resultado de uma minuciosa análise dos erros mais freqüentemente observados no ensino de EFL (English as a Foreign Language) a brasileiros. Muitos destes erros podem ser observados mesmo em alunos que já alcançaram níveis avançados de fluência, e resultam da falta de contato com a língua ou de um contato através de instrutores que falam um inglês "aportuguesado".

Além da interferência negativa da língua mãe, temos aquela proveniente da generalização de regras do idioma estrangeiro; ou seja, da não-observância de exceções. Alguns destes pontos também são abordados neste trabalho.


1. Formulação de idéias interrogativas e negativas: (erro comum apenas no início do aprendizado)
A primeira grande dificuldade que o brasileiro, falante nativo de português, iniciando seu aprendizado em inglês enfrenta, é normalmente a estruturação de frases interrogativas e negativas. Frases interrogativas em português são diferenciadas apenas pela entonação, não exigem alteração da estrutura da frase. No inglês, além da entonação, temos, no caso dos Be Phrases (frases com o verbo to be ou com qualquer outro verbo auxiliar ou modal), a inversão de posição entre sujeito e verbo:

He's a student. - Ele é estudante.
Is he a student? - Ele é estudante?
I can speak English. - Eu sei falar inglês.
Can you speak English? - Você sabe falar inglês?

E no caso de Do Phrases, frases em que não há verbo auxiliar, surge a necessidade de uso de verbo auxiliar DO para formular perguntas ou frases negativas:

He speaks English - Ele fala inglês.
Does he speak English? - Ele fala inglês?
He doesn't speak French. - Ele não fala francês.

Além de contrastarem profundamente em relação ao português, esses dois tipos de estruturas contrastam entre si. O contraste entre Be Phrases e Do Phrases aparece nos modos interrogativo e negativo. Be Phrases fazem a inversão de posição entre sujeito e verbo para formação de frases interrogativas ou negativas, não precisando de verbo auxiliar, enquanto que Do Phrases precisam do verbo auxiliar DO. Isto representa uma dupla e acentuada dificuldade para os falantes nativos de português, onde na prática não existem verbos auxiliares e onde a formação de frases não é afetada pelos modos (afirmativo, negativo e interrogativo). O modo interrogativo em português, como vimos no exemplo acima, consiste apenas em uma diferente entonação, enquanto que em inglês exige uma significativa alteração na estrutura da frase, além da entonação. A dificuldade não é de entender, mas sim de assimilar e automatizar. Quem fala português como língua mãe não está acostumado a estruturar seu pensamento dentro destas normas e precisará praticar exaustivamente para conseguir "internalizar" essas estruturas.



2. The subtle presence of the verb TO BE - Presença/ausência do verbo TO BE (erro comum até níveis intermediários)
Do ponto de vista fonético, nas frases afirmativas, a presença ou não do verbo TO BE é quase imperceptível aos ouvidos do aluno principiante. A função gramatical de um verbo numa frase, entretanto, é preponderante. Se faltar onde deveria estar, ou se ocorrer quando não deveria, o erro é grosseiro. Observe os seguintes exemplos:

I lost. - Eu perdi.
I'm lost. - Estou perdido.
It hardly works. - Isto dificilmente funciona.
It's hard work. - Isto é trabalho duro.
They like children. - Eles gostam de crianças.
They're like children. - Eles são como crianças.
It looks like it's going to rain. - Parece que vai chover.

O aluno com este tipo de dificuldade deve treinar o ouvido e a pronúncia, e acostumar-se a perceber a grande diferença funcional deste pequeno detalhe fonético.


3. Subjectless sentences - Frases sem sujeito: (erro comum até níveis avançados)
Em português freqüentemente as frases não têm sujeito. Sujeito oculto, indeterminado, inexistente, são figuras gramaticais que no português explicam a ausência do sujeito. Isto no inglês entretanto não existe. A não ser pelo modo imperativo, toda frase em inglês normalmente tem sujeito. Na falta de um sujeito específico, muitas vezes o pronome IT deve ser usado.

Além da questão da presença obrigatória do sujeito, temos um problema com relação a seu posicionamento. Em português muitas vezes o sujeito aparece no meio ou no fim da frase. Em inglês ele deve estar de preferência no início da frase. Observe os seguintes exemplos:

Tive um problema. - I had a problem.
Está chovendo. - It's raining.
Ontem caiu um avião. - An airplane crashed yesterday.
Esses dias apareceu lá na companhia um vendedor. - A salesman came to the office the other day.

Ao formar uma frase, o aluno deve acostumar-se a pensar sempre em primeiro lugar no sujeito, depois no verbo. O pensamento em inglês estrutura-se, por assim dizer, a partir do sujeito.


4. There TO BE = ter (existência): (erro comum até níveis intermediários)
Em português o verbo TER tem pelo menos dois significados importantes: posse e existência. Exemplos:

Eu tenho um carro. = Eu possuo um carro. - I have a car.
Tem (há) um livro sobre a mesa. = Existe um livro sobre a mesa. - There's a book on the table.

Sempre que o verbo TER significar existência (haver), a frase não terá sujeito; e isto ocorre com muita freqüência em português. Em inglês, esta estrutura corresponderá sempre ao There TO BE. Observe os seguintes exemplos:

Não tem (há) problema. - There's no problem.
Tem (há) muita gente. - There are many people.
Não tem (há) ninguém que fala inglês aqui? - Isn't there anybody that speaks English here?
Teve (houve) uma festa ontem de noite. - There was a party last night.
Vai ter (haverá) outra festa semana que vem? - Is there going to be another party next week?



5. No TO after modals: (erro comum até níveis intermediários)

Os verbos modais (auxiliary modals) em inglês (can, may, might, should, shall, must), são verbos que nunca ocorrem isoladamente; ocorrem apenas na presença de outro verbo. Ao contrário dos demais verbos, entretanto, os modais ligam-se ao verbo principal diretamente, isto é, sem a partícula TO. Observe os seguintes exemplos:

He can speak English. - Ele sabe falar inglês. He likes to speak English. - Ele gosta de falar inglês.
Can I smoke here? - Posso fumar aqui? Do you want to smoke? - Você quer fumar?

O aluno principiante deve cuidar especialmente com o verbo CAN, que é usado com muita freqüência. Uma forma de internalizar estas estruturas é decorar exemplos como os acima.


6. A Combinação impossível de FOR com TO: (erro comum até níveis intermediários)
O fato de ser o infinitivo em inglês formado pelo verbo precedido da preposição TO, aliado ao fato de ser comum em português a colocação de idéias do tipo VERBO + PARA + VERBO NO INFINITIVO, induz o aluno freqüentemente a colocar a mesma idéia em inglês usando a combinação das preposições FOR + TO. Esta entretanto é uma combinação impossível, não ocorrendo jamais em inglês. Observe nos seguintes exemplos as alternativas corretas:

Eu vim para falar contigo. - I came to talk to (with) you.
Ela se ofereceu para me ajudar. - She offered to help me.
Para aprender, é necessário estudar. - It's necessary to study, in order to learn.
Isto é um instrumento para medir velocidade. - This is an instrument for measuring speed.

Como regra geral, sempre que houver tendência de colocar FOR + TO, o aluno deve lembrar-se de simplesmente eliminar a primeira preposição.


7. No double negative words: (erro comum até níveis intermediários)
No português normalmente colocamos dupla-negações na mesma frase. Pronomes indefinidos como NADA, NENHUM, NINGUÉM, podem ser usados livremente em frases negativas. Isto em inglês é gramaticalmente incorreto. Exemplos:

Não tem nada que eu possa fazer. - There's nothing I can do. / There isn't anything I can do.
Eu não tenho nenhum problema. - I have no problems. / I don't have any problems.
Não tem ninguém em casa. - There's nobody home. / There isn't anybody home.


8. O numeral ONE e o artigo A(N): (erro comum até níveis avançados)

Quem fala português como língua mãe, facilmente se confunde com o numeral ONE e com o artigo indefinido A, porque em português ambos são representados pela mesma palavra: UM. Exemplos:

I just have a car. (It's not an airplane) - Tenho apenas um carro. (Não um avião)
I just have one car. (Not more than one) - Tenho apenas um carro. (Não mais do que um)

Na maioria dos casos, é o artigo indefinido que deve ser usado. Observe os seguintes exemplos:

Eu tenho um problema. - I have a problem.
Um amigo é mais importante que dinheiro. - A friend is more important than money.



9. No THE before names and other article problems. (erros comuns até níveis intermediários)
Em ambas as línguas, inglês e português, existem artigos que se subdividem em definidos (o, os, a, as - the) e indefinidos (um, uns, uma, umas - a, an). Portanto, no uso de artigos há pouco contraste entre os dois idiomas, a não ser por alguns casos excepcionais.

a) Em português normalmente se usa artigo na frente de nomes próprios, enquanto que em inglês, salvo algumas exceções, não se usa. Veja os seguintes exemplos:

O Sr. Jones é meu amigo. - Mr. Jones is my friend.
A IBM é uma empresa grande. - IBM is a large company.
A Alemanha é um país desenvolvido. - Germany is a developed country.
O inglês do Peter é melhor que o do John. - Peter's English is better than John's.

Observe entretanto as seguintes exceções:

The United States - Os Estados Unidos
The Soviet Union - A União Soviética
The European Community - A Comunidade Européia
The CIS (Community of Independent States) - A CEI
The United Kingdom - O Reino Unido
The Netherlands - Os Países Baixos
The Philippines - As Filipinas
The Falklands - As Malvinas

b) Em português não se usa artigo indefinido antes de profissões:

Ele é médico. - He's a doctor. Sou professor. - I'm a teacher.

c) Em português não se usa artigo definido quando se fala de tocar instrumentos musicais:

Ela toca piano. - She plays the piano.


10. SAY and TELL (erro comum até níveis avançados)
Os verbos SAY e TELL, embora praticamente sinônimos no significado (transmitir informação), gramaticalmente são diferentes. Ambos podem ser traduzidos em português pelos verbos DIZER e FALAR, sendo que TELL pode ser também traduzido por CONTAR. A diferença reside no fato de que com o verbo SAY, normalmente não há na frase um receptor da mensagem (objeto indireto); enquanto que com o verbo TELL o receptor da mensagem está normalmente presente na frase. Veja os exemplos:

He said that inflation will decrease. - Ele disse que a inflação vai diminuir.
He told the reporters that inflation will decrease. - Ele disse aos jornalistas que a inflação vai diminuir.
What did he say when you told him this? - O que é que ele disse quando tu disseste isso para ele?

Entretanto, quando se reproduz textualmente as palavras do emissor da mensagem, o verbo a ser usado deve ser sempre SAY, mesmo que o receptor da mensagem esteja presente na frase. Exemplo:

He said "Good morning" to us. - Ele disse "Bom dia" para nós.


11. A FRIEND OF MINE ..., not MY FRIEND ... (erro comum até níveis intermediários)
Em português é muito comum dizer-se: Meu amigo …, quando o mais correto seria talvez dizer: Um amigo meu …. Qualquer uma destas formas em inglês corresponde sempre a: A friend of mine …. Observe os seguintes exemplos:

Um amigo meu está nos Estados Unidos. - A friend of mine is in the U.S
Meu amigo está nos Estados Unidos. - A friend of mine is in the U.S.



12. UMA PESSOA = SOMEBODY (erro comum até níveis intermediários)
Freqüentemente brasileiros que falam inglês encontram dificuldade em usar SOMEBODY ou SOMEONE. Em português, a expressão "UMA PESSOA ...", que é muito comum, corresponde normalmente a SOMEBODY em inglês. Observe os seguintes exemplos:

Tem uma pessoa aí que quer falar contigo. - There is somebody here who wants to talk to (with) you.
Uma pessoa me falou que ele vai se aposentar. - Somebody told me he's going to retire.
Eu ouvi uma pessoa falando inglês. - I heard someone speaking English.


13. No TODAY and no IN before THIS ...(time)... (erro comum até níveis intermediários)
Algumas expressões adverbiais de tempo como HOJE DE MANHÃ, NESTA MANHÃ, HOJE DE TARDE, NESTA TARDE, NESTE MÊS, etc., facilmente induzem o aluno a usar a palavra TODAY ou a preposição IN em inglês. Observe os seguintes exemplos:

Hoje de manhã (Nesta manhã ) ... - This morning ...
Hoje de tarde (Nesta tarde) ... - This afternoon ...
Nesta semana ... - This week ...
Hoje de noite ... - Tonight ...
Neste momento ... - At this moment ...


14. YOUR não é o mesmo que SEU (DELE, DELA) (erro comum até níveis intermediários)
Devido ao fato de que português tem na 2a pessoa (você) o mesmo tratamento gramatical dado à 3a pessoa (ele ou ela), o aluno freqüentemente encontra dificuldade no uso correto dos pronomes possessivos em inglês. Por exemplo:

Este é o seu livro. (de você) - This is your book.
Este é o seu livro. (dele) - This is his book.
Este é o seu livro. (dela) - This is her book.


15. I THINK SO não é o mesmo que I THINK (THAT) … (erro comum até níveis intermediários)
I THINK SO é sempre uma frase completa, terminando em ponto final, e corresponde à expressão do português ACHO QUE SIM. I THINK … ou I THINK THAT … sempre introduz uma oração subordinada (relative clause), e corresponde a ACHO QUE … Por exemplo:

Is it going to rain? I think so. - Será que vai chover? Acho que sim.
I think this is my book. - Acho que este é o meu livro.
Many people think that inflation is worse than unemployment. - Muitos acham que inflação é pior que desemprego.



16. Countable & Uncountable nouns - uso correto de seus quantifiers (erro comum até níveis avançados)
O fato de alguns substantivos não serem normalmente usados no plural (ex: dinheiro), é irrelevante em português. Em inglês, entretanto, este fato é de relevância gramatical. A classificação dos substantivos em countable (contáveis, isto é, que podem ser contados) e uncountable (incontáveis, isto é, que não podem ser contados ou pluralizados. Ex: dinheiro, água) é de grande importância porque, dependendo da categoria, diferentes quantifiiers terão que ser usados. Quantifiers são uma categoria de determiners, normalmente adjetivos, pronomes e artigos que quantificam substantivos.

Only Uncountable Only Countable Uncountable & Countable
much (neg. int.) many a lot (of)
very much (neg. int.) very many quite a lot (of)
too much (neg. int.) too many plenty (of)
several enough
a little (affirm. int.) a few (affirm. int.) some (affirm. int.)
very little (affirm. int.) very few (affirm. int.) any (neg. int.)
too little (affirm. int.) too few (affirm. int.) none (affirm.)
each no
every all
a, an (singular) the



17. Countable & Uncountable contrasts with Portuguese: (erro comum até níveis avançados)
Na maioria dos casos existe correlação entre os substantivos de português e inglês. Isto é: se o substantivo for uncountable em português, também o será em inglês. Em alguns casos entretanto, essa correlação é traída, induzindo o aluno a erro. Exemplos:

Eu vou pedir algumas informações sobre ... - I'm going to ask for some information about ...
Agora ainda temos que comprar os móveis. - Now we still have to buy the furniture.

INGLÊS PORTUGUÊS
information informações
knowledge conhecimentos
advice conselhos
equipment equipamentos
furniture móveis
vacation férias
medicine remédios
fruit frutas
bread pães

O fato de estes substantivos do inglês estarem aqui relacionados como uncountable, não significa que os mesmos não possam jamais ser usados no plural. Significa apenas que normalmente, em linguagem coloquial, no inglês moderno, não são usados no plural.



18. Verb transitivity contrasted (erro comum até níveis avançados)
Verbos podem ser transitivos diretos ou indiretos. Transitivo direto é o verbo que transita diretamente ao seu complemento. Por exemplo: TOMAR CAFÉ. Transitivo indireto é o verbo que transita ao seu complemento por intermédio de uma preposição. Por exemplo: TELEFONAR PARA O PAULO.

Inglês e português normalmente correspondem no que se refere a transitividade dos verbos. Isto é: se o verbo é transitivo direto em português, provavelmente também o é em inglês. Existem alguns casos, entretanto, em que essa correlação é traída. Por exemplo:

like
gostar de I like coffe. (D)
Eu gosto de café. (I)
tell
falar para, dizer para I've already told John. (D)
Já falei para o John. (I)
call
telefonar para I have to call him. (D)
Tenho que telefonar para ele. (I)
ask
perguntar para, pedir para Ask him. (D)
Pergunta para ele. (I)
listen to
escutar I like to listen to music. (I)
Gosto de escutar música. (D)
need
precisar de I need help. (D)
Preciso de ajuda. (I)
ride
andar de Why don’t you ride a bicycle? (D)
Por que você não anda de bicicleta? (I)
attend
participar de We attended a seminar. (D)
Nós participamos de um seminário. (I)
enter
entrar em He entered the kitchen. (D)
Ele entrou na cozinha. (I)

Como pode-se ver nos exemplos acima, na maioria dos casos em que há discordância, o verbo em inglês é transitivo direto (D) enquanto que em português é transitivo indireto (I). A única exceção parece ser a do verbo to listen.


DICAS PARA APRIMORAR SEU INGLÊS GRAMATICALMENTE
Se a uma criança americana, que logicamente fala inglês fluentemente, lhe for perguntado porque usa o verbo auxiliar da forma que o faz, provavelmente ela ficará perplexa, pois não saberá nem sequer de que se trata a pergunta. É este domínio intuitivo, automático, inconsciente da estruturação gramatical do idioma que nos permite não apenas falar fluentemente e corretamente, mas também escrever. O aluno não precisa saber porque as estruturas são como são, desde que as formas corretas lhe soem melhor, mais familiar aos ouvidos. Controle sobre as estruturas gramaticais básicas da língua deve ser alcançado o quanto antes. É o primeiro grande passo no processo de aprendizado. Por esta razão, é fundamental que o aluno procure desde o início de seu aprendizado o contato com estrangeiros, na qualidade de instrutores ou não, de forma a expor-se unicamente a uma língua estrangeira autêntica, rica nos planos fonológico, idiomático e gramatical.

Uma grande diferença entre o português e o inglês está na forma de estruturar o pensamento. É na estruturação das frases que reside um dos principais contrastes entre as duas línguas. A dificuldade aparece quando o aluno tenta "traduzir" uma estrutura do português para o inglês, palavra por palavra. A correlação entre as duas línguas nem sempre ocorre a nível de palavras, mas sim a nível de frases. Além disso, cada língua tem suas peculiaridades idiomáticas. É preciso, pois, desenvolver uma associação direta entre as idéias e as formas usuais de expressar estas idéias, a nível de estrutura. Não se trata de aprender um sistema de regras, mas de adquirir familiaridade através de nossa memória auditiva com um conjunto de formas com todas suas irregularidades. Enquanto a mecânica básica de estruturação de frases não estiver plenamente assimilada e automatizada, muita energia mental será desperdiçada para montar a frase. É preciso adquirir total familiaridade para que o esforço mental possa concentrar-se em vocabulário, na idéia, na criatividade. As técnicas dos métodos audiolingüísticos de memorização de textos ou diálogos e prática exaustiva das estruturas através de exercícios de substituição e repetição proporcionam normalmente bons resultados num estágio inicial. Além da técnica audiolingüística baseada em memorização auditiva e repetição mecânica, é fundamental implementar a internalização completa das novas estruturas através de um esforço criativo-comunicativo. Se o aluno procurar adaptar os elementos da língua estrangeira à sua realidade, usando estruturas corretas para expressar suas opiniões e apresentar sua maneira de pensar, e fizer disto um hábito, uma espécie de hobby mental, os resultados serão surpreendentes.
Ricardo Schütz

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lição 4 - O Poder Irresistível da Comunhão na Igreja

Lição 4 - O poder irresistível da comunhão na igreja
21 de janeiro de 2011 às 11h21
Pr. Jairo Teixeira
Texto Bíblico: Atos 2.40-47

INTRODUÇÃO

Nesta lição, estaremos falando sobre A Verdadeira Comunhão dos Santos. Vivemos dias onde os relacionamentos cada vez mais se tornam difíceis, há problemas de convivência por todos os lados, precisamos viver a comunhão, a unidade, a união que a bíblia fala, pois só assim, teremos uma vida vitoriosa, uma família forte e uma igreja poderosa. Pois um dos sinais da atuação do Espírito Santo na igreja primitiva era a comunhão; e a comunhão cristã caracteriza-se pela unidade, e através dos Frutos desta Comunhão Cristã é que poderemos participar das mesmas ideias, crenças, opiniões e até divergências entre nós.

I – A COMUNHÃO DOS SANTOS

Prezado irmão, uma igreja local dividida não terá êxito em sua jornada terrena e jamais alcançará o objetivo de evangelização mundial. Esse assunto foi determinante para o crescimento da Igreja Primitiva em Atos dos Apóstolos: A COMUNHÃO CRISTÃ.

A palavra Comunhão, de acordo com o texto bíblico no original, tem um sentido bem amplo. Proveniente do grego koinê, o termo remetente a essa palavra é KOINONIA. Este expressa os seguintes significados: “participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição; sociedade, comunhão, intimidade, ‘cooperação’; (nos papiros, da relação conjugal)”1 . A ideia da palavra é expressar o vínculo perfeito de unidade fraternal dentro de uma comunidade específica cujas características essenciais são a cooperação e o relacionamento mútuo.

A Igreja de Cristo é a reunião de diversas pessoas (diferentes classes sociais, sexos e etnias). Estas formam numa determinada localidade ou espaço público - seja no bairro, no município, no Estado ou até mesmo no país - a “assembleia” visível [a comunidade do Altíssimo] e convocada por Deus para proclamar o Evangelho da salvação a toda criatura. Para atingir este alvo, a comunhão cristã tem um papel preponderante na divulgação das Boas Novas. Através da koinonia, a Igreja Cristã denotará a relevância do Evangelho de Jesus Cristo a uma sociedade, cuja paz e a verdadeira dignidade humana são seu objeto de busca frequente.

A igreja local está estabelecida nessa sociedade. Aquela precisa ser relevante e autêntica no desenvolvimento de suas ações. Por isso a comunhão do Corpo de Cristo deve transparecer uma realidade visível de amor ao próximo entre os irmãos. Só assim que a sociedade sem Deus reconhecerá a graça acolhedora da igreja local e atentará para a proclamação do Evangelho de Cristo Jesus (At 2.46,47).

II – A COMUNHÃO CRISTÃ E A UNIDADE

A Comunhão Cristã e a Unidade, constitui-se num grande ministério. Em (At 2.42), mostra os segredos da igreja primitiva, havia unidade doutrinária, unidade na própria comunhão, unidade no partir do pão e nas orações. Hoje em dia, há muitos crentes ficando em casa, sem ir ao templo, por causa de algumas dificuldades de relacionamentos. Nosso conselho para esses irmãos, é que a comunhão é uma marca caracterizadora do cristão, já que somos dependentes, tanto de Deus quanto dos irmãos. Conforme escreveu o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. A atitude de auto-suficiência na igreja pode levar as pessoas a viverem distantes umas das outras, a agirem indolentemente no seio da igreja (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3). A amargura também pode impedir o desenvolvimento da comunhão na igreja. Cristãos amargurados tratam uns aos outros com hostilidade (Hb. 12.15). Não são poucas as pessoas com orgulho ferido nas igrejas evangélicas. Por causa desse sentimento, elas têm dificuldade para estabelecer vínculos. O elitismo eclesiástico pode também ser um empecilho para a comunhão. As chamadas “panelinhas” nas igrejas, como havia em Corinto (I Co. 3.4), coloca alguns em preferência em detrimento de outros. Conforme afirmou John Wesley certa feita, nada mais anticristão do que um cristão solitário. Nos dias atuais, marcados pelas redes de relacionamentos, as pessoas precisam estar mais juntas. Não apenas nos espaços internéticos, mas também nos encontros presenciais. A frieza do monitor e do teclado do computador não substitui o abraço e o aperto de mão. A cultura ocidental nos legou o individualismo, e, infelizmente, até mesmos em determinadas igrejas, é cada um por si e o diabo contra todos. A igreja do Senhor não é uma empresa, mas uma família na qual somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e como tais devemos nos relacionar. É na igreja que encontramos (ou pelo menos deveríamos encontrar) graça e refrigério para as nossas almas (Rm. 1.11,12).

CONCLUSÃO

Como frutos desta Comunhão Cristã, vemos em Atos o Temor a Deus, haviam sinais e maravilhas, assistência social era forte, havia um crescimento saudável e a Igreja era formada por adoradores. Pergunto: Sua igreja cultiva a verdadeira Comunhão? Já é hora de voltarmos ao princípio para tirarmos lições preciosas, pois só assim o Espírito Santo vai operar em nosso meio, como antes; se vivermos a verdadeira Comunhão dos Santos.

BIBLIOGRAFIA

PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: ABU,2008.

TAYLOR, W. C. Dicionário do N T Grego. 10. ed.

Rio de Janeiro: Imprensa Batista Regular, 2001, p. 119.

Estudos pelo Pr. J.Roberto, Pr. Jairo Teixeira,2010.

sábado, 15 de janeiro de 2011

LIÇÃO 3

O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
A necessidade do revestimento de poder para se fazer melhor a obra de Deus é o propósito primordial do batismo com o Espírito Santo.Ao ser batizado, o servo de Deus se torna muito mais apto para desbaratar as forças das trevas,pois está revestido de poder.
É uma promessa de Deus desde o Antigo Testamento através de profetas como Isaias, Joel e até João Batista.
Jesus Cristo mesmo falou sobre o cumprimento da promessa dizendo aos discípulos "que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder",fato que aconteceu no Dia de Pentecostes,conforme Atos capítulo 2.
você já é batizado com o Espírito Santo? "a promessa diz respeito a vós, aos vossos filhos ,aos que estão longe e a tantos quanto Deus Nosso Senhor chamar",de acordo com at 2.39.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LIÇÃO 2

Lição 2 - A ascensão de Cristo e a promessa da sua vinda
08 de janeiro de 2011
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário da EBD para o fim de semana
Texto Bíblico: Atos 1.4-11

INTRODUÇÃO

Nesta lição, falaremos sobre a ascensão e a vinda de Jesus. Dois assuntos que se completam. Um confirma o outro. Se Jesus ascendeu ao céu, nos dá a certeza de que a Igreja também subirá para o céu. A historicidade da ascensão de Cristo costuma ser colocada em dúvida por alguns críticos, que tomam por base as aparentes contradições no texto bíblico. Analisemos os fatos. Dois textos narram a ascensão de Cristo:

Lucas 24.50-52

49 E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.

50 E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou.51 E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu.

52 E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém.

Atos 1. 8-12

8 Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

9 E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, {ocultando-o} a seus olhos.

10 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,

11 os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

É possível harmonizar as diferenças nas narrativas da seguinte forma:

- Cada relato possui detalhes que não constam do outro, sendo a versão de Atos mais completa. No final do Evangelho, Lucas escreve que quando Jesus está sendo elevado, ele ergue os braços para abençoar os discípulos e eles os adoram. Lucas omite estes fatos em Atos, mas acrescenta a nuvem que o encobriu e o aparecimento dos “dois varões vestidos de branco”. Dessa forma, não encontramos contradições nestes fatos. Encontramos complementações.

- Atos parece indicar que o local da ascensão foi o Monte das Oliveiras (1.12), enquanto que o Evangelho afirma que Jesus “os levou para Betânia”, a aldeia ao lado deste monte, entre três e quatro quilômetros de Jerusalém. Observe que o Evangelho não diz que Jesus ascendeu de Betânia, mas que foram levados “até lá”. Stott (2003, p. 45) afirma ser mais apropriada a tradução “para a vizinhança de Betânia”.

Para Stott (idem, p. 45-46), após o exame das aparentes divergências, pode-se observar cinco pontos em comum na narrativa:

1. Ambos os relatos dizem que a ascensão de Jesus seguiu-se ao comissionamento dos apóstolos para que fossem suas testemunhas.

2. Ambos dizem que ela se deus fora de Jerusalém, e ao leste dela, em algum lugar do Monte das Oliveiras.

3. Ambos dizem que Jesus “foi elevado às alturas”, onde o uso da voz passiva indica que a ascensão, assim como a ressurreição, foi um ato do Pai que, primeiro, o levantou entre os mortos e, depois o elevou às alturas.

4. Ambos relatam que os apóstolos “voltaram para Jerusalém”.

5. Ambos dizem que depois disso eles aguardaram a vinda do Espírito, de acordo com a ordem e promessa expressa do Senhor.

Sttot (ibdem, 46-49), sustenta a historicidade da ascensão alegando que:

- Milagres não precisam de precedentes para autenticá-los;

- A Ascensão é um fato aceito em todo o Novo Testamento. Para Marshall (1982, p. 59-60), o fato da ascensão é solidamente atestado em 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.21-22, e especialmente nas muitas passagens nas quais a ressurreição de Jesus é entendida, não simplesmente como a Sua volta dentre os mortos como também a Sua exaltação à destra de Deus (2.33-55)

II. OS ÚLTIMOS DIAS DE CRISTO NA TERRA - Mt 28,16-20

1. As Infalíveis Provas da Ressurreição de Cristo

Após ressuscitar, Cristo ainda permaneceu entre os discípulos durante 40 dias, período em que apareceu a Maria Madalena e suas acompanhantes, Mt 28.1,5,8-10; Lc 24.10-11, encontrou-se com os dois discípulos no caminho de Emaús, Lc 24.13-34, revelou-se também a Pedro, Lc 24.34, e manifestou-se a todos coletivamente, Jo 20.19-31, com “muitas e infalíveis provas” de sua ressurreição. Numa alusão de que houve inúmeras testemunhas a respeito de. te lato, Paulo chegou a afirmar que .Jesu. foi visto por mais de 500 irmãos, 1 Co 15.1-6.

2. As últimas instruções no Monte das Oliveiras

Finalmente o Senhor reuniu os discípulos no Monte das Oliveiras, de onde foi elevado ao céu, depois de lhes deixar as últimas instruções para que pudessem dar continuidade à obra por Ele iniciada, Aqueles homens estavam ainda confusos, pensando que o reino político se- ria restaurado a Israel naqueles dias Em razão disso, a admoestação do Mestre se baseou em três pontos fundamentais:

a. A ocasião em que o reino seria estabelecido era assunto exclusivo de Deus;

b. Eles deveriam ser revestidos pelo Espírito Santo para que desempenhassem satisfatoriamente a missão:., que lhes seria confiada;

c. Eles foram comissionados como testemunhas de Cristo locais, regionais, nacionais e universais.

A ASCENSÃO DE CRISTO AOS CÉUS, At 1.9-11; Lc 24.51

1. A ascensão de Cristo é a esperança da Igreja

O texto de Atos diz: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas e uma nuvem o recebeu,ocultando-o a seus olhos.” Elevar significa alçar, erguer ou exaltar. Portanto, o Senhor foi exaltado poderosamente à vista dos discípulos, e o seu retorno à plenitude da glória se traduz em esperança para a Igreja pelas seguintes razões, se Ele não voltasse aos céus:

III. CONCLUSÃO

“Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por dádivas. (Sl 68.18)” A ascensão ou subida de Jesus aos céus, após a ressurreição é de grande importância para a fé cristã: ela demonstra que as promessas de Deus são confiáveis; Foram muitas as promessas de que, após a ressurreição, Jesus voltaria aos céus e, como todas as demais, estas também se cumpriram. Se tirarmos as promessas do cristianismo, ele não subsistirá. Nossa fé está baseada nas promessas do Senhor, como afirma a letra do hino da nossa Harpa Cristã: “Firme nas Promessas”. Ela permitiu que Jesus reassumisse a glória que tinha antes da encarnação. O grande mistério da fé está explícito no fato de que Deus se fez homem – encarnação. Para que isso fosse possível, Ele abiu mão de atributos para que sua vida entre nós não fosse uma representação teatral. Mas, ao voltar aos céus, Ele readquire a glória anterior. Ela permitiu que Jesus assumisse a função de nosso advogado. Ele está intercedendo por nós e nos defendendo das acusações do Diabo, feitas ao Pai. Mesmo quando o diabo fala a verdade, o que não é fácil para ele, pois, é o pai da mentira, apontando nossos pecados cometidos, Jesus nos defende, pedindo ao Pai que aplique sobre nós a justiça que Ele conquistou na cruz. Ela demonstra que Jesus vai voltar para levar a Sua Igreja. A fé cristã está baseada numa esperança escatológica muito forte: quem crer em Jesus Cristo, ainda que morra, viverá! Será ressuscitado na volta gloriosa do Senhor! A última oração da Bíblia é: “Maranata! Vem, Senhor Jesus!”

APLICAÇÃO PESSOAL

A destra do Pai, Jesus está sentado como a Cabeça do seu Corpo, a Igreja. No entanto, nesta posição, sua autoridade e jurisdição de governo e administração estendem-se para além da esfera da sua Igreja e engloba o mundo todo. Todos no céu e na terra são chamados por Deus para reverenciarem a majestade de Jesus, para serem governados por sua mão, para darem-lhe a honra devida e submeterem-se ao seu poder. Finalmente, todos estarão diante dele, quando ele assentar-se para o julgamento final. Jesus tem autoridade para derramar seu Espírito Santo sobre a Igreja. Entretanto, ele só derramou seu Espírito depois que se sentou à destra de Deus. O Espírito ministra em subordinação ao Pai e ao Filho, os quais juntos o enviaram para aplicar a obra de salvação que Cristo adquiriu para os crentes. Sentado à mão direita de Deus, Jesus não só exerce seu papel como Rei dos reis, mas também desempenha a função de juiz cósmico. Ele é o juiz sobre todas as nações e todas as pessoas. Embora Jesus governe como nosso juiz, ele foi designado por Deus para ser também nosso advogado. Ele é nosso defensor. No julgamento final, o advogado nomeado para nos defender será o próprio juiz que preside. Uma amostra da intercessão de Jesus em favor dos santos pode ser vista no martírio de Estêvão: “Estevão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus que esta à direita, e disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé à destra de Deus!” (At 7.55,56). Dentre as questões práticas que podemos extrair da presente lição bíblica, além da esperança da volta de Jesus, Stott (ibdem) nos alerta sobre dois erros dos apóstolos, nos quais podemos incorrer: “O primeiro é o erro do político que sonha em fazer a utopia na terra (preocupados com a restauração do Reino de Israel). O segundo é o erro do pietista que sonha apenas com os prazeres celestiais (preocupado em apenas contemplar o Jesus celestial). A primeira visão é terrena demais, e a segunda, celestial demais. […] em lugar deles, ou como antídoto para eles, deveria estar o testemunho de Jesus no poder do Espírito, com todas as sua implicações em termos de responsabilidade terrena e capacitação celestial.” Williams (1996, p. 39) concorda e escreve: “Daí a pergunta: por que estais olhando para os céus (v 11). Que acatassem as instruções recebidas. […] A ênfase aqui, como em geral por todo o Novo Testamento, está nos deveres atuais dos crentes em vez de nas especulações a respeito da volta de Cristo.” [12] [13]

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

[1] Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001, nota textual Mt 2.2, pp.949;

[2] MENZIES, William W. e horton, Stanley M.. Doutrinas Bíblicas, Uma Perspectiva Pentecostal. CPAD; Rio de Janeiro, 1995. pp.73;

[3] STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Estudo Doutrinario Jesus e o Espirito Santo;

[4] STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; nota textual de Ef 4.5;

[5] ARRINGTON, L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003;

[6] BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003;

[7] KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1;

[8] MARSHAL, I. Howard. Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982;

[9] PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006;

[10] HARRISON, Everett. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR, 1987;

[11] RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2005;

[12] STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003;

Pr. Jairo Teixeira Rodrigues
Líder da AD em Matriz do Camaragibe-AL

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

COMENTÁRIO DAS LIÇÕES DO TRIMESTRE DE EBD

Lição 01- Atos, a ação do Espírito Santo através da Igreja
01 de janeiro de 2011
Divulgação
Pr. Jairo Teixeira, comentarista da Lição Bíblica da CPAD Comentário da primeira lição bíblica de 2011 com o Pr. Jairo Teixeira
ATOS 1.1-5

I. INTRODUÇÃO

Este ano é o ano do centenário das Assembléias de Deus, aproveitemos o exemplo deixado em Atos dos apóstolos, para incentivar a igreja atual a vivenciar uma experiência semelhante. Atos nos demonstra aquilo que é essencial e vital para a experiência comunitária da igreja. Atos nos brinda com os pontos mais importantes da vida comum dos participantes da igreja, que está além de sua organização, mas antes, focalizada no seu organismo. Não existe no cristianismo nada mais fascinante que a vida de Cristo. Ele é a figura central do cristianismo. Contudo, não podemos negar que a história da expansão da verdade a respeito de Cristo é também muito interessante, senão, igualmente fascinante. “pena alguma jamais escreveu um registro mais irresistível. Se esses acontecimentos memoráveis não provocarem a imaginação e nem despertarem as emoções de qualquer leitor realmente interessado, nenhum outro o fará”[1] J. Sidlow Baxter. Juntamente com o Evangelho de Lucas e a Epístola de Hebreus, Atos contém a redação grega mais culta de todo o Novo Testamento, quase próximo do grego clássico. É impossível lê-lo sem notar a mente do autor por trás da forma clínica de avaliação da história. É bem certo que alguns estudiosos afirmam que os discursos são implementados pelo autor, por vezes modificados, ou ainda, que os discursos encontrados em Atos são na verdade são citações literárias improvisadas. Contudo, não existe como fazer tal afirmação, do mesmo modo que não podemos assegurar que o autor deixe no texto exatamente as palavras de todos os discursos encontrados.

1. AUTORIA, LOCAL, DATA E TEMA

Atos não menciona o seu autor em lugar algum do livro, mas o autor se apresenta em algumas situações da narrativa na primeira pessoa do plural “nós” (At. 16.10-17; 20.5-15; 21.1-18; 27.1-28.16). Tradicionalmente, a autoria do livro é atribuída a Lucas, a pessoa conhecida por esse nome no Novo Testamento, o médico, amigo e companheiro de Paulo (Cl. 4.14. Fm. 24; II Tm. 4.11). Os escritores do Séc. I da igreja, dentre eles Irineu (180 d. C), cita Lucas como o autor do terceiro evangelho, que leva o seu nome, e de Atos. Essa relação é identificada nos textos bíblicos, pois Lucas, está relacionado tanto à escrita do evangelho (Lc. 1.1-4; At. 1.1,2). Não podemos precisar com exatidão o local no qual Atos dos Apóstolos foi escrito. A tradição associa Lucas a Antioquia, e há algumas possibilidades desse livro ter sido escrito naquele lugar, ainda que alguns estudiosos considerem Roma e Éfeso como lugares prováveis onde Atos teria sido composto. Pela natureza dinâmica da composição, os estudiosos defendem que Atos não teria sido escrito em ano específico, esse livro seria o resultado de um diário contínuo, terminado, ainda que não concluído, antes de 70 d. C. O tema central de Atos pode ser explicitado a partir de At. 1.8: o poder do Espírito Santo sobre a Igreja a fim de que essa possa dar testemunho do evangelho de Cristo em toda terra.

2. CONTEXTO, CONTEÚDO E PROPÓSITO

O título do livro, em grego, é praxei apostolon, e em latim, acta apostolorum, podemos, então, concluir que se trata de um documento histórico, com ênfase na igreja, e mais especificamente, nos atos e vida dos apóstolos. A ênfase do livro repousa no ministério de Paulo, que, por aquele tempo, era acusado pelos judaizantes de não ser um apóstolo legítimo (I Co. 15.8-11; Gl. 1.11). Há quem defenda que o relato de Atos, com ênfase no ministério paulino, poderia ser um documento em defesa do seu apostolado, algo que ele faz com maestria em sua Segunda Epístola aos Coríntios. O objetivo primordial de Atos, no entanto, não é retratar a vida de Paulo, o apóstolo dos gentios, mas revelar a mensagem de Jesus Cristo, a boa notícia para todas as nações, é a partir dessa perspectiva que Lucas faz seu registro histórico (Lc. 24.26). A primeira parte de Atos narra como o evangelho foi aceito inicialmente em Jerusalém, como nasceu a Igreja e como ela vivia. A segunda parte descreve o avanço do evangelho em direção a Samaria e Antioquia na Síria. Em seguida, registra as viagens missionárias de Paulo, mostrando como o evangelho de Jesus penetrou o império romano. No meio do livro, exatamente no capítulo 15, é registrada a disputa em torno da questão judaica, isto é, se os cristãos podem fazer parte do povo de Deus sem que antes se tornem judeus. Mesmo diante da adversidade no qual o livro é encerrado, Paulo preso em Roma, as palavras são esperançosas: “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum” (At. 28.31).

ATOS DO ESPÍRITO NOS ESTÁGIOS SUCESSIVOS DA IGREJA

1. AGE EQUIVALENDO COMO O CRISTO CONOSCO

* Ele veio para dar continuidade na obra de Cristo - Atos 1.1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,

* Ele veio instruir os discípulos no trabalho de Cristo - Atos 1.2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;

* Ele veio enfatizar provas da ressurreição de Cristo - Atos 1.3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.

2. AGE PARA COORDENAR AS ATUAÇÕES DA IGREJA

* Capacita os crentes na missão de transmitir o evangelho - Marcos 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

* Capacita os crentes para fazer tudo que Jesus ordenou - Atos 1.4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.

* Capacita os crentes como canais do seu ministério - João 14.26 as aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

3. AGE PARA QUE TODOS RECEBAM A SUA VIRTUDE

* Veio caracterizar a promessa da aliança de Deus a seu povo - Joel 2.28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

* Usa poder em encher o mundo pela mensagem do evangelho - Atos 1.5 Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.

* Marca sua presença salvífica e julgadora de Deus no mundo - João 16.8 E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.

CONCLUSÃO

Neste trimestre, veremos o que Deus é capaz de fazer a Igreja de Cristo no poder do Espírito Santo. Busquemos um avivamento Oremos por um derramamento do Espírito Santo em nossa Pátria brasileira.

Pr. Jairo Teixeira Rodrigues
Líder da AD em Matriz do Camaragibe-AL

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010


Feliz natal para todos os nossos amigos.A paz de Cristo que a todos faz bem inunde os corações.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DOCE INFÂNCIA



Meu Filhos David e Jônatas

Casimiro de abreu
Meus Oito Anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar - é lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!